terça-feira, 31 de julho de 2012

A pé... à Cova de Iria


Augusto Alberto


Contou Fernando Mota, Presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, no acto de despedida dos atletas que rumaram aos Jogos Olímpicos, que um dirigente de um pequeno Clube de Vila Nova de Gaia o informou que a autarquia tem a intenção de aterrar com cimento a caixa para o salto em comprimento e para o triplo salto, da pista com nome de Moniz Pereira (tolice e náusea), no Estádio Jorge Sampaio, com vista a satisfazer o desejo futeboleiro local.

É a impenitente tacanhez, ainda a fazer escola nesta lusitana pátria, em tempo olímpico. E é o versado caldo de cultura onde babujam muitos dos nossos dirigentes da administração, da base ao topo, que não conseguem enxergar a salobra estaleca emocional e intelectual. Como queremos fazer, se aterram com cimento a inteligência, velocistas abaixo dos 10 segundos, saltadores em comprimento para lá dos 8.50 metros, saltadores em altura acima dos 2,30 metros ou uma nota sublime de 9.9 na trave olímpica, por exemplo, que são as marcas que sobem ao Olímpo e que as TV’s mediatizam? Ninguém se lembra, evidentemente, de quem se coloca vulgar entre pares. Todavia, saibamos que uma marca ou uma medalha universalizam o movimento físico e, nessa medida, os recursos colocados à disposição de uma cabeça sã num corpo são, são justificados.
Mas no país dos descamisados, coisas de excepção, não vão além de um bambúrrio, apesar de esforços diligentes. Aliás, Fernando Mota, de modo discreto, já desvendou o mistério. O próximo ciclo olímpico, a começar já no próximo mês de Outubro deste corrente ano de 2012, vai, não tenhamos dúvidas, por amor à divida e à pequenez, começar na o(a)cidental praia lusitana, em Janeiro de 2016 e acabar em Agosto de 2016. Chegará, depois, o desconforto. Choverão torrentes de comentários abomináveis e muito boa gente, com superiores responsabilidades, entrará a assobiar em dó menor, que é o modo muito atávico de descartar responsabilidades. Com efeito, ainda e sempre, no país dos descamisados, anda muita gente feliz e em contramão, criando em muitos de nós a impressão de que se indo a pé à Cova da Iria, se resolve a situação.
Pequena nota:  Na antiguidade, em tempo de jogos, parava a guerra, mas hoje, se tu acreditas que a guerra está num jogo de paint ball, estás enganado. Agora, precisamente agora, em algum lugar do mundo, soldados de sua majestade, ou matam ou morrem.

Trabalho para férias

Jovem, neste verão serve o teu país:

1 - Inscreve-te no PS ou no PSD.

2 - Descobre o que fazem.

3 - Telefona à Polícia.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Há um síndroma dos "JO"?


    


A repetição do 7º lugar de João Carlos Costa em Londres, no tiro a 10 metros não deixa de ser um excepcional resultado, tendo em conta o que se sabe. Que Costa é um atleta amador, estava (está, ainda falta o tiro a 50 metros) a competir com o que há de melhor no planeta, com a “pequenina” diferença de que os adversários são profissionais, não tendo feito outra coisa que treinarem-se especificamente para aquela competição.
Mas o currículo do atleta figueirense (campeão europeu e mundial) deu-nos a ideia, ou a certeza, que era possível fazer melhor. Não foi. Mas apesar do bom resultado, muito lá no íntimo Costa terá a certeza que vale bem mais do que o lugar obtido.
Outra campeã europeia e mundial também fracassou, esta manhã. A judoca Telma Monteiro, como Costa, não tem tido sorte nos “JO”. Haverá mais oportunidades, para ambos, certamente.
Em contrapartida, e para o cenário não ser tão negro, o resultado de outra Telma, no Badmington, foi histórico. Os primeiros sets ganhos e a primeira ronda ultrapassada por uma atleta portuguesa. E uma dupla de vela, em 49er, segue ao fim da segunda prova na 4ª posição.

domingo, 29 de julho de 2012

Onde se esfola e talha a carne?


