terça-feira, 20 de outubro de 2009

“Cães Danados” em Carcavelos



A banda figueirense de punk-rock “Cães Danados”, que já actuou aqui na “aldeia”, é uma das 16 bandas apuradas para o concurso “Angel Eléctrico”. É no Angels Bar, na praia de Carcavelos e os figueirenses têm encontro marcado com o público, e com o júri, já agora, no próximo dia 24.
Com estas caras de róte bailéres, como podem ber na imagem acima, eu se pertencesse ao júri garanto-bos que pensaba duas bezes. Ai pensaba, pensaba.

Os "Cães" têm a particularidade de cantarem só em português e, como imagem de marca, a presença em palco, nos seus concertos, de uma bandeira portuguesa.

O Nobel

Augusto Alberto

Anda para ai gente incomodada com o rumo da pátria, ainda que por agora, com um novo governo, nova assembleia e novos governos locais, se faça uma leve pausa, com muitos em mole atitude, numa espécie de ver o que isto vai dar. Contudo, muita dessa gente, mais o povo eleitor, com a pena e a verve, e os feitos, lá vai burilando a nação, ainda que por cobardia, se venham colocando, alguns, no papel de vil independentes, porque querem dar a ideia de que isto não é nada com eles e por isso, não assumem que se a pátria está hoje assim, foi porque este foi o rumo que impuseram.
Lamento muito que esses lamechas da opinião publicada não tenham discorrido que poderiam ter inchado esse seu génio, se conseguissem adiantar a candidatura a prémio Nobel da paz, o seu Presidente, nosso Presidente. Um homem erecto, embora com pouco jeito para mascar, mas isso não será defeito, talvez uma idiossincrasia de economista, que nos tem obrigado a passar as passas do Algarve. À parte umas cacetadas há uns anos atrás, nuns rapazes que resolveram interromper a ponte mais importante da República, e por achar ainda que nos devemos vergar ao pensamento único, este nosso Presidente, na verdade, não conduziu nem conduz nenhuma guerra, embora aceite enviar uma pequena soma de soldados para guerras distantes. Mas isso são trocos, dada a amplitude da refrega. Também não ordenou por exemplo, como o seu recente homologo presidente Nobel, o reequipamento da magnânima e garbosa 4ª esquadra americana, historicamente rotinada em arrear Presidentes democraticamente eleitos, e trocá-los por bandalhos ferrados de cacetes, com vista a voltar de novo a dar umas porradas nos vizinhos de baixo, com manias de independência e a almejarem a uma vida melhor. Distraído, esse homólogo presidente Nobel, ao que parece, esqueceu-se de administrar o seu poder, mais do que tudo, no momento de saber da decisão da atribuição do Nobel, para mandar repor a normalidade democrática no pequeno quintal, abaixo, nas Honduras. E desta vez, a 4ª esquadra, apesar de estar ainda na doca seca, entre raspagens e pinturas, esse recente homólogo Nobel Presidente, fez accionar no quintal, os esbirros de plantão.
Ainda por cima, esse homólogo presidente Nobel, a fazer fé nas notícias, com generosa vontade de dar ao seu povo um sistema de saúde universal, dado que lhe pareceu mal que os enjeitados sucumbissem junto ao pegão da ponte, tremelica, ao que se diz, já hoje, perante os lobos da saúde, que arrebanharam gente que por lá, também, ao que parece, elege os seus “Isaltinos”. É verdade que nós por cá, vamos tendo esse serviço nacional de saúde, mas convêm avivar e dizer, que também este nosso Presidente, enviou uma tropa, mas esta, democraticamente eleita, para o escavar. Mas por azar, a coisa ainda vai verde.
Soberbo e honroso será, sem dúvida, um povo com vários presidentes nobilitados. Triste será um Povo cujo Presidente está quase sem uma frota para repor, talvez um ou dois submarinos, para substituir um “barracuda”, estafado, sem bojo e fôlego para grandes profundidades. Ainda que nessa algarviada dos submarinos, haja um seu amigo que guardou ou perdeu os papéis. Que sabemos nós? Mas também é verdade, para que deverá um dos “Isaltinos” dar nota dos ditos papéis, se a regra por cá é de papéis nada sabermos, apesar de, em regra, muitos de nós, andarmos quase sempre aos ditos?
Quer isto dizer, que afinal um Nobel da paz, poderá também ser encostado por força de “Isaltinos”, para além de que, sem darmos por isso, na ponta das suas decisões, poderão estar sempre umas porradas.
Para Nobel da paz, não está nada mal, não senhor.

