sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sem mais palavras

«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»

Jordi Joan, La Vanguardia

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O tiro de zagalote

Augusto Alberto


Recuperar património é caminho que surge como respeito pela memória… É extraordinário o exemplo dado pela Câmara Municipal de Almada ao enfrentar uma situação degradada, à volta da antiga capela de São Sebastião, até a transformar num lugar devolvido a quem pode dar-lhe vida. Aqui a opção foi devolver o lugar à sua funcionalidade primitiva e entregá-lo à comunidade que lhe deu origem…A arquitecta autora do projecto, Maria José Lopes, mostra ter percebido que os lugares não são para reconstruir como mera arqueologia de repetição…A amplitude da intervenção camarária avança até à criação de algumas alfaias litúrgicas de qualidade que possam servir nas celebrações e condizer com o teor do espaço, como deve acontecer… A entrega da criação das peças ao conhecido escultor José Aurélio completa e garante essa visão integrada…
Está de parabéns Maria Emília Neto de Sousa e a sua cidade de Almada.
Aqui estão, recortes de um texto publicado num jornal diário generalista, talvez o de maior circulação, assinado, não por um comunista, apesar de se tratar de recuperação sua, mas de D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa.
Num momento de mais e nova raiva anticomunista, que confere com as enormes dificuldades sociais, sempre se buscam responsabilidades ao lado, este é um belo exercício teórico e de grande coragem intelectual. Estamos perante um texto de um padre, do topo da hierarquia católica portuguesa, que não teve medo de falar sobre a verdade, colocando, claro está, nos respectivos espaços, diferenças ideológicas, sempre presentes.
Esta é sem dúvida, uma homilia, séria, a crédito do trabalho, da seriedade e serenidade dos comunistas.
Mas no mesmo dia, foi-nos contada a história, acerca de um uivo, em forma de tiro de zagalote, que bastou para baralhar as coisas. Um balão de ar quente que subiu uns centímetros acima do monte e que queria chamar a atenção para, “ olho na ladroagem”, foi arreado à custa de chumbo de caçadeira. Dirão os mais prosaicos que esta é matéria pouca e, de todo o modo, para a polícia. Cuidado, porque então, ou se é tolo, ou se teima em não aprender, porque em termos absolutos, na ilha, o que se levou à prática, foi o pior de alguns métodos na caça. Ou seja: - atirar a tudo o que mexe.
Ora aqui está como num mesmo tempo e em espaços diferentes, se desenvolveram duas realidades bem distintas e opostas. Para quem tem o hábito de clamar por tolerância como um valor soberano da democracia, avalie-se então quem a tem e quem de outrossim, é belicoso.
Abel Mateus, alto quadro da Administração, disse-nos, ser possível, em tempo curto, o país ter um baque semelhante ao que teve a Islândia. Pois é. O melhor é precatar-nos. E nunca nos deveremos esquecer que, em momentos de aperto, há gente que sem ser capaz de atinar com o norte, acha que as coisas se resolvem, “atirando sobre tudo o que mexe.”

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ainda mais saldos???????


É assim que se aprende. O que posso prometer é que vou aprender bem a lição. Nunca considerei, eu e muita boa gente, o "ps" de esquerda. Sem nos alongarmos muito, nem falarmos doutras questões, basta comparar os códigos de trabalho do PSD/PP e o dos próprios "socialistas". Sempre fui de opinião de que os "xuxas" são o que de mais reaccionário anda por aí no espectro político.
Enganei-me redondamente. Continuando a política de compra de comunistas em saldo, imaginem, o "ps" vai candidatar à presidência da Câmara de Leiria... nem vos passa pela cabeça...
Nem mais: Raúl Castro.