Augusto Alberto

Será que os cristãos que decidem sobre o mundo, Obama, Merkel, Sarkozy, que exorbitou sobre decisões da ONU para a Líbia, Berlusconi, temente a Cristo e profano no trato com a carne, e o extravagante Paulo Portas e ainda muitos outros, conhecem o patriarca católico da Síria? Se não o conhecem fisicamente, deveriam no mínimo meditar sobre o que disse: “Se querem ajudar os cristãos na Síria e contribuir para a paz …os países estrangeiros devem preocupar-se primeiro em resolver o conflito israelo-palestiniano. Este conflito é a causa primordial da maioria dos infortúnios, crises e guerras no mundo árabe”, numa reflexão sobre a actual crise na Síria. E para remate, escarneceu sobre os hipócritas cristãos ocidentais, de disfarçarem os seus interesses, com o “zelo pelos cristãos” no Médio Oriente.

O líder da Igreja Melquita, interpretou, cristalino, boa parte da história contemporânea do médio Oriente. Todavia, para que melhor se perceba a trama, é preciso que se diga que o partido por Israel, tem por finalidade manter, ali, em doca seca, e por isso inamovível, um enorme e bem defendido porta-aviões, guarda avançada dos interesses liberais, à custa dos povos árabes, desgraçadamente, com a anuência de muitos traidores, corruptos e torcionários lideres árabes, que nem sequer querem ouvir falar, pasme-se, na inapta “democracia à ocidental”, não vá o remanso dar o lugar à borrasca. Manter o Suez e o estreito de Ormuz abertos à navegação comercial e militar, manter a antiga Pérsia sobre pressão na esperança de que se faça, um dia, o ajuste de contas, e sobretudo, manter os poços e as rotas do petróleo desencravadas, é preciso, custe as vidas árabes que custar.
Viva Verdi, gritava-se, porque o autor, na sua música, juntou aos gritos de união pela Italia, os da paz e liberdade. Gregorios Laham III não é Verdi, com efeito, porque lhe falta o gabarito cívico e intelectual do autor, mas merece que se registe a sua lancinante denúncia, nestes tempos de atropelos, divisão e saque.
A família Assad é carniceira, evidentemente, mas os ocidentais cristãos, acima descritos, mais os seus superiores interesses, é quem gere o talho, e decide como e onde, se esfola e talha a carne.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

No "tubo", claro! Onde houvera de ser?


Na cor das folhas de coca, a cor das notas de dólar

Augusto Alberto


Há banqueiros que vêem na cor das folhas de coca, a cor das notas de dólares e com muita probabilidade, são ainda membros da “Opus Dei”, discípulos de Escrivá de Balaguer, que anunciou que pelo trabalho se cria a oportunidade de um abraço a Cristo.
Estava um calor sufocante e o encontro do banqueiro com o padrinho do cartel da droga, foi no conforto de uma das salas muito privadas de um hotel de charme da cidade fronteiriça mexicana de Juarez. Ambos discutiram as rendas de um fenomenal negócio. Lavagem de dinheiro proveniente do cartel, ali representado por um padrinho, muito pouco parecido com um homem habituado a precaver-se com um pistolão no bolso. E talvez o “senhor” banqueiro seja o homem do H.S.B.C., acrónimo de Hong Kong and Shanghai Banking Corporation. De volta e no aconchego do gabinete, o “senhor” do acrónimo, foi efusivamente beijado pelos pares. E para o desejo de continuação, votos de lealdade e de boa liderança, foram parar à mesa de um dos exclusivos restaurantes da City.
Ali, na lambuzagem do champanhe de Reims, definiram ainda a diversificação dos locais do negócio, coisa chave na área e por isso, os homens do H.S.B.C, muito justamente, não se ficam pela lavagem de dinheiro dos cartéis da droga mexicanos. Também se faz com centro em alguns locais, que são exclusivas células do mal. Síria e Irão. E por isso, ocorre-me perguntar, afinal onde se centra o eixo do mal? Quem sabe, sem espanto, na exclusiva Wall Street. E talvez o banqueiro do acrónimo, possa ser ainda, deputado ou Lord.
O mundo para alguns dos homens que perseguem o abraço com Cristo e que se acham tonificados pela democracia de um homem, um voto, e pelo temor a Deus, e que anseiam por um mundo aconchegado, não tem fronteiras. E muros? Só os que são erigidos para manter sobre segurança o casulo onde se dá a metamorfose dos princípios bíblicos do não matarás e não roubarás. Sê católico na aparência, mas despe-te dos requisitos.  
O encontro na cidade de Juarez é invenção minha, evidentemente. Contudo, quem sabe? Mas da diversidade do negócio, falou o seriíssimo Congresso dos Estados Unidos.

