domingo, 21 de junho de 2009

Um estranho e lindo rio...


Já imaginou um rio a desaguar num deserto? Então não imagine. O rio Cuango, que nasce no sul de Angola, desagua no deserto do Kalaári. E em delta. Pode ver aqui.

sábado, 20 de junho de 2009

A vitória do shell8+ foi há 5 anos


Entrevista


Augusto Alberto: "É muito difícil repetir"

O maior feito do remo figueirense, a vitória do shell8+ do Ginásio no campeonato nacional, fez 5 anos no passado dia 15. Porque poderá parecer estranho ser esta vitória ainda única numa cidade virada para o desporto e em que esta modalidade tem grandes tradições, a “aldeia olímpica” entrevistou um dos obreiros desse feito: Augusto Alberto. Para quem poderá não saber era o treinador e o timoneiro do conjunto vencedor. Depois de ter passado pela selecção principal e pela sub-23 está agora com o projecto paraolímpico.
Ele mesmo, o colaborador deste blogue, teve a gentileza de responder a algumas questões. Ei-las.


Antes da prova equacionaram a hipótese de chegar à vitória?
Reunidas as condições humanas necessárias, e estando consolidada a base material e logística, claramente se colocou como o único objectivo, pela primeira vez, a vitória no Campeonato Nacional.

Numa cidade onde o remo tem forte implantação como se explica que este êxito seja único? Que significado poderá ter?
É preciso esclarecer que a modalidade passou por um longo período de apagamento, por razões várias, entre o início da década de 50 e o início da década de 80, do século passado, três décadas. Este apagamento colocou a modalidade numa situação de aflitiva inferioridade, logo à partida, do ponto de vista material. No início do seu período de recuperação, o remo da Figueira não reunia condições materiais e logísticas para se afirmar do ponto de vista da qualidade. Do mesmo passo, necessariamente não foram criados atletas de qualidade, com o hábito do treino e da competição de um modo sério, consistente e contínuo. Desse modo, não poderia existir, especificamente, tradição do treino e competição neste barco. Quando a modalidade principiou a sua recuperação, naturalmente as cautelas e o receio de competir, sobretudo num barco tão rápido e exigente, foram sempre muitas. O percurso foi feito paulatinamente noutros barcos, ao mesmo tempo que se foi criando o hábito do shell 8 nos escalões de formação, com inteiro êxito, diga-se. Foi, pois, necessário romper com o medo de treinar e competir neste barco e isso foi um longo processo.
À medida que as condições se foram reunindo, foi necessário estar atento à vontade dos atletas. Essa vontade está sempre datada no tempo, porque nem sempre se conseguem reunir com vista a este desafio, que é enorme, porque é complexo, tanto do ponto de vista do treino técnico, físico e de grande exigência do ponto de vista da estabilidade emocional. Por outro lado, são precisos entre 10/12 atletas, sendo que no final só 8 são os eleitos e essa escolha é sempre muito dramática para o treinador, que é quem decide em última análise…

E se decide mal? É frequente isso acontecer neste desporto?
…bem, a questão foi que começamos com 10 atletas à partida com hipóteses de remar no shell 8 e acabamos com 9. Foi necessário decidir finalmente o atleta não legível, que trabalhou do mesmo modo, competiu também no conjunto das regatas que suportaram a preparação da equipa, mas acabou por não ser o escolhido. No dia da escolha o treinador sofreu e sofreu o atleta, que apesar de ser o 9º atleta, criou inicialmente expectativas sérias a propósito de um objectivo que era muito relevante do ponto de vista do seu espólio desportivo. Com a agravante do atleta em causa, ser o atleta de maior relação afectiva e cumplicidade com o treinador. Ambos travaram muitas batalhas desportivas juntos e estiveram juntos na equipa nacional, mas, verdadeiramente, a escolha do ponto de vista do treinador, tinha de ser essa.
A margem de erro nesta modalidade é relativamente mais baixa porque ela é mensurável e não casuística, embora como em tudo na vida, o erro é sempre possível. Aliás, nesta matéria, os melhores são sempre os que melhor decidem, porque aumentam a sua taxa de êxito.
Mas como estava a dizer, no ano dessa vitória, estavam resolvidas as questões basilares, com um modelo de treino em linha com um esforço máximo de 6 minutos, número redondo, físico e técnico, e com uma óptima estratégia, que definiu que durante a época, apesar de múltiplas competições neste barco, só uma nos interessava, o titulo nacional. Nessa época, só por duas vezes a equipa foi ganhadora. O campeonato Nacional e 15 dias após, a vitória na Taça de Portugal.

foto: www.ginasiofigueirense.com. A tripulação ginasista perto da meta, à frente do Caminhense e do Náutico de Viana.

