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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A História, as palavras e as cerejas


A História, se calhar, também deve ser como as palavras, já que estas são como as cerejas. Vejam como de um  posto de turismo chegamos à Naval 1º de Maio.
Num comentário no post anterior o meu amigo Carlos Freitas, ex-praticante de rugby e licenciado em História, deixou-me esta preciosidade.
Devo dizer que a sua tese de mestrado foi sobre o Turismo na Figueira da Foz, um trabalho que já desespera por publicação...
..."mais, les temps sont durs... n'est ce pas?"

Do caminho-de-ferro e outras divagações

Inauguração em Setembro/56 (foto: Sala Figueirense, Biblioteca Pedro Fernandes Tomás) 


foto: alex campos (Janeiro/2012)

O encerramento de algumas linhas de caminho-de-ferro promove ainda mais a actual situação social que se vive. Ou seja, um recuo civilizacional. Porque uma das principais consequências é um maior isolamento do interior, sabendo-se que este tipo de transporte é um factor de desenvolvimento.
No pequeno edifício que as imagens acima nos mostram, em frente à Estação de Caminho de Ferro da Figueira da Foz, funcionou até há bem pouco tempo um posto abastecedor de combustíveis.
Uma iniciativa da então Companhia Portuguesa de Petróleos BP, foi inaugurado em meados de Setembro de 1956, com um posto abastecedor mas também com um posto de turismo, logo à saída da Estação, o que traduz bem a importância acrescida dos caminhos-de-ferro como meio de transporte de turistas. O posto de turismo terá funcionado até finais dos anos 60, pelo que consegui apurar, ficando desde aí só o posto abastecedor.
Agora encerrado, parece estar votado ao abandono.
Não sei se a sua propriedade é do município e também não sei qual o será o seu fim. A demolição parece-me uma enormidade. Nota-se que o edifício é bem concebido, esteticamente decente, tendo sido certamente desenhado por quem sabia do ofício, e não por um anormal a soldo de qualquer “pato bravo”.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Um “assalariado” em apuros?


Pelos visto as coisas estão a correr mal para o badameco das cortiças. Este “assalariado” depois de ter desinvestido na sua equipa de basquetebol (o Ginásio contabiliza 9 derrotas em outros tantos jogos), ainda tem o fisco à perna, embora esse seja o lado para o qual ele melhor dormirá, isto se estiverem a considerar bem a problemática.
Agora, o seu casino, o tal alfa e ómega da “personalidade colectiva” dos figueirenses, ou figueirinhas, como quiserem, a cair aos bocados é que nem lembraria ao diabo.
Não tenho provas que a agência Lusa tivesse visto algum bocado a cair, mas pelo menos contactou o administrador (ou CEO, já agora com as modernices) do dito casino, que confirmou.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Autárquicas já mexem





Enquanto aumenta o desemprego, agora com o encerramento da “Figueira-Pão”, a meio do mandato autárquico começam já a perfilar-se algumas estratégias. O Casino, (pelo que já se ventilou, pois nesta altura do campeonato tem de se ter em conta quer a especulação quer a contra-informação) aposta num candidato próprio, embora nas listas do PSD.
Já o pato-bravismo, outro vector “importantíssimo” da economia figueirense, continua a apostar no PS. A novidade, pelo que se ouve nos arredores da aldeia, é que vai avançar com um órgão de comunicação social. Nada de mais, o Casino já possui um, assim as coisas ficam equilibradas. 
Portanto, se os figueirenses não abrirem a pestana, está o cenário montado para tudo continuar na mesma. Quer dizer, termos mais do mesmo. Ou isso.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A propósito dos Estaleiros Navais do Mondego