domingo, 18 de outubro de 2009

A Coimbra



minha cidade eterna e resumida,
como um sonho embrulhado
em névoa branca… e adormecida.
por outro sonho que a saudade quis
é que eu não sei agora
o que este engano diz.


a mão do “Só” me trouxe rio acima,
para beijar teu corpo imerso em sono…
e pura, debruçada sobre ti,
o mais que eu vi,
foi sempre este abandono…


e ainda é a mesma torre, sim…
e o casario.
e o jardim.
e a ternura infinda
da mesma capa ainda
ao vento solta!...


és tu, eterna em ti.
antero é que não volta.


agora,
na pedra nua deste longo dia
já ninguém chora…
e a dor que endoideceu,
é só quem anda pela noite fria,
à procura do sonho que morreu…


Alda Lara

Um aliado insuspeito

Tenho defendido, aliás é uma conclusão das minhas reflexões políticas, que o “ps” é um partido de direita, reaccionário. Cheguei a esta conclusão a partir da análise das suas governações, do seu “modus operandi”, do estado em que está o país. Acho que nem é preciso ser muito entendido em política, muito menos ser politólogo, para isso se concluir.
Mas muita gente não concorda comigo, sobretudo os “xuxas”, os que com quem não consigo evitar de conversar e com quem o tema da política, desagradavelmente para mim, vem à baila.
Noto que eles gostam de se considerar de Esquerda, é quase um ponto de honra para eles, mas deve ser só para dar a entender que são diferentes do resto da Direita, sobretudo do PSD. Mesmo ontem, nos telejornais, ouvimos que há famílias inteiras sem-abrigo, enquanto as fortunas de meia dúzia de ociosos nababos aumentam… aumentam…aumentam.
Mas quando alguém diz, alto e bom som, e alguém que não é um qualquer, que o governo “ps” se deve entender com o CDS, ou chegar a um entendimento para o PSD “deixar passar”, penso que está tudo dito. E acaba de me dar razão.
Esse alguém é o patrão-mor da indústria portuguesa. Patrão-mor da seita que vai impor ministros e a política vigente. Que é como quem diz, já não há poder político, pois está subordinado ao poder económico.
O Senhor Francisco Van Zeller – sem vergonha na cara.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Os “Isaltinos“

Augusto Alberto

Um Povo que elege um Isaltino, é porque está habituado a eleger “Isaltinos”. Sempre mereceu, merece e por isso merecerá a canga por um tostão.
Um povo que é terno, resistente, pachorrento, incapaz de dar uns coices, que vota em gente que hoje é capaz de dizer o contrário do que disse ontem, e que está sempre disponível para democratizar esse tipo de trafulhas, certamente não deverá tirar o rabo do mocho, porque se a pátria está hoje assim, é de sua inteira responsabilidade.
Se dúvida houvesse, e agora dou a resposta a quem aqui veio berrar contra um texto meu, é ver como o povo deste meu concelho, a Figueira da Foz, elegeu um homem que fez de um embuste uma promessa. A desonra corou-o e por ventura fê-lo voltar atrás e arrear o cartaz em 24 horas. Um Povo que assim elege gente sempre disposta a recorrer à mentira para atingir os fins, só poderá reduzir os adjectivos que o qualificam.

