domingo, 12 de maio de 2013

A ponte é uma passagem...

E se os figueirenses, nas próximas autárquicas, optarem por alternativas em vez de insistirem em alternâncias? 
Não era uma boa ideia?

Muita cara de pau

Sou pela liberdade, até reconheço o direito de qualquer proxeneta ter uma simpatia clubística. 
Agora que qualquer proxeneta confunda a beira da estrada com a estrada da Beira é que me faz passar dos carretos. O ordenado perfeitamente pornográfico desta besta é muito mais maléfico para o PIB do que qualquer vitória de qualquer equipa de futebol. Porque há muitas destas.
Agora, que o país necessita, urgentemente, de se ver livre de semelhantes aberrações, não restam grandes dúvidas.

sábado, 11 de maio de 2013

VP - Vintage Pereira

Isto de imitações já devia ter limites. Victor Pereira, o treinador do FCP, devia pagar direitos de autor ao campeão Carlos Lopes, pois já é a terceira vez, em dois anos, que o imita na estratégia. Deixar os adversários irem para a frente, para se cansarem, e depois dar-lhes o chamado golpe de misericórdia vai deixando de ter piada. 
Par o ano que seja um pouco mais original, carago.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Imperfeições


Augusto Alberto (texto e foto)

 Ainda hoje, refinados coirões têm por hábito afirmar que, não havendo a sociedade ideal, a democracia que conhecemos ainda é a menos imperfeita. Permitam que discorde. A democracia, tal como a conhecemos, é perfeitíssima, para os que nela manobram com êxito.
Dei conta desta verdade, quando descobri o enigma que me perseguia há algum tempo. Saber por onde anda a “mula”, Jacinto Capelo Rego, das malas carregadas de euros, depositados em tempos não muito distantes, numa dependência do BES, ao Chiado, a favor do CDS/PP. Desde essa aventura, ninguém lhe pôs a vista em cima, mas, quem sabe?, por indicação de Portas, não tenha sido quem levou novos maços de notas, verdes de dólares, da Casa Branca até Cabul.

O New York Times considera que esse dinheiro foi usado para subornos e cobrir despesas, imperfeitas mas leais, a favor do presidente Karzai. Não existe, como vemos, neste caso, evidentes imperfeições.
Mas de que imperfeição falará o cidadão valenciano, Adrian Garcia, a quem o hospital Arnau de Vilanova, retirou uma prótese colocada num joelho, porque a família não pôde pagar os 152 euros devidos?
E de que imperfeições falarão, os cerca de 300 motoristas e guarda-freios da Carris, (muitos deles votantes em Portas, Coelho e Seguro), que chegam ao ponto de desfalecerem, porque só comem um iogurte por dia? E por ironia, que impenitente imperfeição existe em Cuba, que não dispõe de reservas de petróleo e de gás, como por exemplo, o colosso africano, Nigéria, que apesar, em cada esquina a fome abunda.
Não possui grandes rios, capazes de produzir energia limpa, como o país que tem 1 milhão e 500 mil desempregados, milhões de emigrantes e milhões de famintos. Portugal! Não possui riquíssimas florestas, como o Bornéu ou o Brasil, cujas miseráveis favelas, são postais, que faz salivar de gozo os “trusts” madeireiros. O que possui é muito pouco e ainda por cima na década de 90 do século passado, viveu um preocupante afundamento, que obrigou Fidel a descer à “la calle”, para continuar a pedagogia. Contudo, apesar destas dificuldades, reconhece a FAO, erradicou a fome.
Ah! Mas as liberdades! Bem sei. A cada instante vão-me falando delas. Em referência a Karsai, à Casa Branca, a Portas e Capelo Rego, apesar de eu ter a liberdade de utilizar os piores adjectivos para os qualificar, isso não indica que deixem de ser quem são e nós continuemos a ser quem somos. Eles párias e muitos de nós, objectos quase, mantidos em pé, com um iogurte. 
Pensemos bem, caro Olímpio Fernandes, porque se castiga a Ilha, que não tem recursos naturais, como continua a ser usual noutros lados, sempre à custa da política da canhonheira, nem as seráficas “liberdades”, mas é reconhecido como modelo social em organismos internacionais. Lembro que a 4ª frota, continua a marear as costas da América Latina e da ilha, e até houve, em 1961, uns tipos amortalhados na Praia Giron, que tinham como fim, manter a miséria no campesinato, o desemprego no operariado, os casinos, as putas e os gangsters.
Esta é a imperfeita e embaraçosa Revolução. Pois é!

"... conduzido por seu dono"

cartoon de F. Campos

Com certeza ao costumes dirá nada. Refiro-me ao anúncio feito pelo seu dono, perdão, patrão, de que irá despedir, para já, mais duas centenas de trabalhadores. 
Mas nada que já não estejamos habituados.

