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segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Kinaxixi, o Bom Sucesso e o Engenheiro Silva







O Kinaxixi já era. E o Bom Sucesso já foi. Dois mercados praticamente da mesma idade. O caso do mercado luandense é mais doloroso. Foi pura e simplesmente deitado abaixo. Destruído. Em nome da especulação imobiliária, com o apoio de uma classe política indigente, igual, ou parecida vá lá, com a que votou o Bom Sucesso para um fim que não o seu.
Não faço ideia do que se passa com o mercado Engenheiro Silva, na Figueira da Foz, bem mais antigo que os dois primeiros. Passa-se, decerto, algo. Pelas conversas que tive com alguns dos seus concessionários é legítimo pensar-se, ou pelo menos levou-me a pensar, que estará a ser pasto, também e para não fugir à regra, da especulação imobiliária.
E o seu fim será na linha do angolano ou do portuense? O futuro o dirá, uma vez que, pelo andar da carruagem, os erros do passado servem para serem repetidos no futuro. Quando dá jeito, claro.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Mais betão


Não pude deixar de me lembrar de um livrinho escrito por dois vereadores do “ps”, quando estavam na oposição. Chamava-se ele “Figueira da Foz – erros do passado, soluções para o futuro”.
Neste livro, a páginas 57 e 58, a pena expedita do vereador Tavares refere que “… importa consagrar como objectivo aquilo que Helena Roseta chama de “urbanismo participativo”, começando por incrementar a consciência social sobre o abuso urbanístico. A arquitecta refere, com propriedade, que “o território não é infinito nem pode crescer ilimitadamente” e que o poder que as Câmaras detêm é equivalente ao poder que o estado tem com a emissão de moeda. “O que rende milhões – acrescenta – não é tanto como vulgarmente se pensa, a construção civil, que é a fase final visível do processo, mas sim a transformação do solo que resulta de três vias: a classificação de um solo rústico como urbano ou urbanizável; a mudança de usos (uma zona verde que passa a habitação, um espaço de equipamento que é transformado em escritórios, uma praça pública que se “privatiza” para um centro comercial, etc.) e o aumento dos índices de ocupação muito para lá do razoável, através do aumento do número de pisos ou da volumetria”.
Este poder só pode ser controlável pela sua democratização e pela vigilância dos cidadãos, embora ajudasse muito fazer-se como em Espanha criando um novo ilícito criminal: o delito urbanístico ou contra o ordenamento do território.”

Agora estão no poder.
E lembrei-me disto porque a instalação de outra grande superfície comercial na Figueira da Foz significa a continuidade do que sempre foi um ex-libris na cidade: a voracidade dos interesses imobiliários.
A esse propósito a Comissão Concelhia do PCP da Figueira da Foz recorda, em comunicado distribuído à imprensa, a especulação que sempre houve sobre os terrenos do parque de campismo e do estádio municipal.
Desta vez, sobre a voracidade imobiliária na Várzea de Tavarede, os comunistas sublinham que “esta intenção, bastante questionável, numa cidade já saturada de espaços semelhantes, é ainda mais gravosa se levarmos em conta as tremendas dificuldades com que se debate o comércio tradicional”. A situação, garantem, “torna-se ainda mais preocupante quando os terrenos em causa estão há vários anos destinados à construção do Parque Verde de Tavarede, natural complemento e prolongamento do Parque das Abadias”.

Quanto a “incrementar a consciência social sobre o abuso urbanístico“, o PCP faz o seu papel . Quanto a tentar criminalizar o “delito urbanístico” creio mesmo também já o ter tentado, em sede legislativa própria, com a oposição, naturalmente, dos do costume.
Mas em todo o caso é sempre bom ter vereadores com a pena expedita e obra publicada.
Prá gente se rir.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A água da Figueira

Como se sabe, a concessão ao sector privado da exploração da água foi um processo iniciado pelos “socialistas” e concluído pelo PSD em 1998. Por um período de 25 anos.
A razão, diziam, e defendiam, era a melhoria da qualidade de vida. Não se assistiu nem à qualidade de vida nem à qualidade dos serviços.