Mas para além de Isaltinos, de embusteiros, também elege gente envinagrada e ressaibiada. É o caso do novo presidente da Câmara de Beja, que logo soube da vitória, disse que a Beja tinha chegado a democracia e a liberdade. Beja soltou-se da ditadura, disse. A esse presidente eleito eu deixo um conselho, que cure a bebedeira envinagrada e a seguir, poderá fazer o favor de olhar a pátria para lá de Beja, porque verá que se calhar a vida, às vezes, é como uma capicua.
Poucas horas após o dislate, ficamos a saber, que afinal, em muitos lugares desta terna pátria, as coisas azedaram entre ex-candidatos do Partido Socialista e do PPD/PSD. Trocas de punhos e gente a dar entrada nas urgências hospitalares e a sair com nódoas e pensos, que não deixam escapar e encobrir as evidências. Mas se uns socos são só uns socos, a povoação de Ermelo ficou como grande emblema da democracia. Soubemos logo, ainda antes do actual presidente da câmara de Beja ter sido eleito, que um seu camarada, sem truques e sem recuo, fez como se faz em ajuste de contas étnicos lá pelas Áfricas ou do melhor terrorismo da América Latina, fulminou a pólvora democrática e libertária, um seu adversário. Eram coisas antigas, é o que se diz, mas a verdade é que pela orla da manhã, ai está o democrático ajuste. No concelho de Tarouca, mostrou-nos a TV e os jornais, o presidente, camarada do presidente da Câmara de Beja, está a ferrar funcionários autárquicos, familiares de gente que livre e democraticamente decidiu apoiar o partido rival, o PPD/PSD, com sevícias morais e psíquicas.
Se o actual presidente da Câmara Municipal de Beja perceber então que a pátria está para lá de Beja, verá que afinal mais valia guardar o dislate, porque afinal, em terra com falta de liberdade, o senhor foi livre e democraticamente eleito e com efeito, tomará posse do lugar sem outro tipo de contratempos, contudo, outros seus camaradas, meteram as liberdades e os valores da democracia na ponta dos punhos, das decisões, arbitrárias e até, mais grave, na ponta de uma pistola.
José Gomes Ferreira, o poeta militante, escreveu um dia, que “viver sempre também cansa”. Mas eu digo ainda mais. Viver sempre assim, a ter de aturar este anticomunismo fácil e certeiro, cansa muito mais.
Sorte desta gente, é que afinal, os comunistas, são gente paciente, e democrática.

Vai uma aposta?


foto: António Marques

Nas eleições para Freguesia de S. Julião da Figueira da Foz, as duas forças mais votadas ficaram separadas por 27 votos. Sou há vários anos e há várias eleições membro das mesas de voto para considerar a possibilidade de, numa hipotética recontagem, haver uma alteração.
Mas não aposto. O pessoal das mesas, às tantas, esteve mais atento, suportando melhor a saturação e o cansaço.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Adeus, Anabela

foto daqui

Conheci a Anabela quando fazia a cobertura das reuniões do executivo camarário para o jornal "A linha do Oeste”, já lá vão cerca de 15 anos. De há uns anos a esta parte via-a esporadicamente, pois com o abandono do jornalismo, amador, no meu caso, as minhas andanças passaram a ser outras. A última vez que estive com ela foi no almoço do Ginásio.
Recordo, da Anabela Vaz, o profissionalismo. Mas também a solidariedade. Quando eu chegava tarde às reuniões era a ela que eu pedia para me contar o que já se tinha passado ou discutido. Sabia que podia sempre contar com ela. Nunca falhava.
Acabo de saber, através do blogue do Jorge Lemos, que não mais a encontrarei. Que não me tornará a perguntar se está tudo bem comigo.
Adeus, Anabela. Um beijo.

Eles andam bravos...

Depois da tragédia de Domingo passado, mais este evento...
Há que ter cuidado.