domingo, 22 de julho de 2012

“Poucos são donos de tudo, muitos são donos de nada”


Augusto Alberto

Sebastião José de Carvalho e Melo andou de candeias avessas com uma parte do poder eclesiástico, por ventura, devido à sua enorme influência doutrinária, económica e social. Aos jesuítas da Companhia de Jesus, acusou-os de abomináveis, traidores, ímpios e sediciosos. De todo o modo, apesar de tantas e dolorosas batalhas, muitas marcadas a sangue e viuvez, nunca se coibiu, por montes e vales, de se deslocar de cavalo ou de liteira, de Oeiras ou Pombal, para a corte.
Pois agora, por razões que um atento português pode avaliar, um padre de peso na hierarquia eclesiástica, D. Januário Torgal Ferreira, capelão das Forças Armadas, disse, por ironia, do actual poder politico, aquilo que Sebastião José de Carvalho e Melo disse à época, dos membros da companhia de Jesus. Que o poder político actual, é também ímpio e está organizado em gang. Foi o padre de uma violência assertiva e terrível? Sem dúvida. Contudo, a correlação de forças não permite ao actual poder secular fazer ao padre Januário o mesmo que Sebastião fez aos padres da Companhia de Jesus e às famílias Távora e Condes de Aveiro. Assim, fixemo-nos nas coisas que correm e avaliemos como são certeiros os adjectivos que o padre Torgal fixa na actualidade. Fosse dito por um outro homem consequente, cairia chumbo. Mas ditas por quem foi, o poder com efeito, escoicinhou, mas foi pífio. O gang foi organicamente desancado. Direi mesmo, que a elite financeira e económica, só não coloca já fim ao poder do gang da S. Caetano à Lapa, e não o troca pelo outro gang, sito no Rato, com quem alterna, porque o Partido Socialista vai medonho e andrajoso, como um São Banobaião Anacoreta. Está pois, constituído um tempo de pausa, nada propício à rotatividade, contudo, propício à continuação das maldades.
Abro aqui um parêntesis para dar voz a outro padre. O Bispo de Olinda e Recife, que um dia disse do Nordeste Brasileiro, tripudiando sobre os militares:  “poucos são donos de tudo, muitos são donos de nada”. Esta é frase que pode ter também aplicação doméstica.
Dito isto, acredito que se fosse vivo, Sebastião José de Carvalho e Melo, talvez dissesse: “ordem nos gangs e que se trate do povo, que vai faminto”.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

Na partida para os "Jogos"


Augusto Alberto


Na recepção às missões olímpicas e paraolímpicas, o Presidente Cavaco revelou-se uma figura hirsuta e frugal. Já Assunção Esteves, Presidente da Assembleia da República, é eléctrica, com sentido de Estado e muitíssimo bem preparada.
Da recepção do Senhor Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, não sei. Todavia, fui convidado, mas declinei. Se os atletas foram convidados por serem atletas da Naval 1º Maio, não sendo treinador do clube em referência, mas membro da equipa técnica nacional da Federação Portuguesa de Remo, não faria sentido estar presente. Depois, se a intenção foi a de convidar um figueirense, foi um tempo tardo. À Figueira voltei em definitivo antes da Guerra e durante estes longos anos, envolvi-me em coisas muito importantes, que me deixam em paz com os santos e me expurga os demónios.
E é importantíssimo que se diga que me recuso a polir e branquear a imagem de uma gestão autárquica que tem sido de uma moleza contagiante. Não me enganarei se disser que, há pelo menos 3 mandatos autárquicos, se promete, por exemplo, a construção de uma pista de atletismo. Do facto, sobra promessa vil. 
Não sei que trabalhos medonhos se colocam na construção de um parque, simultaneamente para o lazer e competição. Aconselho uma breve visita ao concelho vizinho de Montemor-o-Velho, para perceberem como afinal é coisa simples. E o cúmulo da esperteza e oportunismo é convidar um atleta olímpico, que vai disparar, olimpicamente, a 50 metros, que não treina a distância, porque a sua cidade lhe derrubou as condições. Não sei se deva dizer, se nesta matéria a coisa não vai na esteira do Burquina Fasso. Aliás, terra onde existe uma Volta nacional, com participação de ciclistas internacionais, para que se saiba. 
Sendo assim, longe dos salamaleques para estar longe de batoteiros, (nas campanhas promete-se) e insuficientes, (depois não se cumpre). Por último, dizer que recuso pisar olimpicamente lugares, e receber cumprimentos de quem, em situações análogas, cumprimentou algumas das pessoas mais insuportáveis e bufas da minha cidade.
Para que fique claro, é preciso dizer não a quem nos quer usar, se quem nos quer usar está longe de nos encher o verbo.
Por mim, estou confortabilíssimo.

