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sábado, 11 de dezembro de 2010

Falta de memória... ou...

Esta gaffe, se o será, há-de passar despercebida, pois já não é a primeira nem a segunda com que o candidato Silva nos presenteia. Com o desplante que lhe é característico, e mesmo sem se rir, o homem diz que “devemos ter vergonha de haver fome em Portugal”.
É preciso muita cara de pau para afirmar tamanha atoarda. Ou deve ser completamente desmemoriado. Ao ponto de se ter esquecido que é o político que mais tempo tem estado no poder após o 25 de Abril. Será até o segundo, em tempo, logo a seguir ao ditador de Santa Comba. Sem conferir o tempo do “antes” em que Silva até esteve bem enquadrado, no “após” foi ministro das Finanças, não me recordo quanto tempo, primeiro-ministro durante dez longos anos, com o lema, se se recordam, “vou tirar Portugal da cauda da Europa”. Ainda hoje não percebo sob que prisma ele declarou tal. E 5 fastidiosos anos como presidente da república.
Não acredito que um dos homens que mais contribuiu para o estado actual do país venha dizer aquilo de ânimo leve, a menos que estejamos em campanha eleitoral.
De qualquer modo é hipocrisia quimicamente pura.

Cartoon de F. Campos

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Revisitando La Pallice

Fica bem ao candidato Alegre querer dividir as responsabilidades pela situação do país. Mas faz lembrar uma tirada do célebre militar francês, lá isso faz. Pois, como é óbvio, não haverá quem não saiba que o país, desde há 34 anos a esta parte, é governado pelo seu partido e pelo partido do candidato Silva. Ora à vez, ora os dois juntos, que a alternância é democrática.
Revela também o candidato Alegre uma indecente falta de solidariedade, pois também é do conhecimento público que foi o partido do candidato Silva que cozinhou com o seu o orçamento que agrava a situação.
Depois, também à sucapa, tem o desplante de gozar com a nossa cara: sobre a mega fuga ao fisco dos seus “digníssimos patrões” acusa o candidato Silva de não se ter preocupado. Quando é que ele e o seu partido se preocuparam? Ou, então assim já percebo, o candidato Alegre “deve de” sofrer de miopia e não consegue ver que o seu partido está no governo.
Mais deprimente ainda, dá a ideia que o candidato Alegre passa um atestado de atraso mental aos seus correligionários do governo, quando quer dar a entender que o governo governa mal porque o candidato Silva, na qualidade de presidente da república, os deixou governar.
Como toda a gente sabe os “socialistas” lá vão governando como querem e lhes apetece, e, quando têm umas dificuldadezitas o PSD nunca os deixou desamparados.
O que eu pagava para ouvir, ou ouver, era o candidato Alegre comentar o facto do “ps” querer regredir a situação social ao ano 1904 do século passado. Isso sim, era de candidato.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Internacional Socialismo

Ao votar contra a proposta do PCP para tributar os dividendos antecipados o "ps" só confirmou a sua opção de classe e colocou-se, mais uma vez, ao lado de quem sempre esteve.
Depois de se justificar com a crise para sobrecarregar a classe trabalhadora com impostos, cortes salariais, aumento de desemprego e degradação do nível de vida, esta benesse às classes ociosas é a cereja no topo do bolo.
E também não deixa de ser uma atitute anti-patriótica, pois prejudica o Estado que, no fundo, somos todos nós. À atenção dos milhares de trabalhadores que votam nestes trastes, provavelmente não sabendo que estão a votar contra eles próprios.
É imperioso dar a volta a isto e correr com estes f..... da p.....

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O FMI também faz estudos. E esta hein????

«Um estudo recente do próprio FMI, publicado este ano, veio confirmar as consequências graves de uma consolidação orçamental tão grande (4,6% do PIB), feita num período tão curto (apenas 2 anos), e em condições tão desvantajosas para Portugal como é aquela que o governo, com apoio do PSD, pretende fazer. As consequências são tão nefastas para os portugueses e para o futuro do país, que alterar rapidamente essa politica é uma exigência sentida pela maioria dos portugueses, como mostrou a dimensão da adesão à greve geral.
Segundo esse estudo do FMI, "em dois anos, uma consolidação fiscal equivalente a 1% do PIB tende a reduzir o PIB em aproximadamente 0,5%, aumenta o desemprego em cerca de 0,3%, e reduz a procura interna (consumo e investimento) em aproximadamente 1%".»

