quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Que cimeira????????????




Quatre cents enfants noirs


Quatre cents enfants noirs
Dans un journal du soir
Et leur pauvre sourire
Ces quatre cents visages
A la première page
M'empêchent de dormir

Toi, tu dors près de moi
Heureuse, et je le sais
Tu dors comme autrefois
Moi aussi je dormais
Si la nuit est venue
Pourtant Paris n'est plus
Qu'un effrayant silence

J'attends que le jour vienne
J'attends que l'on éteigne
J'attends qu'un oiseau chante
Qu'un oiseau chante

Quatre cents enfants noirs
Sans manger et sans boire
Avec leurs grands yeux tristes
Ces quatre cents prières
Dans un hebdomadaire
Rappellent qu'ils existent

Toi, tu dors malgré tout
De ton sommeil heureux
Tu dors et tout à coup
Je suis seul avec eux
Le soleil s'est levé
L'arroseur est passé
A Paris c'est dimanche

Ceux qui veillaient s'endorment
Ceux qui dormaient s'étonnent
Quelque part rien ne change
Rien ne change, rien ne change

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Os géneros de Democracia


A Democracia é tão, tão, tão, multifacetada, pluralista, e outras coisas mais, que se vai subdividindo em vãrios géneros.
Aqui pode-se ver dois dos muitos exemplares: um aqui e outro aqui.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Rita Silva (Remo)


Esta estudante do 11º ano de Ciências e Tecnologia que quer seguir Arquitectura ou Engenharia Civil já praticou Ginástica Acrobática, Natação e Ballet, antes de tentar o Remo.
Nesta modalidade, que pratica há 4 anos, obteve um segundo lugar em Skiff (iniciados) na época 2004/05 e um 3º na categoria de juvenil na época seguinte. Foi em quadriSkull que conseguiu dois primeiros lugares no campeonato nacional em 2005/06 e 2006/07.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Solidariedade

Exmo. Senhor Presidente da República Portuguesa
Prof. Aníbal Cavaco Silva
Palácio de Belém, Calçada da Ajuda, nº 11, 1349-022 Lisboa

Assunto: PETIÇÃO para estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais, que realizem o dever de protecção do Estado em relação às crianças confiadas à guarda de instituições, assim como as que assegurem o respeito pelas necessidades especiais da criança vítima de crimes sexuais, testemunha em processo penal.

