sexta-feira, 17 de julho de 2009

O fascismo anda por aí...



Talvez entusiasmado e embalado pela governação “socialista”, (o código de trabalho, o caso da operária aqui citado que recebeu o salário em moedas de euro, e que não é mais do que um caso que ilustra centenas deles) um palhaço protofascista excedeu-se e cometeu o deslize de ser politicamente correcto.
Isto porque lhe fugiu a boca para a verdade e disse de uma assentada o que vai na alma da Direita, prescindindo da tradicional hipocrisia de se travestir de democrata. Propõe ele, ou quer propor, acho que foi bem explícito, a ilegalização do PCP. E, de caminho, a proibição dos sindicatos que não obedecerem às regras desregradas do patronato.
E seria incorrecto, e perigoso, considerar que esta atoarda está enquadrada no perfil do homenzinho, não sendo mais do que isso, mais uma atoarda para a colecção.
Será, certamente, mais um efeito colateral, ou será central?, da governação “socialista”.
É preciso “avisar a malta”.

Honduras...


...e os dias cinzentos de Tegucigalpa.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O “Boca do Inferno”

Gregório de Mattos nasceu e morreu no século XVII. No Brasil. De boas famílias, o pai era de Guimarães, andou por cá, tendo-se formado em Coimbra. Exerceu o cargo de juiz de fora em Alcácer do Sal, de juiz cível em Lisboa e representou a Baía nas Cortes de Lisboa.
Devido a um comportamento, digamos, politicamente incorrecto, foi destituído de vários cargos, por, entre outras coisas, não querer usar batina nem aceitar a imposição das ordens maiores. A alcunha que ganhou, “Boca do Inferno” deve-se à aspereza com que criticava a igreja e a classe política em truculentos poemas.
A sua poesia, bastante satírica, arranjou-lhe os inimigos suficientes para ter de ser deportado para Angola. Cultivou a poesia erótica, bastas vezes roçando a pornografia, sendo esta a sua faceta menos conhecida.
E agora perguntais: porque me lembrei do “Boca”? E eu respondo: porque o mais recente cromo do delicioso "album figueirense" do artista Fernando Campos é um juiz que também vem de fora, mais propriamente de Coimbra mas que, ao contrário do “tio” Gregório, é muito bem comportado e conhece o Estádio do Dragão.
Entre por aqui, não tem que enganar, é logo em frente.
A obra de Gregório de Mattos estende-se desde a lírica à sátira social e à política. Mas leiamo-lo na sua faceta menos conhecida. Façam o favor:


O caralho do moleiro
É feito de papelão
Arreita pelo inverno
Para foder no Verão

I
O moleiro e o criado
Tiveram grande porfia
Saber qual deles teria
Mor membro e mais estirado.
Pôs-se o negócio em julgado
E, botando a soalheiro
Um e outro membro inteiro
Às polegadas medido
Se viu que era mais comprido
O caralho do moleiro
II
Disto o criado apelou
E foi a razão que deu:
Que o membro, então, mais cresceu,
Porque então mais arreitou.
Logo alegou e provou
Não ser bastante razão
A polegada da mão
Para vencer-lhe o partido
Que, suposto que é comprido,
É feito de papelão.
III
Item, sendo necessário,
Disse mais, que provaria
Que se era papel se havia
Abaixar como ordinário;
Que o membro era muito falsário
Feito de um pobre caderno
Tão fora do uso moderno;
Que, se uma moça arreitada
Lhe dá no Verão entrada,
É para foder no Inverno.
IV
E que, depois de se erguer
É tão tardo e tão ronceiro,
Que há de mister o moleiro
Seis meses para o meter;
Porque depois de já ter
Aceso, como um tição,
Engana a putinha, então,
Pois pedindo que a fornicasse
Lhe dizia que esperasse
Para foder no Verão.