O fim dos Estaleiros Navais do Mondego não será nem mais nem menos do que a confirmação, e vitória já agora, desta política neo-liberal que faz da criação de desemprego, do aumento das desigualdades e das injustiças o seu grande desígnio. E pelas notícias que nos entram pelam casa adentro a agora tri-partida união nacional tem feito chegar a bom porto os seus intentos.
Lembremo-nos, só no concelho da Figueira da Foz, de algumas  empresas que encerraram na última década: Scottwool, Mendes e Monteiro, Alberto Gaspar, Navalfoz, EMEF.
Quais os encerramentos que se devem a gestões incompetentes e quais os que se devem a gestões dolosas nunca se chegará, com certeza, a saber.
Quanto ao desemprego, o nosso concelho contava com 2436 desempregados em Julho de 2005, número que aumentou para 3145 em Dezembro de 2010. Serão mais em 2011, só que não tenho dados sustentáveis.
Acresce que há cerca de 30 milhões de dívidas apuradas aos 2300 trabalhadores, que no distrito de Coimbra ficaram sem trabalho, créditos esses pendentes em tribunal.
Portanto, entre fugas ao fisco e dívidas aos trabalhadores os mais ricos vão ficando cada vez mais ricos e os mais pobres cada vez mais pobres, para contentamento da “troika colaboracionista”, ou, como já disse, união nacional tri-partida, se preferirem. Contentamento esse pela detenção do título de campeões da desigualdade, o que lhes dará a sensação de dever cumprido.
Porque desemprego, desigualdades, injustiças, fugas ao fisco, são coisas que ao governo" não assistem".

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Lutas há muitas

foto: alex campos

A vida é feita de pequenos nadas. E de pequenas e grandes lutas. A do Hospital Distrital da Figueira da Foz é crucial, mesmo para a nossa condição de povo minimamente evoluído.
Mas há mais lutas. Como a do Mercado Municipal, por exemplo.
Se a notícia de um certo “assalariado” ter problemas com o fisco facilitará a luta deste último, ou não, não nos deve fazer baixar a guarda.
Basta lembrarmo-nos de um ditado catalão: “se todos os filhos da puta voassem, nunca mais veríamos a luz do sol”.
Que deles há por aí, né?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Defender o Hospital Distrital da Figueira da Foz

Um grupo de cidadãos elegeu uma comissão para defender o Hospital Distrital da Figueira da Foz contra a perspectiva de perda de valências.
Integram a comissão Paulo Dâmaso, vocalista da banda "Cães Danados", Nelson Fernandes, deputado à Assembleia Municipal pela CDU, Pedro Rosa, cordenador da União de Sindicatos da Figueira da Foz, e Susana Pires, Cláudia Baptista, Adagildo Carvalho e Lucinda Saboga.
Entre outras iniciativas, foi aprovado, por unanimidade, um manifesto, que pode ler aqui, num blogue criado exclusivamente para a divulgação das acções da referida comissão.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Fotografia com História (III)

foto: alex campos

4 de Dezembro de 1985. O navio KONGSAA, de pavilhão dinamarquês, fundeado ao largo da Figueira da Foz a aguardar a maré para poder atracar no porto, devido ao mau tempo a que se juntou a negligência da tripulação, estatelava-se na praia do Cabo Mondego.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Fotografia com História (I)

Vapor alemão  "GLADIATOR" encalha na Figueira da Foz, em Abril de 1910

domingo, 30 de outubro de 2011

Executivo camarário faz 2 anos


O executivo camarário comemora hoje, dois anos.
Ironia, ou talvez não, precisamente no mês em que obtém a sua melhor perfomance e a sua maior derrota.
Comecemos pela derrota: o chumbo do concurso das obras do mercado pelo Tribunal de Contas. O que não será nenhuma admiração por aí além, uma vez que aquilo esteve sempre embrulhado numa salgalhada que ninguém conseguiu ainda entender até agora. A pressa de tirar os concessionários do mercado, com aquisição de uma estrutura onde iria funcionar provisoriamente e, pelos vistos, sem condições e sem garantia de aí poder ficar durante as putativas obras. Acresce que há especialistas que defendem ser possíveis as referidas obras de melhoramento ou requalificação, ou o que quiserem chamar, com o mercado a funcionar.
A grande vitória foi no dia 5 a inauguração de um busto do grande ícone do “betão”. O início e apogeu da época de ouro do “pato-bravismo” na Figueira da Foz coincidiram com os consolados de Aguiar de Carvalho. Claro que teve seguidores, não quero ser injusto com os que se lhe seguiram. O caso da Ponte do Galante, entre outros, impede-me a injustiça.
O que não deixa de ser estranho é que na Assembleia Municipal a instauração do busto foi aprovada por unanimidade e aclamação, o que deve ser aquilo a que eu já ouvi chamar de "democracia permissiva". O que também pode significar que a Figueira não tem mesmo concerto.
Até que gostava de dar os parabéns ao distinto executivo, mas não vejo lá grandes razões para isso.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O HDFF já era?