De um estudo do economista Eugénio Rosa. Aqui.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O país que somos...

"Não tenho nada contra a "bola", muito pelo contrário, mas tenho dificuldade em entender que a prática de um desporto ou de um exercício físico seja menos importante do que um espectáculo de futebol. Os critérios para esta diferenciação não são óbvios. O contrário seria mais acertado: exercício no ginásio a 6% e futebol na bancada a 23%!"


domingo, 14 de novembro de 2010

De joelhos

1. Um dos graves problemas, senão o único, da sociedade actual é que não existe poder político. O erradamente chamado poder político vive de joelhos perante o poder económico, agora alcunhado de “mercados”. Ao ponto de perder a dignidade e se “esquecer” de que é ele que deveria legislar e governar.
Não passando por isso de comissários políticos do grande capital chegam ao ponto de ignorarem o seu próprio papel de governantes ao solicitarem à banca para ela própria se autoflagelar com impostos. Ingenuidade? Não creio. Ninguém no seu perfeito juízo pensa que quem tem privilégios os perca de livre vontade. Será antes filha da putice ou, o que estará subentendido, colocar-se na cómoda posição de viver de joelhos a troco de algumas patacas. O que, em última análise, se chama corrupção.
2. Os servidores de serviço do capital são, periodicamente, substituídos. Os actuais, renitentes quanto à substituição iminente e querendo agarrar-se ao tacho, fazem o possível para se manterem à tona, ou seja, perto do poder. Só assim percebo a proposta do ministro para uma grande coligação. É uma falácia. Não é possível uma grande coligação. A possível é com os partidos subservientes do grande capital, que é como quem diz, não há grandes hipóteses de se mudar o que realmente interessa mudar: as políticas. Porque a Esquerda nunca entraria numa coligação para gerir o que está errado e continuar esta política que nos levou ao estado a que isto chegou. Porque a Esquerda não aceita ir para o poder só por ir para o poder.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Um país orçamentado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Já temos orçamento. E tendo em vista a continuação deste tipo de política para agradar aos ditos mercados, seja isso o que for, foi o melhor que podia ter acontecido ao país.
Só assim consigo perceber a aparente incoerência do PSD, quando diz que o orçamento é mau, muito mau. Por alguma razão o deixou passar. Embora o teatro tenha enganado muita gente, que continuará a pensar que há mesmo desacordo entre os dois grandes partidos da direita.
Nem sequer acho estranho, provavelmente lembrando-me da velha, mas sábia, teoria historicamente provada, de que a burguesia nunca teve nada de patriota ou nacionalista. Vive de joelhos, perante seja o que for, chamem-lhe capitalismo internacional, União Europeia ou imperialismo yankee. Desde que não perca os seus privilégios, sacrifica seja o for necessário sacrificar.
Já temos orçamento. Mas o país continua a chafurdar na mesma onda de corrupção que sempre chafurdou. Ele são os quadros da REN que, suspensos, continuam a receber os chorudos "salários". É a antecipação da distribuição dos dividendos na PT que lesa o Estado em 260 milhões. É o branqueamento de capitais, em várias empresas, como a Mota-Engil, por exemplo, que lesam o Estado em muitos milhões. É o lucro diário da banca, a entidade que verdadeiramente governa isto tudo.
Enquanto o poder politico estiver nas mãos de quem detém o poder económico, não há orçamento, bom ou mau, que resolva seja o que for. E a corrupção, institucionalizada já, é só um "modus vivendi".
E o país vai de carrinho...
Até quando????

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ora viva!!!

Já temos orçamento. Bem que isto não passava de um segredo de polichinelo. O que quer dizer que podemos esquecer as agruras que nos atormentavam derivado das sucatas, dos friportes, dos BPN’s, e tutti quanti.
Viva a “democracia”.
Lá vamos cantando e rindo. “De carrinho”, como dizia o poeta.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Não houve fumo branco. A coisa tá preta...

