quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Cangaceiros e “branquinhos”

Augusto Alberto


Viva quem é demasiado cobarde para solucionar o que decorre da atitude complacente e colaboracionista e deseja, através de lei, resolver as tribulações entre o puritanismo e a promiscuidade. Cito a questão da limitação de mandatos autárquicos. Com efeito, como a lei é cega, para lá de pretender capar quem no poder local se porta mal, castiga também os cidadãos escrupulosos, e não é por acaso. Por isso tem razão quem entende que os que cumprem não podem ser elevados à categoria de ferrabrás, enquanto, pela sua parte, o eleitor, dá o voto aos que borram a coisa pública. Ou não é verdade que tem sido o povo a eleger cidadãos a contas com a ética e a justiça e que, inclusive, em Oeiras, prepara a eleição de um cavalheiro que está na cadeia?
E se quer outro exemplo da pérfida, cito uma lei datada de 27 de Outubro de 1984, era primeiro-ministro Mário Soares e vice primeiro-ministro um tal Rui Machete, (o de negócios particularmente especiais), que deu entrada na Assembleia da República sobre a proposta de lei n.º 88/III, que regulou até 2005, e ainda produz efeitos nos vivos, e são alguns, o estatuto remuneratório dos titulares de cargos públicos. O PCP, pela voz do seu deputado, José Magalhães, (mais tarde um admirado trânsfuga), disse: inaceitável é ter havido no actual quadro social e político, uma iniciativa governamental…que corrobora os altos vencimentos governamentais e que aumenta escandalosamente os vencimentos dos deputados, não considerando…o que isto tem em relação ao prestígio da Assembleia da República e ao cabal exercício das nossas competências. Com estes dois exemplos, ficamos, então, a perceber o modo como o povo estabelece namoro com alguns sujeitos em cargos públicos, que vagamente abjura, ficando, contudo, na esperança que uma lei, em regra subtilmente cega e que não pune, porque é redigida por quem transgride, traga a sanção politica, que em boa verdade, deveria ser de sua exclusiva responsabilidade.

Contudo, antes de terminar, remeto o leitor para a leitura de “Lolita”, de Vladimir Nabokov, que trata, também, de posse, da relação promíscua e puritanismo. Em todo o caso, se é uma alma agitada, tenha cuidado, porque a leitura do romance pode provocar algum formigueiro e euforia na zona da braguilha, aliás, nas antípodas, como se prova, com o que sente no cú, quando elege “branquinhos” para cargos públicos. Medo! Ou ainda não percebeu, que quando vota em cangaceiros e “branquinhos”, leva?     

domingo, 18 de agosto de 2013

O gosto do Rosalino por jumentos e pastelinhos de bacalhau

Augusto Alberto


 O fascínio pela descoberta levou Amundsen, e os seus cães, à terra fria do pólo norte e à glória, como se sabe, enquanto por cá, o povo que passou numa praia perto de casa, com uma mala térmica numa mão, carregada de pataniscas ou pasteis de bacalhau, contados e numerados, porque é preciso balizar logo à saída de casa os apetites provocados pelo mergulho, não vá o mais novo da prole atacar à tola o petisco e deixar os mais velhos a chupar no palito, e na outra, o chapéu-de-sol, porque os meios já não dão para a inigualável barraquinha, que protege da nortada, se atira à água fria e de regresso, regressa, avante o pleonasmo, à frieza da vida e acabrunhado como um cão, metáfora do abandonado, porque essa coisa de ir para o Algarve e além-mar, foram viagens que acabaram, o inenarrável secretário de estado Rosalino, fascinado também pela descoberta, descobriu que as pensões de aposentação da função pública devem estar alinhadas pelo valor do crescimento económico.
Se o crescimento for negativo, o valor da pensão baixará. E como o mais certo é a economia continuar sem crescer, sugiro que comece, cidadão, a fazer fila, após os serviços de jantares dos restaurantes da sua terra, para ir catar a vianda nas sobras lançadas ao latão público, que o manterá, pela manhã, ainda a mexer os dedos dos pés. Se crescer acima de 3%, pois então, a sua pensão amarinhará. Bondade de Rosalino.
Pois eu permito-me sugerir ao Rosalino do raciocínio frio e mão quente, que aplique, retroactivamente o que propõe, a si e à canalha. Que se vão, varados pelo frio e pelo asco, porque há muito tempo fizeram a economia encalhar no glaciar.
Na verdade, Rosalino mão quente, o que pretende, é compensar o roubo de uma pensão mensal, que o Tribunal Constitucional não permitiu, após um amplo movimento institucional e cívico. Mas saiba o cidadão, que a sua pensão não é uma dádiva do Rosalino, mas um direito construído ao longo de uma vida contributiva.

