segunda-feira, 18 de maio de 2009

AKEL

Augusto Alberto

As notícias chegam-nos em catadupas e dos últimos dias ficam-me três. Em primeiro, aquela que nos fala de um jornalista que diz que foi morto a mando do presidente do seu país, a Guatemala. Como é que alguém pode dizer que foi morto, ou trata-se de um absurdo? A verdade é que o homem se gravou, acusando o presidente de o querer matar e logo no outro dia, de facto, o homem foi assassinado. Um quadro ao melhor estilo das corneladas e generaladas na América latina. O presidente logo chamou o FBI para investigar. Quer dizer que o presidente chamou a bota do amigo grande, porque a sua já não cabe no pé do seu Pais, ou dizendo de outro modo, colocou a raposa no galinheiro. Uma delicia. Mas curiosamente, a imprensa cá da pátria, tão lépida a adjectivar, não é capaz de adjectivar esta figurinha, saiba-mo-lo.

A segunda, é aquela que trata de escândalos e corrupção. Na Espanha, o responsável do PP e governador de Valência, atascou-se em fatos, gravatas e sapatos e por isso a coisa ficou preta. Bagatelas! Ainda se fossem fraques, dava para passar a ser o homem das cobranças difíceis, figura de virtudes em tempos de dor, dadas dificuldades de tesouraria. Mas vale a pena e em especial perceber o que vai no reino de sua majestade. Já não chegaram as tramas dos amigos do Brown contra o seu rival Cameron, aliás, sanadas, porque no reino das putas, há sempre forma de resolver os casos, com uns estalos ou com um pedido de desculpas. Foi o caso. No snobe parlamento de sua majestade, deputados trabalhistas e conservadores, resolveram meter a mão bem fundo. Recebimentos e pagamentos ilícitos, cobranças imorais e os dinheiros da Nação de mão em mão, como as pombinhas da catrina. Num momento em que por cá nos nossos deputados se zurze sem piedade, eu direi, em comparação, que, ou são meninos de coro ou ainda aprendizes de feiticeiro. Que pombinhos!

Mas há uma terceira que se distingue pelas virtudes. Aliás, nem sei se será noticia. Melhor dizendo, uma não notícia, porque há noticias que nunca deverão ser noticia. Foi só um número, escondidinho no meio de muitos outros. Afinal, Chipre do conjunto das economias da União Europeia, foi a única a crescer, dois vírgula e picos. Dito assim, nada de especial, não fosse o facto de Chipre desde há alguns anos, ter um governo liderado por comunistas. Olá…Não sei como é que os meus camaradas cipriotas aqui chegaram, mas desde já quero dizer que visitei Chipre há relativamente poucos anos, já neste século, e fiquei impressionado com o facto de não haver casa moderna que não tenha múltiplos painéis solares, reduzindo desse modo a dependência significativamente dos combustíveis fósseis tradicionais. E a Galp senhores…Também a produção de substituição é uma prática. Ou seja, a manufacturação nacional de produtos tradicionalmente importados, equilibrando desse modo a relação importação/exportação. Um agressivo turismo de massas e de alta qualidade. Uma repartição mais equilibrada da riqueza nacional, evidentemente, e por último, uma classe média, aquela de quem se diz ser flutuante, uma espécie de rolha de cortiça, mas que por cá não se move nem com ventos e marés, sem traumas, por saber que no Governo da Nação, estão comunistas. E não me venham falar de euro comunistas, porque esses já há muito saíram de cena.
Por último, quero aqui deixar um pequeno comentário em forma de registo. Não é possível mudar, sem nada mudar, disso poderemos ter todos a certeza.
Para que se saiba, que é possível…cliquem em AKEL e perceberão porquê.

Um milagre de Jesus


Pode parecer um estranho paradoxo, mas eu, empedernido sportinguista, adorei o resultado do encontro ontem disputado entre o Sporting de Braga e o SL Benfica.
É que há a possibilidade de Jesus ter feito uma projecção da equipa do Benfica para a próxima época, pois tudo o indica será o treinador das aguias. Haja calma.

domingo, 17 de maio de 2009

A grande política

Ou de como são os meandros da coisa...