Carta aberta ao meu Presidente de Câmara em quem nunca votei

Augusto Alberto

É consigo, Presidente, que vai em breve cessar, com quem quero partilhar curtas e breves ideias. Não me leve a mal.
A 11 de Outubro deste ano da nossa desgraça, não conseguiu o desejo de renovar o mandato, como tanto desejaria. Não lhe chegou a simpatia, que sempre sobra. Dirá que foi uma pena e que a vida é assim. Eu, cidadão deste seu concelho, concordo em absoluto. Contudo, também acho que para dentro de si, estará a dizer, ingratos, aliás, como deixou perceber na hora da despedida. Porque entende ter lançado a Figueira nos caminhos do progresso. Contudo, os cidadãos cruzaram-lhe os braços. Ainda que eu ache que por ai terá alguma razão. Esqueceram as obras fundamentais da ponte da Gala e o portinho que lhe foi associado. A variante do Galo de Ouro, de quem um sobrinho meu, de fora, elogiou. E a pesada obra do prolongamento do molhe norte. Mas aqui fixo-me por um momento, porque imagino que os surfistas lhe devem ter feito um toma, porque com o respectivo prolongamento, ficaram mais malucos, por entenderem que foi o senhor quem lhes roubou a “maluca”. Ignaros, dirá. Também acho que os eleitores consideraram os seus arquitectos meio tolos, porque, infelizmente para a cidade, aquelas obras da rua da República e fundamentalmente a do Jardim Municipal, não são coisas que se apresentem. Aquela de trocar o coreto por uma tela, não lembra ao diabo, mesmo que se armasse em arquitecto. Quem pagou? Foi o senhor, claro está.
Mas neste instante apelo para que reflicta ainda sobre o seguinte:
Os cidadãos não devem ter apreciado o modo como lidou com os seus pares e com a forma destrambelhada do partido que o suportou.
Interrogaram-se demasiadas vezes, creio, sobre que partido é este que suporta o seu Presidente, que se destrambelhou vezes sem conta, em cenas de azares e de faca e alguidar, como se de quadros de Kafka ou Corin Tellado se tratassem. Tábuas e barrotes pregados a grossos pregos, a barrar a entrada a quem quisesse entrar na sede. Fechaduras arrombadas e mudadas, e encontros das estruturas dirigentes realizados num hotel ao lado. Gente com voz levantada, em cenas de amores e desamores, com o tapete a ser-lhe retirado por demasiadas vezes, sem que o senhor dissesse, assim não, que eu sou o Presidente. Aquela da perda dos seus pelouros por decisão dos seus vereadores, é de cabo de esquadra, a que o mais pacífico cidadão não resistiu. E ainda alguns dos seus pares encalacrados com a justiça, na razão directa de péssimas decisões e um deles, a desaparecer para sempre na parda da vossa gestão. Mereceria um murro, como bem desabafou, mas estas coisas não se podem ficar pelos desabafos.
Evidentemente, por culpa sua, e por alguns dos azougados que constituíram a sua equipa, foi um mandato em declive, rumo à queda, a ponto de a seguir a relações azedas, chegar a traição. Só podia terminar assim. É uma pena.
Nunca votei em si, mas recordo-o rolando dentro do seu descapotável pela avenida que bordeja o lugar onde vivo, os Vais, com o seu lenço drapejando ao vento. Mas com toda a sinceridade, dir-lhe-ei, não se aflija. Chegou a sua hora do descanso. Porventura os cidadãos não se arrependerão de não ter votado em si, mas desde já lhe garanto que esse arrependimento não será o último. Chegará o dia em que se arrependerão de votar num tal juiz. Sabe, os cidadãos têm o bom hábito de se enganarem muitas vezes. Será só mais uma. Cá estaremos para ver, vai ver.
