quarta-feira, 1 de abril de 2009

Hugo Almeida na Naval


O avançado do Werder Bremen e da selecção portuguesa, Hugo Almeida, vai representar a Naval 1º de Maio na próxima época. Os navalistas chegaram a acordo com o categorizado atacante com a promessa de lutarem para o apuramento para a taça UEFA e aí assegurarem uma boa participação.
Almeida, que faz 25 anos no próximo dia 23 de Maio, é natural da Figueira da Foz e começou a jogar no clube figueirense antes de rumar para o FC Porto, ainda nos escalões de formação. Trata-se de um regresso, mas não conseguimos apurar por quantas épocas será válido o contrato.
Foi com Felipe Scolari que o atleta figueirense chegou à selecção A depois de ter participado nas selecções mais jovens e de, com os seus golos, ter apurado a selecção sub-21 para a fase final do Europeu que se realizou no nosso país em 2006.
A nossa fonte, que preferiu manter o anonimato, disse-nos ainda que a Naval está em conversações com outros dois nomes credenciados do futebol lusitano, mas não nos quis revelar os nomes.

terça-feira, 31 de março de 2009

A EDP tem correios próprios

Que a EDP é uma grande empresa, com lucros fabulosíssimos, já toda a gente sabia. Agora que tem um serviço de correios privativo, a fazer concorrência desleal a outra grande empresa também com lucros fabulosíssimos é que ninguém sabia. Nem eu. E, se calhar, nem o primeiro ministro.
Mais pormenores aqui.

CDU apresentou candidatos ao Parlamento Europeu


Ilda Figueiredo é novamente a cabeça de lista da CDU ao Parlamento Europeu. Na apresentação a deputada afirmou serem precisos mais votos para se elegerem mais deputados, condição essencial para que, na sua opinião, sejam “defendidas a liberdade, a democracia, os direitos dos trabalhadores, o progresso social, um Portugal com futuro, uma Europa com desenvolvimento social”.
Ilda referiu-se também à farsa de tentarem impor o tratado de Lisboa sem terem feito o referendo que prometeram e o que se passa na Irlanda, que tentam aprová-lo à força, ou de referendo em referendo ou com ameaças.
Numa altura em que se teme por uma enorme abstenção, devido não só à crise e à não reposta à crise por parte de quem tem responsabilidades governamentais, acresce o facto dos deputados europeus terem sido aumentados para o dobro.
Mas é fácil detectar quem trabalha e quem não trabalha naquele parlamento. Quem usa e para que fim os mandatos que o povo lhes atribui. Claro que a CDU está sempre em desvantagem na comunicação social, importante nestas coisas de divulgar o que se passa. Basta ver o tempo de antena de tem vindo a usufruir seja em que campanha for, em comparação com os outros partidos, quer os neo-liberais quer os autoproclamados de esquerda.
Neste quadro pode-se ver a actividade dos dois deputados da CDU no mandato que agora finda em comparação com os restantes 22. Entre parêntesis está o número de deputados eleitos, sendo bastante elucidadtivo o número de relatórios, intervenções e perguntas:

domingo, 29 de março de 2009

Tatiana Santos, campeã nacional

A nadadora do Ginásio, Tatiana Santos, sagrou-se campeã nacional de natação ao vencer a prova de 200 metros costas, nos Campeonatos nacionais que se realizaram na Póvoa de Varzim. Embora conhecidas as potencialidades desta atleta juvenil, o facto assume uma maior relevância, já que, e segundo o site da secção de Natação do GCF, o record nacional que acompanhou a vitória foi o primeiro de sempre da natação do clube.
Tatiana, que conseguiu ainda a segunda posição nos 100 costas, a terceira nos 200 estilos e a quarta nos 400 estilos, foi convocada para a selecção nacional que vai disputar, dentro de dias no Chipre, o “Multinations”, competição internacional para jovens do seu escalão.
Um aplauso para os treinadores da natação ginasista, pois, como se sabe, as condições que a modalidade possui não serão propriamente as ideais. Urge a nova piscina.
E um grande aplauso para a atleta.

sábado, 28 de março de 2009

PCP evoca centenário de Agostinho Saboga

A Comissão Concelhia do PCP da Figueira da Foz evocou, esta tarde, o centenário de Agostinho Saboga. A sessão, que se realizou no "Tubo de Ensaio" contou com a presença de José Casanova, director do jornal "Avante!".
Casanova, que conheceu Agostinho Saboga na prisão de Peniche, enalteceu a personalidade do militante comunista, preso por três vezes e que por três vezes não cedeu às torturas a que foi sujeito pelos esbirros do regime. Saboga foi delegado aos congressos de 1943 e 1946, realizados na clandestinidade, no Estoril e na Lousã, respectivamente.
Operário vidreiro, este militante, que deu o nome ao Centro de Trabalho do PCP na Figueira da Foz e que integra a toponímia da cidade, totalizou 14 anos de prisão e mais alguns de vida clandestina. É um dos muitos combatentes a quem devemos a liberdade.