Os 50 anos do Cristo-Rei


Faz hoje 50 anos que a estátua do Cristo Rei, em Almada, foi inaugurada. Terá sido um acontecimento nacional, solenemente aproveitado pelo regime. Mas outros acontecimentos também tiveram lugar, nesse mesmo dia, faz hoje 50 anos, também aproveitando aquele acontecimento nacional, e, quiçá, mais importante para o rumo da nossa própria História.
Como este, que poderia cair no esquecimento se um dos protagonistas não o relembrasse. Tanto mais que está na ordem do dia a lavagem da História. É útil, e importante, não esquecermos as pequenas histórias que vão construindo a História.

18 Anos

Augusto Alberto

Azharuddin, dito assim, a frio, ficamos sem saber do que se trata, mas se se disser que é o nome do menino que foi figura principal do filme, vencedor dos últimos Óscares, Quem quer ser bilionário?, já somos capaz de nos entender. O menino tornado ocasional estrela, tal como outros seus companheiros indianos, vive em barracas na grande cidade de Mumbai. Acontece que a imprensa nos disse que a barraca onde o menino vivia com o seu Pai, tuberculoso, foi destruída e ainda por cima, para a concretização do acto, a polícia de Mumbai ferrou na família e nos restantes residentes, umas valentes cacetadas. Estas coisas impressionam-me sempre, sobretudo porque também quando fui menino passei por algumas dores, e porque sei também que a “grande democracia” Indiana, é uma extraordinária tragédia colectiva, tal como nos disse Salman Rudhsie, no seu livro, O último suspiro do mouro e a propósito, o próprio filme. Mas no mesmo dia em que li esta noticia, também vi uma reportagem num canal de Tv., que me deixou duplamente amargurado, até porque neste caso, já sou eu, na pele, de quem durante muitos e muitos anos trabalhou com muitos jovens, e felizmente com pleno êxito. Do ponto de vista desportivo, com muitos e variados títulos, alguns com útil experiência internacional e fundamentalmente, com enorme sucesso escolar e social.
Tratou-se de uma reportagem que falou da desmesurada preocupação de um pai em fazer dos seus filhos, especialmente um deles, um homem rico, via futebol. Quero aqui dizer, que neste mundo que nos ensina que é preciso consumir, consumir de preferência do melhor, e que para isso é preciso ter muito dinheiro, é uma cretinice. Mas o mais grave, é que há quem ache, ser possível com passes de mágica. Aquelas imagens impressionaram-me exactamente pela idiotice, de criar rotinas tão estreitas e únicas em meninos de 7 anos, como a redução de experiências que se querem universais, em geral, do gesto, em particular, se nos ativermos exclusivamente ao conceito do treino, e muito singularmente, às do ponto de vista psicológico, que sendo tão limitadas, em caso de falha, as sequelas ficarão por muitos anos. Este amor paternal, visto deste modo, é uma perversão!
Nestas histórias, falou-se ainda de um número, o 18, para o efeito, um número redondo. 18 anos será então o momento da maior idade e chave. Porque o realizador nos diz que os meninos, figuras centrais de um entretimento filmico, poderão, enfim, chegar a uma conta onde lhes depositou dinheiro. Acreditemos nessa bondade. E se um menino foi exactamente menino, os 18 anos serão o início da maturidade cívica, concerteza, e a vida então correrá. Mas se o menino nunca foi menino, então os 18 anos serão só uma passagem de um trajecto abjecto e besta que continuará assim, até ao epílogo. Mas 18 anos poderá ser também a idade de todas as desilusões no futebol, e a passagem a um estado menor, porque essa barreira custa e a taxa de sucesso é muito estreita. Jogar tudo na estreiteza dos horizontes é o mesmo que qualquer um de nós se candidatar ao euro milhões, digo eu, com taxa de reduzidíssimo sucesso, com toda a probabilidade.
Todavia, esta democracia que nos tranca e trata de matar muitos pela fome, também esmaga o pensamento, cada vez mais, único, e por isso, deixa muitas vezes as pessoas parvas.
A propósito desta história indiana, achei justa uma observação colocada na net, com lapidar síntese. – Se calhar nunca nenhum dos miúdos vai chegar aos 18 anos. Sabe-lo-e-mos mais adiante.

sábado, 16 de maio de 2009

Alegres patetices ou alegres xico-espertices?