Que hipóteses existem de se repetir, uma vez que as condições para a prática da modalidade são, pelo que se ouve, boas?
Existe sempre hipótese, desde que criada a tempo, mas a questão, é de que na falta da tradição de competir sistematicamente para os lugares do topo, as dificuldades vão aumentando.
Se foi difícil a primeira vitória, pelas razões acima descritas, mais difícil é repeti-la, porque na falta da tradição que disse, não é fácil, dados os grandes sacrifícios exigidos aos atletas, como por exemplo, treinos a acabar cerca das 11.00 horas da noite, repetir com os mesmos atletas, o mesmo desafio. Porque um atleta é um caso, alguns não estão disponíveis para novos e renovados sacrifícios. Ficam alguns, mas só alguns não chegam, porque também a base de recrutamento não é assim tão vasta, em linha com as necessidades. Estamos, apesar de tudo, a falar, mesmo em termos de remo nacional, de atletas acima do 1.85 metros e dos 85 kg. Não é fácil. Alterando-se as condições, volta tudo ao ponto de partida. Será preciso, procurar de novo a conjunção dos factores em referência e estar atento ao momento ideal, que poderá ter de esperar anos.

Já que falaste no recrutamento, achas que o futebol e o basquetebol têm um efeito eucalipto, aqui na Figueira? Quer dizer, ao encaminharem muitos jovens para lá sem terem a mínima queda para a coisa…
Não creio que a questão central seja essa. Por razões várias, como disse, o remo passou trinta anos em profundo coma e isso necessariamente deixou marcas. A tradição da modalidade fugiu durante esses trinta anos e não existia como oferta simplesmente lúdica ou de modo competitivo. Naturalmente, o futebol e o basquete, este com um período muito pujante, nesse entretanto, implantados, recolheram as preferências e mantêm até hoje a sua cultura e poder de atracção. É um direito que lhes é próprio, que somado a algum mediatismo local, regional e nacional, tem esse efeito de maior recrutamento. Contudo, já no período de nova estabilidade do remo, a modalidade tem tido, à custa de uma boa e suada politica de recrutamento no âmbito dos dois clubes da cidade, uma boa relação com a juventude, e agora, creio que de modo muito curioso, com atletas mais velhos, veteranos. Alguns que regressaram de novo aos barcos, outros ainda, e isso é muito significativo, fizeram da experiência na modalidade, uma nova oportunidade.
A questão não é pois a do recrutamento, que como digo, anualmente é muito bem feita, são outro tipo de questões, muitas e complexas, que por isso não cabem nesta resposta, até porque, se se fizer o balanço dos últimos trinta anos do remo na Figueira, se verá como a modalidade envolveu muita gente e ainda envolve e os resultados foram muito significativos, tanto do ponto de vista da competição nacional, como das varias experiências internacionais.
Em termos absolutos, eu direi que a modalidade tem de ser mais do que a modalidade que na área das escolas e da formação, está muito bem, mas que tem de ser consistentemente adulta. Isso implica ter coragem para tomar de modo regular, as boas decisões. E às vezes não é fácil.
Será preciso esclarecer ainda, que 4 dos 8 atletas constituintes da equipa campeã nacional, na época anterior não tinham relação com o clube, o Ginásio Clube Figueirense. Ou seja, 3 deles são oriundos de Coimbra e o outro com origem em Viana do Castelo, embora vivendo à data em Coimbra. Foi possível reunir vontades, razões antropométricas, que no ano seguinte já não foi possível reunir, ainda que o clube tenha estado presente na final nacional que decidiu as medalhas.