Contudo, enquanto vai andando para a praia mais perto de si, Rosalino e a restante tropa fandanga, magica e alarga o raio, para melhor alcance da mão e sem respeito, prepara-se para pilhar a sua arca, mostrando à evidência, que a canalha, para além de um apetite dionisíaco por swapps, o fascínio por jumentos alimentados a 310 euros, tem também fervor por pastelinhos de bacalhau. E por animaizinhos sem espinha, nem queira saber.

domingo, 11 de agosto de 2013

Procópio, meu vizinho e sábio fascista, sempre teve a solução

Augusto Alberto

Fidel é um ideólogo inútil. É mentira a sua mensagem sublinhando que nenhuma criança cubana se deita com fome. Sabem bem os obstinados anti-comunistas de plantão que, em Cuba, milhares de crianças deitam-se com a barriga vazia, apresentam-se na escola presos por grilhetas à volta dos tornozelos e com os pés a sangrar pelo chão e o ventre dilatado pela subnutrição, em linha com as barrigas redondas de África, América Central, do Sul e Caribe. Os êxitos propagandeados pelo regime castrista, não existem. Antes pelo contrário, a bondade está nas agendas do poder financeiro, que controlam os estados chamados “democracias” de topo, com ou sem um PIB acima dos 8%. E para provar, cito três exemplos de arrojado bem-estar infantil:
- Bebés brasileiros recém-nascidos, estão a ser vendidos ou doados ilegalmente em páginas criadas na rede social Facebook…as mães apenas dizem que possuem filhos que não podem cuidar…o valor pedido por cada bebé pode ir até aos 3.300 euros.
 - A Comissão dos Direitos Humanos da Índia, (a maior democracia votante do planeta, como bem gosta de referir o anti-comunista de plantão), está a investigar o caso de um bebé que foi vendido três vezes em dez dias.
- A televisão paquistanesa está a transmitir um talk-show em horário nobre, em que bebes abandonados são doados. Os bebés foram salvos pela organização não governamental, Chhipa Welfare, que faz buscas em lixeiras e outros locais remotos.
Que coisa linda, nascer e ser abandonado de imediato numa lixeira de uma democracia, um voto, um homem. Sabemos por simples estatística, que se o bebé sobreviver e crescer no meio da podridão e escapar aos abutres, aos cães e aos ratos, será um homenzarrão ou mulherzona. Não hesite em fazer a prova! Visite a grandes lixeiras de Nairobi, Dacca e Deli. E continue por uma favela do Rio, nas ruínas do Haiti, ou num desengonçado bairro de Detroit, ou mergulhe no Ganges das águas macilentas. Afinal, razão tem Fidel para caçoar. De que vale um PIB altíssimo, se um punhado de facínoras, tantos como os dedos de uma mão, leva a parte de leão?

E já agora, tenha em conta o que dizia Procópio, meu vizinho e sábio fascista, de quem Pedro Lomba, treteiro, filho do SNI e do Ferro, (personagem sidonista, salazarenta e mussuliniana, que simultaneamente harmonizou o sebastianismo, o pinderiquismo cultural e a política do espírito e da privação), se aproxima. Em situação de emergência social, umas sopas de cavalo cansado sabiamente testadas, são solução.     