O falso tabu sobre a posição de Manuel Alegre em relação ao “PS” não trouxe nada de novo. Penso que nunca passou pela cabeça de ninguém que ele alguma vez sairia do seu partido. Nunca acreditei que ele alguma vez tivesse tido alguma divergência com o seu partido. Quem não tem a memória curta deve lembrar-se da figurinha triste que ele fez quando da votação do Código de Trabalho no parlamento. Bem como outras a que já nos tem habituado.
Agora o facto de não integrar as listas pode ser uma jogada política de mestre em que os grandes vencedores serão ele próprio e o “ps”.
Sabe-se, sente-se, sofre-se a política desastrosa do governo do partido de Manuel Alegre.
Sabe-se também da apetência que o vice-presidente da Assembleia da República tem pela presidência da República. É uma maneira de sair ileso, pois sempre vai fingindo que não está de acordo com a perfomance governamental. E assim vai preparando a sua candidatura.
Estratégia inteligente, em contra ponto com a de Vital Moreira, que passa a vida a falar mal de quem trabalha no seu blogue e agora aparece como candidato além de se ter ido meter no meio de quem trabalha. Melhor dizendo, estratégia inteligente contra a falta de estratégia.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mais um candidato à CMFF, já são 3

Ora vamos lá a ver se eu percebo esta coisa: o “PS” escolheu o juiz do Tribunal de Relação de Coimbra, José Ataíde das Neves, para candidato à Câmara Municipal da Figueira da Foz. Segundo a imprensa a reunião prolongou-se até de madrugada, o que dá a entender que a escolha não terá sido propriamente fácil. Saber escolher também tem a sua arte.
Mas a formalização da candidatura está ainda dependente da autorização da suspensão de actividade do juiz pelo Conselho Superior de Magistratura.
Enquanto aguardamos pela referida autorização e pela consequente apresentação oficial do candidato, suponhamos que o CSM não autoriza a suspensão de actividade.
É caso para dizer que os “socialistas” não dariam só um tiro no pé. Literalmente, suicidar-se-iam. Quer dizer, era um tiro na tola.
Mas com esta escolha as nossas fontes enganaram-se, também, redondamente. Lá calha.

Da liberdade na blogosfera

ilustração de: Fernando Campos
Se há sítio no mundo onde a liberdade tem expressão mais real é na blogosfera. Porque exercida a seu bel-prazer por cada um de nós. Não há regras impostas, leis, regulamentos, a não ser o comportamento de cada um. Há, isso sim, ou melhor, deveria haver, regras subentendidas de respeito pelo próximo, pelo trabalho ou opinião de quem os emite.
Mas não há. E assim aparece esse flagelo do anonimato, sob o qual são manifestadas opiniões muitas vezes mesquinhas, mal-educadas, denunciando, ora cobardia, ora vergonha de assumir aquilo que no fundo sente ou pensa o emissário da missiva.
Os direitos de autor são outro problema. Pela minha parte, já várias vezes tenho publicado aqui textos, fotos, cartoons, ou mesmo aludindo a determinados temas, citando sempre a origem ou fazendo um link.
Não me chateia absolutamente nada que copiem textos daqui, mesmo sem citarem a fonte. Primeiro porque não posso fazer nada contra isso e, segundo, até é um motivo de orgulho porque significa que o texto até tem a sua importância. Mas seria sempre de bom tom citar a fonte, porque doutro modo o acto pode ser confundido com “usurpar o trabalho de outrem”.
Uma das vezes aconteceu com um jornal e aqui fiz referência. Agora nem vou citar este último caso, pois fiquei mais admirado que incomodado, só porque este “copianço” deselegante partiu de uma conhecida e respeitada instituição local.
Mas aqui fica o registo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Pressões e pressões


Há pressões de várias qualidades. Há quem pressione sozinho, assim, sem mais nem menos e por sua livre recriação, só porque lhe deu na gana, e pronto. E há quem seja pressionado. O Engenheiro Sócrates, por exemplo, que ganhou uma auréola de aldrabão, descobre-se agora que injustamente. Pelo menos sobre o referendo ao Tratado de Lisboa, e segundo o cartaz acima, foi pressionado.
Falta agora saber quem foi o responsável da pressão que impediu o engenheiro de não ter criado os 150.000 empregos de acordo com promessas eleitorais, subindo, aliás assustadoramente, o desemprego. Como o Código de Trabalho de Bagão Felix, que o PS condenou e, depois, no governo, veio a agravar. Falta saber muita coisa. A seu tempo…
Como também seria engraçado saber quem pressionou um triste e obscuro secretário de estado a dizer que iria trucidar os funcionários públicos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ginásio: 2º lugar na Coruña


