segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Chegue-se a Lisboa o Woody Allen…

Augusto Alberto

 Parabéns! O teu P.S. ganhou as eleições autárquicas e estás de papo cheio, enquanto, eu, pela minha parte, estou de saco cheio. E porquê, perguntas? E eu explico. Por culpa da direita politica e do teu P.S. Sebenta e caceteira. Inculta, neo-fascista e puxa-saco. Dela, só malfeitorias podemos esperar, contudo, do teu P.S., esperava-se que politicamente fosse diferente. Mas infelizmente, não é assim. O melhor que o P.S. consegue, agora, é a abstenção violenta, porque quanto ao resto, desde o pai fundador até hoje, foi especializar-se na ópera bufa. E Zorrinho e Seguro, tomados pelas “sopinhas” dos mercados, são aparentemente o deserto e a desideologia completa. Mas tu não, queres acreditar, bem sei. Toma, então, nota da violenta aprovação ou abstenção do teu partido, em referência ao conjunto de normas sobre o trabalho, escritas pela direita, com vista ao sossego dos predadores.
Redução do direito de descanso compensatório e da diminuição para metade do pagamento do trabalho suplementar e do trabalho realizado nos dias de descanso semanal e nos feriados.
A favor da precariedade com a facilitação do contrato de trabalho de muito curta duração
A favor do despedimento por inadaptação e da redução das indemnizações por despedimento
A favor da facilitação do banco de horas.
A favor do roubo de três dias de férias e do ataque à contratação colectiva.
Em referência a algumas destas normas, o P.C.P., o B.E. e os Verdes solicitaram do Tribunal Constitucional, que verificasse a sua constitucionalidade, com merecido cabimento. E o P.S., bufão, saudou a decisão, sem que para ela tenha dado o mínimo contributo. Depois, é muito interessante verificar, que no seio do grupo parlamentar do P.S. é uma filha de fascista, “Isabel” Moreira, quem tem tido, nesta matéria, maior consistência social e politica. É de banzar! E ainda é de realçar, que este conjunto de normas foram acertadas numa sala condicionada e condimentada, a patrões e UGT, (a central, predominantemente socialista).
Daqui se conclui, que:
    - Havendo 3 partidos iguais, os outros, sobretudo o PCP, são bem diferentes.
    - De Abril, resta a constituição, que para a direita, tem sido um horror.
    - Não fosse a recusa dos comunistas em desistir, a constituição já tinha sido abrasada pela direita em conúbio com o P.S., e o cidadão estaria completamente exposta às velhas razões fascistas.
 Ainda assim, o cidadão ou não faz caso ou continua ensonado. E porque quem muito dorme pouco vê, socorro-me de uma “boutade”, que há muitos anos correu por terras de Aveiro e Ílhavo. “Vergonha é um homem ter mulher e ela fugir para as matas da Gafanha”. Pois é, mas enleado na ópera bufa, o cidadão continua corneado, sem que o Partido Socialista necessite de se esconder atrás da árvore. É às escâncaras. E por isso, quando o António José chegar ao poder, todo o edifício jurídico do trabalho está desenhado, sem necessidade, sequer, de mudar um ponto ou uma a vírgula.
Chegue-se a Lisboa o Woody Allen e vá à sede ao Rato, porque lá, há um guião para um filme de bufões. Vade retro!
 (Violentamente escrito por Augusto Alberto. O do saco cheio, que não se deixa cacicar.)

  

Autárquicas: em jeito de rescaldo


A primeira leitura, mesmo à vista desarmada, diz-nos que o PSD, mesmo disfarçado em coligações, levou uma descomunal  ensaboadela que a esta hora os seus acólitos ainda devem estar a passarem-se por água.  
A segunda expõe, também à vista desarmada, uma forte afirmação da CDU, com a conquista, ou reconquista em alguns casos, de várias câmaras, além de ter conseguido a eleição de candidatos em municípios onde nunca teve grande implantação. 
Em Viana do Castelo, a CDU além de ter confirmado o regresso à vereação, conseguiu a eleição de 4 deputados para a Assembleia Municipal e vencer a Junta da União das 3 freguesias da cidade.. 
Na Figueira da Foz também não correu muito mal: duplicou-se os eleitos nas assembleias municipais, 3 deputados municipais, tendo ficado "só" o amargo de não se ter conseguido a eleição de um vereador por uns escassos 41 votos.
Mas trabalhou-se bem. aliás como sempre. E quem conhece os comunistas sabe que vamos continuar a trabalhar.

sábado, 28 de setembro de 2013

Frutos da reflexão


 
Isto de reflectir lembrei-me de uma discussão com uns camaradas, há uns tempos atrás. As discussões ideológicas entre os comunistas são sempre acaloradas. Acho que utilizamos, saudavelmente, a ideia com violência, ao contrário do inimigo, que utiliza a violência como ideia (obrigado Luís Cília).