One shot, two kills



Já tinha a informação há bastante tempo: que o alvo preferencial dos soldados israelitas eram as mulheres grávidas palestinianas. Precisamente o tipo de informação que não aparece na imprensa que temos, precisamente porque a imprensa que temos está nas mãos de quem está. Esgrimi este argumento em muitas discussões. Foi negligenciado e, diga-se, cheguei a ser insultado. Agora aparece-nos a prova, em forma de t-shirts usadas por soldados israelitas nos quartéis. A imagem retirei-a daqui.
Não serão necessários mais comentários. E prescindo até de traduzir.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Um nono de uma medalha



No lado esquerdo vemos um exemplar de uma medalha com que a CMFF, anualmente, homenageia os atletas figueirenses que conseguem podios nacionais nos mais diversos desportos. No lado direito temos um nono de uma medalha, ganha por uma equipa de nove elementos, o shell 8+ que, em 2004, venceu o campeonato nacional, a única tripulação figueirense a conseguir esse feito.


Um dos atletas campeões, junto ao barco que os levou à vitória, o "Ribeirão", explica-nos o porquê desse gomo. A palavra a Rui Ligeiro:











O facto recorda-nos o que aconteceu às medalhas de prata e de bronze da prova de salto à vara nos Jogos Olímpicos de 1936.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Mais depressa se apanha um esquecido do que um coxo

Augusto Alberto




A propósito do meu último texto, em referência à manifestação da Intersindical Nacional e a um breve comentário sobre o discurso de Manuel Carvalho da Silva, veio aqui o anónimo neo-liberal, mais uma vez, mostrar de como é feito o seu corpo e alma, mas não a cara. Na sua imaginação, viu logo uma ameaça e trata de me taxar de estalinista. Esta coisa do estalinismo já tem ranço, porque qualquer reaccionário de ontem ou de agora, ou filho ou neto de salazarista ou marcelista, não tem mais nada no cardápio do que alindar com esse adjectivo. Confunde tolice com esqueleto duro, por isso, vertical, dos pontos de vista social e político. E a seguir, brandamente, remete os homens para uma coisa a que chama, “maiores abrangências”. Relativamente a essas “maiores abrangências”, quero aqui dizer que já dei para esse peditório e esses “santos”. Aliás, bem vistas as coisas, são “santos” como Luís Judas, Zita Seabra, Carlos Luís Figueira, esse conheço eu bem, e Pina Moura, este um refinado abrangente, para não ter de o adjectivar de modo menos lisonjeiro, e ali ao lado, Manuel Alegre, o homem das muitas viagens pelo norte, ficamos só por aqui, que se fizeram as “maiores abrangências” e por isso a coisa está como está. Ou seja, foi com o contributo de “gente abrangente”, como esta, que se foi construindo esta pátria que empurra com a barriga para fora, todos aqueles, e são muitos, que não são abrangentes e por isso que se fez esta manifestação de mais de 200 mil.
Mas este anónimo neo-liberal, tão rápido quando lhe dá jeito, não foi capaz de vir mostrar opinião e verve quando há dias aqui trouxe um texto sobre a renúncia do vereador socialista, cabeça de lista, à Câmara Municipal cá da minha terra. Não lhe deu jeito. Aos factos disse nada. E então, porque não disse nada, eu recordo-lhe desde já, porque aquilo foi no P. Socialista aqui da Figueira da Foz, isso sim, a maior comédia estalinista de que me lembro nesta terra.
As inquietações do ex-Vereador, públicas, eu recordo-as aqui: - Não tem relações com a direcção local do PS desde Abril do ano passado. Que foi marginalizado no último acto eleitoral para a Concelhia, não tendo sido ouvido para a constituição das listas. Alterou-se a relação com o Presidente da Concelhia local, João Paredes. Que a direcção local do PS deixou de reunir com os vereadores, ou a concelhia já não valoriza o trabalho ou não há disponibilidade para essa articulação. Apesar da ruptura com a direcção local, mantêm-se militante, pelo que está disponível para fazer campanha a favor do candidato socialista à câmara, à excepção de António Alves.
Ora aqui está como mais rápido se apanha um esquecido do que um coxo. Aliás, ditas assim as coisas, estamos perante o mais claro controlo e centralismo pessoal, do aparelho partidário e que à democracia interna, foi despachada com um manguito, disse, então, peva. E não sou eu que o digo, mas o senhor ex-Vereador. Clarinho!
A fadiga não é crime, é só um estado de cansaço, psíquico, neurológico ou muscular, sobretudo quando se trata de um sujeito de muitas e longas batalhas. Mas pode ser também abaixamento, quando nos ficamos pela ausência ou omissão e aí… não há volta a dar-lhe.
Aliás, coxo é também aquele que politicamente acha que uma manifestação de mais de 200 mil pessoas, é uma malfeitoria de comunistas. E se fosse? É o que esta gente merece.

segunda-feira, 23 de março de 2009

As eleições que se aproximam


A divulgação de nomes para encabeçarem as listas para o Parlamento Europeu, o primeiro acto eleitoral que aí vem, tem factos positivos. Além de nos podermos aperceber melhor das perfomances das várias forças políticas no mandato que acaba para, quanto mais não seja, melhorarmos a qualidade do nosso voto, vem por outro lado revelar-nos um artista da "stand up comedy".

sábado, 21 de março de 2009

Bravo, Pedro


Que se respeite o trabalho e a dignidade dos outros. Inclusivamente dos emigrantes. Parabéns pela lição de dignidade, não acredito é que haja muitos que a percebam. Os teus colegas e o teu presidente, pelos vistos, não a entenderam. Doutro modo nem lá tinham ido recebê-las. Ficou-lhes mal.

