domingo, 28 de fevereiro de 2010
Nougaro
Lula em Cuba

Em recente visita a Cuba, onde assinou alguns acordos comerciais e afirmou que o país do Caribe pode sempre contar com a solidariedade do Brasil, o presidente Lula da Silva desafiou o presidente norte-americano Barack Obama a levantar o bloqueio contra Cuba.
Foi ao despedir-se de Raúl Castro, no aeroporto José Martí, que Lula afirmou que Obama deve ter a mesma coragem demonstrada pelo povo americano ao elegê-lo e levantar o bloqueio económico, comercial e financeiro contra Cuba, que se mantém sem que algo o justifique.
HDFF vai perdendo valências
E que poderá querer dizer (a menos que seja só estratégia o sentido de voto dos socialistas, o que, de resto, não seria novidade) que a política actual deste governo PS tem os dias contados e que no próprio “ps” José Sócrates já não terá muita credibilidade. Quando do encerramento da maternidade não houve, pelo menos não me recordo, qualquer pronunciamento por parte dos “socialistas” figueirenses. Agora o que se passa traduz-se por uma reprovação inequívoca da política do governamental.
Diga-se também, em abono da verdade, que os ataques e a política de desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde já passam das marcas.
Diga-se também que será sempre precisa atenção, muita atenção, porque nunca se sabe se o governo conseguirá mesmo assim encerrar os referidos serviços.
Da boa vontade, da competência, dos objectivos políticos dos socialistas penso já estarmos bem conversados. A situação actual do país fala por si.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Savimbi, o traído
Temo que seja difícil. Pela personalidade do próprio. Traidor por vocação, e muito posivelmente por convicção, Savimbi morreu como viveu. Viveu a trair e morreu traído. Nunca teve uma ideia sobre a independência de Angola, nem por ela lutou, serviu o colonialismo, o apartheid, e tranformou-se no homem de mão do imperialismo americano até que este o eliminou quando já dele não necessitava, como fez, aliás, com Saddam e outros, e que já é um comportamento normal.
Além de ter lutado ao lado das forças colonialistas, o que fez à Zambia é um verdadeiro manual de instruções da traição. A Zâmbia, país interior, necessitava do Caminho de Ferro de Benguela. Savimbi logo após se ter comprometido com Kaunda a deixá-lo intacto, dinamitava-o. Aconteceu várias vezes.
Apoiou-se no mais numeroso grupo étnico angolano, os Ovimbundus, refugiando-se no tribalismo quando Angola caminhava para um nacionalismo à dimensão do seu povo e território. Teve sempre muitos bons amigos mas ficará para sempre um incógnita: quem fundou a Unita? O general Costa Gomes? A própria PIDE?
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
FLASHS
com olho de lua
Como se limpam siameses
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Quem me dera ser
Ah quem me dera ser o mar
Onde o teu olhar está navegando
Dobrava o meu ondular
para o teu sonho embalar
e o teu corpo ir conquistando
II
Ah quem me dera ser o mar
Onde mergulhas tua esperança
Fazia teu corpo flutuar
E tudo para te agradar
Merecer a tua confiança
III
Ah quem me dera ser o mar
Onde navegam teus desejos
Sentir o teu coração pulsar
Teu corpo poder acariciar
Inundar-te com meus beijos
IV
Ah quem me dera ser o mar
Onde guardas teus pensamentos
Para teus segredos partilhar
Ao teu ouvido murmurar
A verdade dos meus sentimentos
V
Ah quem me dera ser o mar
Que por ti... é tão admirado
Ter a arte de deslumbrar
Ser eterno para te amar
E ser eternamente amado
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Planos inclinados há muitos

domingo, 21 de fevereiro de 2010
Choveu na Madeira

Vejamos os lucros fabulosíssimos das grandes empresas. Não há crise que os abale. Dá para perguntar para onde vai o dinheiro dos nossos impostos uma vez que se notou que na Madeira, um paraíso fiscal, não há um radar meteorológico que teria permitido avaliar a dimensão do acontecido e assim, contribuído para minorar as consequências.
Segundo o jornal o Público, o climatologista da Universidade de Lisboa Ricardo Trigo, diz que seria importante haver um na Madeira, uma vez que só há dois no país.
Talvez se pense nisso agora. Depois de casa roubada...
De chuteiras na mão
É meu costume passar com regularidade pelo Marcha do Vapor, do meu amigo Rogério Neves, que aproveito para cumprimentar. Fiquei a saber de um seu lamento, após a sua visita a Arazede ao campo do Faíscas, para realizar uma reportagem sobre o jogo de futebol para o campeonato Nacional de Juniores entre a Naval º de Maio e o Atlético Clube de Portugal. Diz o seguinte: - entrei e fiquei de boca aberta pelo que pude apreciar…um excelente sintético com 100x64 com sistema de rega próprio de canhões… A obra custou 400 mil euros, 80 mil contos em moeda antiga". E eu também fico mais ou menos espantado. Primeiro porque Arazede é terra do Concelho de Cantanhede, lugar onde em 1975, em dia de feira, passei maus bocados. E porque também se dizia ser terra conservadora e de origem de muitos pides. Não sei. Conheci alguns, mas nenhum de lá. Mas a grande questão é a da constatação de que Arazede, terra rural, tem o seu belo parque desportivo e a Praia da Claridade, também o tem, mas inqualificável. Por fim, o Rogério gostaria de saber de quem é a culpa. No fim lhe direi.

