O debate sobre o Orçamento de Estado provou mais uma vez que a política, hoje em dia, é a arte de enganar para conservar o poder. E partindo desta premissa temos de convir que José Sócrates é um excelente político.Porque durante o debate não debateu nada, não respondeu nada. Limitou-se a atacar como quis a Oposição. E ataques que foram sempre os mesmos de sempre, tal qual uma cassete. E com o beneplácito de os outros da Direita não terem tido necessidade de inventarem uma qualquer estratégia do género da do queijo limiano, para poderem disfarçar e votar contra e o dito ser aprovado. Desta vez o resto até se deu ao luxo de votar contra. A favor votaram também alguns que se dizem, ou gostam de dizer, que são de Esquerda. Mas, enfim, só se violenta quem quer, só é livre quem quer. Opções são opções e temos de as respeitar. Sobretudo se são dramas alegres.
É evidente que o governo não tem preocupações sociais nenhumas. O desemprego aumenta, o trabalho precário aumenta, os impostos aumentam, os salários desvalorizam, o IVA subiu em contra ponto com outros países em que desceu. Para o sector bancário é que a vida está boa: com fabulosos milhões de lucros, têm uma taxa de IRC menor do que qualquer pequena ou micro empresa, o que representa, o que não se lê na nossa inefável imprensa onde diariamente não faltam experts a botar opinião, uma perda fiscal que ronda os 400 milhões de euros.
A nada (…) respondeu Sócrates, preferindo produzir a “ironia" de que “o PCP está sempre contra”. Pois está. Na proporção exacta em que o seu Governo, dito “socialista”, está todo a favor – mas dos grandes interesses capitalistas.
Perder um título olímpico e um Campeonato da Europa, sem nunca ter sido derrotado, não é, decididamente, um facto vulgar. Aconteceu com o primeiro monstro sagrado do atletismo português,