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Na feira da Tocha, aos chuços

Augusto Alberto


Quem é Cristina Espírito Santo, filha de Jorge e Kiki Espírito Santo? Uma tia com palacete na quinta da marinha, talvez. Tem pedigree, porque é de família de ilustres banqueiros, que sucumbiram, mas que aos 40 dias ressuscitaram, após a morte “formal” do fascismo. É notícia, porque como no passado, prova como a decadência geral da Pátria, vai de par com a decadência ética e cultural da burguesia: “tenho uma casa de férias, a par de outras famílias gradas da república, na herdade da Comporta, para onde vou e faço uma vida simples” (após meses de cansativas e prodigiosas tarefas, como pesquisar o PSI 20, o Nasdaq, a Euronext, Tóquio, e a City, os offshores, umas tardes de lagosta, verde, champanhe e tea e uns jogos de canastra com outras Kikis, adivinho eu), “e estou lindamente, como se brincasse aos pobrezinhos”.
Ah! Cristina é uma infanta da elite, só não sei se republicana. Mas tanto faz! É possível que na companhia de outros bafientos, tenha estado na missa de apresentação do novíssimo cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, na igreja de Santa Maria de Belém, aos Jerónimos. Se esteve, beijou com toda a certeza a mão ao padre, que entende que as absolutas mulheres cristãs, na esteira do movimento nacional feminino, devem reflectir sobre a diáfana pobreza e ficar em linha com o intendente Manique, o conde de Abranhos ou dona Supico Pinto, figuras seculares da elite, muito dada a fabricar a fome e depois a torcê-la, à custa das sopas, pãezinhos e de uns chuços para os pés.
Contudo, é preciso que saiba quem suporta a vida ociosa desta gente. Logo, Cavaco, o mago da economia, que a vê alinhada com os interesses da família Espírito Santo e nunca com os seus, que trabalha à peça, ao dia ou ao mês, por 350 euros e que viu, por acção de um grupo de deputados, reduzir com força de lei, o valor da indemnização por cessão colectiva do seu posto de trabalho, de 30 salários por mês, para os 12 salários. E nesse grupo de quadrilheiros que o lixa, está, escarnecendo sobre a incompatibilidade ética, entre outros incompatíveis do PPD e CDS, o dândi Miguel Frasquilho, remexido quadro do “BES”, banco da família a que a Cristina pertence.

Está a ver! Por mau uso do voto, anda há 36 anos a eleger quem a seguir o vai roubar e desse modo, consegue dar sossego à ladroagem e fintar a luta de classes. Por isso, Cristina vai continuar a flanar sobre o PSI 20 e os offshores, para depois subir a avenida para vestir na Voiton, enquanto o cidadão só consegue comprar baratinho, na feira da Tocha, umas pecinhas para seu aconchego e dos seus meninos.

Um remédio eficaz...

... contra a desvalorização do trabalho, o desemprego como opção ideológica, as suápes, as ppp's, os sobreiros, os submarinos, os bpn's, os bpp's, os juros agiotas que vamos continuar a pagar ao capitalismo internacional, vulgo troika, a degradação do estado social, do ensino, da saúde, "and so on".


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Afinal, as mesas estavam vazias

Augusto Alberto

Jean Luc Mélanchon, líder da Frente de Esquerda Francesa, soma de uma divisão no P.S., mais o Partido Comunista, afirmou que a social-democracia é um produto tóxico. Cavaco, que lidou lindamente com o fascismo e se fez social-democrata afortunado, confirmou-o. Chamou há dias a um tóxico tagaté, o PPD/PSD, enxame de gente péssima, o CDS/PP da batina e caridade, mais o P.S. da navegação à vista, convencido agora, ter aproado ao socialismo modernaço. E para não ser enganado, pôs lá um cipaio para assentar a torpeza das conversas, munido de um caderninho. Todavia, Cavaco pretende alargar a base social de apoio, com vista a engordar ainda mais os assaltantes do poder.
Personalidades e parceiros. Distribuídos por comentadores, politólogos, advogados, banqueiros, jornalistas e outros serrabecos, que são quem ordena que se faça, porque foi para isso que pagaram as campanhas que o levaram a 1º ministro e Presidente. A isto, chama-se ordens de classe.
Que se executem, pois, os pagamentos dos juros aos agiotas e avancem as farândolas no BPN, por enquanto o segredo mais bem guardado dos gentios da politica nacional, do Banif, das SWAPS, e das parcerias público-privadas, de que cavaquistas, quadros da rosa e loquazes sucateiros, foram superiores destinatários, e agora, nesta hora medonha, ainda manda que se atrele o P.S. ao velho jargão da “união nacional”, para os adorados filhos e netos transversos do fascismo, melhor enterrarem o focinho no pote.
Desse modo, faz todo o sentido citar um velho ditado, que diz: “todo o burro come palha, depende é do modo como se lha dá”.
Em breve, saberemos que palha vai ser destinada à direcção do P.S e o modo como a comerá. Vai ser muito interessante estar atento aos próximos movimentos das peças no tabuleiro, onde se joga a política. Sendo certo, que a prudência aconselha, que em ralação ao P.S., se coloque um olho nos seus dirigentes e o outro, nos “burros”. Por isso, espera-se desta feita, que a base seja lúcida perante a possível ofensa, sob pena de concluirmos, que a base “socialista”, é tão responsável por esta desgraça, como a sua direcção. Ou tu, meu colega de conversa virada ao mar, ainda dúvidas?