Mas que confusão

Chega-se a um ponto que não se sabe quem anda ao colo de quem.
A menos que seja só uma questão de pormenor. Mas mesmo assim, não deixa de ser confuso. A não ser que seja um pormenor maior.

terça-feira, 14 de julho de 2009

No Dia da França

Nos finais dos anos 70, do século passado, durante a fase de trabalhador clandestino em França, militei no PCF. O Partido estava organizado por células, um tipo de organização característico dos partidos revolucionários. A particularidade dos comunistas franceses é de que baptizavam as células com nomes de destacados militantes, fossem intelectuais ou operários. Calhou a minha ter o nome daquele que ficou conhecido por Poeta da Liberdade, Paul Éluard. A outra célula com cujos camaradas mais convivíamos chamava-se Pablo Picasso.
Hoje, Dia da França, quero dedicar um poema aos inesquecíveis camaradas Marie Jeanne, Philipe , Claude e Alain. Este era o cómico do grupo, sempre que me apresentava a outro camarada acrescentava que eu falava melhor francês que ele, numa alusão à sua ligeira gaguez.
Lembro que certa vez não me deixaram participar numa colagem de cartazes de um concerto de reggae, porque podia haver problemas com a polícia…
Aí vai o poema. É da angolana Alda Lara.






A Paul Eluard
(na sua morte)

onde o poeta não havia já
foi quando em nós se gritou finalmente
que não estávamos sós…


entre nós e as vossas mãos caídas,
- ele! –
por quem os firmamentos
se fizeram de repente
lúcidos como ventos…
por quem as estrelas cresceram
belas e eternas,
no horizonte das horas,
como luas antigas,
vestindo os esqueletos
de humanas formas resumidas…
ele,
por quem, só as crianças
carregaram espingardas
nos jogos brinquedos de guerra,
e as trincheiras
permaneceram para sempre adormecidas
sobre os francos estivais
da terra…
ele,
por quem, nunca mais
estaremos sós…
e buscando-o ainda
ao longo dos longos dias inteiros,
só sabemos falar de amor,
aos companheiros…


Alda Lara

Socialismo moderno? Mas isto é muito antigo, caraças...

Sem açaime

A estória é curta. Passou-se com Fátima Coelho, costureira na empresa Fersoni-Comércio Internacional, S. A., em Joane, Famalicão.

Fátima Coelho é delegada sindical e dirigente do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes. Tem apenas 38 anos de idade e desses 38 anos, 25 foram passados a trabalhar sempre na mesma empresa. Esta empresa esteve habituada, durante anos e anos, a não ter operárias sindicalizadas, não suportando, por isso, a presença de uma delegada sindical e muito menos os frutos do seu trabalho entre as companheiras.

Em 2007 foi despedida. Com motivos tão despropositados que o Tribunal de Trabalho de Famalicão considerou o despedimento nulo.

Reintegrada na empresa, nunca mais teve descanso. As perseguições e humilhações públicas, são constantes e de toda a ordem. A última humilhação foi pagarem-lhe o ordenado em dinheiro, num saco de plástico contendo 333 moedas de um euro, mais uma de 5 cêntimos. Era o ordenado deste mês de Junho... ficou ali, exposta ao gozo, quase meia hora, a contar moedas.

A “justificação” foi o facto de ela não ter conta no mesmo banco da empresa. Ficam duas perguntas:

- Quanto estofo é preciso ter e quanta necessidade deste “fabuloso” ordenado de 333.05 euros, para suportar isto?

- Em que altura da nossa vida democrática é que este tipo de “empresários” se convenceu de que pode fazer seja o que for, impunemente?

- Quem atiraria a primeira pedra a um operário que, nestas circunstâncias, se esquecesse momentaneamente das boas maneiras e rachasse "as hastes" deste patrão de alto a baixo?




(Texto totalmente copiado de http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/)


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Resposta a um simpático, mas despolitizado, anónimo

No post anterior um anónimo deixou lá este comentário:

"Meus amigos, os comunistas querem tachos como todos os outros.Será que algum deputado comunista, oferece metade do seu salário a alguma instituição de solidariedade, para que a mesma possa “matar” a fome a algum pobre deste país?Alex deixe-se de tretas.Os comunistas são como os socialistas ou os sociais-democratas, querem orientar facilmente a sua vida pessoal e familiar".


