sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Pela dignidade da nação, porra!

Não foi uma vitória das forças parasitárias a proibição da manifestação na ponte 25 de Abril. A CGTP-IN optou, e bem, pela não confrontação, porque, sabe-se, é fácil entender, e só não entende quem for mentecapto,  que estamos perante uma provocação de que não há memória, pelo menos na história democrática recente.
Foi uma derrota em toda a linha da burguesia parasitária, acoitada no PS, PSD e CDS, que assim, só têm que andar à cornada com eles próprios. Se quiserem, pois, diga-se, também não são obrigados.
Penso que a CGTP-IN optou, inteligentemente e simulando um recuo, por uma técnica leninista, aquela em que Lenine diz que "lutar sem os necessários meios é puro aventureirismo".
Por mim, as forças governamentais, os seus apoiantes e demais parasitas bem podem provocar a puta que os pariu.
E, já agora, que dêem cumprimentos ao Zédu.
 
 
 
 


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Uma dúvida metódica?

Agora se é metódica ou não, nem quero saber.
 

O Zédu é tramado

de F. Campos





Num dos mais ricos países de África o desenvolvimento humano é de bradar aos céus, a esperança média de vida é baixa, a mortalidade infantil é alta, tal como a corrupção. Mas as coisas até corriam bem, quer dizer, os investimentos faziam-se, os mercados funcionavam, os capitais circulavam, a “democracia” impunha-se, enfim, era um fartote. Não quer dizer que não continuem…, só que o Zédu vai por a elite portuguesa (governantes e outros indigentes que tais, ou seja, os seus amigos) a fazer o que mais gosta, para que “the show must go on”.

Os elefantes ladrões e o Aníbal

Augusto Alberto
    

Os ladrões de Aníbal especializaram-se no assalto ao estado e por essa via, também, no assalto aos bancos. Aníbal, conhecido pelo de Boliqueime, uma terra com influências solidárias, por ventura, do norte de África, que desmerece, hoje, justamente, (desventurado, fanático e torcionário), doutorou-se em economês, na Universidade de York. Fez-se militante do Partido Popular Democratico, após a revolução de Abril de 1974, a que mais tarde se somou a algaraviada de Partido Social-Democrata. Um dia, já tarde, chegou a uma cidade à beira-mar, que por acaso é a minha, trazido por um Fiat e aí foi eleito em congresso Presidente do Partido.
Depois, suportado por sólida formação católica, garimpou a vida a pulso. Todavia, como é muito comum em tipos que batem repetidamente com a mão no peito, rodeou-se de salteadores, que se esparramam abaixo das montanhas do Marão até às franjas do Algarve, com Marrocos à vista. As suas necessidades de líder, foram satisfeitas, na última oportunidade, por cerca de 25% dos votos expressos, por parte dos indígenas que mal-amadamente dirige.
Contudo, os ladrões de Aníbal, comportam-se na República, como elefantes que usam a tromba para aspirar toda a riqueza criada. Na banca, aspiraram e aspiram tudo o que tilinta, sem que por ai, aparentemente, venha mal à República, porque continuam a caminhar e a fazer sentir o peso das patas, pelas praças, e os corredores alcatifados dos bancos, do Teatro Nacional de ópera de S. Carlos ou do Teatro Nacional D. Maria II, a rainha loira, de Portugal e também, (irra), dos Algarves. É relevante lembrar, que nesse período áureo, para além de abocanharem algumas grandes fortunas, não deixaram de extorquir, também, pequenas economias de cidadãos convencidos das bondades do sistema, entretanto, desmentidas a sal e lágrimas.
Entretanto, Aníbal, para além de continuar a ser o guia espiritual do gang elefântico, com saborosos proveitos, tornou-se também num entertainer de vão de escada. Raro é o mês em que não se contradiz. O que é verdade no início do mês que corre, rapidamente é contrariado no mês que virá, porque Aníbal, logo vê, na ponta do nariz, outras razoabilidades. Desse modo, este gang elefantino, procura na revisão da Constituição de 1976, que tacitamente jurou cumprir, e hoje, abjura, afastar o último obstáculo jurídico ao definitivo assalto à nação.