Excelência,

No exercício do direito de petição previsto na Constituição da República Portuguesa, verificado o cumprimento dos pressupostos legais para o seu exercício, vêm os signatários abaixo assinados, por este meio, expor e peticionar a V. Exa. o seguinte:
Somos um conjunto de cidadãos e de cidadãs, conscientes de que o abuso sexual de crianças não afecta apenas as vítimas mas toda a sociedade, e de que “a neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. O silêncio encoraja o torturador, nunca o torturado” (Elie Wiesel).
Estamos unido(a)s por um sentimento de profunda e radical indignação contra a pedofilia e abuso sexual de crianças, de acordo com a noção de criança do art. 1.º da Convenção dos Direitos da Criança, que define criança como todo o ser humano até aos 18 anos de idade, e partilhamos a convicção de que não há Estado de Direito, sem protecção eficaz dos cidadãos mais fracos e indefesos, nomeadamente, das crianças especialmente vulneráveis, a viver em instituições ou em famílias maltratantes.
Os direitos especiais das crianças são dotados da mesma força directa e imediata dos direitos e liberdades e garantias, previstos na Constituição da República Portuguesa, nos termos dos arts. 16.º, 17.º e 18.º da CRP e constituem uma concretização dos direitos à integridade pessoal e ao livre desenvolvimento, consagrados nos arts 25.º e 26.º da CRP, e do direito da criança à protecção do Estado e da sociedade (art. 69.º da CRP).
Indo ao encontro das preocupações reveladas por V. Exa. relativamente às investigações em curso sobre crimes de abuso sexual de crianças a viver em instituições, e também ao anterior apelo de Vossa Excelência para que não nos resignemos e que não nos deixemos vencer pelo desânimo ou pelo cepticismo face ao que desejamos para Portugal, sendo que é dever do Estado de fiscalizar a actividade e o funcionamento das instituições particulares de solidariedade social e outras instituições de reconhecido interesse público (art. 63.º, n.º 5 da CRP) e de criar condições económicas, sociais, culturais e ambientais para garantir a protecção da infância, da juventude e da velhice (art. 64.º, n.º 2, al.d) da CRP), vimos requerer a intervenção de V. Exa, através de uma mensagem à AR, ao abrigo do art. 133.º, al. d) da CRP, para a concretização dos seguintes objectivos:
1) A criação de uma vontade política séria, firme e intransigente no combate ao crime organizado de tráfico de crianças para exploração sexual e na protecção das crianças confiadas à guarda do Estado;
2) O empenhamento do Estado, na defesa dos direitos das crianças em perigo e das crianças vítimas de crimes sexuais, em ordem a assegurar a protecção e a promoção dos seus direitos;
3) O estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais, que assegurem o respeito pela dignidade e necessidades especiais da criança vítima de crimes sexuais, testemunha em processo penal, que evitem a vitimização secundária e o adiamento desnecessário dos processos, e que consagrem um dever de respeito pelo sofrimento das vítimas, nos termos dos arts. 8.º e 9.º do Protocolo Facultativo à Convenção sobre os direitos da criança, relativo à venda de crianças, prostituição e pornografia infantis, documento ratificado pelo Estado Português, nomeadamente:
a) Proibição de repetição dos exames, dos interrogatórios e das perícias psicológicas;
b) O direito da criança à audição por videoconferência, sem «cara a cara» com o arguido;
c) O direito da criança se fazer acompanhar por pessoa da sua confiança sempre que tiver que prestar declarações;
d) Formação psicológica e jurídica especializada da parte das pessoas que trabalham com as vítimas, de magistrados e de pessoas que exercem funções de direcção em instituições que acolhem crianças, assim como de funcionário(a)s das mesmas;
e) Assistência às vítimas e suas famílias, particularmente a promoção da segurança e protecção, recuperação psicológica e reinserção social das vítimas, de acordo com o art. 39.º da Convenção sobre os Direitos da Criança e o art 9.º, n.º 3 do Protocolo Facultativo à mesma Convenção relativo à venda de crianças, prostituição e pornografia infantis;
f) Uma política criminal que dê prioridade à investigação de crimes de abuso sexual de crianças e de recurso ao sexo pago com menores de 18 anos;
g) Proibição da aplicação de pena suspensa ou de medida de segurança em regime aberto ou semi-aberto (ou tutelar educativa, no caso de o abusador ter menos de 16 anos), a abusadores sexuais condenados;
h) A adopção de leis, medidas administrativas, políticas sociais e programas de sensibilização e de informação da população, nomeadamente das crianças, sobre a prevenção da ocorrência de crimes sexuais e sobre os seus efeitos prejudiciais, no desenvolvimento das vítimas;
4) Proibições efectivas da produção e difusão de material que faça publicidade às ofensas descritas no Protocolo Facultativo à Convenção dos Direitos da Criança.Requeremos a Vossa Excelência, que num discurso solene, dirigido às crianças, as cidadãs mais importantes do nosso país, assuma, para com elas, estes compromissos, prestando uma manifestação de solidariedade para com o sofrimento das vítimas, pois como disse Albert Camus “não é o sofrimento das crianças que se torna revoltante em si mesmo, mas sim que nada justifica tal sofrimento”.

Com os melhores cumprimentos,

Os signatários
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Retirado do Blog: Vale a Pena lutar de Pedro Namora

sábado, 1 de dezembro de 2007

Três estarolas (croniqueta de fim-de-semana)

1 – Já se sabia que os comunistas não são flor que se cheire. Até se dizia, noutros tempos, que comiam criancinhas ao pequeno-almoço, que davam injecções atrás da orelha aos velhos, essas coisas todas. O que não se sabia, mas ficamos a saber graças ao líder (será alcunha?) da juventude do CDS, Pedro Moutinho, é que eles, os comunistas, com apenas 4 anos já andavam a atacar os centros de lazer dos meninos queques.
Isto, como se há-de convir, passa das marcas.
2 – O alegre poeta até se porta bem. Vai votando sempre a condizer com o seu governamental partido, não faz ondas, obedece exemplarmente. Só que depois vem dizer que coisa e tal, que teme um neo-feudalismo, que não sei quê, que há um vazio não sei onde, que não sei quantos, até se queixa do frio, imaginem… Enfim, arma-se em menino rabino. Haja alguém que entenda.
3 – Modéstia ou injustiça? A pretensão de Ramos Horta de propor Durão Barroso para prémio Nobel da Paz? Inclino-me mais para a segunda hipótese. Já houve quem ganhasse esse prémio por fomentar guerras no Médio Oriente. A injustiça advém de Ramos Horta não ter incluído o George, o Sílvio e o José Maria. Isso não se faz, é uma deselegância.
4 – Ora bem, para rematar: estes três inefáveis e irredutíveis estarolas não teriam feito melhor se tivessem estado calados? Teriam tido uma oportunidade de não serem ridículos e, uma outra ainda, a de não poderem ser acusados de atentarem contra a inteligência de quem a tem.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Pedro Moçamedes (Atletismo)