O que se passa com o Hospital Distrital da Figueira da Foz é só um exemplo do que se passa com a política em curso.
Ou seja, acabar com o Serviço Nacional de Saúde, o que não é novidade para ninguém, e cuja consequência mais visível é a transformação dos hospitais públicos em albergues para indigentes e a saúde passar a ser um “artigo de luxo”. Já se percebeu que a saúde, não deveria ser, mas é, um negócio. Poder-me-ão dizer: “é a democracia, estúpido”. Mas eu quero é mais que esta democracia se f_ _ _ .
Agora que há uma novidade, lá isso há. Esta: pela primeira vez o PSD consegue (lá terá perdido a vergonha ou cansou-se do faz-que-anda-mas-não-anda dos “xuxas”) ultrapassar o “ps” pela direita.
Ora os “xuxas” tentaram encerrar as urgências e não conseguiram. Ou não foram capazes, o que terá desagradado a quem de direito. Ficaram-se só pela Maternidade e puseram os figueirenses a nascer na A14.
Agora, embalados e encorajados pela troika, (e como alguém escrevia há uns dias, temos inegavelmente um país ocupado e, como em todas as ocupações, os colaboracionistas são sempre em maior número que os resistentes) os “laranjas” querem encerrar o Serviço de Oncologia, restringir o bloco de cirurgia e acabar com a VMER. Três em um, como bem podem ver. E orgulharem-se os que votaram  "troika".
Recorde-se que a filha-da-putice que está agora no poder esteve “contra” o encerramento da maternidade. Poderão, agora numa hipocrisia igual, os “xuxas” fazerem o papel de estar contra e armarem-se que estão na oposição.
Afinal de contas todos eles assinaram o contrato com a ”troika”, o que significa que são farinha do mesmo saco.
Ou, por outras palavras, grandes filhos da puta.
Pensem…




PS: Claro que não peço desculpa pela linguagem. Mesmo antes do acordo ortográfico não tinha outra para com aqueles que querem vender a saúde como quem vende mercearia.

sábado, 10 de setembro de 2011

Faleceu Elísio Godinho


Histórico atleta e dirigente do Ginásio Clube Figueirense, e do associativismo, acabamos de receber a notícia do falecimento de Elísio dos Santos Godinho.
Nos últimos anos o senhor Godinho dedicava-se à investigação da história do seu clube de sempre.
Homem de Esquerda, foi sempre um "compagnon de route" do PCP, tendo sido candidato à junta da sua freguesia, Buarcos, onde aliás trabalhou na Cimpor, no Cabo Mondego, e, por diversas vezes candidato à Assembleia Municipal da Figueira da Foz nas listas da CDU.
É uma grande perda para a Figueira da Foz, que fica assim mais pobre.
À familia enlutada, ao Ginásio Clube Figueirense, aos figueirenses, os sentidos pêsames de "Aldeia Olímpica".

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Nada de novo!!!

Para além da “democracia” estar mesmo prestes a chegar a Tripolí, não há mais nada de novo.
A não ser se considerarmos que, afinal, a questão do mercado não foi aflorada na reunião de câmara. Pelo menos enquanto lá estive. Mesmo assim, seguimos depois, via “faisse buque”, um jornal local. Também nada. Nadica mesmo.
Mas enquanto estivemos no salão nobre do município constatamos que, apesar de  algo sonolento durante a loooonga alocução da sua colega Teresa Machado sobre o CAE, o vereador Miguel Almeida, do PSD, arrebitou e acabou por fazer a faena da tarde. E só não lhe atribuímos as "duas orelhas e o rabo" porque o grupo de vereadores do citado partido democrático ainda não se pronunciou sobre a nossa proposta de acordo, que aqui reiteramos. Apesar de o considerarmos o grande triunfador.
Passo a explicar:
Colocada a questão do Festival de Xadrez não se ter realizado por falta de apoio municipal, a vereadora da maioria afirmou que desconhecia que o apoio do município era indispensável à realização do festival e que o apoio a tal evento não estava nos objectivos da empresa que superiormente dirige. O presidente manifestou-se muito condoído com o triste desfecho da coisa,  que só soube pelos jornais, e que se tivessem falado com ele se tinha arranjado uma solução.
Foi aqui que gostamos da resposta/solução de Miguel Almeida: “Falem uns com os outros”, disse ele.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Hoje, há reunião de câmara