Num comunicado emitido pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) sobre os efeitos da famigerada concessão, conclui-se:
- A existência de sérios prejuízos para o Município, para os consumidores e para os trabalhadores. Avultados lucros para os accionistas da empresa concessionária (razão última e única da concessão, digo eu). Em 2010 a holding “Aquapor” obteve cerca de 4 milhões de euros de lucro.
- A cobertura de saneamento que em 2011 deveria estar concluída está por cumprir.
- A qualidade da prestação de serviço que pelo menos deveria ser mantida, piorou, sem que a Câmara Municipal faça cumprir o estabelecido no contrato de concessão.
E que se assiste depois do “forró” da concessão?
O referido comunicado elucida-nos:
- A presença de buracos que se perpetuam no pavimento e à negligência na sua reparação.
- Ao aumento de tarifas ano após ano de acordo com o contrato de concessão, de modo a garantir o lucro de cerca de 16% à empresa concessionária, sem investimento de capital de risco.
- A uma duvidosa qualidade do bem fornecido, que deveria ser insípida, incolor e inodora.
- Durante os cerca de 10 anos de concessão de serviços, houve uma redução dos quadros do pessoal em cerca de 40%, de 140 para os 80 trabalhadores, bem como a redução de salários, sendo os trabalhadores contratados pelo salário mínimo nacional.
O comunicado diz ainda: A empresa privada não pode reduzir salários aplicando legislação e direito laboral público. Pode e deve de acordo com os seus LUCROS aumentar salários.
O que se sabe é que Município entra com algum para garantir o lucro à cabeça da concessionária, porque doutra forma a água na Figueira, das mais caras do país, seria ainda mais cara.
Mas o contribuinte pode estar descansado, se não paga de uma maneira, paga de outra.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Figueira da Foz: o CAE na vanguarda da arquitectura

A Figueira da Foz, orgulhosa capital do patobravismo, é, digamos, um microcosmo do país. Sempre foi governada pelos dois partidos irmãos que também o têm gerido. A única pequena diferença é que na Figueira foi sempre à vez (20 anos de PS, 12 de PSD e agora o PS), isto é, nunca se coligaram, apesar de há dias os laranjas terem votado favoravelmente o orçamento apresentado pelos rosas. Mas isso a gente já sabe como é. De realçar, a inesgotável paciência dos figueirenses.
Agora, a Figueira estará prestes a entrar para os anais da arquitectura, com a criação do “avançado interior”. Está a acontecer no CAE, e numa parceria tripartida entre o patobravismo, a hotelaria e a cultura. É obra, sim senhor.
Não sei se esta será a grande obra de regime dos “socialistas”, pois o programa com que se apresentaram às eleições já “foi às malvas”.
Aqui poderá ler mais sobre essa manigância arquitectónica.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

De modos que é assim...

O dinheirinho dos nossos impostos vai não se sabe bem para onde. Certo é que não vai para onde deveria ir. 
De modos que o direito à educação, à saúde, ao trabalho, que, numa sociedade decente, seria inalienável, tem de ser conquistado com apelos à solidariedade de quem, no fundo precisa, luta, e o merece. Porque o ganhou. Porque o ganha.
É o que acontece com o Serviço de Pediatria do Hospital Distrital da Figueira da Foz, que se candidatou, com outros 22 projectos, ou seja, com outros 22 hospitais, para ter o direito de servir condignamente quem tem o direito de ser bem tratado.
Em suma, o HDFF candidatou-se a um projecto e, para o ganhar, tem de ir a votos.
Embora ridículo, é a sociedade que temos. Eu votei. Convido-vos a votar também, pese embora...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