Tem 16 anos e frequenta o 10º de Ciências e Tecnologia na Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho. Pratica atletismo há cerca de 7 anos e é a estrela da companhia da Sociedade União Operária (Vais), a única equipa federada do Concelho da Figueira da Foz.
Especialista do salto em altura, é recordista nacional infantil. Como juvenil, o seu actual escalão, foi campeão nacional em 2006/07 com a marca de 1,95 metros. Competiu também na categoria de juniores e conseguiu o 3º lugar. O seu record pessoal está em 1,98 metros.
Na sérvia, no campeonato europeu no âmbito da F.O.J.E. (Federação das Organizações Juvenis Europeias), foi 10º classificado. Também faz Salto à Vara e em Comprimento, e pratica, como apoio, Halterofilismo, tendo nos últimos nacionais, como demos conta, obtido um 4º lugar.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Eduardo Alçada (Remo)


Professor de Natação e praticante de Triatlo, sagrou-se nesta modalidade campeão nacional de veteranos em 2006. Eduardo Alçada foi um dos melhores remadores portugueses dos últimos anos. Falhou por pouco a sua presença nos Jogos Olímpicos de Sidney em 2000.
Foi campeão nacional de remo em quadri skull, double skull, shell4 e skiff, entre 1991 e 2002. Em 1998 na Taça do Mundo, em Munique, foi 8º classificado em double pesado, e 11º em double ligeiro em Lucerna, na Suíça.

sábado, 24 de novembro de 2007

Figueira da Foz (pôr-do-sol)





fotos: António Marques

Estatísticas pouco olímpicas (croniqueta de fim-de-semana)

Estas estatísticas podem traduzir o sucesso do neo-liberalismo, mas penso que não são lá muito abonatórias para o país que somos. É que a vida anda cada vez mais pela hora da morte, se é por via do deficit ou pelas políticas vigentes, é coisa que não sabemos. Porque esta questão do deficit é uma falsa questão. Porque o lucro dos 5 maiores grupos bancários, e de outras empresas não produtivas, somaram, em 2006, mais de 5 mil milhões de euros e têm tendência para aumentar, pois no primeiro semestre de 2007 subiram 22%. Porque o “mexilhão” é que paga impostos.
Então aí vão (as estatísticas, claro): Mais de meio milhão de portugueses desempregados, dois milhões de pobres, salários e pensões dos mais baixos da Europa, mais de 800 mil trabalhadores com contrato a prazo, o que representa 22,7% do total dos contratos, sendo uma das taxas mais elevadas da Europa, mais de um milhão de trabalhadores em situação precária, pois um em cada quatro trabalhadores é precário. Mais de metade dos jovens com menos de 25 anos navega na precariedade.
Enquanto isso, o governo vai progredindo na sua política de privatizar tudo o que mexe, encerrando serviços públicos, sejam hospitais, esquadras de polícia, postos da GNR, escolas e mais o que lhe venha à memória. Só gostava de saber quem concorrerá quando se lembrarem de privatizar o país. Marrocos e Espanha são os vizinhos mais próximos, terão vantagem?
Agora, estar contra esta situação é ser demodé? É ser antiquado? Então sou orgulhosamente demodé… Esta situação é o progresso? Então sou orgulhosamente contra o progresso…
Como diria o grande poeta e professor de História, “o país vai de carrinho”. Eu diria socraticamente de carrinho. E nós, lá vamos, cantando e…

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

CMFF homenageia atletas

O grupo We Figga
Realizou-se ontem à noite no CAE a Cerimónia de Homenagem aos atletas e equipas que em 2006, em todas as modalidades, conseguiram um dos três primeiros lugares em competições nacionais.
Foi perto de uma centena o número de atletas que foram homenageados pela CMFF, numa cerimónia que integrou um espectáculo com os artistas figueirenses Marisa Cardoso e o grupo We Figga.
Presente na cerimónia esteve o atleta olímpico João Carlos Costa, que acerca das próximas olimpíadas disse à “Aldeia Olímpica” que as perspectivas são sempre fazer o melhor possível, não podendo ser de outra forma. Costa é a nossa esperança de uma medalha, ele que já obteve um 7º lugar em 2000, nos jogos de Sidney.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Alves Barbosa (Ciclismo)

Foto desportivamente sacada daqui

Na década de 50, entre 1951 e 1958 venceu 3 Voltas a Portugal (51, 56 e 58), somando um terceiro lugar em 1955 e um quarto em 1957. Foi o primeiro corredor a vencer por 3 vezes a Volta, prova em que ainda detém o record de número de etapas ganhas, 34. Foi também campeão nacional de fundo e de velocidade, e em 1960 e 1961 campeão nacional de Ciclo-cross.
Também foi o primeiro português a conseguir ficar nos 10 primeiros da Volta à França com o 10º lugar em 1956, e venceu uma etapa na volta a Espanha, onde foi 17º em 1957 e 18º em 1961.
Um palmarés brilhante que o define como um dos grandes atletas nacionais. Alves Barbosa é natural da freguesia de Vila Verde (Fontela) e foi treinador, tendo desempenhado as funções de Director Técnico Nacional.
Foi recentemente homenageado pela Junta de Freguesia de Vila Verde, que mandou erigir um busto, na Fontela, sua terra natal.