Pelas 15h00 GMT
E será hoje apresentado o projecto para as famosas obras de requalificação do Mercado Engenheiro Silva?
A ver vamos, como diz o ceguinho, uma vez que na agenda estão pontos relacionados com o mercado. Mas que já foi anunciado que as ditas obras já têm financiamento, lá isso foi.
A minha curiosidade é saber quem financia umas obras sem  projecto.
Será hoje desvendado o mistério?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

“Aldeia Olímpica”: uma proposta de acordo com o PSD

Como aqui prometido, apresentamos a nossa proposta de acordo com o PSD. Solidarizando-nos com o grupo de vereadores do PSD em relação à defesa do património da cidade, tendo mesmo partilhado da sua preocupação com o desaparecimento dos pilaretes, o “Aldeia Olímpica” responsabiliza-se em denunciar qualquer outra tentativa de furto ou danificação de qualquer pilarete, com o objectivo da “imperatividade da defesa e salvaguarda do património”.

Mais: assumimos a responsabilidade de ganhar para a causa os bloggers marxistas da terrinha, se os houver. Bem como o blogue que, pelos vistos, continua a vigiá-los.
Por seu lado, solicitaríamos ao PSD para que defendesse, também, o Mercado Engenheiro Silva, que também é património cultural, económico, arquitectónico, de qualquer pilharete de que possa eventualmente ser vítima.
Caso aceitem o acordo, os vereadores do PSD poderiam avançar desde já com um primeiro passo, ou seja, uma explicaçãozinha. Importante não só para o “Aldeia Olímpica” mas também para toda a população da Figueira da Foz.

Essa explicaçãozinha é simples, e pode ser dada mesmo em nome da transparência: como é que o actual regulamento do Mercado Engenheiro Silva (pelo menos o que está em vigor, e que data de 1998 se percebi bem na última reunião de câmara) está assinado por quem não possui, nem possuía à data, alguma concessão?
Um mistério que urge ser desvendado.
A bem da democracia, a bem da transparência, esperamos, naturalmente, pela resposta.
E tem mais uma: o PSD não tem de estranhar.
É troika por troika. Nem mais.

Tudo pelo património, Nada contra o património!!!

A bem do património!!!

fotos: alex campos

terça-feira, 16 de agosto de 2011

De silêncios


1.
As questões aqui colocadas a uma presumível Maria R. S. Santos ficaram sem resposta. Na altura até aventei a hipótese da virtual senhora ser um qualquer apaniguado da vereação da CMFF.
Que se dê guarida aos intrépidos anónimos nas caixas de comentários, ainda vá. Agora, assim, parece-me uma falha do António Flórido, o animador do blogue – e jornal on-line – “O Palhetas na Foz”.
Porque publicar uma carta anónima é uma afronta a qualquer código deontológico ou ético de um jornal, ainda atendendo que o jornalismo, local, regional ou nacional, já teve melhores dias.

2.
Um comentário que enviei para este post não foi publicado. A minha estranheza é absoluta, além de legítima. Primeiro, porque me solidarizei com a defesa do património. Segundo, porque o referido blogue é um blogue de gente democrática, que respeita as opiniões dos outros, coisa e tal.
Para provar que não há ressentimentos, o “Aldeia Olímpica” irá propor um acordo ao PSD, em breve. Precisamente para a defesa do património. E, como a união faz a força…

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Que pilaretes! Que desplante!