Anda por ai gente que gostaria de ser um duce

Augusto Alberto

O centro de estatística da Associação Nacional das pequenas e médias empresas e a Universidade Fernando Pessoa, fizeram uma denúncia que envergonha. O que disseram: que a região norte do país é a região mais pobre de Portugal e está entre as 30 mais pobres das 254 regiões da UE25, enquanto Trás-os-Montes, é classificada como a sub-região mais pobre da UE27, apesar dos muitos milhões, creio que se falou em 7 mil milhões de euros, distribuídos, para que em 2006 a região ganhasse melhor fôlego. Aliás, recomenda o presidente da referida associação, vai sendo cada vez mais a regra, não consta que seja comunista ou que para lá caminhe, portanto, por aqui não há cassete, que se avalie como se aplicaram os fundos, quem lucrou e como? Pela certa, será um pedido que cairá em saco roto. O hábito. Embora a julgar pelos factos, alguém os tenha bem atados.
Vamos chegando ao ponto que se recomenda, que se saiba quem são os culpados por este estado de coisas. A democracia chegou há 35 anos, não sendo um tempo brutal, é ainda assim um tempo já bastante para que muita coisa socialmente tenha mudado.
Estando as coisas assim, também vai sendo tempo de perguntar porque razão, ainda hoje, se quer acusar os comunistas por coisas pelas quais não são culpados? A norte, no parlamento, só existe 1 deputado eleito pelo círculo de Braga. Sabe-se que não têm responsabilidades de liderança autárquica, salvo um ou outro vereador ou presidente de junta. Também não são da sua responsabilidade a eleição da tralha do Loureiro, da Felgueiras, do Avelino, do Mesquita… E se se quiser ir mais fundo, não consta que algum dos banqueiros, amigos do Presidente Cavaco e da D. Manuela, seja comunistas. Pode-se falar do banqueiro Loureiro, do banqueiro Arlindo de Carvalho, do banqueiro Costa, do banqueiro, com ar de yuppe e diletante, Rendeiro, e outros banqueiros que o tempo nos revelará…Nesta matéria, o Dr. Cavaco corre o sério risco de ter um governo na sombra. Isto é, se se for para lá do inicio. Temos nesta como em outras matérias, razões para desconfiar. Gente, ainda, como o Coelho, que sempre sabe onde estão as melhores cenouras. O Vara da Caixa. Os avençados, Vitorino e Júdice. Aquele rapaz amarelo que prestou um servição, Torres Couto e outros coitos, que se saibam, também não são comunistas. E se alguns o foram antes, e hoje dizem o seu contrário, foi porque tiveram tremuras.
Porque as coisas estão assim, logo veio aquele que parece o “tolinho” da Madeira, mas pouco, chutar responsabilidades. O D. Jardim tem uma virtude, diz aquilo que outros gostariam de dizer, mas por falta de coragem ou porque o tempo ainda está verde, vão estando mudos, ainda que à boleia, lá conseguem meio engasgados, de quando em vez, dizer que afinal, bem vistas as coisas, se calhar, talvez, a democracia. Uma merda! Tenham a coragem, filhos. Esta implicância com os comunistas tem razões. Lançar cortinas de fumo para desviar atenções e fugir à responsabilidade, como se depreende do pedido feito pelo presidente da referida associação das pequenas e médias empresas. É mais fácil implicar com os comunistas, e pronto...deixar a via limpa de gente que resiste.
O D. Jardim gostaria de ser um “duce”, mas o tempo ainda vai verde. Mas… uma vez, disse a um conhecido, que me chamou tolo, porque a Europa, patatipatatá, que os “duces” ainda por ai andam, que em vez de me chamar tolo, se precatasse, no momento, todos serão abençoados com a sua parte.
Que não haja dúvidas.

sábado, 25 de julho de 2009

“Cães Danados” on the road

Quando aqui apresentei esta novel banda, eles eram 3. Ainda que com um significativo atraso devo informar que as coisas se complicaram: agora são 4.
E como as complicações serão, sei lá, como as cerejas, ou as conversas, esta madrugada, no “Niktos Rock Bar” venceram um concurso em que entraram bandas de vários cantos do rectângulo, que também só tem quatro, os Lusíadas é que têm dez. O dito concurso foi para escolher quem abriria um concerto com os consagrados “Mata Ratos”, em breve também naquele espaço. Parabéns “Cães”.
No vídeo em baixo, podem ver uma das ainda poucas e recentes actuações dos “Cães Danados”, no Jardim da Sereia, em Coimbra, no Festival da JCP.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Um alegre adeus

imagem sacada via internet
Manuel Alegre despediu-se do parlamento. Também já não era sem tempo, trinta e quatro anos são sempre trinta e quatro anos. É muita ano, convenhamos. Agora terá tempo para mandar uns "bitaites", a fingir já se vê, contra o seu "ps" de sempre e assim ir preparando a sua candidatura à presidência da pobre república.
Mas descansem os "socialistas" que a sua parlamentar ala "esquerda" não ficará desguarnecida. Já está agendado um substituto à altura.
Com esta estória toda fiquei com uma dúvida, e nem sei se é metódica ou não: sobre o apreço que tenho pela seriedade intelectual das pessoas. Serei eu mais comedido que o meu camarada Victor Dias?
Dúvidas são dúvidas. "Prontos"!!!!!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

