Augusto Alberto
O IRS
cresceu 30,1%. O IVA decresceu 2,1%.. E o IRC arrefeceu. Subiu o esbulho aos
cidadãos e baixou a riqueza criada, em linha com a baixa actividade económica.
E sem atinar com os factos, um anónimo chorou no ombro de António José Seguro,
ao mesmo tempo que confessava, já não ter emprego nem recursos para sustentar a
família. E, entretanto, António José lamechou-lhe ao ouvido: - “quando o
Partido Socialista for governo, tratará do seu emprego”. E depois, embalado
pelo paternalismo e pela necessidade dos votos, intentou correr, mas como o fez
de pança cheia e com fraco fôlego, logo estacou. Mas como a persistência é
regra num demagogo, logo saltou para uma bicicleta e tentou pedalar, mas como o
jeito é pouco, decidiu jogar os pés ao chão, antes que a “cambalhota” fosse
certa. Prova-se, pois, que ser demagogo é bem mais fácil do que ser corredor de
fundo ou ciclista. De todo o modo, bom seria que o “chorão”, a contas com as
contas por pagar, socialista dos sete costados, tivesse perguntado a António
José, para que valeram os golpes “democráticos” do 28 Setembro de 1974 e o de
25 Novembro de 1975? Ah, esqueci-me. É novo e não sabe, mas a coisa conta-se de
uma penada.
Mário Soares
e Alegre, subiram ao Norte, a um encontro com Carlucci, para discutirem a
melhor maneira de vender a Pátria ao “diabo” e, simultaneamente, liquidar um
portentoso e hiperbólico golpe comunista. Pela estrada nacional nº 1, andaram,
enquanto olhavam para as raparigas na berma, aguados, porque afinal, já naquela
altura, a carne era fraca e velha, na “venda das raparigas”. E em Rio Maior,
subiu o desejo a Soares de utilizar a moca para rachar as cabeças comunistas,
acção que Carlucci, espantado, rubricou. E concluíram, os três, que nada melhor
do que fazer baixar à capital a tralha fascista remanescente e pelo caminho,
juntar os crédulos na “democracia”, num movimento que arreasse de vez os
comunistas. À primeira, a coisa saiu mal, mas a 25 de Novembro de 1975, a coisa
pegou, e Soares e Alegre livraram a Nação, de quase 800 anos, de uma ditadura
comunista.
Para efeitos
da escrita, admitamos que o “chorão”, foi um dos que desceu à capital a 28
Setembro e rejubilou com o golpe pela “democracia”, de 25 Novembro. Pois agora,
é hora da História lhe perguntar, apesar de ainda não ter percebido que Soares,
Alegre e a “democracia” lhe pregaram uma peta, se continua a acreditar ser
possível, uma putativa ditadura comunista, nesta praça-forte da Europa e da
NATO? Nunca pensou na coisa. Mas é bom que pense e que saiba, que o mixoalho se
fodeu na complexidade das milongas do pai fundador da democracia.
Afinal, nem
a “merdocracia” é democracia, nem os comunistas
desistem. E o legado de Soares
e Alegre, é uma abantesma despojada de humanidade.