Um abraço, deste cidadão que nunca em si votou, mas lhe gaba com frequência a simpatia.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

As autárquicas/2009 (croniqueta pós-eleitoral, em jeito de rescaldo)

A direita foi a grande vencedora das Autárquicas 2009.
O PSD conquistou o maior número de Câmaras e o “ps” obteve maior número de votos.
A Esquerda foi a grande derrotada. A CDU perdeu, globalmente, 4 câmaras, (de 32 passou a 28), e o BE ficou reduzido à sua própria insignificância. Depois das performances conseguidas nas europeias e nas legislativas, não consegue definir um eleitorado próprio, e assim, os eleitores que lhe ofereceram os bons resultados anteriores regressaram à base, ou seja, ao “ps” e ao PSD.
Uma das ilações lógicas a tirar é a de que os “socialistas” continuam a ser a força de direita mais consequente, já que, para além da troca de câmaras entre os partidos de direita, são os socialistas que conseguem “roubar” autarquias à CDU.
Aqui na Figueira nada de novo. Mudou a câmara do PSD para o ”ps”, o vencedor, o que não é novidade nenhuma, nem tão pouco trará novidade, pois como é sabido os “socialistas” já lá estiveram 20 anos seguidos, e, portanto, já são velhos conhecidos. De novo mesmo foi o fim das maiorias absolutas que já durava no concelho desde 1989 e a entrada de dois vereadores de uma lista supostamente independente, mas muito ligada a um dos ramos dos interesses imobiliários (o outro apostou na lista vencedora).
Houve também vencedores e perdedores individuais.
Vamos aos vencedores: José Elísio, ex-vereador da maioria cessante arrasou em Lavos ao arrebatar a Assembleia de Freguesia com uma lista independente chamada “Ou vai ou racha”. Foi e rachou. Carlos Simão, actual presidente da freguesia de S. Pedro com o apoio do “ps” e do PSD em 2005, e que desta vez perdeu o apoio dos “socialistas”. Conseguiu manter a maioria absoluta com 5 lugares contra 4 do “ps”, tendo a CDU perdido o lugar que ocupava.
Entre outros vencedores pode-se também destacar o porco no espeto, as minis e as febras, sem esquecer o conhecido empresário Aprigio Santos, este sim, talvez o verdadeiro vencedor no sentido estrito (em encaixes futuros). O popular Quim Barreiros também foi, ele próprio, um vencedor, quanto mais não seja pelo cachet que cá veio facturar.
E, agora, os perdedores: além de mim próprio, a CDU, que perdeu um mandato na Assembleia Municipal e não conseguiu eleger um vereador e Duarte Silva que, além de perder as eleições teve mesmo assim que pagar o cachet ao Quim Barreiros.
O meu amigo António Agostinho e o candidato do “ps” a S. Pedro, António Samuel. Sobretudo porque Agostinho que edita o blogue mais visitado da Figueira, apontou as baterias contra Carlos Simão a favor dos “socialistas”. Saiu-lhe o tiro pela culatra, e acertou-lhe num pé.
Dos figueirenses é que não sei dizer se foram vencedores ou perdedores. Porque foram eles soberanos na escolha de quem querem para os governar. Se por um lado vão continuar a pagar a água potável mais cara do país, por outro lado continuarão a ver os seus lixos serem recolhidos pelo patrão do melhor jogador de bola do mundo, esse farol da lusitanidade.
E pronto, se houve mais vencedores e perdedores que, por lapso, me tenham escapado aqui deixo as minhas desculpas aos esquecidos.