“Les guitares jouent des sérénades”

Vivo na Figueira da Foz desde 1980. Não terei, certamente, muitas recordações do velho e mítico salão da Associação Naval 1º de Maio, consumido pelas chamas há 12 anos. Ainda assim tenho algumas, e, entre elas, recordo que foi lá que vi, no âmbito do Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz, cujo desaparecimento foi um dos legados de Santana Lopes na sua passagem pela cidade, dois memoráveis filmes: “Roma, cidade aberta”, com argumento de Federico Fellini e direcção de Rosselini e o “Diário de uma criada de quarto”, de Luís Buñuel. Vem até a talhe de foice relembrar que o vice-presidente daquele conhecido político lisboeta era Daniel Santos, agora candidato independente à CMFF.
Foi lá, também, que tive o privilégio, jamais repetido, de ver e ouvir, pela primeira e única vez ao vivo, um génio com uma guitarra portuguesa nas mãos. Era a Festa “Férias”, organizada pelo PCP.
Hoje, 23 de Julho, faz anos que os deuses nos roubaram Carlos Paredes. Mas para falar de um artista, nada melhor que um outro. A palavra, portanto, e o lápis, a Fernando Campos:


“Primeiro, uma declaração de interesses. Nunca gostei de fado. Nem sequer gosto daquilo que chamam guitarra portuguesa, que é uma coisa que os portugueses tocam com dedais na ponta dos dedos, mais ou menos como as portuguesas cosem os botões. Detesto o seu estridente timbre metálico e odeio os lânguidos trinados piegas que em Lisboa, dizem, identificam a alma portuguesa, seja lá isso o que for. Posto isto, Carlos Paredes era um génio. E tinha talento. Apenas um génio com talento seria capaz de tanger a alma com instrumento tão duvidoso. A alma portuguesa que eu pressinto na sua guitarra vem de mais longe e de mais fundo; é mais forte, mais grave e tem uma afinação mais acima (Coimbra). Possui subtilezas e um lirismo viril que não têm nada que ver com a melíflua e dengosa pieguice dos trinados que se ouvem no país, pelas capelinhas, pelas lezírias ou em Lisboa, pelas vielas.
Este desenho é uma homenagem a um artista que para além disso é uma espécie de mártir dos artistas. A sua longa e terrível agonia representa o pior pesadelo de todos nós: ele suportou sozinho e impotente, durante 11 longos anos, o espectáculo devastador da própria incapacidade física para concretizar o seu talento. Presumo que deve ser isso o fado; ou a alma portuguesa. Ou a puta que pariu.”

publicado em http://revolucionaria.wordpress.com/



quarta-feira, 22 de julho de 2009

Certezas a propósito de quem de nós deveria ir a votos


Augusto Alberto


Em Dezembro de 1998, escrevi no extinto “A linha do Oeste”, sobre uma viagem a Bordéus, em que fui o responsável por uma representação de atletas do Ginásio Clube Figueirense, nas regatas internacionais da cidade. Fiz, nesse instante, um convite aos responsáveis desta terra, para uma visita ao parque desportivo da cidade de Bordéus, para ver como se faz. Naturalmente, ninguém me levou a sério. Era o que faltava…Mas de qualquer modo, relembro um pouco do que então escrevi.…Já não via futebol há uns tempos. Casualmente numa tarde de um sábado solarengo e frio passei pelo estádio municipal. Parei e estive uns bons minutos a presenciar um jogo dos juniores da Naval. Fiquei estarrecido com o que vi e pensei para mim que os homens do futebol nem para eles são bons. Como é possível que estando nós na Europa das comunidades, no virar do milénio, jovens em fase de crescimento e desenvolvimento, tenham que jogar o jogo que gostam, com prazer, num pelado duro e decrépito…Por momentos julguei estar em África.
Como ao cabo de 11 anos nada mudou, vieram agora os pais de uma equipa de futebol de juvenis da Associação Naval 1º de Maio, impor, e muito bem, uma abstinência à competição dos seus pequenos. Mas para que a gravidade não se fique por ali, vai o clube procurar condições, para o jogo, em campo situado em concelho limítrofe, no complexo desportivo da Tocha, freguesia do Concelho de Cantanhede, terra de gandarezes, como gostamos depreciativamente de os identificar, mas… mas a questão é que eles tem o que o concelho da Figueira não tem. Uma desgraçada vergonha para esta terra, que não consegue em definitivo resolver a questão do seu parque desportivo, em ordem a oferecer qualidade aos seus cidadãos. Parece que a necessidade de um parque desportivo se confunde com outros interesses bem menos prosaicos, e por isso, enrolados numa montanha de dúvidas quanto à forma de toda a gente sair saciada. Desvergonha, ainda, porque ao cabo de tanto tempo, a promessa vai sair de novo encadernada, para a gente acreditar que agora vai.
É bom acrescentar que esta terra tem sido vítima de todo o tipo de propostas, em tempo de eleições ou na sua própria ressaca, assim a modos como falar para pacóvios. Quero aqui lembrar as propostas de uma ponte pedonal para a outra margem, de um túnel pedonal para a mesma outra margem, o tal complexo desportivo, que se diz e se quer em Buarcos, que não sai, para futebol, atletismo, rugby e até, um campo para o golfe e ainda uma piscina oceânica no areal da praia, ali junto da antiga bola nívea. Tudo coisas em grande, mas convenhamos, algumas delas, meio atoleimadas.
Não passamos disto, porque andamos ao engano, embora, desta vez, os pais irritados, tenham resolvido dizer basta. Mas não chega. É preciso perceber também que as coisas tem acontecido, porque temos tido a complacência de andar a apaparicar quem nos engana, tanto do ponto de vista desportivo como do ponto de vista político e, por isso, teremos também de partilhar responsabilidades.
Estamos no fundo, no centro de um sistema que não passa de um embuste, que lá por nos dar a possibilidade de olhar para uns quantos nomes, de 4 em 4 anos, e colocar uma cruz num papel a favor dos que nos vão dando treta e enganos, se acha uma democracia.
Pois eu acho que quem deveria ir a votos, seriam os melhores de entre os melhores e não as melgas que nos picam.

