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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

"Fortunate son" ou todos pelo Haiti




Multiplicam-se as ajudas e as acções de solidariedade com o povo do Haiti. Não será um pouco tarde? Por não termos pensado noutros pormenores que bem poderão entardecer ainda mais uma questão fundamental.
Esta: se pensarmos que Cuba, um país pobre, menosprezado e boicotado, enviou 300 especialistas de saúde ao mesmo tempo que a “grande pátria das liberdades e da democracia” enviou cerca de 10.000 soldados.
Mas claro que estamos solidários, quanto mais não seja para lavarmos a consciência.
Entretanto, os cinco anti-terroristas cubanos presos nos States enviaram uma mensagem de solidariedade para com o povo do Haiti.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O rei do rock


Uma das suas virtudes era o timbre de voz que, segundo especialistas, tinha um alcance difícil para um cantor popular.
Denominado "Rei do rock" foi considerado um dos maiores cantores populares do século XX.
Faria hoje 75 anos.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Uma balada de Natal

Graeme Allwright, que já tem actuado aqui na aldeia, traz-nos hoje uma bela e enternecedora balada de Natal.
De origem neo-zelandesa este cantautor e homem do teatro tornou-se mais conhecido pelas adaptações de canções de cantores populares da América do Norte como Bob Dylan, Leonard Cohen, Pete Seeger, Tom Paxton, Malvina Reynolds e outros, os quais divulgou ao público europeu.


Dans son manteau rouge et blanc
Sur un traîneau porté par le vent
Il descendra par la cheminée
Petit garçon, il est l'heure d'aller se coucher

Tes yeux se voilent
Écoute les étoiles
Tout est calme, reposé
Entends-tu les clochettes tintinnabuler

Et demain matin, petit garçon
Tu trouveras dans tes chaussons
Tous les jouets dont tu as rêvé
Petit garçon il est l'heure d'aller se coucher

Tes yeux se voilent
Écoute les étoiles
Tout est calme, reposé
Entends tu les clochettes tintinnabuler

Et demain matin, petit garçon
Tu trouveras dans tes chaussons
Tous les jouets dont tu as rêvé
Petit garçon il est l'heure d'aller se coucher

Tes yeux se voilent
Écoute les étoiles
Tout est calme, reposé
Entends tu les clochettes tintinnabuler

Et demain matin, petit garçon
Tu trouveras dans tes chaussons
Tous les jouets dont tu as rêvé
Petit garçon il est l'heure d'aller se coucher


sábado, 12 de dezembro de 2009

Nobel da Paz, o Senhor da Guerra

Não é a primeira vez que o Prémio Nobel da Paz é atribuído a um senhor da guerra. Isto anula o valor de alguém que o receba, merecendo-o. Que os senhores que o atribuem tenham outros valores, e negócios, nitidamente diferentes dos meus, é uma coisa que, não me dizendo directamente respeito, incomoda-me. A menos que chamem outro nome ao famigerado prémio.
Contudo, orgulho-me de ter assinado uma petição pela candidatura de Pete Seeger. Ele, sim, cantou a solidariedade, a paz. Perdi. Perdemos todos. Com as promessas do novo Nobel da Paz e senhor da guerra de intensificar os conflitos em que se meteram sem serem chamados, e com a recusa, também, em assinar o tratado de Ottawa.
Há tempos, numa conversa, ouvi uma afirmação que me provocou uma reacção que nunca teria julgado possível: pura e simplesmente arrepiei-me. E continua a arrepiar-me. “Em Angola ainda estão para nascer pessoas que hão-de morrer vítimas das minas”.
Portanto, penso que me perdoam a má educação: “Obama, fuck you, son of a bitch”.
O Pete , já a seguir, e bem acompanhado, canta para nós:

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

8 de Dezembro de 1980




Why?????????

