Os portugueses vão emprestar 77 euros cada um. segunda-feira, 12 de abril de 2010
Uma dúvida sobre o empréstimo
Os portugueses vão emprestar 77 euros cada um. quinta-feira, 8 de abril de 2010
domingo, 21 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
A crise não existe, é estratégia de classe

Que há linhas de força fascizantes na prática política do “ps” penso não haver muitos que tenham dúvidas.
Já não vale a pena falar do código do trabalho, da situação de quem realmente produz, do desemprego, da desvalorização do trabalho e do endeusamento do lucro, do estado em que o Estado está, dos lucros fabulosos da grandes empresas e dos também fabulosos ordenados e prémios dos que melhor servem a confraria em tempos, dizem eles, de crise. Que pelos vistos não existe, é mais uma estratégia de uma opção de classe, para melhor imporem as políticas que querem e têm levado a cabo sem grandes oposições e sem provocar uma capacidade de indignação que as pessoas realmente têm, mas que está adormecida. Trágico, ou tragicómico, é que a situação começa a ter contornos incontroláveis.
Esta de não reconhecerem ao poder local a legitimidade de escolher, ele próprio, a sua toponímia é de bradar aos céus.
Tão imbecil, tão imbecil, tão anti-democrática, tão anti-democrática, que só pode ser mais uma manobra de diversão.
E mesmo as manobras de diversão costumam, supostamente, ser um pouco inteligentes. Agora com estas contradições é preciso muita pachorra para aturar esta cáfila.
domingo, 7 de março de 2010
Vómitos tutti-fruti
Já há tempos que não apareciam por cá. Refiro-me aos anónimos, esses detestáveis vómitos muito renitentes em darem a cara. Sejam do “ps”, do PSD ou do CDS, o que posso dizer é que me metem nojo. Claro que antes do 25 de Abril eles eram muito mais felizes, estavam todos juntos e na paz do senhor.
Estando seriamente a pensar colocar a caixa de comentários interdita a vómitos sempre posso ir adiantando e mandá-los para a puta que os pariu.
Devo avisar que só eliminei os comentários que entraram pelo insulto pessoal; os outros, os que defendem ideias diferentes das minhas não me incomodam nem nunca me incomodarão, a situação do país e do mundo fala por si mesma.
Posso ser acusado de também insultar. Isso assumo. Alguém já considerou o insulto uma forma legítima de expressão, mas devidamente assinado e assumido. Agora estarem no poder e terem vergonha das próprias opiniões é a mesma coisa que se auto-considerarem escroques. Esses, não consigo mesmo respeitar, nem merecem nem querem ser respeitados. E assino por baixo.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Uma resposta adequada para a crise
quinta-feira, 4 de março de 2010
Do Estado. Reflexão

domingo, 28 de fevereiro de 2010
HDFF vai perdendo valências
E que poderá querer dizer (a menos que seja só estratégia o sentido de voto dos socialistas, o que, de resto, não seria novidade) que a política actual deste governo PS tem os dias contados e que no próprio “ps” José Sócrates já não terá muita credibilidade. Quando do encerramento da maternidade não houve, pelo menos não me recordo, qualquer pronunciamento por parte dos “socialistas” figueirenses. Agora o que se passa traduz-se por uma reprovação inequívoca da política do governamental.
Diga-se também, em abono da verdade, que os ataques e a política de desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde já passam das marcas.
Diga-se também que será sempre precisa atenção, muita atenção, porque nunca se sabe se o governo conseguirá mesmo assim encerrar os referidos serviços.
Da boa vontade, da competência, dos objectivos políticos dos socialistas penso já estarmos bem conversados. A situação actual do país fala por si.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Planos inclinados há muitos

domingo, 21 de fevereiro de 2010
Choveu na Madeira

Vejamos os lucros fabulosíssimos das grandes empresas. Não há crise que os abale. Dá para perguntar para onde vai o dinheiro dos nossos impostos uma vez que se notou que na Madeira, um paraíso fiscal, não há um radar meteorológico que teria permitido avaliar a dimensão do acontecido e assim, contribuído para minorar as consequências.
Segundo o jornal o Público, o climatologista da Universidade de Lisboa Ricardo Trigo, diz que seria importante haver um na Madeira, uma vez que só há dois no país.
Talvez se pense nisso agora. Depois de casa roubada...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
A cidade e as vilas (ainda)
domingo, 31 de janeiro de 2010
Carnaval: já há reis
De qualquer maneira uma irreparável injustiça.
(fotos:Augusto Carvalho)O blogue da Ti Hortênsia
Perspicaz e acutilante comentadora blogosférica, a Ti Hortênsia do Iselindo finalmente resolveu, também ela, abrir um blogue.sábado, 30 de janeiro de 2010
@