CMFF: os dias da governação

No balanço feito pela vereação “socialista”, sábado passado, ficou-me uma ideia bastante nítida. Que o PSD e o “ps” são partidos iguaizinhos nas suas práticas políticas. Ou seja, quando um está na oposição critica o que o outro faz e defende o contrário. O vice-versa é exactamente isso, vice-versa: o que criticou continua a política vigente, o outro critica.
A sessão foi enfadonha, estive lá perto de 3 horas, findas as quais fui dar uma volta. Foi o rame-rame do costume. Que temos muita vontade, mas que não há dinheiro, e coisa e tal, nós até somos muito bons, os outros é que estragaram tudo. Tudo serve para entreter papalvos. Não há dinheiro porquê? Bem, não interessa. Interessar até que interessava, mas teríamos de falar de outras politicas.
Mas acho que fui verdadeiramente estóico. Três horas a ouvir “xuxas” é obra. Sempre foi um espectáculo diferente, para variar.
Vamos à ideia chave que ficou na memória: a questão das empresas municipais, aquelas que têm duas utilidades. Além da distribuição de tachos, permitem também as câmaras municipais ultrapassarem a sua capacidade de endividamento. Ora o “ps” na oposição defendia a extinção da FGT, agora no poder fala em reestruturação.
Nuances.
Como última nota: estiveram presentes poucos bloggers. Entre os faltosos notou-se particularmente um ex-blogger: o editor do já desaparecido "Rua da Liberdade", o blogue oficioso da vereação "socialista" que muita falta nos tem feito, quanto mais não seja porque era divertido. Mas, pelos vistos, já tem substituto.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A maior maternidade do mundo…


…tem para aí uns 40 quilómetros e chama-se A14.
Acresce dizer que uns dias antes de encerrar a maternidade do Hospital Distrital da Figueira da Foz (em 2006), o (des)governo premiou os ditos serviços. Quer dizer, foi aquilo que se chama um presente envenenado.
Falta saber se os figueirinhas estão felizes por nascerem na auto-estrada a caminho de Coimbra. Mas devem estar: possuem a estação de comboios Coimbra-C, e o terminal B do porto de Aveiro, logo estão bem integrados na região centro.
Felicíssimos, portanto.

sábado, 14 de agosto de 2010

Lá vai sondagem!!!



Ainda que possa ser considerado uma arte à parte, o Humor interliga-se com outras artes. Na literatura, no cinema, na televisão, no teatro. É nos jornais, onde está, talvez, a faceta mais comum desta arte, o cartoonismo. Não há jornal nenhum que se preze que não tenha um cartoonista de serviço. Exemplos não faltam: Kap, no “La Vanguardia”, de Barcelona, António, no Expresso, Luís Afonso n’ “A Bola” e do “Público” ou José Bandeira, do “Diário de Notícias”.
A blogosfera, nomeadamente a figueirense, também não ignora esta arte. O “Outra Margem”, de António Agostinho e Pedro Cruz conta com a colaboração cartoonistica diária de Fernando Campos. Claro que não é um blogue humorístico mas a blogosfera, a figueirense, conta com dois blogues essencialmente humorísticos. O “Ti Hortênsia do Iselindo” e o “Rua da Liberdade”.
E chegamos à sondagem. Qual destes dois estilos de humor diferentes, é, na opinião dos leitores do Aldeia Olímpica, o melhor. É só escolher, aí em cima, do lado direito, entre o “nonsense” do primeiro e a “quase elegância” do segundo.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Figueira do Entroncamento???

