segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A ida aos mercados

Isto das televisões não quererem fazer a cobertura da campanha eleitoral para as autárquicas tem muito que se lhe diga. Pode induzir as pessoas em erro. Como aconteceu com o Samuel. No dia aprazado para a dita ida aos mercados, diz ele que foi espreitar e não viu ninguém.
 Mas esteve lá alguém, sim senhor. E posso provar, com esta foto de Pedro Agostinho da Cruz, que pelo menos o candidato do PSD à câmara da Figueira da Foz foi ao mercado. Não consegui foi saber se foi a mais do que um, mas pelo menos ao "Engenheiro Silva" foi, como se pode atestar. Ficou foi encoberto por melões.
 

Uma questão de opção


domingo, 22 de setembro de 2013

Encenações de putas

Augusto Alberto

Tântalo cumpriu o castigo destinado aos cruéis. Metido na lagoa, vê a água escoar quando intenta beber e vê fugir os frutos, quando intenta alcançá-los. E o “portuga”, que crueldade fez para ter de suportar tanto suplicio? Atente bem no quadro e perceba porque lhe foge o pão quando tem fome e a água quando tem sede.

I Governo Constitucional (PS)) – Mário Soares 
II Governo Constitucional (PS/CDS)
Mário Soares 
III Governo Constitucional (presidencial)
Nobre da Costa 
IV Governo Constitucional (PSD)
Mota Pinto 
- V Governo Constitucional (presidencial)
Lurdes Pintassilgo 
- VI Governo Constitucional (PSD, AD)  
Sá Carneiro

- VII Governo Constitucional (PSD, AD)
Pinto Balsemão 
- VIII Governo Constitucional (PSD, AD)  
Pinto Balsemão 
- IX Governo Constitucional (PS/PSD, bloco central)  
Mário Soares 
- X Governo Constitucional (PSD)  
Cavaco Silva 
XI Governo Constitucional (PSD)  
Cavaco Silva 
XII Governo Constitucional (PSD)  
Cavaco Silva 
XIII Governo Constitucional (PS)
António Guterres 
- XIV Governo Constitucional (PS)  
António Guterres 
XV Governo Constitucional (PSD, CDS)
Durão Barroso 
- XVI Governo Constitucional (PSD, CDS)  
Santana Lopes 
XVII Governo Constitucional (PS)   
José Sócrates 
XVIII Governo Constitucional (PS)  
José Sócrates
XIX Governo Constitucional
(PSD)  
Passos Coelho
XX Governo Constitucional
(algo entre as bichas para a sopa e a ostentação das bichas).
(PS/PPD/CDS).

Torcer o braço, dói, já sabemos. De todo o modo, insisto. Os dedos das duas mãos são demasiados para contabilizar as vezes em que Partido Socialista ou o Partido Social-democrata votaram contra o programa de governo ou as grandes opções do plano, quer se tratasse da responsabilidade de um governo do P.S ou do P.P.D. E acrescento, sugerindo aos complacentes militantes do Partido Socialista para deixarem cair a rábula do PEC-IV, (a maioria nunca lhe passou os olhos por cima, porque logo achariam o embuste). Queriam o deficit em 2014 com o valor de 1% do “pib” quando afinal, o “antoninho”, agora sugere 5%. Razão tem em vos chamar imberbes, aquele tipo da direita, reluzente neto do fascismo, com barba de arame farpado. Os nossos males não são coisa para serem resolvidos num disléxico “pec”, porque estão associados ao facto de toda essa gente acima descrita, à vez, ter derrubado de forma convicta e exaustiva, durante os 39 anos de “merdocracia”, as bases da nossa economia. É certo que de quando em vez, P.S e P.P.D. dão ar de zangados, mas na verdade, é só encenação de puta velha, porque ambos servem os mesmos senhores.

Mesmo assim continua céptico. Então, tenho de lhe gabar a resiliência. Lembro que após o dia 29 deste Setembro, haverá mais putices. Dias de cafune, de beijos e mais coisas de off shores e cama. 