No coments

Realmente não consigo dizer absolutamente nada. Fiquei literalmente sem palavras. Limito-me a "roubar" o texto ao "Cravo de Abril". Talvez o leitor consiga tirar alguma ilacção.
"A notícia chegou e disse:
Gustavo Villoldo era um empresário cubano - representante da General Motors em Cuba - e pai de um filho com o mesmo nome.
Em 1959 a sua empresa foi nacionalizada por decisão do governo revolucionário, aplicada pelo Che, então presidente do Banco Nacional de Cuba - e Gustavo Villoldo, inconformado com o facto, suicidou-se, tomando uma dose elevada de comprimidos para dormir.
Gustavo Villoldo (filho) fugiu para os EUA e, em 1967, integrava o comando de agentes da CIA que perseguiu e assassinou o Che na Bolívia.
Agora, o filho intentou uma acção contra Fidel e o Che, acusando-os de responsáveis pela morte do pai.
E um juiz norte-americano não só lhe deu razão como condenou Fidel e o Che a pagarem-lhe uma indemnização de 700 milhões de euros.
A notícia só não diz como é que a sentença vai ser executada, e o que acontecerá aos acusados se não pagarem a indemnização ao acusador...
Esta justiça norte-americana é danada para a brincadeira... - mas nem mesmo a brincar deixa de exibir o seu conteúdo de classe".

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Um canto à paz

Aqui dei a conhecer uma interrogação sobre a “Marselhesa” do cantor francês, já conhecido na "aldeia", Graeme Allwright. Trata-se do hino francês, um canto de guerra, de 1792, da autoria de Claude Joseph Rouget.
Graeme escreveu uma nova letra, gravou-a, e canta-a. É um hino à paz, à solidariedade.
Quanto à petição, penso que ela continua a decorrer.
Segue a proposta de Graeme, que ele nos faz o favor de cantar, de seguida:



Pour tous les enfants de la terre
Chantons amour e liberte
Contre toutes les haines et les guerres
L’etendard d’espoir est leve
L’ etendard de justice et de paix
Rassamblons nos forces, notre courage
Pour vaincre la misére et la peur
Que régnent au fond de nos coeurs
L’ amitié la joie et le partage
La flamme qui nous éclaire
Traverse les frontières
Partons, partons, amis, solidaires
Marchons, vers la lumière.










Pelo direito ao contraditório, deixo a letra original, cujo primeiro nome foi “Chant de guerre pour l’armée du Rhin”.



Allons, enfants de la patrie
Le jour de gloire est arrivé
Contre nous de la tyrannie
L’ etendard sanglant est leve
L’ etendard sanglant est levé

Entendez-vous, dans les campagnes
Mugir ces feroces soldats?
Ils viennent jusque dans nos bras
Egorger nos fils, nos compagnes

Aux armes, citoyens!
Formez vous bataillons
Marchons, marchons
Qu’un sang impure
Abreuve nos sillons.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Câmara da Figueira da Foz: um record de candidatos?

Na próxima Segunda-Feira o engenheiro Duarte Silva vai apresentar a recandidatura ao 3º mandato à presidência da Câmara Municipal, nas listas do PSD. Aliás era esperado, como já tínhamos avançado em Janeiro último.
Tudo indica que se pode bater, este ano, o record de candidatos. Depois de Silvina Queiroz, da CDU, dos independentes Javier Vigo e Daniel Santos e do candidato do “partido socialista” ainda não se sabe se CDS-PP e BE irão ou não concorrer sozinhos, o que subiria para 7 os candidatos, e constituiria um record.
A dúvida ainda permanece sobre estes dois últimos, pois também há a considerar a hipótese de concorrerem diluídos ou, quiçá, coligados com os respectivos partidos-mãe.
Destaque para o facto do PSD/PPD ter dois candidatos independentes: Duarte Silva, tanto quanto sei não é filiado, e Daniel Santos que concorre com uma lista independente. De quê, também não consegui apurar.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A Fatwa e a nossa própria irresponsabilidade

foto: Pedro Cruz, blogue "Outra Margem"

A passagem a vilas de algumas aldeias do nosso concelho não traria muitos mais problemas, nem daria origem a mais ou menos comédias, do que já deu, não fosse a parolice fundamentalista de um presidente de junta. Ao exacerbar o facto para se elevar aos olhos dos eleitores, acabou por se denunciar e por se reduzir àquilo que nunca deixou de ser. Mas que, pelos vistos, ninguém sabia.
O que custa, num regime democrático, é que pessoas como estas são capazes de ganhar eleições. Veja-se outros casos, estes a nível nacional, para fazermos ideia do que acontece a nível local, e cito alguns: Adolfo Hitler, Ronald Reagan, George Bush, Margareth Tatcher, Durão Barroso, Sócrates, Berlusconi, Sarkozi, e muitos, muitos mais.
E custa porque somos nós, os eleitores, que escolhemos.
Somos, portanto, os únicos responsáveis. Ou irresponsáveis.
Talvez começando a pensar desse jeito. Digo eu.

