terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Ou será dos brandos costumes?
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alex campos
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12/23/2008 11:36:00 da manhã
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domingo, 21 de dezembro de 2008
Histórias de mineiros (VII)
Augusto Alberto
Eram bidons e latões de ferro espalhados por aqui e ali pelas galerias. Tinham uma função colectiva e neles os homens faziam as suas necessidades fisiológicas.
Destapados no geral e expostos sem serem limpos uma mão cheia de dias, 10 ou mesmo 15, ao ambiente quente e húmido da mina, exalavam cheiros podres e horríveis.
No interior dos recipientes negros e de uma imagem nauseabunda, pululavam em marcha serpenteante vermes viscosos e nojentos, marcando meandros na massa podre de dias imensos de repouso fétido.
A sua limpeza nunca era total. Subidos à superfície e virados a lixeira, era vazado o maior e a água raramente limpava as suas paredes e exteriores. Agarrados às paredes voltavam vermes e resíduos em crostas sucessivas, de uma massa, mescla de castanho, azul esverdeado e negro.
Os homens, uns atrás dos outros iam retomando a realização das suas necessidades, criando condições para a continuação do mesmo ambiente podre e soturno.
O mineiro de volta e meia sentia a ”caganeira”. A dor apertava a barriga e os homens lá corriam direitos ao latão, chapinhando na água da galeria e já com o cinto ou o cordel para não perder muito tempo. Depois vinham as fezes compactas ou meio aguadas que para ali ficavam depositadas em plataformas sucessivas durante tempos enormes.
Era como um ciclo quase impossível de modificar. Os homens habituavam-se, também eles, àquele ciclo de vida, permitindo que ele se realizasse regularmente.
Concomitantemente havia os barris com a água para saciar a sede ou para a lavagem do corpo. Também aqui havia uma situação semelhante.
Água fresca só no momento em que chegava ao fundo da mina.
Os homens iam bebendo a goles, sôfregos; iam lavando o corpo, até à total extinção da água dos barris. Podiam passar 10 ou mais dias.
A água tornava-se quente, podre, empoeirada.
Também os barris não eram limpos e no seu interior criava-se uma parede escorregadia de limos verdes. Com o tempo, poeira e limos somavam-se numa massa lodosa como a do fundo dos rios poluídos.
Assim vivendo, realizavam-se as 8 horas de trabalho e o ambiente era o ideal para doenças várias.
A doença pegava os homens. Ou era o corpo que tremia de sesões, como se um homem estivesse continuadamente ao frio e nem o bater sucessivo e sem garra da picareta na pedra lhe desse mais calor. De volta e meia vinham uns arrepios de frio mais intensos e, então, o desejo de parar; e porque as forças também se sumiam, o de deitar o corpo, esticado, num sono profundo e lânguido entre dois lençóis. Ou era a barriga em constante dor, inchada como bola de pedra, que nem o tronco se mexia em frente.
E a doença continuava. O frio, os suores, as dores, por muitos e muitos dias.
Eram bidons e latões de ferro espalhados por aqui e ali pelas galerias. Tinham uma função colectiva e neles os homens faziam as suas necessidades fisiológicas.
Destapados no geral e expostos sem serem limpos uma mão cheia de dias, 10 ou mesmo 15, ao ambiente quente e húmido da mina, exalavam cheiros podres e horríveis.
No interior dos recipientes negros e de uma imagem nauseabunda, pululavam em marcha serpenteante vermes viscosos e nojentos, marcando meandros na massa podre de dias imensos de repouso fétido.
A sua limpeza nunca era total. Subidos à superfície e virados a lixeira, era vazado o maior e a água raramente limpava as suas paredes e exteriores. Agarrados às paredes voltavam vermes e resíduos em crostas sucessivas, de uma massa, mescla de castanho, azul esverdeado e negro.
Os homens, uns atrás dos outros iam retomando a realização das suas necessidades, criando condições para a continuação do mesmo ambiente podre e soturno.
O mineiro de volta e meia sentia a ”caganeira”. A dor apertava a barriga e os homens lá corriam direitos ao latão, chapinhando na água da galeria e já com o cinto ou o cordel para não perder muito tempo. Depois vinham as fezes compactas ou meio aguadas que para ali ficavam depositadas em plataformas sucessivas durante tempos enormes.
Era como um ciclo quase impossível de modificar. Os homens habituavam-se, também eles, àquele ciclo de vida, permitindo que ele se realizasse regularmente.
Água fresca só no momento em que chegava ao fundo da mina.
Os homens iam bebendo a goles, sôfregos; iam lavando o corpo, até à total extinção da água dos barris. Podiam passar 10 ou mais dias.
A água tornava-se quente, podre, empoeirada.
Também os barris não eram limpos e no seu interior criava-se uma parede escorregadia de limos verdes. Com o tempo, poeira e limos somavam-se numa massa lodosa como a do fundo dos rios poluídos.