Elaborando num erro, altamente conveniente, já se vê, para quem tem interesse que todos laborem, pretendo tão só tentar elucidá-lo:
Caro anónimo, devo dizer que o senhor está completamente equivocado quando afirma que os comunistas querem tachos como todos os outros. Os comunistas são pessoas de princípios, de ideais, e a lealdade para com eles é a sua razão de ser, porque, doutro modo, deixariam de o ser.
A lealdade a esses princípios foi paga, como muito bem sabe, com a perseguição, a prisão, a tortura, e, em muitos casos, a morte. No tempo da ditadura foi assim. E quem se lhe opôs firmemente? Portanto não pense que os comunistas estão na política, na luta, para adquirirem direito a um tacho, esse sim, é a razão de ser de todos os outros a que se refere.
Essa de algum deputado comunista oferecer metade do salário é antiga e parte integrante do método de campanha anti-comunista. Mas já não resulta de tão básica que é. O objectivo primordial dos comunistas é a transformação da sociedade, não vejo como a sua proposta mudaria fosse o que fosse, e minorasse a fome fosse a quem fosse, se os grandes meios de produção continuarem na mão de quem estão, se a política vigente tem como objectivo o desemprego para conter os salários e enfraquecer a luta dos trabalhadores e assim eternizarem os privilégios de uma minoria enquanto o país se vai arrastando para a situação em que está.
Não sou eu que tenho de me deixar de tretas.
Não me faça a desfeita de comparar os comunistas aos “socialistas” e aos sociais-democratas.
Sabe, se eu fosse eleito para o parlamento europeu, quanto é que seria o meu ordenado? Não seria certamente igual aos dos outros deputados dos outros partidos. Seria exactamente o mesmo que me paga a empresa onde trabalho. O mesmo se eleito para o parlamento português. E era eleito para trabalhar, apresentar propostas que vão ao encontro do interesse das populações. É isso que os deputados comunistas fazem.
Para terminar, e antes de o deixar com uma canção do Zeca, recomendo-lhe uma obra de Álvaro Cunhal: “A superioridade moral dos comunistas”. Ficará, com certeza, mais elucidado.
Boa audição e boa leitura.

sábado, 11 de julho de 2009

Avançar? Oh, não!

Assumindo desde já o risco de passar por anti-patriótico, sempre digo que não desejo que Portugal avance. Entendo que esse avanço acarretaria ainda mais prejuízos que a situação actual. Prejuízos esses quer para o país quer para quem trabalha. Vejamos: os índices de desemprego atingiram números escandalosos, o número de trabalhadores com emprego precário igualmente, o encerramento de pequenas e médias empresas também é, convenhamos, inusitado. Poder-se-ia acrescentar os baixos salários, as indecentes pensões e reformas, o baixo nível de vida das populações, o aumento da criminalidade associado à situação social, o encerramento de unidades hospitalares, a situação da saúde, da justiça, da educação. Os freeports, as pontes Galantes...
Portanto, digamos que avançar ainda mais seria o “fim do mundo”, para utilizar uma expressão popular. Até recorro do próprio PS, que me dá razão pelo menos no que concerne ao Código de Trabalho. Só que ele, o código, avançou ainda mais.
Chega de avanços. E, já agora, de hipocrisias.
Aí no cartaz em baixo o PS diz que “juntos conseguimos”. Registo a humildade, se disso se trata. Mas pode muito bem ser uma tentativa de dividir responsabilidades, uma vez que será pacífico aceitarmos que o PS consegue muito bem avançar sozinho, aliás como tem demonstrado em todos estes anos de poder, e sempre que é poder. E quando não se desenvencilhou sozinho tratou sempre de arranjar companhia.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Juizinho

Augusto Alberto


Está prestes nova mancha a cobrir a pátria, porque Maria João Pires, está quase com o piano e as bagagens no Brasil. E tudo, segundo a pianista, a propósito de um esforço, mal percebido, à volta de um projecto social e cultural. Antes do mais, suspeito, sei como estas coisas custam o coiro aos que lá vivem. Só a esforço e pulso as poucas coisas acontecem.
Dando de barato, por ventura, alguma errância por parte da pianista, é de sublinhar o esforço social e cultural, numa terra onde pouco há. E aqui, pelo que tenho lido e ouvido, não se livra de ter as orelhas bem quentes e rosadas, porque muitos, incluindo algumas figuras do topo da nossa opinião publicada, acham que já basta o dinheiro público ali investido. Não sabemos quanto, contudo, o importante é perceber que recursos investidos nas áreas sociais e na cultura, neste país, nunca são demais. De qualquer modo, por precaução, o melhor é não falar do que não sabemos.
De todo o modo, também acho que Maria João Pires, deveria parar para pensar um pouco e reflectir, porque de um momento para o outro, poderá arrepender-se da mudança, porque ela deverá saber que o Brasil, se tem muitas belas praias, tem contudo, mais bananas. Por outro lado, se por aqui nascemos e com esta língua nos entendemos, será então preferível por cá batermos os pés, ainda que só alguns passinhos possamos adiantar de cada vez. Nesta matéria, é justo dizer que muitos, que durante anos consideraram que aqueles que se manifestavam e faziam greves, eram uns comunistas madraços, tiveram, por sua vez, de por os pés ao caminho e descer a avenida, e por mais do que uma vez. Falo aqui, como exemplo acabado, dos professores do ensino básico e secundário e de momento dos professores do ensino politécnico, por hora, em greve aos exames, por um período de uma semana. Não havia mal que lhes chegasse…Pois não. Que o emprego para toda a vida, por exemplo, era uma vaidade utópica, porque o mundo tinha entretanto mudado e isso foi coisa de estado socialista. A questão é que afinal, o pior do mundo ainda aí está e lhes caiu em cima, e agora… Agora, apesar de pequenos passos, continuam erráticos, sem perceberem que socialmente, o oportunismo tem um preço. Que enganos!