Mais um contributo para a reflexão

sábado, 21 de setembro de 2013

É preciso muita lata


O charlatão que ocupa o cargo de primeiro-ministro defende que é preciso manter o rumo seguido. Atendendo que desde que o deixaram ocupar o cargo a dívida pública subiu para 132%, o PIB caiu 5,4%, o desemprego subiu para os 17%, o investimento caiu cerca de 20%, a situação social é calamitosa, onde iremos parar mantendo o rumo seguido?
Mais um caso para reflexão.

Reflexão antecipada

Há um dia especifico, chamado dia de reflexão, que, confesso, nunca entendi muito bem. Até porque penso que todos os dias são bons para reflectir. Neste caso particular temos quatro anos, quatro, para isso. Claro, se formos suficientemente inteligentes, ou sensíveis, para tal. 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

E desta vez, vamos acertar?

Já não era sem tempo.

Mais uma arbitrariedade

O comissário político, ou representante governamental se preferirem, que exerce funções tipo administrador no Hospital Distrital da Figueira da Foz quer colocar parqueamento pago no parque do Hospital.
O comissário político, ou representante governamental se preferirem, não está lá para atender aos interesses e direitos quer  de utentes quer dos trabalhadores da unidade hospitalar. Está lá para servir os seus donos.
Daí não saber que os horários dos transportes públicos para aquela unidade hospitalar não coincidem quer com os horários de mudança de turnos, quer com os horários das consultas ou visitas. Como também não sabe que quer os utentes, visitantes e trabalhadores da unidade hospital pagam impostos e não tão poucos como isso. Também não sabe que as concessões para os transportes públicos são atribuídas pelos partidos do chamado "arco do poder" (não percebo esta expressão, mas sempre consegui utilizá-la) para as empresas se safarem sem terem em conta os direitos dos utentes.
Assim corre um abaixo-assinado contra o estacionamento pago no HDFF, que pode assinar aqui.
Claro que isto deverá resolver.
Mas o que resolvia mesmo era todo e qualquer comissário político levar uns tabefes de quando em vez. Quando o povo acordar, talvez.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

"Cada voto, cada melro"

Isto da política tem muito que se lhe diga. Por um lado, é a arte de enganar papalvos. Por outro é uma maneira de estar, de ser, de defender pontos de vista que estão de acordo com o que realmente pensamos e defendemos.
Cabe-nos, a nós, diferenciarmos a "coisa", quanto mais não seja para não nos deixarmos enganar. É que não é uma questão de inteligência, é uma questão de sensibilidade.
Aqui explica-se melhor.

E a campanha continua


E há razões para se votar nos partidos neo-liberais, tais como PSD, CDS ou PS. aí vão:

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Continua a campanha eleitoral

Já viu o cartaz de hoje?
Espreite aqui.
É um  por dia, conforme já informamos. Não garantimos a hora, mas é sempre de manhã, pela fresquinha. E sempre no mesmo sítio. No sítio dos desenhos, aliás como, certamente, já reparou.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O Kamov