Considerado um mau orçamento, mesmo por individualidades reconhecidadmente da Direita, como Mário Soares, não houve consenso para o aprovar.
Não deixa de ser uma surpresa, mesmo assim. A primeira dedução a fazer é que Passos Coelho continuar a dar tiros nos pés, esquecendo-se que só tem quatro, e, ao não dar o agreement ao dito documento os "Mercados" irão certamente continuar a confiar, e apostar, no "ps".
Uma vitória de Sócrates, portanto.

Ainda não há fumo branco. Será hoje?


Do conclave neo-liberal ainda não saiu fumo branco. Quer dizer, ainda não há OE. Não porque o “ps” não tivesse feito o seu papel: um orçamento que agrada sobremaneira aos “Mercados”, os sacrossantos mercados que nos governam. Só que o PSD se está a fazer esquisito, provavelmente na ideia de tirar alguns dividendos, mas ninguém no seu perfeito juízo terá dúvidas de que teremos o tal famigerado orçamento. Mais um, menos um por cento no IVA, no restante estão todos, os do conclave, de acordo.
O “guru” da Direita, Mário Soares, diz o que toda a gente sabe: que o orçamento é mau. Mas é decisivo e necessário que passe, acrescenta.
O que eu não percebo, não percebo mesmo, é como é que é necessária uma coisa que é má. Bem, ou entendo: é má para quem trabalha e boa para quem vive do trabalho dos outros, para aquela classe ociosa que o antigo agente da CIA sempre defendeu. Logo, necessária.
Dos dois candidatos do conclave a Belém, o que está em funções faz o que pode, mas não é muito fácil disfarçar que não está a dominar bem o “problema”. Alegre tem mais azar, o vento nada lhe diz, embora seja ele a calar a desgraça. Se é a favor ou contra o orçamento, se é a favor ou contra a greve geral… nada, coitado. Pensará ele dividir os dias em duas partes?
Ao fim e ao cabo os que trabalham têm oportunidade de dizer da sua justiça no próximo dia 24 de Novembro.

sábado, 16 de outubro de 2010

Sobre o Tiririca...

O Orçamento e um ministro sincero




Nunca pensei estar algum dia de acordo com um xuxa. Mas no que concerne ao Orçamento estou plenamente de acordo com o inefável ministro Teixeira dos Santos. Diz o personagem que é "o orçamento mais difícil e importante dos últimos 25 anos”. Claro que é. E, pela primeira vez, pelo que me lembro, alguém do ”ps” diz uma verdade.
Que é o orçamento mais difícil para quem trabalha, penso que não restará muitas dúvidas a ninguém. Muitas? Nenhumas, com certeza.
Que é o orçamento mais importante para as classes ociosas, os banqueiros, os mega-merceeiros, os gestores “ps” das empresas públicas e outros filhos da puta que não produzem a ponta de um corno, também não deve existir lugar a alguma dúvida.



"Quanto mais baixo o rendimento, maior a subida do IRS a pagar. A proposta de Orçamento do Estado que o Governo irá hoje apresentar no Parlamento faz com que a generalidade dos agregados familiares em Portugal passe a pagar mais impostos. Mas, ao nível do IRS, um impacto é consideravelmente mais alto à medida que o salário vai decrescendo."

in Jornal O Público

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O mundo mais seguro



É caso para se dizer que o mundo está agora muito mais seguro. Portugal foi eleito para o Conselho de Segurança da ONU. Como parceiros tem ainda a Alemanha, a Índia, a Africa do Sul e… imagine-se… exactamente, a Colômbia. Podem acreditar, não estou a brincar, aliás com coisas sérias não brinco.
E ainda falavam de submarinos, de aviões… afinal foram boas apostas.
Mas não me perguntem o que a “ditosa pátria” vai ganhar com isso, pois não saberia responder.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Uma petição

Esta.
Caso para nos interrogarmos a que ponto isto chegou. Uma petição com o objectivo, tão só, de moralizarmos a coisa pública.
Moralizar a "democracia"? Onde é que isto já se viu? Isto não vai lá com "paninhos quentes", mas, enfim, a bem da nação, eu assinei.
Façam o mesmo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

E hoje?