Mas voltando a Maria João Pires, podemos muitos achar que o dinheiro investido em Belgais, já chega. Será? Mas não creio que esses mesmos, tenham achado que todo o dinheiro investido em estádios de futebol, tenha sido demais. As consequências desse investimento ai estão, com autarquias e alguns clubes pendurados do nó das dívidas verdadeiramente assustadoras. É esta ambivalência que nos vai fazendo como Povo. Sem grandes exigências e sempre dados, preferencialmente, aos muitos arraiais.
Aliás, quero aqui lembrar aos figueirenses que possam também enfileirar nas criticas a Maria João Pires, que se lembrem de que votaram num homem, Pedro Santana Lopes, que dentro do pára-quedas que cá o trouxe, trazia como único projecto para a cidade, a construção de um estádio de futebol para 30 mil lugares, na esperança de colocar a cidade como sede do Europeu. Está escrito… Olha se tem pegado, a palermice que teria sido, abalizada com o voto de quem hoje desanca na pianista. Juizinho…

Angola no G-8



O convite que Angola recebeu para estar presente na reunião dos países mais industrializados e desenvolvidos economicamente, mais conhecido por G-8, é algo que me deixa estupefacto. Claro que são consequências da globalização e um prémio por o país ter entrado nesse “harmonioso concerto”.
Mas, também claro que há experts, comentadores especializados, que dirão, de uma maneira muito politicamente correcta, que as razões desse convite são a presidência da OPEP que o país ocupa e o facto de ter havido eleições livres. E acrescentam ainda estar o país no caminho de uma estabilidade macroeconómica com os últimos níveis de crescimento verificados. E um dos temas da reunião é o combate à pobreza.
Sempre pensei, talvez por ser muito politicamente incorrecto, ou politicamente imbecil, que o desenvolvimento económico era indissociável do desenvolvimento social. Mas afinal estava enganado. E de moto próprio quero continuar enganado.
Porque notícias recentes dizem-me que morrem crianças de sub-nutrição em Angola. E se a classe política daquele colosso africano dispensasse 10% do seu salário mensal a fome seria erradicada em Angola em poucas semanas ou meses. Para só falar neste flagelo, é suficiente.
Embora fique a saber que o desenvolvimento de um país se mede pela conta bancária dos seus governantes e dirigentes, prefiro continuar a elaborar no erro.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Good bye

Um foot no oportunismo

Augusto Alberto


O campeão olímpico, Nelson Évora, teve ruidosa e carinhosa recepção ao chegar ao aeroporto. Não ao aeroporto de Lisboa, como somos levados a supor, estando atento ao correr desta pena, mas ao aeroporto de Belgrado, capital da República da Sérvia, local onde decorrem os Jogos Mundiais universitários. E logo um triplista, campeão olímpico em Pequim. Isto é um sinal de que o jornalismo desportivo na Sérvia não se fica só pelo coiro do foot, aliás, nem podia ser de outro modo, dado que a Sérvia, um pedaço da ex- Jugoslávia, que mãozinhas inteligentes fizeram o favor de cortar de modo tão cruel, tem um espólio de sucesso no que diz respeito à actividade desportiva em geral, como forma de criar bem-estar, tal como tem ao nível dos melhores resultados na alta competição. Isto então, só pode confirmar que do ponto de vista desportivo, por ali, não cabe a iliteracia. E duvido muito que por lá se tenham construídos estádios medonhos, como por cá, para no presente servirem de poiso às moscas, que em alguns jogos são mais do que os assistentes, somados aos jogadores e à equipa da arbitragem.