Assim vivendo, realizavam-se as 8 horas de trabalho e o ambiente era o ideal para doenças várias.
A doença pegava os homens. Ou era o corpo que tremia de sesões, como se um homem estivesse continuadamente ao frio e nem o bater sucessivo e sem garra da picareta na pedra lhe desse mais calor. De volta e meia vinham uns arrepios de frio mais intensos e, então, o desejo de parar; e porque as forças também se sumiam, o de deitar o corpo, esticado, num sono profundo e lânguido entre dois lençóis. Ou era a barriga em constante dor, inchada como bola de pedra, que nem o tronco se mexia em frente.
E a doença continuava. O frio, os suores, as dores, por muitos e muitos dias.
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12/21/2008 05:52:00 da manhã
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Histórias de mineiros
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Prendas de natal: uma sugestão. Seguida de votos de um bom próximo ano

A acção passa-se numa só noite. A noite da consoada. O cenário são as ruas da capital do Império. O tema, nunca ou raramente explorado pela literatura portuguesa, o que me leva a pensar que os portugueses terão vergonha dessa época, o que será despiciendo, daí as tentativas de lavagem da História a que vamos assistindo, é, por isso um dos méritos deste prosador exímio: a luta clandestina contra a ditadura fascista que assolou o país. A que foi derrotada em 1974, entendamo-nos.
Um belo romance, sobre a luta, a solidariedade, a amizade. Também sobre medos e tristezas. E amores. Estes, correspondidos mas impossíveis, transporta-nos ao universo camiliano. Mas à fatalidade do velho mestre, José Casanova contrapõe a esperança…
A cena final recorda-nos inevitavelmente uma canção de Brel. Aquela em que se ouve:
“Heureux les amants séparés
Et qui ne savent pas encore
Qu’ils vont demain se retrouver”
O Belo não é necessariamente útil. Um livro é necessariamente útil. Então, como prenda de natal, um belo romance é assim a modos como juntar o útil ao agradável.
Para quem ainda não conhece, por distracção ou por não ser dado a estas coisas da literatura, José Casanova é um escritor a descobrir. Tem publicados mais dois romances, “O caminho das aves” e “O tempo das giestas”, estando neste momento a ultimar o quarto.
Et qui ne savent pas encore
Qu’ils vont demain se retrouver”
O Belo não é necessariamente útil. Um livro é necessariamente útil. Então, como prenda de natal, um belo romance é assim a modos como juntar o útil ao agradável.
Para quem ainda não conhece, por distracção ou por não ser dado a estas coisas da literatura, José Casanova é um escritor a descobrir. Tem publicados mais dois romances, “O caminho das aves” e “O tempo das giestas”, estando neste momento a ultimar o quarto.
Aproveito a oportunidade para desejar a todos os visitantes desta humilde aldeia um bom natal e, já agora, um ano de 2009 que se não for igual ao 2008, pelo menos seja muito melhor.
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alex campos
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12/19/2008 04:31:00 da manhã
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Natal
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Mainada!!!!!!!!!!!
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alex campos
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12/17/2008 12:56:00 da tarde
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Crónicas em desalinho (VII)
Um breve comentário a meio da publicação das Histórias de mineiros
Augusto Alberto
Chegados a meio da publicação destas histórias, quero fazer breves, e creio que justos, comentários, antes que o tempo e a oportunidade se percam.
É justo que o anónimo neo-liberal diga que as histórias são um pouco naifs. Eu próprio hoje lhes reconheço essa face, mas ao cabo de tantos anos nada quis mudar, porque tudo tem o seu tempo e aquelas histórias não fogem à regra. Contudo, já não resisto a comentar a sua observação acerca do tempo histórico das histórias. Acho mesmo que se trata de uma pérola que merece resposta adequada e séria.
O anónimo neo-liberal dificilmente me engana. Não andarei longe da verdade se disser que pisou as mesmas tábuas que eu pisei na Rua da República e na Rua Fernandes Tomás. Cruzou e descruzou as mesmas escadas e corredores. Foi num tempo em que disse coisas e hoje está num tempo em que diz o seu contrário, apesar de o mundo correr para pior. Não é por defeito, mas porque acabou a vestir o casaco com o forro para fora e lhe parece moda. Não é único, aliás, é hoje espécie exactamente como o camaleão, que muda de tom para salvar a pele.