Embora pense que mais pertinente do que comemorar o centésimo aniversário da 1ª República seria, com certeza, implantar a quarta, sempre ficamos a saber, ou relembramos, alguns factos curiosos. Ou nem tanto.
Por exemplo, quando da implantação da república o país tinha 75% de analfabetos. Dependendo do prisma com que se aborda o problema, pode-se dizer que a situação se mantém. 75% é a percentagem de votantes responsáveis pela situação actual do país, aqueles que escolhem os excelentes governos que temos tido. Ou seja, os votantes neo-liberais, somando as percentagens airosamente obtidas nas variadíssimas e divertidas eleições que não resolvem problema nenhum.
Conferindo: os indigentes cor-de-rosa, os fascistóides laranjas e os demagogos “populares”.
Ficamos a saber, também, e está na sequência do que anteriormente disse, quase metade dos portugueses não sabem que centenário hoje se comemora mas, muito mais de metade considera a república, actualmente, o melhor regime político para Portugal.
Claro que as sondagens valem o que valem e só indicam aquilo que os que as encomendam querem que elas indiquem, mas há uma que chegou à brilhante conclusão que mais de 11% dos que votam PCP preferem a monarquia à república. Das duas, uma: ou alguém brincou com a sondagem, e diga-se, não é para levar muito a sério, séria é a situação do país, ou também há analfabetos a votar á esquerda, o que eu não acredito.
Agora, duas coisas são certas. Uma, se os imbecis começassem a votar à esquerda as coisas mudavam mesmo. Segunda: neste dia de comemoração lembrei-me do Grand Jacques:
On a détruit la bastille
Et ça n’a rien arrangé

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O alegre candidato

Ainda há dias, sobre um dos candidatos neo-liberais à presidência da república, aquele que é apoiado oficialmente pelo Partido neo-liberal de serviço, Manuel Alegre de seu nome, defendi eu numa discussão com alguns camaradas, que é verdade, sim senhor, que a ele ninguém o cala. Suportei essa minha conclusão com uma tirada, achei eu, espectacular: “ele tem razão, sim senhor, é verdade que ninguém o cala. Quanto mais não seja pela simples razão de que também não diz nada”.
Tenho de reconhecer que estava enganado. O homem até fala. Não pode é dizer grande coisa.
Samuel, aqui, explica porquê.

domingo, 19 de setembro de 2010

Então, que viva Jekyll


Que o “ps” tem um papel historicamente dúbio, parece-me que é pacífico o entendimento. E desde sempre, passando pelas conclusões de Alexandre Vieira, ainda nos anos 30 do século passado, até aos piores ataques às conquistas de Abril, que significam, claramente, o estado a que isto chegou.
Penso que o ridículo dos “xuxas” é que neste seu papel nem traidores conseguem ser. Embora já há uns anos alguém os tenha comparado a Miguel de Vasconcellos (eia! com dois élles) . Penso que para se ser traidor se tenha que trair a sua própria consciência. Ora, nunca me dei conta que eles alguma vez a tivessem.
Mas esta comparação com o dr. Jekyll e Mr. Hyde é de mestre, sim senhor. Tanto que eles, os personagens do Robert Louis, também não tinham consciência um do outro.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Duas redundâncias


Uma de cariz desportivo e outra fascistóide. Ainda dizem que misturo desporto com política, mas cá vão, na mesma.
Então comecemos com a primeira. Acho que é pacífico aceitar-se que o “dream team”, o seleccionado americano de basquetebol, é pouco menos que imbatível. Vai daí, não é nenhuma vergonha perder contra eles. Foi o que aconteceu à equipa angolana nos oitavos do mundial que se disputa na Turquia. Até aqui tudo normal. A redundância é que a minha equipa achou por bem demonstrar que os americanos são mesmo os melhores do mundo e perderam, repare-se, por 122-61. Pronto, seguem-se as atenuantes. O melhor jogador lesionou-se e não jogou.
Mas não havia necessidade, bolas.


E agora a segunda. O totó do Santos Silva, um pobre anormal que já aqui e aqui nos divertiu, e que exerce o cargo de ministro, utilizou uma lei do “manholas”, datada de 1958, espantoso que é o ano em que eu nasci, para escapar ileso lá das falcatruas em que eles são mestres. É que já sabemos todos o que vale Santos Silva e os seus correligionários, já sabemos todos do estado em que está o país, já sabemos todos o que tem sido o papel histórico do “ps”.
Não havia necessidade, mesmo.