Trabalhadores dos CTT concentram-se em Coimbra


Os trabalhadores dos CTT concentram-se, amanhã, dia 10, pelas 16h00, na Praça 8 de Maio, em Coimbra, contra o desmantelamento da empresa, pública desde sempre. 
A mega ofensiva do governo, da troika e de grandes grupos económicos com vista à privatização destes serviços afecta os utentes, os serviços prestados aos cidadãos, nomeadamente os que vivem mais longe dos centros, encarece e diminui a qualidade dos serviços prestados, e contribuirá ainda mais para o aumento do desemprego. Tudo com o único objectivo de obtenção de lucro fácil. 
Note-se que até nos Estados Unidos estes serviços sempre foram, são e serão públicos, o que dá uma ideia da insaciável voragem desta sacanagem que nos governa.
A solidariedade de todos é indispensável para o bem de todos.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Onde é que eu já ouvi isto?

O tartufista Miguel


Augusto Alberto

Está prestes a bater o pau para dar início ao teatro da vergonha, segundo as pancadas, não as de Molière, mas as do senador da Figueira da Foz, Miguel Almeida. Espectáculo, que não correrá nos sítios fechados habituais, 10 de Agosto ou a Figueirense, mas, com a inocência que esperam, pelas praças e ruas do concelho. Nesta cidade, que faz da sua avenida oceânica e da sua respectiva praia a única oportunidade de estar no convívio ou na mais prosaica actividade física de baixa intensidade. Marcha ou corrida lenta, pesca lúdica, recolecção de mexilhão, ripagem de perceves, arrancados na zona da primeira rebentação, ainda habilidosos na arte do bicheiro, com que enganam os polvos, ciclistas de baixa rotação, em regra bem equipados e meninas mais ou menos notadas, consoante vai o tempo. Não fosse assim, esta seria a terra em que viver seria uma estucha.
de F. Campos

Ora acontece que ainda antes de Abril, um figueirense de gema e cotado, num impulso fascizante, criou um imundo cais comercial, mesmo em frente à esplendorosa e mundana Avenida Saraiva de Carvalho. Mudou-se a urbe ribeirinha, mas o vício de escavacar manteve-se.
De tal modo, na terra onde cresceu o pato-bravismo e outros actos coevos, ainda respiram responsáveis por esses actos sofridos. Assim, o tartufista Almeida, santanista de boa gema, quer montar um teatro eleitoral, com vista a fazer esquecer actos de gestão apócrifos, nacionais e locais, como a queima de euros nos arraiais do S. João, a derrota manhosa de um dos actos de cultura de fim de verão, o festival de cinema. A coisa é de tal monta que o vereador, ex-deputado da República e dirigente do Partido da rotatividade local e nacional, PPD/PSD, que quando calha, mete trancas e pregos à porta e chuta na democracia e nas liberdades, aparece agora, como cabeça de um movimento, que se destina a enrolar o passado, de nome genérico,”Somos Figueira”.
Almeida, espécie de diácono dissoluto, com vergonha do passado, lança esperanças nos resquícios à obediência, matriz cerzida por 300 anos de tribunal do santo ofício e 48 anos de fascismo. É capaz de ter razão. Atavismos adiante, já vamos com mais 30 anos de missas cantadas, segundos rituais dos novos santos ofícios ”democráticos”. E pelos vistos, ainda temos para mais 300.
Quer-me parecer, medrosos e obedientes cidadãos, que os teus quinta netos ainda vão ter de lacrimejar. Ai vão, vão…

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Os budas de Kansas City

Augusto Alberto


Nas minhas deambulações pela rede, cheguei a duas notícias que me sobressaltam. Primeiro, fui ter ao sítio que dá conta de um congresso que se realizou no passado mês de Março, com o propósito de discutir e promover o conhecimento e a preservação dos edifícios da arte Deco, na cidade de Havana. O sitio, trouxe-me memórias da minha visita à cidade, onde muito provavelmente, nunca mais voltarei, porque os cabedais dão para a bucha e para alguma ajuda aos mais novos e para pouco mais. Contudo, mesmo se possibilidade de regresso, rejubilo, porque, afinal no país das catacumbas do pensamento, as pessoas reflectem de forma avançada, contrariando correntes vozes de burro. E como vozes de vozes de burro não chegam aos fins, acrescento o que de importante se diz, sem censura:

Parte do nosso objectivo é fazer ruído, disse o director do Museu Nacional de Artes Decorativas. Se nós em Cuba não reconhecemos o valor destes edifícios, como é que podemos esperar que os estrangeiros o façam? A falta de recursos, a alta humidade, o ar salgado pela água do mar…são algumas das razões para o mau estado de conservação da maior parte dos edifícios. Muitos precisam de obras de restauro… mas esse é um investimento que nem todos os proprietários podem fazer.
Havana, inteligentemente, recusa substituir a sua matriz urbana, pelo maniqueísmo do vidro ou do betão, como acontece em tantas das nossas vilas e cidades. Pelo contrário, procura, apesar de meios escassíssimos, como observei, manter a identidade urbana, usando a reabilitação. As boas revoluções tem como inteligente não destruir o que de bom está feito.
O segundo sobressalto, vem na esteira do que se refere, com cada vez mais frequência, à miséria americana. Em Kansas City, Las Vegas, Nova Iorque e Nova Jersey, conta-se, que as autoridades se têm deparado com milhares de pessoas, muitos, veteranos cansados das guerras, a viverem em tendas ou túneis escavados, rodeadas de lixo. Há, pois, claramente uma diferença nos sonhos. Cuba, procura o sonho de reunir energias e meios para conservar o registo urbano da sua art Deco e por essa via, melhorar a qualidade paisagística das suas cidades. Nos Estados Unidos, o embuste acabou com o sonho, porque muitos cidadãos vivem como ratos ou com os ratos. Assim a modos como viver numa montanha do Afeganistão. E então, é justo perguntar: Que diferença há entre saber da destruição dos budas de Bamiyan, (património cultural da humanidade), no Afeganistão, e a destruição das vidas, (património humano da humanidade), nessas cidades americanas? Ambas são vítimas de talibãs.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Make peace, not war


Augusto Alberto

Para quem não sente os encantos da corrida, a cidade de Boston será recordada unicamente pela irracionalidade do atentado sobre a meta da sua maratona. Chicago tem também a sua maratona, muito apreciada, porque o seu traçado em ligeiro declive, coloca-a ao jeito das grandes marcas. Mas, por ventura, a maratona de Nova Iorque é a mais universal e copiada, porque ao longo do percurso, tocam grupos de jazz, folk e rock, para animar a cidade e os atletas vindo de todo o mundo.
imagem do Bronx
 Nova Iorque é sensacional! Nela coabita a grande finança com lojas de marca. Tem o Central Parque, a magistral Filarmónica e o Carnegie Hall. Dali, um homem genial, mas reaccionário, Bernstain e os seus concertos para jovens, trouxe-me à minha definitiva apetência melómana, ainda no tempo da TV a preto e branco. A Nova Iorque chegou também do ballet Kirov de Leninegrado, Mikhail Baryshnikov, para ensinar a dança clássica que os americanos desconheciam. Algumas zonas têm pedigree, mas hoje outras estão devastadas pela pobreza, à semelhança de outras cidades, como exactamente Boston.
De acordo com um relatório da sua Câmara Municipal, cerca de 46% da população, em 2011, era pobre ou quase-pobre. Muitos sobrevivem com senha para a comida. Que despropósito! Julgava que as senhas foram coisas do tempo soviético. Pelos vistos, aprenderam rápido!
Nova Iorque, paradoxalmente, está em termos de índices de pobreza, acima de Havana. Que enxovalho! Acima de Lisboa. E a não ser contido o desvario, em breve estará em linha com os índices de cidades como Caracas, capital da Venezuela ou Nova Deli, capital da Índia. A Nova Iorque de que se fala prova que o sonho americano e o capitalismo com pedigree e chiquérrimo são uma utopia e uma trapaça.
Mas é evidente que a actual Nova Iorque, continua a ser terra de gente snob, mas que não passa, seguramente, pelos citados bairros do Bronx, Staten Island ou Queens, os mais batidos pela extrema desgraça.
Quem tem cu tem medo, por isso, quem tem dinheiro não partilha avenidas com vadios. Como cantá-la, então, ao jeito do manhoso, mafioso Sinatra?
E porque oportunamente novas notícias das urbes virão ao jeito de eriçar até o mais santo, ainda que a conta gotas e demasiado difusas, porque não pergunta, desde já, à imponente estátua da liberdade,  como vamos de liberdades? E de bem-estar? Está mal, dirá. E desabafará:Sabes, afinal o capitalismo enganou-me. Não é o fim da história.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Período fascista em curso