Mãe preta

Que desplante!!!

Leiam isto:
“Travar os combates que devem ser travados, o combate a uma direita que representa um modelo neo-liberal falhado”.
É preciso muita desfaçatez para afirmar isto, quando se é um dos dirigentes do partido neo-liberal por excelência. É que o que acabamos de ler, dito por Francisco Assis faz parte da análise política feita pelos “socialistas” na sua última reunião em que dissecaram os despojos da eleição para o parlamento europeu.
É sabido que eles retiraram todo o espaço político à Direita, que deixaram o PSD a falar sozinho. Compare-se o novo Código de trabalho aprovado por um governo PSD com o agravamento desse mesmo código infligido pelos “socialistas”. Analisemos o nível de vida das classes trabalhadoras a deteriorar-se compulsivamente. Analisemos o estado a que o país chegou nos últimos 4 anos. As perseguições aos professores, enfermeiros, aumento do desemprego…
Não se enxergam e pensam que fazem de nós parvos.
Irra!!!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O Comandante, o desporto e um clube muito especial


Ontem, dia 14, o comandante “Che” Guevara faria 81 anos, se fosse vivo. O jornal on-line MaisFutebol publica uma reportagem sobre as relações do comandante com o desporto.
Ficamos a saber que era um desportista de qualidade, desde guarda-redes de futebol a um xadrezista exímio, entre outras modalidades que praticou.
Ficamos a saber que na pequena localidade onde foi assassinado viviam familiares do futebolista Sanchez, o boliviano que se sagrou campeão nacional pelo Boavista FC e que nasceria dois anos depois.
E também que na Argentina existe um clube muito, muito especial: o “Clube Social Atlético e Deportivo Ernesto Che Guevara.
A excelente reportagem, além de várias outras curiosidades, divulga factos da personalidade do revolucionário argentino pouco conhecidos que contribuem para humanizar a imagem que temos do mito.
Podem lê-la aqui.

domingo, 14 de junho de 2009

A democracia tenebrosa

Há dias, aqui, interroguei-me sobre que povo somos para elegermos gente de uma estranha estirpe.
Parece que a mentalidade salazarenta ainda está arreigada em muitas das mentes que têm responsabilidades públicas. Desta vez é o povo da freguesia de S. Pedro, que não fugindo à bitola nacional também comete os tradicionais excessos. De arrepiar. Ora façam o obséquio de ler atentamente.
Que o papel das câmaras municipais esteja esgotado é coisa que nem sequer discuto, mas que sirvam, juntamente com as juntas de freguesia, para impor o caciquismo e utilizar o poder conferido democraticamente para satisfação de interesses e ambições privadas, ultrapassa as fronteiras do bom-senso.
Agora ao votarmos em quem não conhece minimamente a lei, sobretudo a lei fundamental, atropelando-a por desconhecimento, a culpa só pode ser nossa.
Que povo estranho somos!

