quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A Publicidade é uma arte

Quando excepcionalmente bem feita a publicidade pode-nos surpreender. É o caso deste filme.
Numa associação poderemos concluir que nos faz lembrar alguém bem perto de nós. Numa comparação, tornar-se-à evidente que este filme nunca se poderia adaptar à comunicação social portuguesa. Sobretudo pela última frase. Bem, trata-se de publicidade a um órgão de comunicação social.
Mas veja. E reveja, pois vale a pena. Isto é Arte. Depois faça as associações e as comparações que o seu espírito lhe ditar.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Estas engenheirices do Sr. Engenheiro...


... até dariam para rir, se não fossem tristes demais.
Não fossem pessoas deste calibre e desta competência as que nos governam...
Só visto,
aqui.

4 de Fevereiro, força Palancas




A selecção de futebol de Angola defronta hoje à tarde a sua congénere do Egipto, em jogo a contar para os quartos de final da CAN. Cumprido o objectivo de passar a primeira fase, o que aconteceu pela primeira vez numa grande competição, espera-se novamente um bom comportamento dos “Palancas Negras”.
E porque é que a selecção adoptou o nome de “Palancas Negras”?
A palanca negra ou gigante é considerado por especialistas o mais belo antílope do mundo. Só existe em território angolano, sendo por isso considerado um símbolo do país.
Descoberto em 1909, está incluído desde 1933 em listas internacionais de espécies sob protecção absoluta, estabelecidas pela “Convenção para a Protecção da Fauna e da Flora Africanas”. Pela sua raridade e por características únicas, como os chifres, que atingem 1,60 m e são recurvados para trás.
De tão raro chegou-se a temer pela sua extinção, devido sobretudo à guerra, cujos palcos principais aconteceram mesmo no seu habitat, no planalto central. Uma estimativa recente aponta para a existência de 700 exemplares.
São por isso urgentes medidas para a sua protecção.
Logo à tarde, a partir das 17h00 de Lisboa os “Faraós” que tenham isso em conta.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Isto sim, é uma Haka

Quem ouviu "Os lobos" interpretarem o Hino Nacional não pôde deixar de ficar impressionado com a força, o sentimento colocados.
Mas esta é a melhor, a maior, a única, a verdadeira haka à portuguesa. Clicai e vêde. E admirai-vos. Estou em crer que até o meu amigo Carlos Freitas, antigo praticante da modalidade, concordará.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

João Carlos Costa (Tiro)


Títulos nacionais contabiliza 39, aos quais se juntam 22 records, distribuídos pelas várias disciplinas da modalidade, ainda que seja especialista em Pistola de Ar Comprimido a 10 metros e em Pistola a 50 metros, 2 vitórias em etapas da Taça do Mundo, um 7º lugar nos Jogos Olímpicos de Sidney. Credenciais suficientes para tornar legítimas as aspirações a uma medalha em Pequim.
Mas Costa, que em 2007 foi 4º do ranking mundial de Pistola a 50 metros, mostra-se cauteloso, é uma disciplina de muita precisão, dependente de muitas circunstâncias, e relembra que lá vão estar as maiores figuras mundiais da modalidade.
O atleta da Naval que nasceu há 43 anos teve a sua primeira internacionalização em 1996, tendo vencido já inúmeros torneios internacionais. Em Novembro último integrou a equipa navalista que se sagrou campeã nacional no Jamor.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Quadri-Skull II (Remo)

Outra das actuais, jovens e promissoras tripulações do GCF. Da esquerda para a direita Daniel Marques, André Limede, Diogo Freitas e João Pereira. Campeões nacionais em 2006, na categoria de iniciados, nas provas de fundo e de velocidade. O clube da Figueira é o terceiro no ranking nacional.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Ufa!!! estava a ver que não...

Dois dos basbaques já eram. O correia de transmissão e a "culta" Pires de Lima deixaram desde há um bocado de fazer asneiras.
Que sejam substituídos por alguém com miolos. O que não será fácil, mas enfim.

Aboutrika



Dos jogadores de futebol têm-se muitas vezes uma ideia negativa. Muito provavelmente com alguma razão de ser. Contudo, há excepções. Algumas. Jogadores de futebol, que independentemente das fortunas que vão adquirindo, dos problemas do mais comum dos mortais lhes serem completamente alheios, vão tendo ideias, concepções sobre a sociedade em que vivem. O último exemplo vem de um jogador que muito provavelmente poderá ser adversário do meu país nos quartos de final da CAN. Mas só isso. Mesmo só adversário. E claro que torço para que as coisas lhe saiam mal. Só nesse jogo, se nos defrontarmos. Porque este avançado dos “faraós” não deixará de ser um dos futebolistas que mais admiro.

Porque, e só, não abdica da sua própria maneira de pensar, tem cérebro e utiliza-o. Porque a solidariedade, para Aboutrika, não é uma palavra vã.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Bravo, Palancas

A selecção de Angola, conhecida pelos "Palancas Negras" acaba de vencer a sempre excelente equipa do Senegal por 3-1, e assim, dar um passo importante para a qualificação para os quartos de final da Taça das Nações Africanas.