domingo, 15 de julho de 2012

O balde de merda e a pepineira


Aquela questão do balde estar meio cheio ou meio vazio, é uma falsa questão ou, mesmo respeitando as probabilidades, uma não-questão.
Este balde, por exemplo e de preferência, devia estar completamente cheio. 
Ora vejam e tirem as conclusões que quiserem.

sábado, 14 de julho de 2012

"Se a memória não me falha"

Não é pela actualidade que o professor de História e grande poeta é um dos grandes cantores de sempre. 
A sua obra, a importância dela, já o consagrou como um dos ícones da cultura nacional.
Mas esta canção, como outras de resto, de meados dos anos 70, bem poderia ter sido escrita nos dias de hoje, ressalvando, claro, os factos datados.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Relvas, o censor, e Magno, o cheira-cús


Augusto Alberto
    

O Relvas quer ser como o Marquês d’Ávila, o Ministro do reino, censor das Conferências do Casino, que tiveram o seu início na Primavera de 1871. E o senhor jornalista Carlos Magno está para o ilibar da má ética e da má fama. O Relvas está para varrer à espadeirada os ímpios que se opõem ao pensamento liberal, decepando tudo o que atrapalhe a minoria sociológica. O Relvas é o censor e o Magno o cheira-cús. O Relvas e o Magno são a cara e o cú e não podem funcionar sem um, cheirar o cú do outro. O Relvas espirra e arrota e o Magno, logo confiante, fica atento para que ninguém diga que o Relvas é indecente. O Relvas cuida que ainda pode chegar a esbirro e logo o Magno trata de o maquilhar. O Relvas deseja cortar a cachimónia e o pensamento, e o Magno, apesar, amofina-se para fazer levitar o Relvas até ao esplendor. O Relvas e o Magno cuidam que podem amortalhar, pim pam pum, a consciência e a verdade. Que podem arrombar as portas que levam à liberdade, como mandou escancarar as portas do Casino Lisbonense o Marquês de Ávila, para por fim ao pensamento. O Relvas e o Magno desejam uma pátria atrelada à imbecilidade. O Relvas foi à Polónia ver o Euro. O Relvas esteve na sala Apolo a receber os heróis de Opalenica. O Relvas quer alinhar de novo o aís, pelo futebol, o fado e Fátima. O Relvas tem de saber que apesar de ainda existirem resquícios do País tramontano, há sempre quem pense e repense. E o Magno que ganhe tempero, porque um dia o cão pode saltar ao caminho. Não esqueça o Magno, que o Relvas foi desancado onde menos esperava. O Relvas pode saber como usar o futebol como instrumento de ilusões e patriotismo bacoco e como ser licenciado sem suar e marrar. Mas o Relvas e o Magno têm de saber “abaixo os “Pides” do velho país”.
E que vivam os padres que ousam denunciar a fome, as putas que consolam os necessitados, os paneleiros que ousam ser livres, e os policias que conhecem quem é povo.

"Se todos os filhos da puta voassem, nunca mais veríamos a luz do sol"



Não é que, por vezes, fique sem opinião. Simplesmente, por variadíssimas razões, opto por prescindir dela. Admito que a questão de comodidade também contribua. E, assim, ao ler este post, embora tenha prescindido de opinião sempre me lembrei do velho ditado catalão que titula este.
Ah!, e ainda bem que nem todos os filhos da puta voam. Já viram o que seria??????