É sabido que um belo parque desportivo pode ser um belo cartão de visita para uma terra. Sendo assim, aproveito para lembrar aqui um texto que escrevi no ido semanário Linha do Oeste, publicação nº 88, de 30/11/98, com o titulo, “desta vez sai um convite”, exactamente a propósito da relevância de um belo parque lúdico, depois de uma viagem a Bordéus. Convidei nesse texto os responsáveis desta praia a uma visita a Bordéus Le Lac, para aprenderem como se faz e de como aquela cidade só se pode sentir bem, por ter aquele notável espaço.
Quer isto dizer que sendo eu um tipo dos barcos, contudo, aflige-me o estado em que se encontra aquele espaço, que aparenta não ter solução. E se alguém o conhece bem, sou exactamente eu, porque por ali, em condições miseráveis, palmilhei muitas séries de 400 e 1.000 metros. Acredito que os interesses à volta dos terrenos, seja um obstáculo à solução. Mas quem visita esta Praia da Claridade, só poderá exclamar, que na bela praia habitam uns tipos irrelevantes e por isso só podem ser franciscanos.
Mas entretanto também registei bem a entrevista à TV., do nosso novo Presidente, em directo, por alturas da transmissão do Carnaval. À pergunta, como vai a Figueira, responde lesto: - vai muito bem. Vamos iniciar a construção de um golfe e continuou.
Ora cá está. Dir-me-ão que o turismo exige um golfe. Não me lixem. E os que cá estão, tem direito a quê? A questão caros amigos, e agora cá está a resposta ao meu amigo Rogério, que me desculpe. Aquilo que se tem feito nesta cidade, desde há muitos anos, são dois modos de fazer politica. Uma populista e outra tão reles como anterior, de classe. Eu bem sei que vai haver gente que rirá. Mas se acham que não, resolvam então o que há muitos anos parece não ter solução e que tem a ver com as necessidades das pessoas, porque em boa verdade, os dirigentes desta formosa Praia da Claridade deveriam ter vergonha de os seus filhos serem abrigados andar com as chuteiras na mão à procura de um sitio para fazerem em segurança aquilo que mais gostam. Dar uns chutos na bola.
Mas isto tem responsáveis Rogério. Pois tem. Tem sido todos os figueirinhas que com as suas artes têm permitido que esta gente continue a decidir, incluindo muitos paizinhos destas belas crianças. Pois é!
Com um abraço, Rogério, e grato pelo teu texto. Não há que desistir.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
A cidade e as vilas (ainda)
"Só há uma treva: a ignorância" (Shaskespeare)
Para criminosos é quanto basta

E agora chega-nos a notícia de como umas centenas de militares, muitos deles sem noção, foram expostos a radiações nucleares, no Saara argelino, no sentido de serem as cobaias do plano nuclear francês. Esta não é matéria nova. Também os americanos nos idos anos 50, usaram os seus desertos para semelhantes processos. Aliás, as práticas de abusos, ainda agora, nesta matéria, são conhecidas. Refiro aqui o modo como os americanos tratam as coisas na pequena ilha de Viesques a sudoeste de Porto Rico, local de todo o tipo de experiências com o mais variado tipo de bombas, incluindo nucleares. Evidentemente que a população, por muitas e diversas vezes pediu o fim da saga, e que os americanos os deixem em paz, mas os seus desejos não chegam para derrubar os interesses do império, como é bom de ver. E quanto aos franceses, é conhecida a resistência de movimentos pacifistas e ecologistas às suasexperiências nucleares no Atole de Mororoa, no departamento (ultramarino) da Guiana, com enormes custos na biodiversidade e na qualidade de vida dos nativos.
Aqui chegados poderemos concluir que estas experiências dirão respeito sobretudo ao estado francês e ao seu povo e inclusive, admitir que os próprios franceses as acharam e acharão por bem, porque contribuiram para a sua própria segurança e da democracia em que vivem. Sem dúvida! Mas a questão, vistas as coisas por outro prisma, não será essa. O importante é saber que moral tem esta gente para exigir aos outros, aos do eixo do mal, a moral que eles próprios não tem.
Em boa verdade, o mundo há muito que está a ser dirigido por fascínoras que usam a mentira e a desinformação para conseguir levar a água ao seu moinho. Por isso, esta coisa vai acabar, como sempre, com um pedido de desculpas. Porque, para criminosos, é quanto basta.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Distracções

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O negócio do carimbo

No estado em que isto está era suposto pensar-se que batemos no fundo. Em 2009 a banca lucrou 4 milhões por dia, mais de 37 mil empresas encerraram, o desemprego além de assutador começa também a ser descontrolado, os casos de corrupção começam a vir ao de cima a uma velocidade estonteante. Não faço ideia onde estará a crise senão estiver na falta de vergonha, de honestidade, de dignidade dos governantes que temos tido.
Pior, seria impossível. Seria, mas, imagine-se, não é. Eis senão quando aparece um carimbo, tal qual a cereja no topo do bolo, a demonstrar que a desvergonha, a insolência, a indignidade não têm limites. E pior, pior, é que jogam com uma tremenda falta de capacidade de indignação de uma grande maioria. E é esse o perigo.