   Augusto Alberto

Gritou a mãe, ai o bagulho, quando deu pelo vizinho, no baile dos bombeiros, a acariciar as mamas à filha e soube, dias mais tarde, que lhe rasgou a virgindade. Ai os bagulhos, digo, a propósito da revolução branca. Que politicas caucionaste? Com que direito tratais todos por igual? Branquear, já sabemos, é hábito velho. Talvez por isso, também alguns socialistas desejem ter a sua alva revolução. Entra-se simpatizante, passa-se pelo auto-clave sito na sede ao Largo do Rato e fica-se um independente sem poalha e nódoa. Purificado e com ordem para votar para os órgãos dirigentes do partido ou indicando políticas sectoriais ou nacionais. Contudo, não sendo organicamente militante, deixa do lado de fora responsabilidades estruturais, financeiras, politicas, cívicas, éticas e morais. Era o que faltava! As coisas não correm assim, porque um militante corre, para além da ética politica, por um quadro opcional e de classe. 
De que lado estiveram os militantes eleitos pelo PPD/PSD, PS e CDS/PP; quando se tratou de elaborar e aprovar sucessivos orçamentos do estado, que liquidaram a indústria, as pescas e a agricultura, que nos trouxe à decorrente pobreza? 
De que lado se colocaram esses mesmos militantes quando se aprovou a actual legislação do trabalho, que joga em desfavor do mundo laboral? E que partidos entregaram a Pátria à extorsão, às mãos do Goldman Sachs, do banco central europeu, da união europeia e do F.M.I.? 
Bem sei que muitos tendem a mudar de pele quando o perigo encrespa, mas convêm perguntar, para que melhor se perceba quem nunca mudou. De que lado estão os comunistas? Boa vai ela… Não há como negar, que quase sempre as opções de classe comandam a vida. Só não percebe quem é tolo ou a quem serve a arte da treta. Por isso, ainda que custe, é preciso dizer, que o povo e os militantes de base dos partidos da rotatividade, elegem gente, para para além da ética ser uma ova, por opção de classe, continuam a desejar ajustes de contas com Abril e, ainda que subtilmente, ponham o cravo à lapela. 
Olhai os do finado P.R.D. (partido renovador democrático), e do pacóvio Fernando Nobre, que brancos que foram, após desnatarem a política e bobarem de dulcíssimas pessoas que cuidaram ser tocados por um milagre.
São extraordinários os “Malagridas” de hoje, que, no centro do palco do teatro dos truques, recusam assinalar as verdadeiras causas do terramoto social. Mas há sempre de tocaia um casmurro que lembra. Cuidado com os truques. Está em velocidade de cruzeiro o período neo-fascista em curso.

A luta é um imperativo de dignidade


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Cabotinismo


Augusto Alberto 

Há uns anos apaixonei-me por um soberbo filme do iraniano Abbas Kiarostami, que leva à descoberta de um jovem que na pré-adolescência se fez às frias montanhas do Irão, na busca do sustento para si e para o irmão mais novo, quase paralisado. Almocreve, num corpo frágil, protegido pelos seus companheiros de esforço, homens retesados e lôbregos, assistiu a disputas de fulgurante bestialidade de navalha e varapau. 

Passava fome e frio, mas voltava sempre a casa para revisitar, com desejo, o irmão acamado. Andasse por aldeias, montes e vales, por três ou quatro dias, deixava tudo sustentado, para que ao irmão nada faltasse. A sua estória é uma sucessão de comoventes actos de amor, de um menino que nunca recebeu um beijo nem uma flor. Evidentemente que estes irmãos são de uma montanha do longínquo eixo do mal, para onde fará sentido destacar um enviado especial à hora do bombardeamento que antecede a ocupação por parte de um exército expedicionário. Por isso, quem sabe, um dia a sua aldeia possa ser vítima do efeito colateral, de bombas despejadas por um “drone”, à semelhança do que sucede, com frequência, em aldeias dos vizinhos Iraque e Afeganistão. Esses bombardeamentos, sabemo-lo, ficam sempre na opacidade, porque para o asco, não há jornalismo especial.
Finalmente, ficaram os habitantes de Boston aliviados com a captura do rapaz assassino, porque puderam voltar à normalidade da vida. Jornalistas em directo, relataram até à náusea, factos, que em alguns outros distantes lugares, afinal, são só ocorrências do mundo imperfeito.
Mas bom seria que o jornalismo pilha galinhas, que tagarela sobre o “life style” na urbe, lhes explicasse e ao resto do mundo, que em terras remotas existem semelhantes famílias que sofrem, especialmente se são docíssimas mães, meninos de berço e leite ou anciãos cansados da vida, as vitimas das bombas despejadas por um caça ladrão. Lá na montanha, não há a parafernália de carros de exteriores e câmaras, para mostrar em directo, pessoas ensimesmadas, a fazer o nojo do desatino, como nas majestosas catedrais da cidade. Mas, todavia, existe gente, apesar de paupérrima e apertada entre a tenaz das montanhas e intolerantes brutais. Gente nada “chiquérrima” e repulsiva, bem sei, para os padrões coquetes da cidade e por isso, demasiado ultrajada, mas alto lá, chega de cabotinismo.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

E, então, Abril chegou... e

Quer dizer... pronto... não é bem assim... mas só depende de nós cumprir Abril