O jovem Volodymyr Batyuk

A equipa de halterofilismo do Ginásio CF classificou-se em segundo lugar, colectivamente, no Torneio Internacional da Coruña, disputado no Pavilhão Riazor, perante numerosa assistência. Competiram 48 atletas de 5 clubes e os ginasistas Viasheslav Kondrashov e Volodymir Batyuk obtiveram o segundo e o terceiro lugares individuais, respectivamente.
O facto de os melhores halterofilistas actuais do ginásio serem filhos de emigrantes ucranianos traduz as dificuldades que a modalidade tem, como outras, no recrutamento de atletas. Isto porque o futebol e o basquetebol parecem ter um efeito eucalipto. Basta vermos quantos figueirenses as equipas profissionais destas duas modalidades possuem nos seus plantéis e quantos atletas figueirenses disputam as respectivas primeiras ligas. Ou mesmo as segundas. No entanto, as suas classes de formação têm muitos atletas...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Do sentido do voto ao voto com sentido


Falta já menos de um mês para a eleição do novo Parlamento Europeu. Um acto não pouco importante para o país mas para o qual os eleitores, portugueses e não só, estão pouco sensibilizados, a julgar pelos índices de abstenção que esta chamada às urnas costuma proporcionar.
Diga-se em abono da verdade que a comunicação social também não ajuda na sua missão de informar sobre a actividade dos deputados que com o nosso voto para lá vão. Se muitos, como diz o povo, só vão para lá pavonearem-se e esperar pelo fim do mês, que é um regalo, diga-se de passagem, outros trabalham e apresentam ou fazem por apresentar resultados em prol das populações que os elegeram e que representam.
Aqui pode ver, comparativamente, a actividade de duas deputadas e, quiçá, modificar o seu sentido de voto, se é que já o tem. Isto, se notar alguma diferença. Que penso que sim, é bastante nítida.

domingo, 10 de maio de 2009

Instante

foto: alex campos

O vento passou
beijando a magnólia do jardim.
Docemente a beijou…

e vestida de rosa e roxo,
a magnólia sorriu, e ficou.
Docemente sorriu…

o vento passou.
A magnólia floriu.



Alda Lara

A ciclovia

Augusto Alberto

O lago di Varegio tem os Alpes por perto e está cercado por pequenas povoações, uma delas Gavirate, lugares de vivendas, em Italiano, vilas, onde a classe média de Milão, a cerca de 40 km, faz férias ou o repouso do fim-de-semana. O lago não é grande e está cintado por uma pista pedonal e ciclável, feita túnel pelas copas das árvores em boa parte e com um perímetro de cerca de 30 km. São às centenas os Italianos efusivos, afáveis e sonoros que por ali andam, correndo ou pedalando nas suas brilhantes bicicletas. Convêm dizer que naquela zona é grande o gosto pelo ciclismo e também pelo remo.
Claro está, que também eu, num momento de pausa nas minhas tarefas técnicas, dei curso ao meu bichinho e tratei de me equipar e correr, cerca de 70 minutos. Como sempre, é um hábito adquirido, pensei e reflecti sobre muitas coisas. Tentei ligar e juntar ideias e a primeira coisa sobre que reflecti, foi o facto de, há um par de anos, ter ficado a saber que um senhor vereador da minha terra, hoje distinto deputado pátrio, ter classificado como a melhor da Europa, a ciclovia, em zona urbana, os cerca de 4 km de pista criada ao longo da avenida oceânica da minha cidade. Já na altura me pareceu que o distinto vereador estava a exagerar e a falar para tolos, e nesse instante da minha corrida, confirmei essa impressão. Exactamente durante a minha corrida ao longo da pista do lago di Varegio, estive a pensar como dizer neste pequeno texto o que penso, aparentemente a destempo, porque já vão anos, mas é sempre bom que se diga, sobre a forma como nos tratam e dizem as coisas. Então eu acho que devo dizer, apesar de saber que o actual deputado da nação, não lerá este simples texto, que presunção… o seguinte:
Tal como a roda foi inventada há muitos anos e hoje é de uso universal, também as ciclovias por essa Europa adiante, são de uso lúdico também há muitos anos. Não valia a pena tanta palavra e fogo para celebrar coisa tão simples e já muito vista. Tomo isso, como uma “boutade”, à conta de alguma vaidade, ou então...
É certo que de um modo geral as coisas sempre chegaram, ou ainda nos chegam, relativamente tarde. Historicamente sempre foi assim. A nação muitas vezes esteve uns anos atrás do que de melhor e mais moderno se fez por essa Europa fora. E não são coisas só de 48 anos, em referência ao longo período do fascismo. Antes desse abjecto período, tivemos o longo tempo da inquisição, onde o pensamento, por exemplo, também foi longamente reprimido. Pensadores e intelectuais como António José da Silva, pagaram bem caro a ousadia de pensar e criar. E ainda há bem poucos anos Saramago foi vetado por um patusco e estreito sub-secretário de estado, e ainda hoje, o “prémio Camões”, o Brasileiro João Ubaldo Ribeiro, tem a sua obra, “A casa dos budas ditosos”, também vetada, por razões de decoro, diz-se, em local claramente identificado nesta pátria, de pistas pedonais e cicláveis atrasadas.
A minha dúvida continua a ser se o distinto ex-vereador e hoje deputado, e ainda outros deputados, não têm razão quanto ao modo como nos distinguem e utilizam como Povo. De um modo geral, acreditamos que pode ser assim e que suas excelências, são capazes de estar a falar piamente verdade.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A mudança obamiana ou no melhor pano cai a nódoa