Vamos a ver se percebi bem: nas últimas autárquicas, na Freguesia de S. Julião, o “ps” obteve 4 mandatos, o PSD , 4 , o "Movimento Figueira 100%" também 4 e a CDU, 1.
O “ps” exibe agora 5 elementos, o que é no mínimo muito estranho segundo as regras universais da democracia. Estas foram pura e simplesmente ignoradas quando a vontade popular expressa nas urnas foi desrespeitada.
Segundo entendo bem, ou trata-se de um fenómeno, tipo Entroncamento, ou um tipo de humor um tanto ou quanto..., ou o entendimento de democracia destes “democratas” é muito sui generis…

domingo, 1 de agosto de 2010

Há ruas e ruas



Há tempos alguém disse que as ruas, principalmente a Rua da liberdade, estavam mais limpas e as folhas caídas das árvores já se não acumulavam no chão. Se isso acontece na rua da Liberdade e não acontece na Rua Vasco da Gama, como se pode ver nas imagens, tiradas há minutos, das duas uma: ou é um fenómeno, já que a distância entre as duas vias não ultrapassa os mil metros, ou então a que ostenta o nome do Capitão é discriminada.
Ou então, ou os "almeidas" estão a trabalhar mal, ou o provedor é mais papista que o papa.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Praticamente de borla…

A minha ansiedade foi positivamente defraudada. O assessor/provedor escreveu… escreveu… tergiversou… tergiversou… mas nada disse. Então acerca do “Noites no Forte”, um festival de bandas jovens do concelho do qual já se realizaram 3 edições, aquela estória de que a CMFF propôs a sua realização no CAE é um tanto ou quanto estapafúrdia, pois já não seria, seguramente, o mesmo evento. Mas a desculpa é que é estranha, no mínimo. Depois do local ser ideal passou a ser nefasto devido ao pó…(???).
Nas tergiversações, apesar de só palha, ainda me chocou a gratuita chamada à colação do pobre Michael Barrett.
Bem, praticamente de borla deve estar o grupo de dança sediado no CAE. Quer dizer, a expensas do ministério, cujo dinheiro é do contribuinte…

sábado, 24 de julho de 2010

O verdadeiro castelo

Foto: Belisário Pimenta (1879/1969). Fundo Belisário Pimenta, Biblioteca da Universidade de Coimbra
Chegados a meio da denominada época alta, do que em tempos foi o veraneio figueirense, desfaço equivocos. Talvez porque muitos não saibam porque se chama aquele edifício em ruínas que na esquina virada a poente domina a "sala de visitas" da praia da Figueira. A Esplanada, onde se encontra, foi designada de Silva Guimarães, a partir de 1904. Há até quem lhe chame Castelo Silva Guimarães, mas mal. O Castelo Engenheiro Silva ficou a dever-se a Francisco Maria Pereira da Silva (Lisboa- 1813 / Figueira da Foz - 1891) que para esta cidade foi nomeado, por portaria régia, com a incumbência de promover o desassoreamento da Barra e regularização do Rio Mondego, durante a década de sessenta do século XIX. O jeito acastelado, como se pode observar na fotografia, com que construiu o edifício original, veio a perdurar no nome do edifício e atravessou um século. Silva Guimarães, por outro lado, a quem foi atribuído o nome da Esplanada, foi um grande benemérito local e fundador da empresa da mina de carvão do Cabo Mondego. Desfeitas as confusões, atentemos com mais pormenor nesse "pequeno imbróglio" que domina a Esplanada Silva Guimarães, na Figueira da Foz: a ruína, o eminente desmoronamento do Castelo Engenheiro Silva.
(Post gentilmente copiado de http://prosasvadias.blogs.sapo.pt/)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Vala incomum




Derivado da primeira dama da "Aldeia Olimpica" não possuir licença de condução e trabalhar no HDFF, tenho de me lá dirigir quase diariamente. O percurso é o mesmo que nos leva à praia da freguesia onde está a referida unidade hospitalar. Não me queixo pelos amortecedores da minha viatura, pois de qualquer modo já está a precisar de uns novos, nem pelos milhares de banhistas que nesta altura procuram o apetecido sol. Também não me queixo pelos profissionais de saúde, bombeiros, INEM e outros, que diariamente e repetidas vezes têm de aportar ao hospital.
Acontece é que este buraco já aqui está há meses e tem o condão de me irritar. Que a CMFF não tenha dinheiro, não é problema meu, não obriguei, nem conheço ninguém que o tenha feito, os “socialistas" a concorrerem. Que se trate de mais um ataque ao Serviço Nacional de Saúde, um dos passatempos dos “socialistas”, já me parece mesquinhez a mais.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Uma curiosidade

Com esta estória do "não dá subsidio, dá subsidiozinho, dá subsídio" sempre estou ansioso, derivado da curiosidade, por ler a opinião do assessor/provedor da vereação socialista na blogosfera.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

E que tal mais um busto?

