Augusto Alberto
Resgate, programa de assistência, resgate soft ou mecanismo
cautelar, seja o que isto for. Nunca a semântica foi tão aldrabada para
mascarar e branquear a malvadez. Mesdames Christine Lagarde e Teodora Cardoso,
associada politicamente ao partido socialista, disseram coisas como estas: “não
pensamos que seja preciso um ajuste orçamental brutal até ao máximo”. E, ainda,
que as previsões iniciais do programa da troika e dos Orçamentos do Estado que
se seguiram, foram claramente optimistas... Tem-se a sensação que não se sai do
mesmo sítio. A senhora andou a dormir, ou parece-lhe que todos somos parvos?. E
também o tentacular governador do Banco de Portugal, em referência ao próximo
resgate, compara-o a um extintor, que está ali pendurado e à mão, para o caso
de incêndio, como se o extintor não tivesse chegado muito tarde e a Pátria não
esteja já bem derretida.
Em todo o caso, é preciso adiantar que são os economistas do
Banco de Portugal, de que o senhor Costa é Governador, que declaram que a
diminuição da despesa, a variável, segundo Gaspar, por onde deveria ter
começado o programa de ajustamento, em vez de ter ido pelo aumento dos
impostos, está por sua vez a ter efeitos devastadores sobre a economia e a
sociedade. Infinita desgraça! Até já o Sr. de Lapallice não escapa ao engano. É
terrível! E António José Seguro, na esperança de que a direita aprofunde mais
malfeitorias, antes que seja primeiro-ministro, para evitar o ónus da fúria
seguinte, tíbio, como é timbre, para não ter que afrontar o polvo da finança,
escamoteia o facto de que Portugal não deve pagar a divida ilegítima, (BPN,
BANIF, Swapps, parcerias publico/privadas, etc., cito), porque foi contra o
povo que ela se fez.
A corja entrou na novilíngua ou na linguagem cifrada.
Cifropensamento é a nova abordagem semântica, capaz de manter a opacidade sobre
os factos políticos e sociais e descartar responsabilidades, pelos abusos, pela
humilhação e perda de independência da Pátria, punhaladas e traições à honra, e
evitar falar sobre a pobreza, que se abateu violentamente sobre a suave Nação,
que é a dos Portugueses atolados na definitiva pobreza.
Veja “grande irmão”, o que nos trouxe a inveja e em
acreditar em espertos (que nos prometem moralidade com os movimentos de
independentes, a quem basta uns anitos, para entrar em tédio ou astenia),
noutros trafulhas e troca-cores, (os que passam do laranja para o azul, do rosa
para o laranja, ou do vermelho para o rosa ou para o laranja). Só a verdade é
revolucionária, que é o contrário da conversa de graveto, cavaco, ainda que
desta tenha razão, porque juntar PPD/CDS e Partido Socialista, é ter a corja
juntinha. Tenha dó de si e dos seus netos. Corrija-se!