Humor igualitário e pluralista

Não posso deixar de rir quando ouço defender que o humor tem de ser pluralista e igualitário. Sobretudo quando essa defesa vem de um "socialista". Aqui vai, só pode ser metáfora.
Mas exemplos do pluralismo que me dá vontade de rir não faltam. Alguns podem ser vistos aqui e aqui. E esta ainda. Sabem quem é o "patrão" da Liscont? Adivinharam, é mesmo o Jorge Coelho. Isto é que é um pluralismo e igualitarismo notáveis. O país está bem entregue, sim senhores.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Prémios “Bento Pessoa”: o julgamento da História?


Decorreu ontem no Casino a cerimónia de entrega dos Prémios Bento Pessoa, atribuídos, pela segunda vez, pela Tertúlia José Bento Pessoa.
Confesso que não gostei do mau trato que a personalidade daquele enorme desportista sofreu. Ao ponto de, em alguns discursos, se ter julgado, sumariamente a História. Que se enaltecesse a figura do grande ciclista e dos premiados tudo bem, estávamos lá para isso. Agora julgar o 25 de Abril, a mais importante, indubitavelmente, data da nossa História recente, numa cerimónia de entrega de prémios supostamente desportivos, é ultrapassar o bom senso.
Se foi um teste à minha resistência, acho que passei com distinção, pois consegui suportar até ao fim. Mas houve quem não suportasse, quem tivesse abandonado a sala e só reentrando na altura do discurso final do presidente do júri, Marçal Grilo.
Os premiados:
Atleta: Telma Monteiro; Jornalista: Luís de Freitas Lobo; Dirigente: Artur Lopes, presidente da FPC; Personalidade da Figueira: Augustus; Personalidade do Ginásio CF: Adalberto Carvalho; Prémio Especial do júri: Artur Agostinho.
Fico a aguardar pelas reportagens jornalísticas. Estou ansioso.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

2º Jogos da Lusofonia chegaram ao fim

Embora os resultados não sejam o mais importante neste tipo de jogos, nos quais se sobrepõe o convívio, o intercâmbio de experiências com o debate de estratégias de acesso ao desporto, e, claro, a assunção da língua portuguesa, ela a grande estrela, deixo aqui alguns apontamentos sobre os jogos que ontem terminaram.
O primeiro, a felicidade que D. Fernanda nos deu ao revisitar a sua enorme classe com a vitória na prova de 10 Km, dando a entender que a Maratona está a ser bem preparada.
Segundo, a surpresa quer do futebol quer do basquetebol cabo-verdeanos, nunca pensei que já estivessem no nível em que está.
Por último, um jogo de basquetebol com um resultado muito atípico. Está bem que Portugal talvez tenha feito um dos seus melhores jogos de sempre, mas a falta de seriedade competitiva dos angolanos foi inadmissível. Eles que me desculpem, mas tenho mesmo muito mau perder. Eu já os desculpei, na final ultrapassaram a centena de pontos.
Vivam os 3º jogos da Lusofonia.