E para que o fogo naquelas horas videirinhas  não devorasse pelas entranhas o Largo do Rato, logo o Bloco de Esquerda, maganão, tratou de lançar espuma salvadora, enquanto aproveitava para entrar e verificar se em cima da mesa, já estavam as taças repletas de champanhe. Todavia, verificou com desgosto, que as mesas estavam vazias.

José Afonso

José Afonso faria hoje 84 anos.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Ainda faltam mais de cem!

Augusto Alberto 
    

Estamos no tempo em que comentadores e politólogos vomitam a vulgata que sustenta o caos para garantir o regime. Seguindo este raciocínio, cito uma recolha de opinião feita na Grécia, que diz que a grande maioria dos gregos está a favor da dispensa de funcionários públicos, após aprovado o plano de reestruturação da Administração Pública. 70% são simpatizantes da Nova Democracia e do Pasok (socialistas), a coligação de direita e 47,7%, são da “esquerda” radical, Syriza, (um ambíguo bloco).
É justo perguntar se o resultado pode ser idêntico, se estudo semelhante for realizado em Portugal? Pode sim! Algum povo que ainda vai tendo emprego, às vezes tão vil que só permite tomar pela manhã, o chá simples e duas bolachas, dá-se ao mais mimético preconceito, porque supõe que caminhando entre os pingos da chuva, passa sem empapar as bolachinhas. Muitos provarão do fel, por não terem percebido a tempo que a diabolização “do outro”, é a retórica que coloca a elite sebenta, a assegurar a miséria geral. (Quantos chutos mais terão de levar os professores e outros grupos profissionais, com a mania das grandezas, até perceberem a crueldade e a iniquidade e que o desumaníssimo axioma, é o colapso?). De qualquer modo, no estudo não se refere como tendo opinião semelhante, os comunistas. E assim deve ser!

É com efeito nas curvas mais apertadas, que pessoas, Partidos e associações cívicas, mostram a tenacidade, por mais que a ofensa seja abjecta e truculenta. Todavia, no oposto, acreditam “democratas”, o mesmo em que acreditaram os fascistas, em mais de quatro décadas. Que prendendo, assassinando e blasfemando, não havia fim, tal como a actual elite acredita que nunca será desfeiteada. Enganaram-se os fascistas e enganam-se os “democratas”. Também na América Latina, acreditaram os “brancos”, que seria eterna a escravatura, mas ao cabo de mais de século e meio depois de Bolívar, “a política deve dobrar os joelhos perante a moral…porque devem ganhar os que nada tem, porque são sempre muitos…”, e após Fidel e Chavez, é hoje um caleidoscópio, ao contrário, infelizmente, da Grécia e de Portugal, em que os efeitos tramontanos do fascismo, permanecem e são severos. Com efeito, só levamos 40 anos de democracia elitista, (o fartar vilanagem), e para chegar aos 150, ainda faltam mais de cem. Contudo, será desejável aprender com as boas lições. Que não se avança para a democracia enquanto os explorados fizerem coro com os exploradores. Assim é, concluiu do pior modo o “jumento de carga”, quando o agiota lhe colocou no dorso, ao fim de 22 dias de trabalho útil, o valor de 310 euros. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Violência e solidão