Ficou incomodado, porque as histórias não passam de material dado à arqueologia social, disse. Bem dito. Incomodou o nosso amigo neo-liberal a lembrança e a denúncia de que por cá, na nossa terra, houve coisas assim tão dolorosas. Parece mentira vindo de quem pisou as mesmas tábuas. Mas não nos admiremos! Incomoda-o(s) agora os movimentos sociais, abjuram-nos, colocam os sindicalistas todos no mesmo saco, mas saibam que não é verdade, porque há uns que dão jeito de quando em vez e outros nem por isso. Pois é, bebé… E até acham que chegamos a um tempo em que os partidos políticos são todos iguais. Mas houve um tempo em que não, e o anónimo sabe disso. Houve um tempo em que uns tipos, que quando desceram à terra, parece que traziam umas pequenas hastes a modos como umas antenas, esquisitos, e que logo começaram a comer criancinhas ao pequeno-almoço e a dar umas injecções atrás das orelhas aos velhinhos. Eram maus, mas de repente, afinal viraram iguais, porque entretanto isto tornou-se uma merda e então porque pode ficar feio procurar os responsáveis, puxa-se tudo para baixo, taxando pela mesma bitola. Mas olhem que não…Procurar os responsáveis, isso sim, é preciso, para ficarmos a saber que há para aí uma tralha que gosta pouco que a destapem, que há muito saltam de galho em galho, da finança para a política e volta à finança. Pelo caminho foram montando o esquema e foram tão fundo que na ânsia de tanto chafurdar na gamela, se emporcalharam, já se sabia, e mais grave, nos deixaram à beira da exaustão económica, social, cultural e política. Os camaleões pintados convivem muito bem com esta gente sem vergonha, porque se entregaram por alguns trocos, por um lugar como vereador ou membro de uma Assembleia Municipal, um lugar de deputado ou lugar na tertúlia do patatipatatá. Ainda se fossem para executivo de uma grande empresa, como a Iberdrola, Lusoponte, ou simples companheiro rico! Acharam então nova família, no Partido Socialista, que não haja medo da denúncia ou no Partido Social-democrata, ou Partido Popular Democrático, nem sei qual a diferença. Aliás, esta coisa da banca arrancou-lhes a máscara e o véu e deu-lhes o único ar a que tem direito, opaco. Se não fossem todos da mesmíssima trindade, teria o Partido Socialista aproveitado esta coisa dos bancos, BPN e do BPP, para degolar o PPD/PSD, mas acontece que o Partido Socialista não quer mexer muito nesta imundice porque ainda se vai também publicamente emporcalhar. Embora já se soubesse…! Sempre lhes pareceu que nenhum mal lhes viria. De volta e meia até lhes dá jeito colocar flor na lapela, falar desta prosaica democracia, mas sem vergonha, não se vêem todos juntinhos como gente sem eira nem beira moral.
Ora aqui está a democracia e os seus democratas, também alguns opinadores quase oficiais, que não discorrem que afinal, dentro de, sei lá, 20, 30 anos, as brilhantes opiniões de hoje, serão lidas como, pasme meu caro neo-liberal, arqueologia opinativa, toma…e que descaradamente, hoje, convivem com o que de pior este mundo tem. E olhe meu caro anónimo neo-liberal, os factos das histórias já lá vão hão mais de 50 anos, mas…
Lembro-lhes que um dia as coisas hão-de acontecer, porque nesta Europa rica, há bem pouco, na Paris das luzes, 7 mendigos morreram de fome e frio na calada da noite, nos Estados Unidos, gente há que começou a vender o corpo para matar a fome, que pela América Latina continua a morrer gente nas enxurradas de lama, que na Rússia liberta, até que enfim, são aos magotes os jovens que se espojam pelo chão na frente das montras do majestoso consumo, para aproveitar o bafo quente dos novos néons, por fim chegaram, para enganar as noites frias, e que por esse mundo fora há gente que tendo emprego, mas porque o salário não chega, toca a ir à sopa dos pobres, continuando a comer as côdeas que os diabos vão deixando. E eu a julgar que essa marca tinha acabado, digo, com o nosso fascismo, mas afinal ainda acontece. Então dou-me a pensar que não estamos perante cenas da arqueologia social, mas de quadros reais. É por isso, pelos vistos, que o anónimo não é liberal, porque nem sei o que isso é, gosto mais de colocar a chapa, trânsfuga, como todos os que desistem. Mas não fique preocupado, porque eu tenho essa mudança na conta de um democrático direito.
Depois admirem-se se as pessoas se chatearem e vai de varrer tudo, como há uns tempos em Paris, e por hora, está a ir tudo raso na Grécia. Cá por mim, estou um pouco mais despreocupado porque não tenho carro estacionado na rua a jeito de levar com petardo ou tocha. Cagar o mundo também não, porque graças ao meu feitio e resistência, aos 60, continuou a correr e a andar de bicicleta. Também sou da ecologia. Mas lá que me vou rindo, aí isso vou. E que eu saiba a electrónica ainda não inventou um caça risos para nos sinalizar e demonizar.
Pode o anónimo neo-liberal dar o troco, estou certo que o fará, mas não importa, porque não muda em nada a minha opinião. Antes pelo contrário, como diz o ditado: - tudo o que disser será sempre contra si. Aconselho-o a começar a cuidar da sua imagem política.
Disse.