O PSD levantou a questão, em reunião de câmara, do extravio de uns quantos pilaretes, (vejam só) exigindo esclarecimentos “sob pena de poder ser sinónimo de descuido com a defesa e salvaguarda do património”.
Não será um pouco caricata esta preocupação? Miguel Almeida, um dos 9-vereadores-9, apontou ainda “para a imperatividade de salvaguardar o património da cidade de ficar mais pobre”.
O património da cidade mais pobre por falta de uns tantos pilaretes? Isto é para rir ou quê? Património da cidade, por exemplo, é o Mercado Engenheiro Silva. Aí não há preocupação porquê? 
Mas que responsáveis elegemos nós que confundem a beira da estrada com a estrada da Beira?
Ou então será um fait divers como manobra de diversão.

sábado, 30 de julho de 2011

A expressão da liberdade



Los fanatismos que más debemos temer son aquellos que pueden confundirse con la tolerancia.
Fernando Arrabal




Embora tenha as minhas reservas quanto à liberdade de informar que se pratica em certos jornais, sou inteiramente pela liberdade de expressão, sem reservas nem limitações..

Compreendo que o exercício dessa liberdade seja inconveniente, ou constrangedor, para certas pessoas, mas concordo com o meu amigo António Agostinho: isto não pode ser verdade na terra de Manuel Fernandes Tomaz, o patriarca da Liberdade.

Eu não sei se é verdade ou se, como de costume, só contaram pra Jot’Alves, esse ícone regional do jornalismo de sargeta. Por isso mesmo, e sabendo o que a casa gasta, dou o benefício da dúvida ao executivo municipal e aguardo pelos próximos dias.

Este blogue apoia sem reservas a liberdade de expressão de Custódio Cruz, um cidadão exemplar que representa legitimamente outros cidadãos livremente associados na defesa de direitos (inalienáveis) e interesses (legítimos). ,

Ah, apesar disso, e por causa das moscas, tomei a liberdade de cometer uma pequena intervenção no retrato do grande Thomaz que ilustra esta posta e de conceber o singelo manifesto - ao alto, na barra lateral - que os bloggers figueirenses podem, se quiserem, utilizar como banner (os adeptos da liberdade de expressão, claro).


terça-feira, 26 de julho de 2011

O mercado Engenheiro Silva (II)

Hoje, pelas 15h00, no Salão nobre da Câmara Municipal da Figueira da Foz, uma reunião aberta à intervenção do público.
Pode estar em jogo o futuro do mercado. Daí, ser oportuno um apelo aos figueirenses para estarem presentes.
Entretanto, o mercado, há dias atrás. Cabendo à indignação dos figueirenses que não seja, só, para memória futura.








fotos: alex campos

domingo, 24 de julho de 2011

O mercado Engenheiro Silva (I)


Inaugurado no dia 24 de Junho de 1892, e, embora sob o ponto de vista arquitectónico não seja nada de arrojado, o histórico mercado é desde há muitas décadas um ponto de referência e de convívio, além de, pela sua centralidade, um importante factor económico para aquela zona já tão depredada da cidade.
Mas o que se passa actualmente deveria deixar os figueirenses apreensivos. 
O que se passa, ou pelo menos o que se consegue entender, é que o mercado está a ser alvo de interesses que não têm nada a ver com o interesse público.
Pode-se até traçar um paralelismo com o que se passou com as águas. Recordando: o “ps” iniciou as “démarches” para a sua concessão, ou privatização, ou lá o que quiserem chamar, e o PSD concluiu a tarefa, ou seja, assinou o contrato fazendo que os figueirenses paguem uma das mais caras do país.
Com o mercado, temo que se passe o mesmo.
O PSD, há uns anos, proclamou um regulamento unilateralmente, ou seja, sem consulta pública. As indecisões, ou decisões do actual elenco escolhido pelos figueirenses em fazer retirar os concessionários do mercado enquanto se fazem obras (que, segundo vozes autorizadas, são perfeitamente possíveis com o mercado a funcionar), além das tropelias que têm vindo a público sobre o lugar provisório onde o mercado deve funcionar, bem como as sucessivas visitas da ASAE a pedido (por denúncia de anónimos) deveriam fazer-nos reflectir.
É que mesmo não sendo uma obra-prima da arquitectura, o Mercado Municipal Engenheiro Silva é uma construção carismática e foi dos primeiros edifícios figueirenses concebidos para o fim a que se destinava - e assim foi por mais de cem anos.
É de edifícios com uma história viva e palpitante como este que se faz o património cultural de uma cidade que se preza.