Devo dizer que fiquei atónito com a proposta do “ps” apresentada na última sessão da Assembleia Municipal. Comecemos do princípio: a proposta, caricata de tão parola, decretava um busto para o ex-presidente da edilidade, Aguiar de Carvalho. Na Praça da Europa, que também se passa a chamar Praça da Europa-Aguiar de Carvalho.
Caricata porque ainda nos lembramos da sacanice que os “socialistas” fizeram ao homem, quando com ele correram nas eleições de 1997, não lhe tendo dado sequer o direito à derrota. Que queiram fazer agora “mea culpa”, não tenho nada com isso, só posso dizer que lhes fica muito mal embora estando ao seu nível. Agora que a proposta tivesse sido aprovada por unanimidade e aclamação é que me deixou ainda mais atónito, acho que me provocou a mesma azia que a eliminação do Brasil.
A unanimidade ainda percebo, ainda que não goste de unanimidades, agora a aclamação tenho alguma dificuldade em lá chegar. Talvez, suponho eu, depois da votação os insignes deputados a tivessem brindado com uma salva de palmas. Pronto, "a bem da Figueira".
Ora atendendo que Aguiar de Carvalho à frente do “ps” foi o iniciador da privatização das águas, actualmente uma das mais caras do país, foi o incentivador da betumização da cidade, que foi com ele que o pato-bravismo ganhou a preponderância que tem na cidade, das duas uma: ou os figueirenses têm a memória curta para caucionarem tudo isto, ou os figueirinhas fizeram o pleno na Assembleia Municipal.
Mas se se põe um busto de Aguiar de Carvalho na Praça da Europa e esta se passa a chamar Praça da Europa-Aguiar de Carvalho, acho de inteira e elementar justiça colocar-se um busto de Pedro Santana Lopes à entrada do Centro de Artes e Espectáculos-Pedro Santana Lopes.
Vamos a isso?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A chave da cidade e uma injustiça

Mário Soares, ícone maior da recuperação do capitalismo monopolista e doutras forças reaccionárias, vai receber hoje a chave de honra da cidade da Figueira da Foz. Segundo se lê pela "extraordinária acção em prol da Figueira da Foz". Devo ser muito distraído, mas não faço ideia nenhuma do que o senhor fez pela cidade, nem o que move a edilidade para tal.
Sabe-se o que fez pelo país. Não sei se terá sido uma atitude patriótica ter-se colocado ao lado do imperialismo americano e boicotar toda e qualquer esperança vinda com Abril.
Álvaro Cunhal, na sua obra "A verdade e a mentira na Revolução de Abril (a contra-revlução confessa-se)", escreve:
(...) Em 25 de Setembro, com Mário Soares em Washington, o New York Times noticia que o governo norte-americano decidira apoiar o PS e que os fundos americanos seriam canalizados pela CIA através de partidos e sindicatos socialistas da Europa Ocidental (citado in O Pulsar da Revolução, Cronologia da Revolução de 25 de Abril (1973/1976) de Boaventura sousa Santos, Manuela Cruzeiro e Maria Natércia Coimbra. Edições Afrontamento-Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, 1977, p.276). (...)
(...) As relações de Soares com Carlucci e a CIA constituem um factor permanente de desencadeamento, desenvolvimento e êxito final do processo contra-revolucionário. (...)
(...) A CIA estabeleceu muitos contactos e recrutou agentes e cúmplices nas forças armadas, noutras forças políticas, nos vários sectores sociais.
Diz Carlucci: "Trabalhei com os très partidos" (CDS, PSD e PS). Com Freitas do Amaral e Sá Carneiro. Mas "Mário Soares era o líder mais vigoroso". E quando afirma que lhe deu "apoio moral" e o jornalista comenta que "também se diz que houve apoio financeiro", Carlucci responde: "Julgo que não é apropriado entrarmos nessa matéria", "o apoio foi dado a todos os partidos democráticos"... (Entrevista ao Expresso, 6-8-1994).
Carlucci não considerou "apropriado entrar nessa matéria". Mas Rui Mateus entrou mesmo nela no seu já citado livro de "memórias", no qual se podem encontrar inúmeras informações, não só relativas a financiamentos recebidos pelo PS, como a relações do PS e de Soares com a CIA e com o MI6 (equivalente britânico da CIA).
Thomas Stephenson, embaixador dos EUA em Portugal, escreveu em "An american´s perspective on Portugal day":
"Durante os anos turbulentos depois da revolução de 1974 o embaixador dos EUA Frank Carlucci e o primeiro-ministro Mário Soares gastaram horas sem conta a tratar da causa da democracia e dos direitos humanos para o povo numa pequena sala, conhecida como "o ninho do corvo", situada mesmo no cimo da residência oficial do embaixador em Lisboa".
Parece-me que a edilidade figueirense está a cometer uma injustiça ao excluir Carlucci da festa.