Chegados a meio da publicação destas histórias, quero fazer breves, e creio que justos, comentários, antes que o tempo e a oportunidade se percam.
É justo que o anónimo neo-liberal diga que as histórias são um pouco naifs. Eu próprio hoje lhes reconheço essa face, mas ao cabo de tantos anos nada quis mudar, porque tudo tem o seu tempo e aquelas histórias não fogem à regra. Contudo, já não resisto a comentar a sua observação acerca do tempo histórico das histórias. Acho mesmo que se trata de uma pérola que merece resposta adequada e séria.
O anónimo neo-liberal dificilmente me engana. Não andarei longe da verdade se disser que pisou as mesmas tábuas que eu pisei na Rua da República e na Rua Fernandes Tomás. Cruzou e descruzou as mesmas escadas e corredores. Foi num tempo em que disse coisas e hoje está num tempo em que diz o seu contrário, apesar de o mundo correr para pior. Não é por defeito, mas porque acabou a vestir o casaco com o forro para fora e lhe parece moda. Não é único, aliás, é hoje espécie exactamente como o camaleão, que muda de tom para salvar a pele.
Ficou incomodado, porque as histórias não passam de material dado à arqueologia social, disse. Bem dito. Incomodou o nosso amigo neo-liberal a lembrança e a denúncia de que por cá, na nossa terra, houve coisas assim tão dolorosas. Parece mentira vindo de quem pisou as mesmas tábuas. Mas não nos admiremos! Incomoda-o(s) agora os movimentos sociais, abjuram-nos, colocam os sindicalistas todos no mesmo saco, mas saibam que não é verdade, porque há uns que dão jeito de quando em vez e outros nem por isso. Pois é, bebé… E até acham que chegamos a um tempo em que os partidos políticos são todos iguais. Mas houve um tempo em que não, e o anónimo sabe disso. Houve um tempo em que uns tipos, que quando desceram à terra, parece que traziam umas pequenas hastes a modos como umas antenas, esquisitos, e que logo começaram a comer criancinhas ao pequeno-almoço e a dar umas injecções atrás das orelhas aos velhinhos. Eram maus, mas de repente, afinal viraram iguais, porque entretanto isto tornou-se uma merda e então porque pode ficar feio procurar os responsáveis, puxa-se tudo para baixo, taxando pela mesma bitola. Mas olhem que não…Procurar os responsáveis, isso sim, é preciso, para ficarmos a saber que há para aí uma tralha que gosta pouco que a destapem, que há muito saltam de galho em galho, da finança para a política e volta à finança. Pelo caminho foram montando o esquema e foram tão fundo que na ânsia de tanto chafurdar na gamela, se emporcalharam, já se sabia, e mais grave, nos deixaram à beira da exaustão económica, social, cultural e política. Os camaleões pintados convivem muito bem com esta gente sem vergonha, porque se entregaram por alguns trocos, por um lugar como vereador ou membro de uma Assembleia Municipal, um lugar de deputado ou lugar na tertúlia do patatipatatá. Ainda se fossem para executivo de uma grande empresa, como a Iberdrola, Lusoponte, ou simples companheiro rico! Acharam então nova família, no Partido Socialista, que não haja medo da denúncia ou no Partido Social-democrata, ou Partido Popular Democrático, nem sei qual a diferença. Aliás, esta coisa da banca arrancou-lhes a máscara e o véu e deu-lhes o único ar a que tem direito, opaco. Se não fossem todos da mesmíssima trindade, teria o Partido Socialista aproveitado esta coisa dos bancos, BPN e do BPP, para degolar o PPD/PSD, mas acontece que o Partido Socialista não quer mexer muito nesta imundice porque ainda se vai também publicamente emporcalhar. Embora já se soubesse…! Sempre lhes pareceu que nenhum mal lhes viria. De volta e meia até lhes dá jeito colocar flor na lapela, falar desta prosaica democracia, mas sem vergonha, não se vêem todos juntinhos como gente sem eira nem beira moral.
Ora aqui está a democracia e os seus democratas, também alguns opinadores quase oficiais, que não discorrem que afinal, dentro de, sei lá, 20, 30 anos, as brilhantes opiniões de hoje, serão lidas como, pasme meu caro neo-liberal, arqueologia opinativa, toma…e que descaradamente, hoje, convivem com o que de pior este mundo tem. E olhe meu caro anónimo neo-liberal, os factos das histórias já lá vão hão mais de 50 anos, mas…
Lembro-lhes que um dia as coisas hão-de acontecer, porque nesta Europa rica, há bem pouco, na Paris das luzes, 7 mendigos morreram de fome e frio na calada da noite, nos Estados Unidos, gente há que começou a vender o corpo para matar a fome, que pela América Latina continua a morrer gente nas enxurradas de lama, que na Rússia liberta, até que enfim, são aos magotes os jovens que se espojam pelo chão na frente das montras do majestoso consumo, para aproveitar o bafo quente dos novos néons, por fim chegaram, para enganar as noites frias, e que por esse mundo fora há gente que tendo emprego, mas porque o salário não chega, toca a ir à sopa dos pobres, continuando a comer as côdeas que os diabos vão deixando. E eu a julgar que essa marca tinha acabado, digo, com o nosso fascismo, mas afinal ainda acontece. Então dou-me a pensar que não estamos perante cenas da arqueologia social, mas de quadros reais. É por isso, pelos vistos, que o anónimo não é liberal, porque nem sei o que isso é, gosto mais de colocar a chapa, trânsfuga, como todos os que desistem. Mas não fique preocupado, porque eu tenho essa mudança na conta de um democrático direito.