O meu cepticismo levou-me desde o princípio a desconfiar da tão esperada mudança na política norte-americana, com a saída do Imbecil Bush e a entrada de Obama. Cheguei mesmo a escrever que seria uma mera mudança táctica, ou seja, a substituição das “botas cardadas” pelos “pézinhos de lã”. Cheguei também, pegando na teoria de Frank Zappa, a divulgar o meu sentido de voto: em branco. Enganei-me redondamente.
No melhor pano cai a nódoa.
É que Samuel, no seu blogue “Cantigueiro”, depois de um aturado trabalho de investigação, consegue provar que houve efectivamente muitas mudanças, expondo categoricamente uma delas.
Mas nem tudo ainda é perfeito. Aquela de considerar Silvio Rodriguez um perigoso terrorista é uma atroz injustiça, digna dos tempos da caça às bruxas. Porque assim, também Zeca Afonso, Francisco Fanhais, Adriano, Pete Seeger, Tom Paxton, Malvina Reynolds, Graeme Allwright, o próprio Samuel, e muitos outros, são “perigosos terroristas”. Injustiça mais medonha ainda, quando foi Samuel que investigou e divulgou as tão propaladas mudanças.
No melhor pano cai a nódoa.

Remo paraolímpico - Regata internacional


Filomena Esteves

Em Itália, numa regata internacional, a atleta treinada por Augusto Alberto, prezado cronista aqui da "aldeia" , mostrou grandes progressos, dando a ideia de que se pode contar com ela para os próximos Jogos.

Alberto conta como foi:

"No lago di Varegio, na localidade de Gavirate/ Itália, decorreu no passado fim de semana de 2 e 3 de Maio, a primeira regata internacional para o remo adaptado, em linha com o longo período que levará aos Jogos Paraolimpicos de 2012 a realizar em Londres.
Estiveram presentes selecções fortíssimas, com os seus campeões paraolimpicos, da Grã-bretanha e Itália. Também viajaram até ao lago de di Varegio, as selecções da Rússia, Polónia e Portugal, que se fez representar com a sua atleta paraolimpica, Filomena Esteves, na categoria, arms e spalding. (braços e espaldas).
Neste primeiro encontro internacional, num remo muito especial, a atleta portuguesa portou-se de modo brilhante e conseguiu duas medalhas de ouro em outras tantas provas. Contudo, o mais importante, foram os progressos técnicos e físicos da atleta, escassos meses de trabalho após os Jogos Paraolimpicos de 2008 em Pequim. Evoluiu mais de 1 minuto, para uma distância de 1.000 metros, colocando a sua marca a um nível que lhe daria desde já um lugar para os próximos Jogos, ainda que a prova de apuramento se realize somente em 2011. Quer isto dizer, que os níveis de progressão são muitos, pelo que o tempo realizado nesta competição, se situa cerca de 30” das regatas finais onde se decidem as medalhas em Campeonatos do Mundo e Jogos Paraolimpicos. É uma diferença possível de diminuir substancialmente, e cremos que na próxima competição, a realizar em Poznan/Polónia, no Campeonato do Mundo, a realizar em Agosto, isso vai ser uma realidade".