Ainda me lembro das suas expressões completamente atónitas, assim como se eu tivesse acabado de assinar a minha própria sentença de morte por traição ao Partido. Não gostei da discordância deles acerca do meu ponto de vista e atirei: “Mas eu não sou democrata”. Bem, eles perceberam a ironia porque logo a seguir acrescentei que democratas são o Bush, o Barroso, o Sócrates, o Soares, o Cavaco, o Blair, o Ulrich, o Salgado, o Mexia, e outros trastes que por aí pululam, e que, pelos vistos, se reproduzem como coelhos.

Mas penso que não estava a ser irónico. De tanto reflectir, chego à conclusão que além de não ser “democrata”, e atendendo à maior "democracia" do mundo, sou mesmo anti-democrata.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Aviso à navegação

Estou a reflectir.
Façam o mesmo. Quanto mais não seja, para não fazerem a asneira do costume.

Uma carta de António Agostinho ao candidato do PSD





Numa carta dirigida ao candidato governamental à presidência da câmara da Figueira da Foz, António Agostinho põe a nu quer a demagogia pura quer a hipocrisia sem vergonha das gentes que nos governam e a quem insistimos em dar o poder.
Pode lê-la aqui. é um bom motivo de reflexão, que bem nos poderá ajudar a escolher o sentido do voto.

O voto necessário


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O legado de Soares é uma abantesma


Augusto Alberto

O IRS cresceu 30,1%. O IVA decresceu 2,1%.. E o IRC arrefeceu. Subiu o esbulho aos cidadãos e baixou a riqueza criada, em linha com a baixa actividade económica. E sem atinar com os factos, um anónimo chorou no ombro de António José Seguro, ao mesmo tempo que confessava, já não ter emprego nem recursos para sustentar a família. E, entretanto, António José lamechou-lhe ao ouvido: - “quando o Partido Socialista for governo, tratará do seu emprego”. E depois, embalado pelo paternalismo e pela necessidade dos votos, intentou correr, mas como o fez de pança cheia e com fraco fôlego, logo estacou. Mas como a persistência é regra num demagogo, logo saltou para uma bicicleta e tentou pedalar, mas como o jeito é pouco, decidiu jogar os pés ao chão, antes que a “cambalhota” fosse certa. Prova-se, pois, que ser demagogo é bem mais fácil do que ser corredor de fundo ou ciclista. De todo o modo, bom seria que o “chorão”, a contas com as contas por pagar, socialista dos sete costados, tivesse perguntado a António José, para que valeram os golpes “democráticos” do 28 Setembro de 1974 e o de 25 Novembro de 1975? Ah, esqueci-me. É novo e não sabe, mas a coisa conta-se de uma penada.

Mário Soares e Alegre, subiram ao Norte, a um encontro com Carlucci, para discutirem a melhor maneira de vender a Pátria ao “diabo” e, simultaneamente, liquidar um portentoso e hiperbólico golpe comunista. Pela estrada nacional nº 1, andaram, enquanto olhavam para as raparigas na berma, aguados, porque afinal, já naquela altura, a carne era fraca e velha, na “venda das raparigas”. E em Rio Maior, subiu o desejo a Soares de utilizar a moca para rachar as cabeças comunistas, acção que Carlucci, espantado, rubricou. E concluíram, os três, que nada melhor do que fazer baixar à capital a tralha fascista remanescente e pelo caminho, juntar os crédulos na “democracia”, num movimento que arreasse de vez os comunistas. À primeira, a coisa saiu mal, mas a 25 de Novembro de 1975, a coisa pegou, e Soares e Alegre livraram a Nação, de quase 800 anos, de uma ditadura comunista.
Para efeitos da escrita, admitamos que o “chorão”, foi um dos que desceu à capital a 28 Setembro e rejubilou com o golpe pela “democracia”, de 25 Novembro. Pois agora, é hora da História lhe perguntar, apesar de ainda não ter percebido que Soares, Alegre e a “democracia” lhe pregaram uma peta, se continua a acreditar ser possível, uma putativa ditadura comunista, nesta praça-forte da Europa e da NATO? Nunca pensou na coisa. Mas é bom que pense e que saiba, que o mixoalho se fodeu na complexidade das milongas do pai fundador da democracia.
Afinal, nem a “merdocracia” é democracia, nem os comunistas
desistem. E o legado de Soares e Alegre, é uma abantesma despojada de humanidade.

Vamos a isso!