Depois admirem-se se as pessoas se chatearem e vai de varrer tudo, como há uns tempos em Paris, e por hora, está a ir tudo raso na Grécia. Cá por mim, estou um pouco mais despreocupado porque não tenho carro estacionado na rua a jeito de levar com petardo ou tocha. Cagar o mundo também não, porque graças ao meu feitio e resistência, aos 60, continuou a correr e a andar de bicicleta. Também sou da ecologia. Mas lá que me vou rindo, aí isso vou. E que eu saiba a electrónica ainda não inventou um caça risos para nos sinalizar e demonizar.
Pode o anónimo neo-liberal dar o troco, estou certo que o fará, mas não importa, porque não muda em nada a minha opinião. Antes pelo contrário, como diz o ditado: - tudo o que disser será sempre contra si. Aconselho-o a começar a cuidar da sua imagem política.
Disse.
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12/16/2008 12:29:00 da manhã
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Crónicas em desalinho
domingo, 14 de dezembro de 2008
Histórias de mineiros (VI)
Augusto Alberto
O conhecimento da mina, de todos os seus segredos, fazia dos “intivadores” um corpo de homens com extrema responsabilidade. Do seu melhor trabalho resultava sempre maior confiança para aqueles que haveriam de vir depois: - os mineiros.
Dos seus braços moídos, das suas mãos calejadas e gretadas saíam golpes de precisão com a “enxó” no aparelhamento da madeira que iria escorar os tectos e as paredes das galerias.
Estavam num desses trabalhos, no escoramento de um tecto, numa posição deveras incómoda, trabalhando de baixo para cima. Suavam, martelando e serrando as enormes pranchas de madeira. De volta e meia paravam para respirar fundo e sobretudo para endireitar as costas e o pescoço que de tanto inclinado para trás lhes doía fortemente.
Depois da madeira cortada e devidamente encaixada era pregada a golpes rijos de martelo, que ao bater produzia um som gutural que ecoava pelas galerias a dezenas de metros.
A um dado momento era necessário levantar um toro de madeira pesadíssimo com uma resistência soberba, que aguentasse o pesado tecto de madeira. Houve que o segurar a força de braços para evitar que o toro rodasse ainda mais e viesse a aleijar alguém. Era um pedaço de madeira que metia respeito. Os homens aplicaram toda a sua força por longo tempo e o toro foi aguentado e metido no respectivo lugar.
Os homens suavam, recuperavam do enorme esforço, mas o “intivador”, esse ficou entalado entre o toro e a parede. O músculo saltou fora do lugar e suportava dores horríveis.
“Os meus companheiros – diz-nos um mineiro – sentaram-no, massajaram-lhe o braço e conseguiram aliviar momentaneamente a dor”. E o “intivador” continuou, depois de aparentemente recuperado.
O dia chegou ao fim. O regresso à superfície fez-se como sempre, lento e aos sobressaltos.
O braço maltratado repousou durante a noite sem deixar de latejar.
Pela manhã o “intivador” nem sequer pensou em não descer à mina.
Era arriscado, mesmo muito arriscado a recusa em descer ao interior da mina, mesmo que se estivesse doente ou aleijado. De imediato vinham as censuras ríspidas, os maus tratos, por vezes os castigos, que por norma se traduziam em perdas de horas de trabalho.
Andou três meses – diariamente descendo à mina, subindo à superfície. Diariamente cortando e pregando. Diariamente sofrendo. E o músculo magoado, fora do seu lugar, mirrou, perdeu resistência.
Ao cabo desse tempo o “intivador” não aguentou mais. Consultou um médico que o mandou de imediato operar.
E hoje ele diz: - “Se fosse de imediato tratado teria ficado com o braço forte como dantes. Mas como só fui operado passados três meses, já foi tarde. É como vê. O músculo está completamente deformado e o braço hoje já não é o que ontem foi”.
O conhecimento da mina, de todos os seus segredos, fazia dos “intivadores” um corpo de homens com extrema responsabilidade. Do seu melhor trabalho resultava sempre maior confiança para aqueles que haveriam de vir depois: - os mineiros.