Augusto Alberto

    
Está enganado quem julga que os movimentos sociais nos Estados Unidos vivem em estado vegetativo. A cidade de Detroit, há poucos dias, acordou com tremenda repressão. E numa praça de Nova Iorque, ocorreu público apoio ao “espião” Snowden. Para quem duvida do carácter criminoso do império, como avisou Snowden, começo por lembrar os crimes de sangue da companhia United Fruits, a operar na América Central e Caribe, que com a colaboração da máquina de guerra dos Estados Unidos, (a famosa 4ª esquadra), e a sua rede de embaixadas, impôs implacáveis ditaduras, (as repúblicas das bananas), e em 2007, já com a designação de Chiquita Brands, ao serviço de Bush, aprontou na Colômbia a morte de dezenas de camponeses e sindicalistas. Contudo, em Cuba, em 1959, foi expulsa, para não mais voltar. Voilá! Esta é a espinha que apoquenta. 
E no Brasil, o império deixou um rasto de desmandos ecológicos, quando da passagem dos interesses petroleiros para a elite brasileira. Cientes da volatilidade do assunto e desconfiados com a agressividade dos Estados Unidos, as Forças Armadas do Brasil, adoptaram procedimentos preventivos para o caso de haver uma intervenção militar estrangeira na Amazónia. Refiro preocupações públicas do General Ítalo Fortes Avena, Comandante da 8ª Região Militar, que mostram o nível de consciência adquirida pelos militares brasileiros, quanto à cobiça que demanda sobre a Amazónia.
Sendo uma miríade de recursos que mantêm o 1º mundo muito nervoso e constantemente a salivar, não é de admirar que o Brasil seja um dos alvos prioritários do sofisticado programa de espionagem do governo dos EUA, à escala mundial. Não despreze os contributos, tanto de Snowden como de Assange, para a compreensão da voracidade do grande capital, mas também, para o alto grau de violência, porque quando a coisa não vai a bem, vai a mal. Contudo, a Europa, perante os factos, primeiro, resigna-se e depois lobriga migalhas. De todo o modo, nem toda a gente se verga. Para melhor compreensão, sugiro que leiam o poema de Neruda, “La united fruits Co.”, e ainda, o tremendo romance de Garcia Marquez, “Cem anos de solidão”.

O grau de consciência individual, é a soma das experiências individuais e colectivas. Daí que apreciar, hoje, o enorme duelo ideológico, é fundamental. As forças progressistas asseguram pequenas vantagens, todavia, tudo é incerto, porque o inimigo é letal. Assim, escutemos agora, o talentoso respirar do espantoso caleidoscópio, centro e sul-americano.   

Cavaquistão em perigo?

Com a violência já demonstrada pelos sucialistas, quer em abstenções quer em assinar pactos de agressão contra os interesses do país, o Cavaquistão bem pode pôr as barbas de molho.
E, se reparardes bem na fotografia, pelas setas indicadoras da direcção do avanço bem se pode calcular que nem os "coimbrinhas" escapam.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

"É fartar, vilanagem"

 
Segundo notícias, provavelmente crediveis, o novo ministro das negociatas estrangeiras é um dos homens do BPN e do BPP. Facto ignorado na sua biografia porque, segundo também notícias, provavelmente credíveis, da biografia constam apenas funções públicas. Tudo bem. Mas não deixa de ser um homem do BPN e do BPP. E do PSD, acrescento eu. Além de se ter em conta que o dinheiro que o contribuinte "meteu" nesses bancos, e vai continuar a meter até se cansar, naõ deixar de ser considerado um acto público.
Continuamos é a ser governados por canalhas, é o que é. Talvez muito boa gente comece a entender a expressão, muito querida da Direita: "menos estado".