Um jogo emotivo em que os angolanos com uma péssima primeira parte, chegaram ao intervalo a perder por 1-0, realizaram um segundo período surpreendente e viraram o resultado para 3-1. Somam agora 4 pontos depois do empate mal consentido frente ao selecionado sul-africano.
Oa Palancas jogam a cartada decisiva no próximo dia 31 frente à Tunísia, em jogo transmitido pela Eurosport âs 17h00.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Dois dribles de "seu" Mané

1º drible


2º drible
Se o primeiro é coisíssima rara, este segundo deve ser único na história do futebol. Mané Garrincha, só mesmo imaginando, driblou o próprio árbitro da partida. Não há imagens, mas a pena de Duda Guennes conta-nos como foi:
"Numa partida contra o Vasco da Gama, Garrincha iniciou um ataque fulminante, deixando Bellini, Orlando e Coronel para trás e seguiu em flecha para a meta vascaína. O juiz Amílcar Ferreira tentou acompanhar a jogada, mas Garrincha parou bruscamente, girou e seguiu noutra direcção. O árbitro enrolou-se nas próprias pernas e caiu no relvado, tal e qual um “João”, com o público em delírio.
Quando passou por Garrincha na jogada seguinte deu bronca: “Mais respeito comigo. Se me der outro drible destes, te boto pra fora”."

(in A Bola, 2008-01-26)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A imiscibilidade da coisa


Vai-se notando uma proporção directa entre o encerramento de unidades de saúde e o aparecimento de unidades de jogo.
Tá bem que pertencemos ao Império, mas não temos de nos transformar numa Los Angeles de segunda apanha...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

José Fernandes Pereira (Halterofilismo)

foto: Arquivo GCF (com os nossos agradecimentos)

Foi o fundador da secção de Halterofilismo do GCF, por volta de 1953/54. Chegou tarde à modalidade, como ele próprio conta num artigo no “Vai d’arrinca”, de 1989 (que se pode ler no site do GCF), mas mesmo assim ainda a tempo de se sagrar campeão nacional, em 1957, aos 37 anos.
Os mais atentos poderão estranhar algo esquisito no equipamento do atleta. É Talhadas Guerra, outro campeão, que explica, numa entrevista ao “Vai d’arrinca” (nº17, 1965), entrevista essa do saudoso José Martins, ginasista e nome maior do jornalismo figueirense:

“Foi em Lisboa, no segundo campeonato em que intervim. Ia acompanhado pelo José Fernandes, (…). Todos os adversários iam primorosamente equipados. Nós os dois, eu, mínimo, ele, pesado, parecíamos pai e filho. Tínhamos a aparência duma família pobre. Fatos de treino de flanela branca lembravam fantasmas em noite de trovões … Os halterofilistas, como deve saber, usam cintos especiais. Eu, nem sabia o que era isso. O Zé Fernandes, então, levava um cinto comprado à pressa no mercado cá da terra… Em vez de botas eu levava sapatilhas, o Zé utilizou os próprios sapatos que levara para Lisboa. Das camisolas, nem falar… Eram de basquetebol e tinham uns grandes algarismos na frente, com outros, muito pequeninos, na parte de trás. Não lhe digo nada! Foi uma chacota!... Mas tudo deixou de rir quando batemos os bem equipadinhos por larga margem e abalámos para a Figueira com os títulos nacionais…Bons tempos!...”

Quer dizer, para estes senhores, competir poderia ser e era muito importante. Ganhar é que é muito mais saboroso e engraçado. Mas bons tempos, sim senhor.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Um verdadeiro artista (em plano americano)


Pintor de vastos recursos, desenhador excelentíssimo. Poucos, mas alguns, contactos com a escultura. Possivelmente um dos melhores cartoonistas da actualidade, o que poderá ser comprovado diariamente no blog Outra Margem. Ou desmentido, embora muito difícil, na minha modesta opinião, e alego como testemunha, o cartoonista do La Vanguardia, de Barcelona, Kap.


Agora num plano geral: A pintura de Fernando Campos pode ser encontrada (e adquirida, já agora) no seu próprio blog, O sítio dos desenhos, que não trata só de pintura, até porque nem só de pintura vive o homem. Mas aí a sua pintura pode ser olhada, vista, apreciada, admirada, detestada, odiada, tudo. Bem, nem tudo. O que se não consegue mesmo, perante ela, é indiferença.

Vamos a ela, então. À pintura. Influências e referências aos clássicos e aos grandes nomes do século XX, aquelas assumidas, estas aparecendo-nos quer em jeito de homenagem, quer numa recriação de processos, de conteúdo e forma, surpreendentemente originais. 
Em especial as naturezas mortas.

Natural de Angola, as cores do mundo tradicional africano, bem como a própria estatuária, nota-se em obras como ”Os meninos do Huambo”, “Crucificação” ou “Crucificado”.
Mas passemos a palavra a entendidos. Sobre ele escreveu António Menano:
(…) “Diz não ao fácil, ao imediato, ao vulgar, mesmo ao comercial. Não pactua com o “gosto” aquisitivo mais interessado em decorar as paredes da casa, da empresa, ou do comércio, do que em compreender ser a arte mais do que cópia do real, ou o “bonito”, de que Picasso tanto fugia a sete pés”.(…)

(…) Não estamos perante uma pintura de fácil adesão. Não encontraremos nos trabalhos de Fernando Campos artifícios, ou a fácil “cópia”. A sua posição é feita da harmonia entre a experiência e a técnica, ambas procurando transgredir, mas sem deixar de estabelecer a relação entre a emoção, e a mais fria racionalidade”.(…)

O artista também pratica a caricatura, e promete aparecer por aqui mais vezes.