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sexta-feira, 19 de março de 2010

A língua portuguesa é muito traiçoeira. E a vírgula?

Da campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa)


Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.



Detalhes Adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.


* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Cultura aumenta na Figueira (II)

Já tinhamos sido informados de que o poder é afrodisíaco. Ficamos a saber que o é ao ponto de se fazer transportar para "paraísos artificiais", de tal modo que permitem equiparar o Museu dr. Santos Rocha aos Museus do Louvre e do Prado. E perder o sentido das realidades.
Enfim!!!
Que azougaria para aqui vai.




terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Cultura aumenta na Figueira



Pode ser vista como uma medida contra a discriminação. Já se sabe que a saúde, a educação, a alimentação, a água, uma das mais caras do país, se pagam muito caro. Agora, também na Figueira da Foz, a cultura vai sofrer um aumento considerável. Portanto, a primeira leitura que nos oferece fazer é que há um esforço do”ps” para harmonizar a coisa.
Falamos dos aumentos do custo das entradas no Museu Municipal Dr. Santos Rocha. Vão subir de 1.30 para 5 euros, sensivelmente o dobro do que é praticado noutros museus.
Está bem que o “socialismo moderno” tem as suas singularidades, mas esta ultrapassa a imaginação.
Significa, sobretudo, que estes tipos não estão lá para servirem as populações. Já visitei a Fundação Gulbenkian, privado e que não se compara como é óbvio, pagando muito menos de metade no conjunto dos dois museus, o de Arte Antiga e de Arte Moderna. Com o pormenor de a visita ter ocorrido no Verão.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

“A língua portuguesa é o nosso espólio de guerra”



Não me recordo a quem pertence a declaração em título, se a Pepetela se a Luandino Vieira. Foi proferida após a independência e, passe o humor e ironia nela contidas, traduz a certeza de que os angolanos, apesar de tudo, herdaram um tesouro, enriquecido com o facto de ser ela, a língua portuguesa, um promotor de unidade nacional.
Os portugueses em África atribuíam nomes de figuras suas a localidades, mas também nomes de povos e de sub-grupos desses povos.
Alguns exemplos: no norte Maquela do Zombo ou Sanza Pombo, sendo que os zombos e os pombos são um sub-grupo dos Bakongo. Ou Andulo, Bailundo, Huambo, estes no centro-sul, sub-grupos ovimbundos.
Claro que as palavras estão adaptadas à língua portuguesa. Porto Amboím vem dos amboíns, ou Va-Mbui.
Mas isto é do conhecimento geral. O que eu não sabia, e certamente os leitores, é que a província do Bié foi buscar o nome ao sub-grupo Vhié. E porquê a troca do “ v” pelo “b”?
O poeta angolano Namibiano Ferreira explica-nos, no seu blogue, que os primeiros colonos portugueses eram oriundos do norte do país, onde a letra v vale por b. Depois da independência ter-se-á tentado restaurar o nome da província mas já não foi possível.
De qualquer maneira um bom “bife com um obo a cabalo”, regado com um bom “Ebel” do Douro, tanto sabe bem no Vhié como em Bila Real. Ou em Balongo.
(Na imagem: mulher mucubal, da região de Moçamedes)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

19 de Agosto de 1936

Les guitares jouent des sérénades
Que j'entends sonner comme un tocsin
Mais jamais je n'atteindrai Grenade
"Bien que j'en sache le chemin"

Dans ta voix
Galopaient des cavaliers
Et les gitans étonnés
Levaient leurs yeux de bronze et d'or
Si ta voix se brisa
Voilà plus de vingt ans qu'elle résonne encore
Federico García

Voilà plus de vingt ans, Camarades
Que la nuit règne sur Grenade

Il n'y a plus de prince dans la ville
Pour rêver tout haut
Depuis le jour où la guardia civil
T'a mis au cachot

Et ton sang tiède en quête de l'aurore
S'apprête déjà
J'entends monter par de longs corridors
Le bruit de leurs pas

Et voici la porte grande ouverte
On t'entraîne par les rues désertées
Ah! Laissez-moi le temps de connaître
Ce que ma mère m'a donné

Mais déjà
Face au mur blanc de la nuit
Tes yeux voient dans un éclair
Les champs d'oliviers endormis
Et ne se ferment pas
Devant l'âcre lueur éclatant des fusils
Federico García

Les lauriers ont pâli, Camarades
Le jour se lève sur Grenade

Dure est la pierre et froide la campagne
Garde les yeux clos
De noirs taureaux font mugir la montagne
Garde les yeux clos

Et vous Gitans, serrez bien vos compagnes
Au creux des lits chauds
Ton sang inonde la terre d'Espagne
O Federico

Les guitares jouent des sérénades
Dont les voix se brisent au matin
Non, jamais je n'atteindrai Grenade
"Bien que j'en sache le chemin"


Samuel recorda aqui um dos muitos horrendos crimes dos fascistas. Este foi em Espanha e faz hoje 72 anos. É importante não esquecermos.
Les lauriers ont pâli, Camarades.