Dos seus braços moídos, das suas mãos calejadas e gretadas saíam golpes de precisão com a “enxó” no aparelhamento da madeira que iria escorar os tectos e as paredes das galerias.
Estavam num desses trabalhos, no escoramento de um tecto, numa posição deveras incómoda, trabalhando de baixo para cima. Suavam, martelando e serrando as enormes pranchas de madeira. De volta e meia paravam para respirar fundo e sobretudo para endireitar as costas e o pescoço que de tanto inclinado para trás lhes doía fortemente.
Depois da madeira cortada e devidamente encaixada era pregada a golpes rijos de martelo, que ao bater produzia um som gutural que ecoava pelas galerias a dezenas de metros.
A um dado momento era necessário levantar um toro de madeira pesadíssimo com uma resistência soberba, que aguentasse o pesado tecto de madeira. Houve que o segurar a força de braços para evitar que o toro rodasse ainda mais e viesse a aleijar alguém. Era um pedaço de madeira que metia respeito. Os homens aplicaram toda a sua força por longo tempo e o toro foi aguentado e metido no respectivo lugar.
Os homens suavam, recuperavam do enorme esforço, mas o “intivador”, esse ficou entalado entre o toro e a parede. O músculo saltou fora do lugar e suportava dores horríveis.
“Os meus companheiros – diz-nos um mineiro – sentaram-no, massajaram-lhe o braço e conseguiram aliviar momentaneamente a dor”. E o “intivador” continuou, depois de aparentemente recuperado.
O dia chegou ao fim. O regresso à superfície fez-se como sempre, lento e aos sobressaltos.
O braço maltratado repousou durante a noite sem deixar de latejar.
Pela manhã o “intivador” nem sequer pensou em não descer à mina.
Era arriscado, mesmo muito arriscado a recusa em descer ao interior da mina, mesmo que se estivesse doente ou aleijado. De imediato vinham as censuras ríspidas, os maus tratos, por vezes os castigos, que por norma se traduziam em perdas de horas de trabalho.
Andou três meses – diariamente descendo à mina, subindo à superfície. Diariamente cortando e pregando. Diariamente sofrendo. E o músculo magoado, fora do seu lugar, mirrou, perdeu resistência.
Ao cabo desse tempo o “intivador” não aguentou mais. Consultou um médico que o mandou de imediato operar.
E hoje ele diz: - “Se fosse de imediato tratado teria ficado com o braço forte como dantes. Mas como só fui operado passados três meses, já foi tarde. É como vê. O músculo está completamente deformado e o braço hoje já não é o que ontem foi”.
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12/14/2008 07:34:00 da manhã
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Histórias de mineiros
sábado, 13 de dezembro de 2008
No coments
É que na verdade não tenho nada a comentar sobre isto.
O protagonista desta história é Conselheiro de Estado. Do estado a que isto chegou. Deveria, pelo menos, fazer-nos reflectir sobre quem nos governa, e se temos, ou não, alguma responsabilidade nisso. Porque vivemos em "democracia" somos nós que escolhemos quem nos governa. E, como tudo indica, temos andado a escolher muito mal.
Andamos com os gostos estragados?
O protagonista desta história é Conselheiro de Estado. Do estado a que isto chegou. Deveria, pelo menos, fazer-nos reflectir sobre quem nos governa, e se temos, ou não, alguma responsabilidade nisso. Porque vivemos em "democracia" somos nós que escolhemos quem nos governa. E, como tudo indica, temos andado a escolher muito mal.
Andamos com os gostos estragados?
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alex campos
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12/13/2008 04:23:00 da tarde
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Geral
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Figueira, tutti, tutti mal iluminatta
É que a crise também chegou às iluminações de Natal. Caso para dizer que é como o Sol, quando nasce é para todos.
Só que o Sol, tal como a crise, não é bem bem para todos.
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alex campos
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12/12/2008 09:47:00 da manhã
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Fotografia
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Angelo Branduardi
Este cantautor e compositor italiano foi educado como violinista clássico mas aprendeu guitarra porque, segundo ele próprio, ajudá-lo-ia a ultrapassar a timidez adolescente por se tratar de um instrumento mais popular. Compôs para poemas de Dante, Petrarca ou Neruda.
Este "Confessioni di un malandrino", data de 1968, quando o artista, que também canta muito bem em francês, tinha 18 anos, e ainda é considerada uma das suas melhores canções, o que forçosamente dependerá dos gostos.
Devo dizer que a letra é da autoria de Serguei Iessienin, não ides vós pensar que se trata de alguma autocrítica de algum dirigente do PS ou de algum laranja muito bem engravatado, desses que não sabem o que se passa ou passou no BPN.
Este "Confessioni di un malandrino", data de 1968, quando o artista, que também canta muito bem em francês, tinha 18 anos, e ainda é considerada uma das suas melhores canções, o que forçosamente dependerá dos gostos.