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A quadrilha que criou "uma coelha"


Augusto Alberto


Sabemos que admitiu como bom, que Cavaco com a sua imensa sabedoria, poderia ajudar o governo da nação. Acontece que para além de Cavaco ter aprendido de um modo só, ainda por cima é pouco culto e está associado a gente medonha.

Para além da cartilha em que estudou, que manda que se tire aos pobres para dar aos ricos, Cavaco é ainda pouco culto, porque nunca leu, por exemplo, Eça. Tivesse lido, saberia que há pelo menos 150 anos, já Eça se interrogava “que país é este que fecha escolas no interior?
Inculto e, para nosso martírio, instituído do poder, colocou-se em linha com os camafeus, a quem Eça e demais pares, aconselhou a fazerem o caminho inverso, tornando o país mais fácil e sério. Mas não. De uma manápula, alinhou e alinha no fechamento do interior de Portugal. E, sem hesitar neste seu miserável percurso, socorreu-se das mais transgressoras figuras, que tiveram o topete de lhe empurrar o automóvel que o trouxe ao poder e a um período dos mais deprimentes da História-pátria.
Do ponto de vista económico e social, e muito, mesmo muito, do ponto de vista ético e moral, Cavaco e os amigos, constituídos em quadrilha, são do mais reles que a pátria já pariu. Assaltaram o estado para abastardarem consciências e a vida das pessoas. Para os mais recalcitrantes, meditemos neste naco de notícia: Um inquérito judicial acaba de associar El-Assir, referenciado internacionalmente como "traficante de armas", ao caso Karachi. Este processo deve o nome a um atentado com vítimas mortais que está relacionado com a venda de submarinos e fragatas francesas ao Paquistão e à Arábia Saudita. E ainda: Foi Dias Loureiro quem levou El-Assir para a esfera do grupo presidido por Oliveira e Costa, o ex-ministro de Cavaco Silva entre 1991 e 1995 e ex-conselheiro de Estado até 2010.
Neste estendal sobrou-lhes ainda tempo para fazerem de um “banco” uma espécie de “coelha”, que em tempo tão curto, pariu tanta riqueza enlameada e fraudulenta. Os portugueses precisam de um país diferente, do de Eça e de Cavaco, tão distante no tempo, mas tão igual.
Fazer baixar a quadrilha da “coelha”, é o mínimo que se exige ao pobre povo.
Aos tribunais, exige-se que os mande prender.


(cartoon de F. Campos)

A Festa da Fraternidade


Halterofilismo: Torneio Internacional Casino Figueira


Um torneio já na 29ª edição, era o antigo Torneio S. Julião. Disputou-se na Praça 8 de Maio ou no Largo da fonte luminosa. Agora disputa-se no casino, com outro nome, mantendo a referência das edições anteriores. Eu estranho.
Não quero saber, ou aliás, percebo perfeitamente a razão da mudança de local e de nome do torneio. Mas são estratégias a que não dou absolutamente nenhuma importância. 
Se é porque dá mais visibilidade ao torneio não concordo muito, quem gosta de desporto, ou deste em particular, também se dirigia aos locais anteriores, muito mais condizentes para trazer a prática desportiva ao público. 
Agora o que não percebo, e não concordo, é isto: há dois clubes na cidade que se dedicam à prática da modalidade e, sendo um o organizador do torneio é de mau tom não ter convidado o outro. Tanto que o outro - a Sociedade União Operária - obteve excelentes resultados no último campeonato nacional, com 3 atletas a sagrarem-se campeões nacionais.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Nos jardins do "Tubo", amanhã....


Democracias deve haver muitas...