Da cidadania

A cidadania pode-se exercer de várias formas. Não se esgota só no voto. Que não deveria servir só para manifestarmos um protesto, mas também para a manifestação de uma opinião sobre a sociedade que queremos construir.
As petições pelos nossos interesses e direitos também.
Assim, se ainda não assinou a petição pelo não pagamento de parqueamento pago no Hospital Distrital da Figueira da Foz ainda vai a tempo. É um direito nosso, das cerca de 250 mil almas abrangidas por aquela unidade de saúde. Tanto mais que se trata de uma execrável arbitrariedade.
Pode assinar clicando na foto do HDFF, na barra lateral do lado direito.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A ida aos mercados

Isto das televisões não quererem fazer a cobertura da campanha eleitoral para as autárquicas tem muito que se lhe diga. Pode induzir as pessoas em erro. Como aconteceu com o Samuel. No dia aprazado para a dita ida aos mercados, diz ele que foi espreitar e não viu ninguém.
 Mas esteve lá alguém, sim senhor. E posso provar, com esta foto de Pedro Agostinho da Cruz, que pelo menos o candidato do PSD à câmara da Figueira da Foz foi ao mercado. Não consegui foi saber se foi a mais do que um, mas pelo menos ao "Engenheiro Silva" foi, como se pode atestar. Ficou foi encoberto por melões.
 

Uma questão de opção


domingo, 22 de setembro de 2013

Encenações de putas

Augusto Alberto

Tântalo cumpriu o castigo destinado aos cruéis. Metido na lagoa, vê a água escoar quando intenta beber e vê fugir os frutos, quando intenta alcançá-los. E o “portuga”, que crueldade fez para ter de suportar tanto suplicio? Atente bem no quadro e perceba porque lhe foge o pão quando tem fome e a água quando tem sede.

I Governo Constitucional (PS)) – Mário Soares 
II Governo Constitucional (PS/CDS)
Mário Soares 
III Governo Constitucional (presidencial)
Nobre da Costa 
IV Governo Constitucional (PSD)
Mota Pinto 
- V Governo Constitucional (presidencial)
Lurdes Pintassilgo 
- VI Governo Constitucional (PSD, AD)  
Sá Carneiro

- VII Governo Constitucional (PSD, AD)
Pinto Balsemão 
- VIII Governo Constitucional (PSD, AD)  
Pinto Balsemão 
- IX Governo Constitucional (PS/PSD, bloco central)  
Mário Soares 
- X Governo Constitucional (PSD)  
Cavaco Silva 
XI Governo Constitucional (PSD)  
Cavaco Silva 
XII Governo Constitucional (PSD)  
Cavaco Silva 
XIII Governo Constitucional (PS)
António Guterres 
- XIV Governo Constitucional (PS)  
António Guterres 
XV Governo Constitucional (PSD, CDS)
Durão Barroso 
- XVI Governo Constitucional (PSD, CDS)  
Santana Lopes 
XVII Governo Constitucional (PS)   
José Sócrates 
XVIII Governo Constitucional (PS)  
José Sócrates
XIX Governo Constitucional
(PSD)  
Passos Coelho
XX Governo Constitucional
(algo entre as bichas para a sopa e a ostentação das bichas).
(PS/PPD/CDS).

Torcer o braço, dói, já sabemos. De todo o modo, insisto. Os dedos das duas mãos são demasiados para contabilizar as vezes em que Partido Socialista ou o Partido Social-democrata votaram contra o programa de governo ou as grandes opções do plano, quer se tratasse da responsabilidade de um governo do P.S ou do P.P.D. E acrescento, sugerindo aos complacentes militantes do Partido Socialista para deixarem cair a rábula do PEC-IV, (a maioria nunca lhe passou os olhos por cima, porque logo achariam o embuste). Queriam o deficit em 2014 com o valor de 1% do “pib” quando afinal, o “antoninho”, agora sugere 5%. Razão tem em vos chamar imberbes, aquele tipo da direita, reluzente neto do fascismo, com barba de arame farpado. Os nossos males não são coisa para serem resolvidos num disléxico “pec”, porque estão associados ao facto de toda essa gente acima descrita, à vez, ter derrubado de forma convicta e exaustiva, durante os 39 anos de “merdocracia”, as bases da nossa economia. É certo que de quando em vez, P.S e P.P.D. dão ar de zangados, mas na verdade, é só encenação de puta velha, porque ambos servem os mesmos senhores.

Mesmo assim continua céptico. Então, tenho de lhe gabar a resiliência. Lembro que após o dia 29 deste Setembro, haverá mais putices. Dias de cafune, de beijos e mais coisas de off shores e cama. 

Mais um contributo para a reflexão