domingo, 20 de junho de 2010

A parolice


O antigo agente da CIA, o inefável, execrável e inenarrável Mário Soares, vai receber as chaves da cidade da Figueira da Foz no próximo dia 24, o feriado municipal.
Segundo se pode ler na imprensa local a distinção é devida, passo a citar, "pela sua extraordinária acção em prol do concelho da Figueira da Foz".
Mas segundo o blog humorístico local "Ti Hortênsia do Iselindo" já por mais de uma vez o ex-amigo de Salgado Zenha e Manuel Alegre desconsiderou a cidade.
Confiram aqui.
António Agostinho é de parecer que não seria necessária tanta parolice. Vinde aqui.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

E, dois meses depois...


...lá taparam o buraco, como se pode ver na imagem.
Já não vai haver trasladação como tínhamos pensado. O atraso na reparação terá ficado a dever-se a mera falta de disponibilidade. Sempre se terá de fazer os tais nove buracos.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

9-1=8



O buraco da foto já tem mais de dois meses de existência. E 24 centímetros de profundidade. Medi-os com uma fita métrica. Situa-se na Rua do Mato, a uns 50 metros da sede da Junta de Freguesia. A sua conservação ao longo deste tempo permite-me, sei lá, alguma especulação fantasiosa. Por exemplo, a sua trasladação para o novel campo de golfe que se avizinha diminuiria os custos do dito. Eu explico: em vez dos nove buracos que se iriam fazer bastava só fazer oito.
Estou fantasiosamente a especular, mas nem sei se é o que está na mente dos responsáveis autárquicos.
Já agora, tenho uma dúvida, e pouco metódica. A edilidade possui terrenos. Para que vai, então, pedir um empréstimo de dois milhões e tal para indemnizar os proprietários dos terrenos onde irá ficar instalado o campo de golfe?
Não será legítimo eu especular, também, acerca? Está bem que o campo vai ter 9-buracos-9. Mas mesmo assim… bem... é um buraco para cada dedo...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O brasão moderno


O socialismo moderno é total e absoluto. Os socialistas modernos, no poder na Figueira da Foz, vão-lhe mudar o brasão. Muito provavelmente para o adaptar às agruras da vida moderna. A esta hora já terão até aberto concurso.
Independentemente de eu pensar que o logótipo vencedor possa já estar feito, e que de entre dois ou três nomes que pudesse aventar estaria o vencedor, esta maquete, extra-concurso, é bastante sugestiva. E perfeitamente adaptada aos tempos hodiernos, como se pode ler, pois está tudo muito bem explicado.
Ide ver, e dizei de vossa justiça…