Aqui há tempos um infeliz votante na troika disse-me, numa daquelas discussões de café, que Hugo Chavez é um ditador. Não acredito, e sobejam-me argumentos para contrariar tal imbecilidade.Não perco é tempo com essas ninharias.
Acontece, não sei se será a minha costela anarquista a falar, que conceitos de democracia haverá muitos, tantos quantos os néscios que a ela se referem.
Acontece, também, que um dos gurus da “democracia”, entre aspas porque respeito muito as palavras, o néscio-mor e regente da troika para Portugal e Algarves não teve o discernimento democrático suficiente para falar com os trabalhadores, e na visita à fábrica da Saint Gobain, na Fontela esta manhã, entrou quase clandestino e saiu pela porta, não do cavalo, mas do burro, parafraseando Mário Nogueira.
Os trabalhadores só queriam entregar dois (2) documentos, e nem a isso tiveram direito.
Puta que pariu esta democracia.


 fotos: alex campos

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Eu e o circo


Foi na infância e na adolescência que o circo me fascinou. Esse fascínio sempre foi, desde esse tempo, directamente proporcional ao respeito que sentia por aqueles profissionais. Eram os ilusionistas, os trapezistas, os palhaços. Deixavam-me, positivamente, extasiado. Fui crescendo e, na vida adulta, deixei de frequentar com tanta assiduidade o maravilhoso espectáculo. Penitencio-me, claro.
Mas o que nunca percebi, ou nunca quis perceber muito bem, foi a má interpretação que se dá à palavra palhaço. Utilizada muitas vezes em sentido depreciativo. Se não há profissões que não sejam nobres, esta salta à vista.
Até hoje nunca a utilizei nesse sentido, e sempre evitei utilizá-la.
Até hoje.
Nunca se pode dizer “desta água não beberei”, como também se pode dizer que “há sempre uma primeira vez”.
A que propósito vem isto?, perguntariam vocês.
É que amanhã vou a um circo. Quer dizer, vou só assistir à entrada dos “artistas”. E temo que só haja “palhaços”.
E, por uma questão patriótica, não endereço os parabéns à Saint Gobain.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Avante o xeque-mate


Augusto Alberto


Avante o xeque-mate no serviço nacional de saúde sem necessidade de revisão constitucional. Esta é a verdade que todos precisam de saber. A coisa vai lesta, os portugueses continuam dormentes e a contra-revolução aproveita para navegar a todo o pano.
O Ministério recrutou em empresas de trabalho temporário enfermeiros, que tiveram a notícia de que o salário base será de 3 euros e 96 cêntimos por hora. Uma miséria dir-se-á. Eu também acho. Mas também acho que seguindo a lógica do laxismo e oportunismo (sempre aproveito para lembrar que o oportunismo tem um preço elevado logo na primeira curva apertada) as coisas só podem suceder assim. Onde é que muita desta gente anda nos dias em que se vota? Na praia! E se não for à praia, onde vota? Em menos estado, seguindo a ladainha corrente.
Será que algumas das pessoas que agora se veem confrontadas com um salário de 3.96 cêntimos/hora, ou você, cidadão, alguma vez pensou que estava a caminho a verdadeira marca de água do PPD/PSD e CDS, “quem quer saúde paga-a”? Nunca pensou, por mediana distracção, nunca se deu conta e acabou a votar na ignomínia? Pois ai está. Enfermeiros quase a pão e água, e doentes diabéticos internados no Hospital de Viseu, que ficam 12 horas, também sem pão e água, porque o comer acabou, desde que lhes foi cortado o suplemento alimentar nocturno e a água engarrafada deixou de ser distribuída.
O maldito “escorbuto” ceifou a vida a marinheiros que embarcaram rumo ao desconhecido. Por antinomia, agora, por excesso de laranja e consequente vitamina, (PPD/PSD e CDS/PP), também se vai morrendo. E até nem falta o padreca (Macedo), de capuz, terço e cruz em punho, ao sabor da tormenta, a envolver-se nas ladainhas que celebram a morte e de seguida a despachar os desgraçados nas águas, no caso, à cova.
Pequena nota: O padre Macedo foi um satírico e verrinoso pregador, arqui-inimigo de Pombal e de Bocage. Mas o Macedo de que aqui se fala é o sicário misantropo dos interesses privados na Saúde. Convém que seja despachado antes que não haja remédio.