Mr. Mojo Risin

O poeta americano James Douglas Morrison faria hoje 66 anos. Morreu em 3 de Julho de 1971, em Paris, em circunstâncias ainda hoje dúbias.
Terá sido assassinado? Nunca ninguém o saberá. O que se sabe é que o poeta era “vigiado” pelo FBI. Como outros, de qualquer maneira. Lennon, por exemplo.
Como cantor, compositor e poeta, Morrison era único. E não só. Também incómodo. Na proporção directa do seu valor como artista.
Um dos crimes pelo qual era “vigiado” seria, certamente, este:


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

“House of Rock”, em Maiorca

No próximo dia 5, a 1ª Edição do festival “House of Rock”, na Casa do Povo de Maiorca. São 4 as bandas: as figueirenses "Skarface", "The Ozzies" e "Cães Danados", que terão a companhia da "Insidus", que vem de Sintra.
Aí em baixo podem ver vistos (chiça, parece um pleonasmo) por Fernando Campos, os Cães Danados.
E um bocado mais abaixo ainda, eles, a canzoada, numa canção em que ultrapassando as propriedades paraísoartificiais do néctar do padre Baco, desbundam outras, digamos, ansiolíticas. Sinais destes socráticos tempos.




Vinho pr’o Zé


No país dos três "f’s"
Fado, Fátima e Futebol
Não há trabalho, não há justiça
Muito menos carcanhol

Há doutores e engenheiros
Que nos roubam aos milhões
Só querem o nosso voto
Em troca dão tostões!

Ref:
Dá um copo de vinho ao Zé
Um copo de vinho ao Zé
Dá um copo de vinho ao Zé
Para o povo esquecer
A merda que nos andam a fazer!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

11 de Novembro: valeu a pena?

Angola celebra hoje o 34º aniversário da sua independência. Apesar do alto preço que o povo angolano teve de pagar, duas longas guerras, claro que valeu a pena. Mas é sempre bom recordarmos, e termos presentes, as palavras recentes de Luandino Vieira:
“Ainda hoje acredito que é possível aquilo com que sonhávamos. Aprendi no Tarrafal que nem que dure 50 anos, 60 anos, a situação actual é apenas um desviozinho no curso da História. Claro que gostava de ver tudo isso em vida minha…”
Mas como também é dia de festa, recordemos uma das grandes vozes de Angola, Lourdes Van-Dunen, acompanhada pela banda N'Gola Ritmos, fundada por Liceu Vieira Dias, nacionalista e um dos grandes símbolos da música popular angolana.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

“aldeia olímpica”: 2 anos

Há um ano referenciei o primeiro aniversário com fotografia. A aldeia olímpica de Pequim’08, fotografada pelo colaborador deste blogue, Augusto Alberto, treinador da selecção paraolímpica de Remo.
Este ano, o segundo, a comemoração é com poesia.
E assim, homenageando a minha absoluta condição de lusófono e a minha divertida e convicta condição de francófilo, aqui vos deixo dois poemas: um, da poetisa portuguesa de expressão alentejana, Ana Tapadas, e outro da francesa Claude Delecluse, este superiormente musicado e interpretado pelo grande Jean Ferrat, que gentilmente acedeu a cantá-lo aqui na aldeia, logo a seguir à leitura dos poemas.
Com as devidas desculpas à Ana pela “expressionista” brincadeira, aqui fica um grande abraço a todos os visitantes do blogue.
Agora, silêncio.



Dois

Era no tempo
Em que brincava com as palavras
Sonhando cada momento...
Era um tempo perdido
De infâncias passadas
Que, às vezes, renovadas
No obscuro encantamento,
Eram nas manhãs cristalinas,
Enevoadas pelo pensamento
Que fugia...
Rebelde e indomável.
Era um tempo amável,
Frágil...
De loucos sonhos, negros e poucos!
Era a inconstância
De ser...
Era no tempo em que as palavras
Tinham atracções magnéticas e doces!
Desesperadas...
Em abismos frenéticos e húmidos.
Era um tempo por viver
E o arfar de dias desertos,
De cálidas mãos amigas
Que vieram depois...
Suaves, serenas, certas!
Dois.