Imprensa local: mais uma perfomance

Acerca da fraca qualidade da imprensa local já por algumas vezes me tenho aqui referido. Este é mais um exemplo da ausência de critérios de rigor pela qual se guia.
Como diria a minha avó: "quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão".

domingo, 19 de julho de 2009

João Costa de ouro




O atirador da Naval e da selecção nacional, João Carlos Costa, conquistou na tarde de ontem a Medalha de ouro em Pistola Livre a 50 metros, no Campeonato da Europa que se realiza em Osijek, na Croácia.
Com um curriculum invejável em europeus, mundiais e taças do Mundo, o atirador não tem tido sorte no que respeita aos Jogos Olímpicos, onde a pontaria não tem sido a necessária, faltando ainda uma medalha.
Com os parabéns ao João deixo votos para que em Londres não falhe um...

sábado, 18 de julho de 2009

Os jogos da Lusofonia

As declarações de Miguel Maia, hoje ao jornal “A Bola”, sobre os Jogos da Lusofonia devem constituir um ponto de partida para uma reflexão séria. Desde o reparo a algumas modalidades que não se fazem representar a um nível mais competitivo, ao escasso público que tem assistido aos jogos. A crítica de Maia é contundente: “A organização de um evento deste cariz devia pensar que é impossível tentar ganhar dinheiro. Deviam pensar em outras coisas em vez de estar a tentar fazer dinheiro com as bilheteiras. Isso é impensável”. Porque estes jogos, acrescenta o atleta, "deviam ser a festa da união e da língua".
Ainda bem que nem todas as modalidades cabem nas críticas do excelente atleta olímpico, pois os atletas lusófonos tiveram, ainda assim, oportunidade de competir e conviver com alguns dos melhores atletas mundiais, casos de Naide Gomes, Nelson Évora, Obikuelu ou Mário Silva.
Entretanto o desporto revela-se sempre uma caixa de surpresas.
Eloy Boa Morte, que representa o Benfica, venceu para S. Tomé e Príncipe a única medalha de ouro daquele país. Transcrevo a notícia do jornal “A Bola”:


“Sobrevivo dos biscates”
A última final (-80kg) do dia no torneio de taekwondo colocou frente a frente o brasileiro Henrique Moura e Eloy Boa Morte, de são Tomé e Príncipe, e de forma surpreendente as bancadas quase vazias animaram-se. Para torcer por Eloy, que confirmou parentesco com o futebolista – “meu pai é irmão da mãe dele mas não o vejo porque saiu muito cedo de S. Tomé” – e o atleta respondeu à altura, vencendo o mais renhido dos combates. “Esta vitória é muito importante para mim e para quem me apoiou aqui. Sabem o esforço que eu fiz para vencer. Despedi-me, deixei de estudar para ganhar. Represento o Benfica e ganhei tudo o que havia mas eles não me dão nenhum apoio. Nem para os transportes”, explicou emocionado. “Até o fato de treino tenho de devolver. Como sobrevivo? Trabalho naquilo que aparece. Transportes, mudanças, todos os biscates, mas passo muitas dificuldades. Muitas mesmo.
Se a situação não se alterar vou ter de abandonar, pois sou emigrante e estou sozinho”
. Sem subsídios, sem fatos de treino mas com direito a Benfica TV no momento em que se sagrou campeão.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O fascismo anda por aí...



Talvez entusiasmado e embalado pela governação “socialista”, (o código de trabalho, o caso da operária aqui citado que recebeu o salário em moedas de euro, e que não é mais do que um caso que ilustra centenas deles) um palhaço protofascista excedeu-se e cometeu o deslize de ser politicamente correcto.
Isto porque lhe fugiu a boca para a verdade e disse de uma assentada o que vai na alma da Direita, prescindindo da tradicional hipocrisia de se travestir de democrata. Propõe ele, ou quer propor, acho que foi bem explícito, a ilegalização do PCP. E, de caminho, a proibição dos sindicatos que não obedecerem às regras desregradas do patronato.
E seria incorrecto, e perigoso, considerar que esta atoarda está enquadrada no perfil do homenzinho, não sendo mais do que isso, mais uma atoarda para a colecção.
Será, certamente, mais um efeito colateral, ou será central?, da governação “socialista”.
É preciso “avisar a malta”.