Devo dizer que a letra é da autoria de Serguei Iessienin, não ides vós pensar que se trata de alguma autocrítica de algum dirigente do PS ou de algum laranja muito bem engravatado, desses que não sabem o que se passa ou passou no BPN.
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12/10/2008 10:15:00 da manhã
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Música
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Realmente, é preciso muita lata, ou pouca vergonha
Estamos perante aquele dito popular, "chama-lhe puta antes que ela te chame a ti". Na verdade estes senhores do poder já não sabem o que andam a fazer. Ou nunca souberam.
Não é que um secretário do "estado a que isto chegou" criticou os professores de faltarem às aulas, ele que perdeu o mandato autárquico por faltas?
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alex campos
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12/09/2008 12:49:00 da manhã
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Geral
domingo, 7 de dezembro de 2008
Histórias de mineiros (V)
Augusto Alberto
Eram 10 a 12 horas dadas à mina. Oito horas eram passadas de picareta em punho, as restantes contavam-se na descida da superfície ao fundo e vice-versa e pelas enormes viagens pelos túneis de centenas de metros até se atingir o local exacto onde se iria manifestar a simbiose homem/carvão.
Logo pela manhã, 6, 6,30 horas, os mineiros depois do café com migas de broa ou da cachaça, matabicho, na tasca, lá iam pés descalços direitos á boca da mina, no Verão ou no Inverno ventoso do norte ou do vento do mar que arrastava consigo horas intermináveis de chuva copiosa e fria e que os molhava até aos ossos. Formavam bicha esperando o seu tempo de descida. As vagonas que carreavam 4 a 5 homens cada uma, numa velocidade lenta, aos sobressaltos, saltando por vezes dos carris entulhados com o carvão, embatendo nas escoras laterais e centrais, deixando os homens num sobressalto, lá iam poço abaixo.
O corredor era estreito e baixo; - tinha a largura de duas vagonas que viajavam em sentidos opostos e os homens tinham de viajar agachados evitando o toque no tecto.
Os poços desciam em plano inclinado, rasgando as entranhas da terra, alguns oceano dentro. Os tectos escorados com tábuas e barrotes eram o chão do mar. Lá por cima andava o mar revoltado ou brando, também ganha-pão duro para outros. E nos poços, de quando em vez, caíam grossas nuvens de água que molhavam os homens que na barriga da terra também buscavam o pão.
O chão dos túneis enormes, repletos de lascas de carvão e carregados de humidade, eram o tapete em que o mineiro se movia.
Os pés descalços ou protegidos por uns frágeis socos de madeira, iam chapinhando a água.
A carne dos pés rasgava-se no contacto com as lascas de pedra negra, a água de um negro barrento recebia o sangue e aparecia mesclada, tal como paleta com somatório de tons.
Corte em cima de corte, ferida em cima de ferida, não havia paragens. O sangue diluía-se na água, os pés atolavam-se, muitas das vezes o homem nem dava por mais uma ferida. Os pés grossos, gretados e deformados, eram um completo analgésico à dor.
E o sangue escorria e nem sulfamidas, mercúrio, um simples penso, para curar a carne rompida. O dia seguinte era a repetição do dia anterior.
Só passados anos e anos, com a chegada de um novo engenheiro à companhia, o mineiro passou a usar umas botas grossas, feitas de pneu. A “companhia” confeccionava-as e o mineiro, mensalmente, amortizava-as.
Ficaram os pés mais protegidos mas as marcas dos cortes, as deformações, lá estão. São como recordações vivas de um passado bárbaro. E o mineiro para que aquela vida fosse melhor entendida e a título de prova real, tirou o chinelo de enfiar e mostrou-me o corte no pé e o dedo deformado.
Não o fez por orgulho, mas por denúncia.
Eram 10 a 12 horas dadas à mina. Oito horas eram passadas de picareta em punho, as restantes contavam-se na descida da superfície ao fundo e vice-versa e pelas enormes viagens pelos túneis de centenas de metros até se atingir o local exacto onde se iria manifestar a simbiose homem/carvão.
Logo pela manhã, 6, 6,30 horas, os mineiros depois do café com migas de broa ou da cachaça, matabicho, na tasca, lá iam pés descalços direitos á boca da mina, no Verão ou no Inverno ventoso do norte ou do vento do mar que arrastava consigo horas intermináveis de chuva copiosa e fria e que os molhava até aos ossos. Formavam bicha esperando o seu tempo de descida. As vagonas que carreavam 4 a 5 homens cada uma, numa velocidade lenta, aos sobressaltos, saltando por vezes dos carris entulhados com o carvão, embatendo nas escoras laterais e centrais, deixando os homens num sobressalto, lá iam poço abaixo.
O corredor era estreito e baixo; - tinha a largura de duas vagonas que viajavam em sentidos opostos e os homens tinham de viajar agachados evitando o toque no tecto.