Presidente da Câmara encontra-se com olímpicos


João Carlos Costa, Filomena Franco e João Ataíde


O presidente da edilidade, João Ataíde, encontrou-se ontem no Paço de Tavarede com os atletas figueirenses que integram a missão olímpica a Londres’12, a quem desejou boa sorte para os jogos que se avizinham.
Os atletas da Naval 1º de Maio, o atirador João Carlos Costa, campeão do mundo e a remadora Filomena Franco, estiveram presentes, tendo faltado Augusto Alberto, também figueirense e treinador da selecção paraolímpica de remo.
No encontro a boa disposição de Costa veio ao de cima quando propôs outro encontro no final dos jogos, quando regressassem com as medalhas.
Mas afirmou não se tratar de humor quando disse que não treina a distância de 50 metros por não existir um local apropriado, referindo-se á carreira de tiro municipal que foi destruída para se construir a piscina do Ginásio, e que agora nem carreira de tiro nem piscina.
Acrescentamos nós, com os nervos, que, muito possivelmente, o Ginásio, ou alguém por ele, terá prestado um mau serviço ao desporto. 
fotos: alex campos

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Helsínquia 2012


Foi muito positiva a participação portuguesa nos europeus de Helsínquia que ontem terminaram. Sem contar com Évora, Obikwelu, Naide Gomes ou Jessica Augusto, a selecção lusa conseguiu 3 medalhas, ficando ex-aequo com a Itália e a Hungria, tendo a Suécia o mesmo número de medalhas, mas duas de bronze.
Para além das medalhas, há que contabilizar mais seis finalistas, o nono lugar de Clarisse Cruz numa disciplina em que Portugal não tem grande tradição, e um 10º lugar de Leonor Carneiro na dupla légua, a terceira portuguesa a concluir a prova.
Acrescentando mais seis semi-finalistas, alguns records individuais batidos, como também alguns nacionais, há que convir que o resultado foi excelente, atendendo a que estamos num país virado para a bola na trave.
Por falar em trave, se lá acertaram Sara Moreira ou Hélio Gomes, não deixaria de ser merecida uma foto de Dulce Félix numa manchete de um qualquer pasquim luso... mas qual quê.

domingo, 1 de julho de 2012

É o Relvas, o deus da farsa


Augusto Alberto


Bruno Alves, resolveu gozar com os portugueses. Bola na trave e eliminação. Há quantos anos andamos nisto?
Bola na trave foi quando a corte fugiu para o Brasil e deixou o povo e a tropa sem rei nem roque, escanzelada e fandanga, à mercê. Outra, foi quando a ralé fascista não se deu conta da impossibilidade de manter o império e enviou para o martírio, milhares de jovens, e promulgou o país sonolento e tramontano, de que ainda restam sobras. Outra, foi quando uns “craques” das liberdades convenceram o povo das virtudes da social-democracia, do socialismo em liberdade ou de rosto humano. E na sequência desse mirabolante “socialismo”, se deu o desmantelamento de sectores estratégicos relativamente aos quais Portugal dispunha de vantagens competitivas ou comparativas. Outra, foi quando o Relvas, (que bem gostaria de esborrachar na sua mão, a garganta funda), esporrou palavras de circunstância e de portuguesismo serôdio, na recepção aos heróis de Opalenica, na sala Apolo do aeroporto.

Contudo, o Relvas que é quem tutela o desporto, ainda não disse que à equipa nacional de futebol tudo se dá, como na campanha para o campeonato do mundo, em que deram de diária aos “infantes”, 750 euros, (há gente que vai à fábrica um mês inteiro, e só tem direito a metade), enquanto aos outros, o trato é quase de indigentes. É preciso que se diga que os contratos programas estabelecidos entre o estado e as federações desportivas das modalidades olímpicas, não estão a ser cumpridos e por isso, a gestão em ano olímpico, está a deixar os dirigentes federativos com nervos em franja.
Há funcionários das federações com salários de meses em atraso e com imensas dificuldades pessoais, e, bem sei, uma nação à espera de boas medalhas em Londres.
Ou muito me engano, ou veremos as medalhas como a bola a bater na trave e cair para fora. E se alguma houver, bem podem elevar a deuses os que as conseguirem.
Mas, sobretudo, o desporto em Portugal entrará no próximo ciclo olímpico, já em Outubro, feito em cacos. Será preciso muita coragem e engenho para juntar alguns, que permita formar um corpo mínimo com alguma coerência.
A recepção, dos “craques” foi feita na sala do deus que simboliza a beleza, perfeição, equilíbrio e razão e logo ali, o Relvas, (propagandaminister), à semelhança, revelou magnetismo pela farsa a que junta, como responsável pelo desporto, o miserabilismo.