domingo, 21 de julho de 2013

Cifropensamento

Augusto Alberto
    

Resgate, programa de assistência, resgate soft ou mecanismo cautelar, seja o que isto for. Nunca a semântica foi tão aldrabada para mascarar e branquear a malvadez. Mesdames Christine Lagarde e Teodora Cardoso, associada politicamente ao partido socialista, disseram coisas como estas: “não pensamos que seja preciso um ajuste orçamental brutal até ao máximo”. E, ainda, que as previsões iniciais do programa da troika e dos Orçamentos do Estado que se seguiram, foram claramente optimistas... Tem-se a sensação que não se sai do mesmo sítio. A senhora andou a dormir, ou parece-lhe que todos somos parvos?. E também o tentacular governador do Banco de Portugal, em referência ao próximo resgate, compara-o a um extintor, que está ali pendurado e à mão, para o caso de incêndio, como se o extintor não tivesse chegado muito tarde e a Pátria não esteja já bem derretida.
Em todo o caso, é preciso adiantar que são os economistas do Banco de Portugal, de que o senhor Costa é Governador, que declaram que a diminuição da despesa, a variável, segundo Gaspar, por onde deveria ter começado o programa de ajustamento, em vez de ter ido pelo aumento dos impostos, está por sua vez a ter efeitos devastadores sobre a economia e a sociedade. Infinita desgraça! Até já o Sr. de Lapallice não escapa ao engano. É terrível! E António José Seguro, na esperança de que a direita aprofunde mais malfeitorias, antes que seja primeiro-ministro, para evitar o ónus da fúria seguinte, tíbio, como é timbre, para não ter que afrontar o polvo da finança, escamoteia o facto de que Portugal não deve pagar a divida ilegítima, (BPN, BANIF, Swapps, parcerias publico/privadas, etc., cito), porque foi contra o povo que ela se fez.
A corja entrou na novilíngua ou na linguagem cifrada. Cifropensamento é a nova abordagem semântica, capaz de manter a opacidade sobre os factos políticos e sociais e descartar responsabilidades, pelos abusos, pela humilhação e perda de independência da Pátria, punhaladas e traições à honra, e evitar falar sobre a pobreza, que se abateu violentamente sobre a suave Nação, que é a dos Portugueses atolados na definitiva pobreza.

Veja “grande irmão”, o que nos trouxe a inveja e em acreditar em espertos (que nos prometem moralidade com os movimentos de independentes, a quem basta uns anitos, para entrar em tédio ou astenia), noutros trafulhas e troca-cores, (os que passam do laranja para o azul, do rosa para o laranja, ou do vermelho para o rosa ou para o laranja). Só a verdade é revolucionária, que é o contrário da conversa de graveto, cavaco, ainda que desta tenha razão, porque juntar PPD/CDS e Partido Socialista, é ter a corja juntinha. Tenha dó de si e dos seus netos. Corrija-se!

Taça de Honra: o Benfica começa mal

Era mais um troféu à medida do "glorioso". Para juntar à Eusébio Cup e à tradicional Taça da Liga, esta também perdida, incompreensivelmente, na época passada. Ontem, na meia-final perdeu com o Sporting por 1-2, depois de ter estado a vencer. 
Uma oportunidade para o Estoril se estrear na lista dos vencedores da prova mais antiga disputada cá no rectângulo., dando continuidade ao brilharete da época passada, com o 5º lugar obtido.
Mas o Benfica não está sozinho. O país também não tem melhoras nenhumas.

terça-feira, 16 de julho de 2013

A todo o pano

Augusto Alberto

Eduardo Catroga recusou, por um momento, ser da direita torpe e tramontana, ao assumir uma posição inteligente e diferenciada a propósito da necessidade de arranjar uma solução que permita devolver esperança à nação. Chame-se também à conversa o P.C.P e o B.E., sugeriu. Mas não só! Adiantou que o primeiro Passos, por altura da 3ª ou 4ª avaliação regular ao programa de ajustamento financeiro, deveria ter aproveitado a ocasião, porque tudo estava a correr tão bem, o país tão disciplinado e cumpridor, para pedir a renegociação da divida.
Sem embargo de não se saber qual o tipo de renegociação que sugere, Catroga assinou, não uma bambochata, mas coisa sobre a qual os portugueses devem reflectir, porque a personagem, no caso em apreço, é de ouvir. Perguntemos, então: Quis Catroga puxar a esquerda até ao proibido risco azul? Não creio, ainda que à Direita desse muito jeito. Tenho a certeza de que os comunistas recusam pisar essa linha. Logo pagariam caro na frente eleitoral e de massas e isso não é de somenos importância, porque liquidado eleitoralmente o P.C.P. e anulado em termos de mobilização social, a seara ficaria à mercê da foice mais capciosa da direita. Ressalvado esse assunto, aquilo que Catroga reconheceu foi que a esquerda afinal tinha e tem razão, ainda que não tenha afirmado preto no branco, porque isso seria um tremendo sacrilégio ideológico, que o programa de assistência assinado pelo PPD, (o partido de Catroga, que ele, no caso assistiu), mais CDS e P.S., foi, é e será sempre uma aleivosia, que está a tirar ao povo, simultaneamente, o sono e o prato da comida da mesa.