A princípio, os portugueses chamavam-lhe «caracol», «macaco» ou outro nome claramente inventado. Depois, houve quem reparasse que a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira dizia tratar-se do símbolo de arroba, pelo que esse nome pegou.
Que terá a arroba a ver com esse sinal? Não se sabe ao certo, mas há pouco mais de um ano, o investigador italiano Giorgio Stabile descobriu um documento veneziano datado de 1536 onde esse símbolo aparecia. Estava aí a representar ânforas, utilizadas como unidades de peso e volume. Posteriormente, num vocabulário Latim-Espanhol de 1492, Stabile encontrou o termo «arroba» como tradução castelhana do latim «amphora». A ânfora e a arroba, concluiu o investigador italiano, estariam na origem da estranha letra retorcida.
O encadeamento dos factos é fascinante, mas há pontos obscuros. A palavra «arroba» não tem qualquer relação com «ânfora», pois vem do árabe «ar-ruba'a», designando «um quarto» ou «a quarta parte», como se aprende no Dicionário Etimológico de José Pedro Machado. Trata-se de uma unidade de peso que equivale a 14,788 quilogramas e que habitualmente se arredonda para 15kg. Podia ser que uma ânfora cheia de vinho tivesse esse peso, mas a semelhança fica por aí.
No século XVII o mesmo símbolo reapareceu, mas com outro significado. Utilizava-se para abreviar a preposição latina «ad», que significa «para», «em», «a», e que se usava para introduzir os destinatários das missivas. Condensava-se o «a» e o «d», num único carácter. É a chamada ligatura. O dicionário brasileiro Aurélio diz que ligatura é a «reunião, num só tipo, de duas ou mais letras ligadas entre si, por constituírem encontro frequente numa língua». Nesse mesmo dicionário da língua portuguesa confirma-se o símbolo @ como abreviatura de arroba.
O misterioso @ continuou a ser utilizado até ao século XIX, altura em que aparecia nos documentos comerciais. Em inglês lia-se e lê-se «at», significando «em» ou «a». Quem percorra as bancas de fruta ou os mercados de rua norte-americanos vê-o frequentemente. Os vendedores escreviam e continuam a escrever «@ $2» para significar que as azeitonas se vendem a dois dólares (cada libra, subentenda-se). Para eles não se trata de nenhuma moda: sempre viram aquele símbolo como a contracção das letras de «at».
Na máquina de escrever Underwood de 1885 já aparecia o @, que sobreviveu nos países anglo-saxónicos durante todo o século XX. O mesmo não se passou nos outros países. No teclado português HCESAR, por exemplo, que foi aprovado pelo Decreto-lei 27:868 de 1937, não existe lugar para o @. Por isso, quando o símbolo reapareceu nos computadores, ele tinha já um lugar cativo nos teclados norte-americanos, por ser aí de uso frequente. Nos nosso teclados só foi acrescentado nos anos 80 e encavalitado noutra tecla: é preciso pressionar simultaneamente Ctrl+Alt+2 ou AltGr+2 para o fazer aparecer
Quando o correio electrónico foi inventado, o engenheiro Ray Tomlinson, o primeiro a enviar uma mensagem entre utilizadores de computadores diferentes, precisou de encontrar um símbolo que separasse o nome do utilizador do da máquina em que este tinha a sua caixa de correio. Não queria utilizar uma letra que pudesse fazer parte de um nome próprio, pois isso seria muito confuso. Conforme explicou posteriormente, «hesitei apenas durante uns 30 ou 40 segundos... o sinal @ fazia todo o sentido». Estava-se em 1971 e esses 30 ou 40 segundos fizeram história, mas criaram um problema para os países não anglo-saxónicos. Não foi só nos teclados, foi também na língua.
Em inglês, «charles@aol.us» entende-se como «Charles em aol.us», ou seja, o utilizador Charles que tem uma conta no fornecedor AOL, situado nos Estados Unidos. Mas em português não soa bem ler «fulano@servidor.pt» dizendo fulano-arroba-servidor.pt. Nem tem muito sentido. Mas qual será a alternativa? Uma solução seria seguir o inglês e dizer «at». Outra ainda seria dizer «a-comercial», como nos princípios do século XX se chamava a esse símbolo no nosso país. Talvez o melhor fosse utilizar «em». Mas haverá soluções mais imaginativas.Quem quiser gastar o seu latim pode proclamar «ad», rivalizando em erudição com o mais sábio dos literatos. Ou surpreender toda a gente, anunciando uma «amphora» no seu endereço.
Nuno Crato
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Saldos: é de aproveitar
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Solidariedade
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
As várias utilidades do “Magalhães”
Isto num país moderno onde a corrupção atinge picos pós-modernos.
Uma outra utilidade foi encontrada pela primeira-dama aqui da “aldeia”. Na prova de língua estrangeira para o 12º ano do CNO, o dito “magalhães” foi o argumento para treinar o seu espanhol, com um hipotético diálogo telefónico entre Sócrates e Hugo Chavez.
Aí vai, penso que ficaram bem os dois na fotografia:

(Qualquer comparação entre esta conversa telefónica e a realidade é pura ficção… Ou talvez não!)
J. Sócrates- Está? Está lá? Daqui fala José Sócrates, o engenheiro! Estás porreiro pá? Está? Está lá? Estás-me a ouvir meu?
Hugo Chavez- Enginiero!? Oh si, si! El enginiero… Te escucho perfectamente. Hombre qué pasa, algun problema compañero?
J. Sócrates- Companheiro uma ova… Nada de misturas!
Hugo Chavez- Qué? Qué dices? No te entiendo!
J. Sócrates- Nada, nada, deve ser do barulho das obras na rede de comunicações, coisas do progresso. Olha pá estou-te a ligar para saber como é que as tuas criancinhas aí receberam a minha grande ideia do Computador Magalhães?
Hugo Chavez- Bon, la tuya idea yo no la sé, pero la mía, esa si tuvo un suceso fenomenal. Aproveché las Navidades, para regalar el “Magalhães” a los chavalitos de las escuelas. Mira, crees que, con esta idea, hay superado la popularidad daquello gordo imperialista de papá-Noel.
J. Sócrates- Estou a ver, estou a ver, meu… Eu aqui também obtive um grande sucesso, pois durante o período de Natal, as operadoras de telecomunicações e os hiper-mercados, fartaram-se de ganhar dinheiro a vender esta minha ideia a duzentos e tal euros cada computador Magalhães.
Hugo Chavez- Entonces toda aquella charla de ordenadors para los chavales de las escuelas a cinquenta euros, era todo un embuste? Y es asi que quires obtener la mayoria absoluta?
J. Sócrates- Podes crer meu! Estou a trabalhar nesse sentido. Sabes, aqui em Portugal, quem decide quem ganha eleições são os tipos da “massa”. Os meninos das escolas ainda não votam, e a seu tempo terão o tão desejado “Magalhães”, mas entretanto tenho outras prioridades.
Hugo Chavez- Estoy mirando! Á ver! Yo no conosco pueblo más raro do que los portugueses. Pasan la vida a recibir bastonadas, pero, lo peor de todo, a mi me parece que vos gusta. Menos mal.
Mira, los chavalitos de acá, les gusta mucho el ordenador, pero como son muy listos, ya se enteraran acerca de los hechos dese tal Magalhães, y te lo aseguro que no quedaran fãs de él. Les gusta más vuestro jugador de futebol, Cristiano Ronaldo. Quê te parece si cambiáramos el nombre del ordenador?
J. Sócrates- Oh meu! Mas tu ensandeceste, ou quê pá? O Magalhães foi o homem que no século XVI iniciou a viagem de circum-navegação à volta do Mundo, provando que a terra era redonda! É o Armstrong do renascimento!
Chavez- Me parecia que los “Yankees” estavan metidos en esto… Acá los chavalitos tienen razon, no gustan de lo Magalhães y como yo, tampoco de los americanos.
J. Sócrates- Bem pá, vou ter de desligar porque combinei uma patuscada com uns amigos do Governo e aqueles chatos da oposição para assistirmos, dentro de momentos, à transmissão em directo de Washington da tomada de posse do Presidente Obama. Adeus, e vê lá! Não me desgraces com essas tuas ideias de…
Hugo Chavez- Ojo! Ouhi decir que la color dese tal Obama es más una ilusión de óptica. Ahora la Naomi Campbell, esa no es ningúna ilusión, es una dádiva de Dios. Saludos y hasta siempre compañero.
Maria Madalena de Carvalho Campos
Figueira da Foz, 20 de Janeiro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
País de sucata
Aqui ficam uma fotografia de João Viana e um texto de Carlos Freitas.
"Para quem não saiba os barcos também se abatem. Morrem e são enterrados em cemitérios que podem ser encontrados um pouco por todo o lado junto às cidades portuárias. Mostramos um desses cemitérios na Figueira da Foz, desencantado pelo olhar do "shipspotting" e fotógrafo figueirense João Viana. A sua fotografia mostra em primeiro plano a "campa" onde jaz a antiga piloteira "Coutinho Garrido". Esta embarcação esteve ao serviço da corporação dos Pilotos da Barra da Figueira da Foz durante boa parte do século XX. Ultrapassada a sua época esta lancha-piloteira, assim é designado este tipo de embarcação que transporta os pilotos da barra a bordo dos navios comerciais que pretendem demandar o porto, fornecendo todas as orientações para as manobras de passagem da barra figueirense, zelando igualmente pela segurança da navegação no interior do estuário, por vezes, e isso verificou-se em muitas ocasiões, esta serviu também como rebocador, acabou por vir morrer aqui. Ostenta (ostentava) o nome de um prestigiado oficial da Marinha portuguesa, encontrando-se no estado de conservação que se pode observar. Aguarda, muito provavelmente, que o camartelo do progresso avance na margem sul do Mondego. Raras são as cidades que ostentam vestígios do seu passado recente que não procurem preservar. Algumas cidades contudo deixam morrer esse património identitário. A Figueira da Foz é uma delas. Cidade pobre em monumentos deixa morrer pequenas jóias que podem (e deviam) ser reabilitadas, contribuindo deste modo para a preservação da memória de uma das instituições mais importantes localmente: o seu porto. As novas gerações figueirenses desconhecem a história e significado do porto da cidade onde crescem e vivem muito por culpa deste enorme descuido na preservação do seu património físico. Os barcos são parte integrante da paisagem local, da história e memória figueirense. A "campa" da "Coutinho Garrido", mostra que esta se salvou, até hoje, de ir parar à sucata. Talvez algum estranho desígnio a tenha enviado para este cemitério à espera de ser ressuscitada. Quando? "
domingo, 8 de novembro de 2009
Petição: Acabar com a pesca em águas do Sahara Ocidental!
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Decorre, desde, 06-11-2009, uma petição on-line a nível mundial contra o Acordo da União Europeia com Marrocos que envolve licenças de pesca no Sahara Ocidental ocupado.
Trata-se de um acto que envergonha a UE e cada um de nós europeus. A Europa, defensora dos Direitos Humanos e da livre autodeterminação do Povos, não pode pactuar e beneficiar dos recursos de um território sujeito a uma ocupação colonial, cujo povo foi impedido, até ao momento, de manifestar a sua vontade quanto ao seu destino. Afinal aquilo que, com indignação, Portugal e os Portugueses denunciavam internacionalmente face ao envolvimento da Austrália na exploração do petróleo de Timor-Leste, quando este território estava ainda sujeito à ocupação da Indonésia e que, justamente, levou o nosso país a interpor uma acção judicial no Tribunal Internacional de Haia contra o Governo australiano.
Como sabem, o processo que a ONU tomou em mãos e que deveria conduzir à realização de um Referendo Livre e Justo à população saharaui arrasta-se há décadas. Nem a UE nem qualquer outro país poderá beneficiar desta não aplicação do Direito Internacional.
Associação de Amizade Portugal - Sahara Ocidental
A União Europeia está a pagar a Marrocos para poder pescar no Sahara Ocidental ocupado.
Protesta assinando esta petição neste endereço:
http://www.fishelsewhere.eu/index.php?parse_news=single&cat=139&art=1033
sábado, 7 de novembro de 2009
Da A14 e da Madeira