Saudação à Primavera

Na hora certa.

Disse que chegaria.
Declarou dia e hora.
Tão longe que ela mora
que diabo, até
se lhe perdoaria
que, perdendo a maré,
chegasse no outro dia.

De tudo se abrigou
na sorte ingrata
e à hora exacta
“aqui estou!”
disse da alta esfera.

Bem-vinda Primavera!





quinta-feira, 19 de março de 2009

Fui um dos mais de 200 mil


por Augusto Alberto


Fui um dos mais de 200 mil com que se fez no último dia 13/Março, a grande manifestação Nacional dos Sindicatos Nacionais. Foi, não tenhamos dúvidas, uma grande e mobilizadora manifestação. Mais de 200 mil, sem espinhas, embora se possa discutir se com a pátria às aranhas, não seria de esperar mais gente, ou sabendo como esta mesma pátria demora a reagir, se esse número não foi belo? Pela minha parte, não tenho a mínima dúvida, esta manifestação acertou em pleno. Basta ler posteriores reacções, sempre muito azedas, e até o “pai” Soares, acha que tanta gente assim reunida, equivale a dizer que as coisas não vão bem e as causas e os efeitos são impossíveis de ignorar. Mas soma-lhe ainda o facto, estranho, de os meios para levar as pessoas a Lisboa terem sido enormes. Nem mais, ele sabe bem como estas coisas se fazem, só que desta vez a manifestação não foi “silenciosa”. Um poucochinho de memória não faz mal a ninguém, nem a este “pai”. O primeiro-ministro, inevitavelmente, encrespou-se, rilhou os dentes. Tem razão. O fim-de-semana não lhe foi pacífico. Também professores, muitos deles seus votantes, levantaram-lhe o cartão vermelho, em cheio, capaz de lhe baralhar o sono. E o Presidente da República, aos factos, disse nada, que é um modo infantil, repetido, de assumir culpas. Para que queremos um homem assim?
Para os mais eufóricos, poderá dar a ideia de que agora vai. Calma, muita calma, ou muito me engano, ou muita daquela gente ainda vai votar P.S e cuidado, muito cuidado, o capitalismo não está ainda de mãos no chão, e muito menos em posição de quatro, só aturdido, mas ainda com amplos e fortes recursos. Por isso, esta crise geral do capitalismo, não será o seu fim, mesmo que na sua pátria vejamos imagens cruéis de miséria larvar. De gente que teve de se desfazer de casas adquiridas numa vida de trabalho e hoje estão a viver em tendas, em parques e jardins, como tenda levantada em férias de montanha e a taxa de tuberculose estar em caminho galopante. O capitalismo, faz-me lembrar o contrário do atleta com vida ampla no mundo da alta competição, que, em cada ano que se renova, começa sempre num patamar superior, mas ele, capitalismo, está cada vez mais colocado nessa razão inversa, ou seja, vai recuperar, vai de novo voltar, nova crise virá, voltará de novo, mas sempre de um patamar cada vez mais baixo, até que virá o dia em que os Povos descobrirão formas de organização social mais justa, tendo em conta experiências já vividas, mas nunca concluídas em pleno. A história ajustar-se-á então ao tempo.
Para os mais piedosos e que ainda vão acreditando nesta gente, é preciso dizer que este capitalismo não dá ponto sem nó, e a simples eleição de um presidente negro, na pátria do grande capital, corresponde a essa capacidade de embalar. A natureza do regime capitalista americano e mundial não está posto em causa, basta verificar como se distribuíram os fundos de campanha, com os pratos da balança muito desequilibrados a favor da parte, desta feita vencedora, contrariando o registo do equilíbrio. Essa gente às vezes é tola, mas não trôpega. Um xarope para acalmar, sossegar corações e emoções, calha sempre bem. É um embuste! O sonho americano, e o de fazer vida no capitalismo, vai sendo cada vez mais curto e por isso, deixando cada vez mais gente para lá das fímbrias, inteiramente de fora.
Haverá sempre gente que acredita em rosas e anjinhos. São os piedosos…Mas a verdade é que alguns desses, que acreditaram, estiveram pela primeira vez numa grande manifestação, porque o capitalismo os tratou sem dó nem piedade. Mas…
Mas voltando à manifestação, quero ainda aqui dizer, que Manuel Carvalho da Silva fez um discurso bastante razoável, mas começa a dar alguns sinais de que está cansado...