Todavia convêm acrescentar que entre o que propõe o Partido Comunista Português e o Bloco de Esquerda, há diferenças e não são poucas. Ao cidadão, compete descobri-las. E desde já, também é preciso considerar, e em definitivo, que o Partido Socialista se prepara para fazer aquilo que sempre fez. Quando a frente social ameaça engrossar, lá vem o P.S. atirar neblina sobre o mar social encapelado, para fazer baixar a vaga. (Se não sabe que a morrinha e a neblina fazem baixar a vaga no mar, e as algas servem para produzir produtos de maquilhagem, fica agora a saber). E assim, vaga em baixo e os coirões a todo pano, a bolinarem por cima.

terça-feira, 9 de julho de 2013

"007 - ordem para espiar a favor de sua “majestade” Fidel

 Augusto Alberto

Frente a Havana, o afundamento do couraçado “Main” foi das primeiras cabalas do império. Foram atribuídas à potência ocupante da ilha, Espanha, responsabilidades pelo afundamento, para justificar a ocupação e fazer da ilha, um “bordel” americano. Mais tarde, para justificar a guerra do Vietnam, montaram nova cabala, atribuindo ao Vietnam do Norte, o desejo de afundar no golfo de Tonkim, o destroier Maddox. Foi o toque para nova guerra, sempre longe de portas, com custos materiais e sociais elevados, que ainda perduram.
Entretanto, pelo meio, o império, apesar de saber que as potências do eixo estavam derrotadas, devastou com a bomba atómica, Hiroshima e Nagasaki, tornando-se o único país do mundo a usá-la. Mais recentemente, a coberto de um argumento tão vil como os anteriores, invadiu o Iraque, com o beneplácito de um punhado de coirões, com vista à descoberta de armas de destruição maciça, que nunca se encontraram, porque nunca existiram. Os povos do Iraque, porque se pôs fim aos equilíbrios, nunca sabem se quando vão ao padeiro ou ao barbeiro são vítimas de uma bomba azucrinada. Por isso, não nos espantemos. Esta história das escutas e da devassa da vida dos povos, sobretudo da dos amigos, é tido como um processo banalíssimo, apesar da sua natureza inquisitória e fascista.

Virá o tempo das rábulas, ou recuperando uma frase de almirante, da fumaça, porque em breve, se admitem como boas as explicações do grande irmão de classe, para que tudo siga a gosto. Até porque há muito se conhece o “echelon”, o sistema de espionagem industrial e científico, que tem permitido ao império ganhar vantagem, apesar dos amigos (as putas), ofendidos e espiados, terem por sua vez, montado um contra-sistema. Bem sei que se acredita que o diabo, apesar de já estar com os pés para a cova, não é o império, mas Fidel, que a partir de um escritório em Havana, recheado de alta tecnologia, montada numa casa de uma ruela triste e esconsa, a abarrotar de “rum, cohíbas e putas”, para dissimular, é o responsável por esta apaixonante rábula de espionagem. Mas olhe que não, porque em Cuba, ou se vai em visita ou a banhos. E aquilo de que falamos, é do diabo, que tem como corrente, tratar os amigos como vassalos e pô-los a quatro, com um dedal de vaselina, e dar-lhes tratos de polé, e aos inimigos, pô-los a arder. E além do mais, em Cuba, a tecnologia é básica e por isso, ainda não se fazem filmes do tipo 007, com ordem para espiar a favor de sua “majestade”, Fidel.