sábado, 10 de outubro de 2009

Um bélico Nobel da Paz


O próprio Obama considerou “irónico” ser distinguido com o Nobel da Paz no dia em que se reúne com o conselheiro de guerra para avaliar a necessidade de reforçar a presença militar no Afeganistão.
Não é a primeira vez que a atribuição deste prémio nos deixa atónitos, o que contribui para o seu próprio descrédito.
Além do aumento da beligerância naquele país, há ainda a considerar, na ainda curta administração de Obama, a continuação da ocupação do Iraque, a manutenção do embargo e bloqueio a Cuba, o reforço do apoio ao narco-terrorista colombiano Uribe bem como o fechar de olhos para o que se passa nas Honduras.
De admirar mesmo será o prémio nunca ter sido atribuído a George W. Bush. Mas, por este andar, ainda o veremos ser atribuído, a título póstumo, ao "tio" Adolfo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Que rumo? Porque vai o mar um cão

Augusto Alberto

A blogosfera por vezes é inconveniente, porque nos traz coisas que deixam os mais puristas escamados. Mas façam como eu, sorriam, após tomar nota do cartaz que a JS plantou pela cidade, acusando o actual presidente da Câmara e o candidato da lista independente, Eng.º Daniel Santos, pelos atrasos dos últimos 8 anos. Pois sim, é preciso dizer aos jotinhas, com um sorriso e a seguir perdoar-lhes, porque são inocentes, que mantenham o cartaz até à próxima campanha eleitoral, dentro de 4 anos, com uma condição, prolonguem o espaço à direita porque ou muito me engano, dará jeito para lá plantar a fotografia do juiz Ataíde e a mãozinha partida do P.S, caso sejam poder de novo nesta minha cidade. Assim, sem mais, eu explico.
Li o desdobrável “Figueira com rumo” e cocei-me. Porquê? Porque voltam ao parque desportivo de Buarcos, que ninguém, após mais de uma década, consegue desenrascar. Continua morto. Rever o PDM e o PU, outra vez. Cuidemo-nos, porque estas revisões custam caros às cidades e aos cidadãos e tem por hábito deixar os mais atentos com os cabelos em pé. Mas o mais espantoso, foi um cartaz que durou 24 horas, e que me fez esfregar os olhos quase até à dor.
Compromisso com a cidade. Construir a via que ligará Buarcos a Quiaios. Uma boutade, disse eu. E em cheio, porque em 24 horas o cartaz foi retirado. Receio que a ousadia tenha custado um telefonema da Cimpor a perguntar; -que é lá isso de querer passar com uma via pública por terrenos privados? Evidentemente que o cartaz fez marcha à ré e eu desde já vos digo, só por estas 24 horas festivas e de embuste, lamento dizer, mas este juiz Ataíde nem um voto merece.
Compromissos a seguir, uma aldeia do mar e um passeio verde. Pela amostra dos cartazes, creio que seja a vaga recuperação de ideias retiradas do baú onde os socialistas esconderam o socialismo e que resultam de um estudo realizado por uma empresa que por cá assentou arraiais há muitos anos, com forte relação com uma colectividade local, de que o Presidente da Câmara, à época, era o Presidente da Assembleia Geral e em boa verdade, o seu tutor, e que a única coisa que fez, foi estudar a cidade, disseram, e ensacar o dinheiro devido e levantar amarras. Ficaram os papéis e por isso, eu acho que para além do referido cartaz ter de acrescentar espaço, desde já deverá incluir, também, não a fotografia do último presidente socialista, Aguiar de Carvalho, que contratou o referido estudo à GITAP, mas a mãozinha partida do PS, porque o rosário de coisas feias e também de atrasos, não foram obra de um único homem, mas de todo um partido, que durante boa parte de quase 2 décadas, governou sem amor. Há na actual lista do Partido Socialista gente que sabe bem do que falo.
Aliás, o Partido Socialista nesta matéria, continua em falta e isso só lhe reforça o ziguezague, porque para além do conjunto dos compromissos de que hoje fala, deveria incluir velhas ideias, como a tola da piscina oceânica, a não ser que esta esteja incluída na tal via verde e o atoleimado túnel subterrâneo para a outra margem, que deveria merecer desde já um outro outdoor, a condizer, plantado no local exacto da embocadura.
Para acabar, e a fazer fé, e eu faço, no texto aqui publicado neste “aldeia Olímpica”, pelo Nelson Fernandes, que nos remete para a necessidade do saneamento da câmara, perguntemos, onde vai esta gente buscar o dinheiro para tão vistosas obras? Dir-me-ão, que a fundos de modo vário. Pois é, mas isso não são coisas para um só mandato.
Só posso terminar, dizendo como as matriarcas cá da terra: - ah chopa, vai o mar um cão.
Adenda: sem mais comentários, mas se clicarem têm direito a Cambalache. Façam o favor, por aqui.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Insólito... ou talvez não!!!!!!!

Hoje de manhã os actuais vereadores, deputados municipais e candidatos da CDU às próximas eleições autárquicas foram impedidos de entrar em algumas instalações da Câmara Municipal de Évora. A visita foi comunicada em tempo útil ao ainda Presidente da Câmara.
Em 34 anos de democracia, em todas as eleições autárquicas, as visitas de candidatos aos serviços municipais foram autorizadas com todos os executivos.
A CDU garante que os seus eleitos irão autorizar, nas próximas eleições autárquicas e à semelhança do que sempre fizeram, todas as candidaturas a visitar os serviços municipais.
Repare-se que isto acontece quando há rumores, notícias, perspectivas, possibilidades, da CDU vencer as eleições autárquicas naquele concelho.
Sem mais comentários.

Autárquicas na Figueira da Foz: um breve historial (IX)

2005
O eleitorado continuou a deturpar aquela máxima que diz “em equipa que ganha não se mexe”. Insistiu em não mexer em equipa que perde. Vai daí, os nove elementos da vereação continuaram a ser do “centrão”. Só com uma pequena e insignificante “nuance”: em vez das duas anteriores em que o PSD obteve 6 mandatos, desta vez foram só 5 contra quatro do “ps”. O que, na realidade, não mudou coisíssima nenhuma.
A novidade foi o aparecimento do conhecido fenómeno mediático, o BE, que, desconhecido na cidade e no concelho, conseguiu obter perto de 1000 votos (!!!).
Não admira muito numas eleições em que a única força a aumentar o número de votos e de eleitos foi a CDU. O PSD, o “ps” e o CDS perderam votos em relação a 2001.

Os resultados:
PSD, 15.428 votos, 47,93%, 5 mandatos
PS, 10.666 votos, 33,14%, 4 mandatos
CDU, 2.623 votos, 8,15%,
BE, 980 votos, 3,04%
CDS, 542 votos, 1,68%
Votos brancos, 1.339, 4,16%
Votos nulos, 610, 1,90%
Votantes: 32.188, 57,52%
Abstenção: 23.775, 42,48%
Inscritos: 55.963