Mas se quisermos continuar a reflectir sobre estas coisas, poderemos confirmar que afinal o grau de literacia e formação dos povos do leste da Europa, que resultaram da experiência socialista, está uns bons furos acima da média da pátria onde fomos paridos, como temos tido oportunidade de constatar. Aliás, permito-me contar o seguinte: conheço um ucraniano, com quem partilho de quando em vez, com todo o gosto, algum do meu tempo, que conhece mais e melhor Portugal do que muitos de nós, portugueses. Pois é, alguma coisa se passou… e passa.
E por cá? Como somos? O que se passa? O que se passa, é que há uns dias atrás dei por mim a abrir um jornal de referência regional e dou-me com uma notícia que me ficou num riso. Completamente surpreendido, fiquei a saber que Hugo Almeida, o atacante, no foot, de há uns tempos a esta parte, vagamente cidadão desta terra, portanto sem qualquer mérito e achados, virou mandatário, para a juventude do Juiz, candidato concelhio do Partido Socialista cá da terra.
Um soco a seco no estômago, foi o que os figueirenses levaram, porque o juiz candidato, a conselho dos inteligentes do Partido Socialista local, nos mandou. Porque vai mandatar o quê e como?
Estivesse essa gente mais atenta ao trabalho feito, saberia também que o local para tão estimada apresentação esteve mal. Com todo o propósito, tratando-se da apresentação de um jovem futebolista, do foot alemão, a dita deveria ter sido feita no complexo desportivo da cidade, o estádio do foot. Mas como o estádio e restantes campos, adjacentes, do foot, são miseráveis, a vergonha poderia sair à rua e fazer corar quem assim dirige esta terra há muitos anos, então, fugindo, deslocaram-se para as bandas do rio, na marina, sem saber contudo, que logo ali ao lado, uns escassos metros, estão dois clubes dados às artes náuticas, o remo e a vela, onde jovens, que cá vivem e estudam, não faltam. Mas a questão é que essa gente não sabe, nem sonha. Uma desgraça!
Estamos então a perceber porque razão o meu amigo ucraniano sabe mais de Portugal do que muitos portugueses sabem da sua própria pátria, e porque alguns ilustres figueirenses não sabem da sua própria cidade? Pois é… Então não admira que a experiência socialista tenha feito melhor do que a nossa medíocre república. E a mim, cidadão desta terra, só me resta indignar e dizer que esta gente não merece nem que seja um quarto de voto nas próximas eleições.
Alguns navegantes dirão: “que texto…” . Nem mais, um foot no oportunismo.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mas que grande saloiíce


Realmente, pode-se perguntar o que faz Maria João Pires num país em que todas as suas televisões transmitem em directo, e a cores, a apresentação de um jogador de futebol? Desde a entrada para um avião particular até à...
Continuamos a viver os tempos do nacionalismo bacoco? Um povo assim não admira que tenha os governantes que tem. Um povo indigente só pode ter governantes indigentes. Socialistas neo-liberais e tudo.

domingo, 5 de julho de 2009

Salazar e Sócrates: a mesma luta


No Fórum Novas Fronteiras o primeiro-ministro José Sócrates citou Salazar. Que o ditador dizia que “os portugueses deviam ser pobres e humildes como a terra que trabalham mas que a nossa ambição é outra”.
Um discurso carregado de demagogia pré-eleitoral. Não faço ideia qual a percentagem de portugueses, mas será certamente considerável, constituída por desempregados, trabalhadores precários, trabalhadores que ganham abaixo do ordenado mínimo, que ganham o ordenado mínimo ou pouco acima dele, pensionistas com reformas perfeitamente ridículas. Esses sim, terão outra ambição.
Não a terá o primeiro-ministro, que governa o país há 4 anos. E nestes 4 anos o que fez foi agravar a situação. Que em termos sociais se aproximou mais dos índices salazaristas do que dos mínimos exigidos pelo regime democrático em que, supostamente, vivemos.
A mesma política, portanto. Só que o ditador de Santa Comba, embora tivesse outros defeitos, pelo menos de demagogo será incorrecto apelidá-lo.
Estes “socialistas” tiram-nos mesmo do sério…