Augusto Alberto

Portugal…arrisca-se a ser um dos países mais desiguais… entre 2010 e 2011 a desigualdade nos rendimentos tem beneficiado as “elites económicas”, com o crescimento do mercado de bens de luxo, que vêem os seus rendimentos crescer 10%, enquanto os mais pobres, os perdem na mesma proporção.
Quem diz? A Oxfam.
Que ONG fala assim da velha nação e da sua elite, que ao mundo, deu novos mundos? Portugal continua pujante, diz a elite usuária, como no período das descobertas, pensadas para servir o seu clero e a sua nobreza, enquanto, ao seu serviço, nas naus, a arraia-miúda morria podre por falta de laranja. Mas a elite nunca se desmancha. A actual é herdeira da anterior e por isso, é sem surpresa que tenha sido um absurdo, chamar ao charco, para espantar os mosquitos, nas ilhargas de Armação de Pêra, o esforçado Kamov, num esforço titânico para dar sossego aos veraneantes. Todavia, não se julgue que em matéria de saco, a elite prima pelo absurdo ou pela sonsice. Pelo contrário. Centremo-nos no levantamento da Center for Research on Multinational Corporations, que confirma a Oxfam, em referência às 11 empresas do PSI 20, constituídas em holding ou sociedade de investimento na Holanda. O relatório prova com abundância, como a elite usa os paraísos fiscais para dar descanso à riqueza acumulada, à custa do trabalho mal pago, como por exemplo, o fariseu do “Pingo Doce”, Soares dos Santos. De todo o modo, os capitais transferidos para a Holanda não foram carregados dentro de arcas e despachadas num Kamov, mas seguiram as vias legais, desenhadas por próceres muito bem pagos, como Marques Mendes, Lobo Xavier ou António Vitorino e etc. Adivinhe, assim, no dia 29 do corrente mês, em quem vai votar o patrão mais a sua gente? E o cidadão? Vota nos candidatos da corja ou vai abster-se? Sente-se cansado? Abjurado? Tretas de quem está por cima.

Se continuar a manter a mesma opção eleitoral, vai experimentar mais dor, como os de antanho, atirados ao mar, nas naus quinhentistas, agora, por ironia, por excesso de laranja. E depois, alguém para lhe afagar o desânimo, oferecer-lhe-à uma rosa. Mas a rosa é uma embustice. Dúvida? Então leia. Enquanto Passos se prepara para roubar à aposentadoria dos f.p, 10%, logo António José, disse: - quando eu for primeiro-ministro, devolverei imediatamente aos aposentados da f.p., o roubo de Passos. E se Seguro nunca chegar a primeiro-ministro! É que lá para a sede ao Rato, os gatos estão de pelo eriçado, prontos a saltar sobre o António José. E depois…que da promessa? Leva-as o vento…e os gatos, ou o Kamov.

Autárquicas figueirinhas ou como me lembrei de Siné


O artista Fernando Campos resolveu tomar partido. Faz parte das listas da coligação pela qual aceitou o convite. Levou a coisa a sério. Aliás ele explica tudinho aqui. 
Mas como artista, o lápis, ou a mente ("o desenho é cosa mentale", como diria Leonardo) não podia ficar quieta. Daí que a partir de hoje vai editar 11 vinhetas no seu blogue, um por cada dia de campanha. A primeira está aí em cima.
Fez-me recordar a campanha de Siné para a candidatura de Coluche à presidência francesa, nos inícios dos anos 80.
Naõ poderei dizer que Siné é muito mais agressivo, ou contundente se preferirem, por dois motivos: ele teve de confrontar a ternurenta figura do actor gaulês, ao passo que Campos trata a combatividade histórica dos comunistas portugueses, e, segundo, também ainda não vi as outras vinhetas que hão-de vir, é uma por dia, se se recordam que expliquei um pouco mais acima. Mas também devem, como esta, prometer.
De qualquer maneira, um tom colorido, numa campanha e numa sociedade cinzenta.