O agora deputado europeu continua na sua onda de distracção. Pelo menos é o que eu consigo deduzir das suas declarações ao semanário “Sol” de ontem. Diz o inefável Correia de Campos que Jaime Gama é o melhor candidato a Belém. Está bem que ele disse da área socialista, mas deve ser só uma mera figura de estilo, fazendo o balanço entre diferenças e semelhanças entre a área socialista que ele refere e o resto das áreas neo-liberais.
Se tivesse um pouco mais de atenção saberia que Jaime Gama aprecia muito Alberto João Jardim, é um fã incontestável da sua obra e dos consequentes resultados da dita. Foi há cerca de um ano que Jaime Gama considerou o senhor da Madeira um grande talento. E um político combativo. E se é de políticos combativos que o país precisa penso que Gama terá feito a sua escolha. A menos que se contradiga, aliás uma coisa muito frequente nos socialistas.
Mas por via dessa distracção fiquei também a saber, com muita pena minha, digo-o com franqueza, que Campos não frequenta o “aldeia olímpica”.
Se o fizesse já saberia do encanto que João Jardim provoca no presidente da Assembleia da República. Era só descer para baixo (pleonasmo dedicado ao zé d’alhada que escreve primorosamente português) três ou quatro posts e ficava elucidado, podendo até melhorar a sua perspectiva acerca da coerência e outros atributos daquele que para ele é o “melhor candidato”.