Ana Tapadas







Deux enfants au soleil

La mer sans arrêt
Roulait ses galets
Les cheveux défaits
Ils se regardaient
Dans l'odeur des pins
Du sable et du thym
Qui baignait la plage
Ils se regardaient
Tous deux sans parler
Comme s'ils buvaient l'eau de leurs visages
Et c'était comme si tout recommençait
La même innocence les faisait trembler
Devant le merveilleux
Le miraculeux
Voyage de l'amour

Dehors ils ont passé la nuit
L'un contre l'autre ils ont dormi
La mer longtemps les a bercés
Et quand ils se sont éveillés
C'était comme s'ils venaient au monde
Dans le premier matin du monde

La mer sans arrêt
Roulait ses galets
Quand ils ont couru
Dans l'eau les pieds nus
À l'ombre des pins
Se sont pris la main
Et sans se défendre
Sont tombés dans l'eau
Comme deux oiseaux
Sous le baiser chaud de leurs bouches tendres
Et c'était comme si tout recommençait
La vie, l'espérance et la liberté
Avec le merveilleux
Le miraculeux
Voyage de l'amour

Claude Delecluse








terça-feira, 20 de outubro de 2009

“Cães Danados” em Carcavelos



A banda figueirense de punk-rock “Cães Danados”, que já actuou aqui na “aldeia”, é uma das 16 bandas apuradas para o concurso “Angel Eléctrico”. É no Angels Bar, na praia de Carcavelos e os figueirenses têm encontro marcado com o público, e com o júri, já agora, no próximo dia 24.
Com estas caras de róte bailéres, como podem ber na imagem acima, eu se pertencesse ao júri garanto-bos que pensaba duas bezes. Ai pensaba, pensaba.

Os "Cães" têm a particularidade de cantarem só em português e, como imagem de marca, a presença em palco, nos seus concertos, de uma bandeira portuguesa.

domingo, 4 de outubro de 2009

Adeus “La Negra”



Morreu, esta manhã, a cantora argentina Mercedes Sosa. Grande figura da canção popular em toda a América Latina, partilhou o palco com músicos de todo o mundo e de diferentes estilos e gerações.
Militante comunista, Mercedes viveu na Europa durante a ditadura que assolou a sua pátria entre 1976 e 1983.
Era conhecida por “La Negra” devido aos seus longos cabelos negros. Contava 74 anos.
Nem só a América Latina chora um símbolo. O corpo da artista será velado na sede do Congresso Nacional.

sábado, 29 de agosto de 2009

A Festa



É já no próximo fim de semana a Festa das festas.
Os “Gazua” vão actuar no Palco 25 de Abril. Este grupo actuou recentemente na Figueira da Foz, no "Niktos Rock Bar”. Foi em Junho, num concerto em que também actuaram as bandas figueirenses “Under Dogs”, de Quiaios e os já nossos conhecidos “Cães Danados”. Que canzoada, dirão vocês.
Aí vão eles:

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

“Cães Danados”, ontem nas “Noites no forte”


A presença da Bandeira Portuguesa em cada concerto é já uma imagem de marca desta banda, a que já aqui fizemos referência. Actuou ontem pela primeira vez na cidade.
Deixamos uma apresentação individual:
Da esquerda para a direita: Luís Furet, guitarra solo, treinador de natação e adepto do fêcêpê; Miguel Ângelo, baterista, estudante e atleta de kickboxing, também dragão; Paulo Dâmaso, baixo e voz, jornalista e “lampião” e, the last but not the least, Pedro Gaspar, guitarra ritmo, estudante de engenharia química e, vá lá, sportinguista.
Como se acaba de ver, ninguém é perfeito, muito menos uma banda. Nesta é o guitarra-ritmo que compõe a coisa.