sábado, 14 de setembro de 2013

Catarina de Alexandria

Augusto Alberto


 Há tipos que só conseguem estar de bem com a vida, se estiverem com o microfone, em permanência, à frente dos queixos, sem contudo, tamanho é o inchaço, perceberem, que é por essa via que dão ar de pacóvios. É o caso desse inenarrável Santana Lopes, o homem que mais não sabe, do que aproveitar sobras e deixas, e Ângelo Correia, que há dias foi à Rádio Renascença, falar, também, como um clérigo absolutista.
Em tempos idos, A.C. ficou conhecido pelo “ministro dos pregos”, a propósito de uma putativa intentona comunista. Estava-se no governo da A.D, (PSD+CDS), dirigido por Pinto Balsemão e Freitas do Amaral e era o tempo da primeira greve geral após o 25 de Abril, 12 Fevereiro de 1982. A polícia apanhou uma furgoneta carregada de pregos e logo Ângelo Correia, ministro do “interior”, indicou que se tratava de material para sabotar a circulação rodoviária, nesse dia de greve geral. Mais tarde, na noite de 30 de Abril para 1 de Maio desse ano, no Porto, Ângelo Correia, toda a direita e mais o P.S., insistem na cabala. Com a chamada à cena da UGT, liderada à época por Torres Couto, avança o denominado plano “Alfa”, que acabou com a morte, a tiro, de dois trabalhadores.
Este Ângelo, homem de más explicações, como o da insurreição dos pregos, que materialmente acabaram numa obra, evidentemente, ou das razões, nunca explicadas, que o levaram a enviar a policia de choque para o Porto, nesse 1º Maio de 1982, com o resultado referido, tem por hábito, também, acertar nas análises, sempre com anos de atraso. Foi assim, a propósito do modo como desancou na citada entrevista, o afilhado político, Passos Coelho. Mas não se julgue que o pacóvio é imaterial e tem falta de esperteza. Pelo contrário! Lembro o que disse à imprensa escrita, em 14 de Junho de 2010: - “A terminologia política sindical proclama a existência de direitos adquiridos … Ora numa democracia, adquiridos são os direitos à vida, à liberdade de pensamento, acção, deslocação, escolha de profissão, organização política … Continuarmos a insistir em direitos adquiridos intocáveis é condenar muitos de nós a não os termos no futuro.”

Mas mais tarde, a 24 de Outubro de 2011, numa entrevista à RTP, torce e acomoda o raciocínio, perante a eventual supressão da acumulação da referida subvenção vitalícia com vencimentos privados e reage a gosto: - “Os direitos que nós, (os políticos subvencionados), temos, são direitos adquiridos”. Na vida, A.C. faz o pleno. É pacóvio, esperto e “clérigo” absolutista. Aliás, alguma coisa me diz, que tem sempre, no momento da liturgia, aconchegado ao peitinho, uma medalhinha da santinha dos necessitados,Catarina de Alexandria. 

Do debate

O debate não tendo sido esclarecedor, foi o que qualquer cidadão atento estaria à espera. Mas devo dizer que fiquei surpreendido, pela positiva, diga-se em abono da verdade, com o candidato do MRPP. Foi ele e o meu candidato, António Baião, que se referiram a dois dos mais graves problemas com que a Figueira se debate, no meu ponto de vista, claro: transportes públicos deficientes, em que a Câmara é responsável pois é a entidade que atribui as concessões, e a água privatizada que é uma das mais caras do país. Neste aspecto quer o candidato governamental, "privata" por excelência, quer o do Partido Socialista não poderiam dizer fosse o que fosse, nunca estariam à vontade, pois foram os socialistas que começaram a concessão do precioso líquido que é de todos.
Outra das questões fundamentais é o PDM. Não existe, mas lá vai aparecendo de quando em vez. Foi quando da "transacção" dos terrenos da Ponte Galante, num consu(o)lado laranja e, como toda a gente sabe e o candidato da CDU notou, também de quando em vez para alegria da Princesa Isabel de Portugal, já no consu(o)lado rosinha.
De resto, parece caricatural, e dá vontade de rir, Miguel Almeida dar a entender que se afasta do seu próprio partido quando fala em investimento e criação de emprego, sabendo toda a gente a obsessão, doentia, que o seu governo tem pelo desemprego. Como quando fala em escola pública, sabendo toda a gente o ódio que o seu governo tem da "coisa pública", seja educação seja saúde. "Balhamedeus".
Um grande mérito de António Baião é ter orgulho de ser quem é e de representar quem representa: referiu a obra, no terreno, demonstrada pelo seu partido e pela coligação de que faz parte, nas autarquias em que está no poder.
Se o debate desse ou tirasse votos, devo confessar que estaria tranquilíssimo. Que a Figueira, não rapidamente e em força logicamente, iria mesmo prá frente.