sábado, 13 de junho de 2009

A pasta funâmbula

Augusto Alberto


Foi em 1997 na campanha eleitoral para as autárquicas, aquelas em que o Dr. Santana Lopes deu um capote, que me cruzei na cidade com um jovem, de pasta na mão, que conheço, e perguntei ao que ia. Um militante da juventude de um partido de poder cá da terra, mas de ingenuidade muito ligeira, como só pode ser, porque me disse calmamente que ia a um determinado local, que mantenho sob reserva, claro está, buscar um cheque, gordo, para pagar a campanha eleitoral do seu partido. Nada de mais pagar os cartazes, desdobráveis, pins e outras coisas afins, mas quanto ao resto…
Em tempos de campanha autárquica, esta pequena história é-me irresistível.
Acontece que após mais uns diazitos por fora, passei os olhos por jornais atrasados e fiquei a saber que o senhor engenheiro Daniel Santos se coloca na posição de candidato independente à presidência do município. Nada mais justo, porque a cidadania é um direito.
O lugar escolhido para a apresentação tinha de ser, necessariamente, a condizer. A Assembleia Figueirense, lugar onde pára de quando em vez uma certa amálgama da burguesia e aristocracia da vanguarda da cidade, muito a gosto, alguma vagamente funâmbula, em saraus que o comum dos mortais não entende e que mais parecem ser coisa esotérica.
O Eng. Daniel avança porque diz, entre outras coisas, que os partidos estão esgotados. É uma perigosa observação. Primeiro, é preciso saber por onde andamos, o que fez cada um de nós e que contributos demos, não vale, pois, assobiar para o ar. Depois é preciso perceber que os partidos não são coisas vagas e herméticas. As pessoas não são más por estarem organizadas politicamente e boas por não estarem. São meritórias quando gerem e zelam pela coisa pública e comum, estejam politicamente organizadas ou não, mas se tomam decisões que só a alguns interessa, então a mesma pessoa, do mesmo passo, organizada politicamente ou não, coloca-se na posição contrária à do interesse geral. É por isso que se eu fosse o Presidente da Câmara, por exemplo, nunca permitiria que o hotel do galante fosse construído, por violação, do meu ponto de vista, do bem comum. É claro que construído o hotel, a decisão foi excelente para o promotor, mas para o comum dos cidadãos, foi uma decisão desastrosa para a cidade. A questão é saber de que lado estamos.
Evidentemente, que um promotor sortudo, com certeza arriscará colaborar na campanha eleitoral a favor de quem decida pela sua sorte, mas não contribuirá, necessariamente, a quem lhe traga o azar. É assim que se faz nas grandes democracias, como acima se vê, e ponto final.
Mas voltando à apresentação da candidatura do Eng. Daniel dos Santos, sabemos que a sala esteve cheia e que muitos dos tais burgueses e aristocratas da vanguarda figueirense passaram por lá, e nada os podia impedir, evidentemente. Mas, apesar, não lhe garante grande cartão de apresentação, digo eu. Por isso e dito o que acima disse, e o que lá se viu, já me chega. Mas civilizadamente, desejo-lhe a maior sorte.
E já agora, resta perguntar, se esta é mesmo a democracia que nos serve. Ou será que o nosso tempo ainda é igual ao tempo de que nos falou Eça, há 138 anos, na sua “campanha alegre”? O país é um espectador distraído…paga àqueles que o espoliam e àqueles que o parasitam…paga tudo, paga por tudo.

Do jornalismo

"Eu não quero ser desagradável, mas creio que as escolas de jornalismo são quase todas viciadas. E viciadas logo à partida sobre o que é o jornalismo e o que não é o jornalismo. E até criando grandes dificuldades a jornalistas que entendem que entre os grandes valores que pode ter o jornalismo se contam o valor da liberdade, da verdade e da justiça."

Álvaro Cunhal, jornal "Expresso", 31 de Maio de 2003

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Finalmente temos vilões


Após interrogações e preocupações de vária ordem, o meu amigo António Agostinho, do blogue "Outra Margem", ascendeu finalmente ao estatuto de vilão.
Mas continua, mesmo assim, com uma dúvida, e, diga-se em abono da verdade, muito pouco cartesiana.
É que ele não sabe quando é a festa.

Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil

Assinala-se hoje, 12 de Junho, o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil. Segundo a imprensa do dia estão neste momento a trabalhar mais de 200 milhões de crianças. Os números são da Organização Mundial do Trabalho, portanto, penso que insuspeitos, pois não se tratam de números inventados por qualquer organização política que se opõe ao capitalismo desenfreado que se estabeleceu como que uma moda. Números que sublinham que, transcrevo, “três em quatro crianças estão expostas às piores formas de exploração laboral”.
E este problema não é só característico do chamado Terceiro Mundo. As notícias dizem que em Portugal a fiscalização do trabalho infantil não funciona como deveria funcionar.
Há necessidade de democratizar e não de brincar à democracia, acrescentaria eu.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Uma alegre parcela da vitória


Parece que todos o calam!

Muitas razões se invocam para o espantoso crescimento eleitoral bloquista pela blogosfera, mas nenhuma alude ao Alegre! Quantos votos renderam os 2 comícios Louçã-Alegre que "credibilizaram" a alternativa BE, aos olhos duma fatia PS?
Digamos que é uma injustiça não atribuir os devidos méritos ao histórico "socialista".