O chão dos túneis enormes, repletos de lascas de carvão e carregados de humidade, eram o tapete em que o mineiro se movia.
Os pés descalços ou protegidos por uns frágeis socos de madeira, iam chapinhando a água.
A carne dos pés rasgava-se no contacto com as lascas de pedra negra, a água de um negro barrento recebia o sangue e aparecia mesclada, tal como paleta com somatório de tons.
Corte em cima de corte, ferida em cima de ferida, não havia paragens. O sangue diluía-se na água, os pés atolavam-se, muitas das vezes o homem nem dava por mais uma ferida. Os pés grossos, gretados e deformados, eram um completo analgésico à dor.
E o sangue escorria e nem sulfamidas, mercúrio, um simples penso, para curar a carne rompida. O dia seguinte era a repetição do dia anterior.
Só passados anos e anos, com a chegada de um novo engenheiro à companhia, o mineiro passou a usar umas botas grossas, feitas de pneu. A “companhia” confeccionava-as e o mineiro, mensalmente, amortizava-as.
Ficaram os pés mais protegidos mas as marcas dos cortes, as deformações, lá estão. São como recordações vivas de um passado bárbaro. E o mineiro para que aquela vida fosse melhor entendida e a título de prova real, tirou o chinelo de enfiar e mostrou-me o corte no pé e o dedo deformado.
Não o fez por orgulho, mas por denúncia.
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alex campos
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12/07/2008 10:25:00 da manhã
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Histórias de mineiros
sábado, 6 de dezembro de 2008
Pataca a mim, pataca a ti
Não vou falar da ignobilidade do negócio das armas. Mas ainda há dias a propósito daquelas falcatruas todas no BPN, o conhecido banco dos sociais-democratas, um amigo me dizia que os “socialistas” também estariam metidos numa alhada semelhante, só que se iriam esforçar para a coisa não passar para o domínio público.
Será tarde, a esta hora. O “Público” de hoje já vem com alguma coisa acerca. Já se começa a ver a ponta do iceberg.
Como cantava Malvina Reynolds, eles são todos iguais. Aqui na versão francesa de Graeme Allwright.
Será tarde, a esta hora. O “Público” de hoje já vem com alguma coisa acerca. Já se começa a ver a ponta do iceberg.
Como cantava Malvina Reynolds, eles são todos iguais. Aqui na versão francesa de Graeme Allwright.
Remado por:
alex campos
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12/06/2008 06:55:00 da tarde
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Música
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
E agora?????
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alex campos
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12/03/2008 08:14:00 da tarde
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Educação
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Quando a desfaçatez não tem limites...
Quando queremos passar por aquilo que não somos, o resultado é passarmos por poucas vergonhas escusadas. Porque é impossivel enganar toda a gente durante todo o tempo. E, como diz a sabedoria popular, a verdade é como o azeite. Mas depois desta perfomance, o artista em causa, que não se revia nesta política, que coisa e tal, que não sabia ainda se iria votar no chefe, teve o descaramento de votar a favor do orçamento. Em que ficamos: a política é má e o orçamento é bom?
Após estas tropelias todas, só é enganado mesmo quem quer ser enganado.
Manuel Alegre votou, na Assembleia da República, contra o Código de Trabalho. Mas garantiu que não haverias danos para a bancada do PS. Contas feitas, um voto contra de Manuel Alegre e de mais quatro deputados, com aconteceu, poderia ser um grande risco. Bastava que todos os deputados dos partidos da oposição estivessem presentes – coisa, aliás, impossível de acontecer – para que a proposta do Governo morresse. Ainda assim, Manuel Alegre não arriscou: combinou com os outros deputados que votaram contra a viabilização do projecto, utilizando uma táctica simples: se a oposição estivesse toda presente, os outros deputados, melhor deputadas, optariam pela abstenção.Assim, o deputado socialista e ex-candidato presidencial garantiu o melhor dos mundos: brilhou como gosta e não beliscou o PS e o Governo.
Após estas tropelias todas, só é enganado mesmo quem quer ser enganado.
Manuel Alegre votou, na Assembleia da República, contra o Código de Trabalho. Mas garantiu que não haverias danos para a bancada do PS. Contas feitas, um voto contra de Manuel Alegre e de mais quatro deputados, com aconteceu, poderia ser um grande risco. Bastava que todos os deputados dos partidos da oposição estivessem presentes – coisa, aliás, impossível de acontecer – para que a proposta do Governo morresse. Ainda assim, Manuel Alegre não arriscou: combinou com os outros deputados que votaram contra a viabilização do projecto, utilizando uma táctica simples: se a oposição estivesse toda presente, os outros deputados, melhor deputadas, optariam pela abstenção.Assim, o deputado socialista e ex-candidato presidencial garantiu o melhor dos mundos: brilhou como gosta e não beliscou o PS e o Governo.
in 5dias.net
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alex campos
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12/02/2008 04:33:00 da tarde
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PS
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
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