E o cidadão que fez parte das listas autárquicas desta gente, das duas, uma, ou está consciente da gravidade das consequências e por isso, tem mãos e consciência sujas, ou então, é pixote.  

domingo, 13 de outubro de 2013

Cunhal caricaturista

A caricatura é, por isso só, um exagero. E como se sabe utiliza a forma humorística. Álvaro Cunhal também a praticou. Como se pode ver nesta caricatura, feita em Peniche, de um colega de presidio. A imaginação do artista fê-lo acrescentar mais um toque extra de humor. A história aqui.





sábado, 12 de outubro de 2013

Mas ca ganda crise!


Crise, mas mesmo crise, devo estar a sofrer eu. Para aí, às tantas, alguma crise de consciência revolucionária, em calhando. Calculem que estou perfeitamente de acordo com um ex-líder do CDS-PP, ou lá o que é que essa coisa se chama.
Diz o homem que "o estado não é uma pessoa de bem".  Parece-me que é a coisa mais lógica que pode existir. Então o Estado está nas mãos de quem? De gente séria? Acham mesmo? Logo não pode mesmo ser uma coisa séria.

Augusto Alberto na Naval, 20 anos depois



O colaborador de “Aldeia olímpica”, Augusto Alberto, depois da sua participação nos Jogos Para-olímpicos de Londres regressa à Associação Naval 1º de Maio.
Com o desejo de acabar a sua relação com o remo na sua cidade, um dos mais credenciados treinadores de remo portugueses, também treinou o Ginásio Clube Figueirense, onde conseguiu o principal título da sua carreira, campeão nacional de Shell 8, como treinador e timoneiro. Foi a primeira e única vitória em 120 anos da modalidade na Figueira da Foz. Com o Shell 8 obteve várias vitórias, quer na Naval quer no Ginásio, em regatas internacionais.
Neste interregno de 20 anos passou pelas várias selecções nacionais desde juvenis, juniores, sub-23, selecção A e paraolímpica.
Os seus atletas, juvenis e juniores, conseguiram várias medalhas de prata e bronze em regatas internacionais e a sub-23 e a selecção A conseguiram várias posições de finalistas em taças e campeonatos do mundo.
Agora Alberto vai treinar os juvenis da Associação Naval e é justo pensar-se numa melhoria qualitativa do remo figueirense.

Boa sorte.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O cavalo-de-frisa foi removido em Rio Maior

Augusto Alberto

Rio Maior foi uma espécie de cavalo-de-frisa, que separou o norte, tramontano, apadralhado e beato, do país a sul. No norte, os fiéis antes de votar perguntavam ao senhor padre, em quem? Ora em quem, dizia o sacristão. No partido do senhor padre, façam favor! Em Rio Maior, à custa da gasolina e da moca, a sede do Partido Comunista Português, a 13 de Julho de 1975, foi, entre outras, vandalizada. E dias após a canalhada, o PCP convocou para reparação, um comício com a presença do secretário-geral, Álvaro Cunhal. Foi o bom e o bonito. No final, do norte vieram comunistas, porque sempre os houve, e do sul também, para desimpedir a saída.
Em Rio Maior, pese as grandes vitórias autárquicas da CDU em Évora, Beja, Loures, Silves, (ganha ao PPD/PSD), e a eleição de um conjunto de vereadores em terras particularmente difíceis, a CDU obteve o melhor resultado autárquico, porque o cavalo de frisa foi removido. A CDU elegeu pela primeira vez um vereador, à custa de quintuplicar os seus votos. De 299 votos, com uma percentagem de 2.48%, no ano de 2009, para um total de 1616 votos, em 2013, equivalente a uma percentagem de 15.23%, contra uma perca de 2.707 do Partido Socialista, a que corresponde um percentual de 19.62%. Quatro pontinhos de diferença, é coisa pouca.
Entretanto, perderam também, mais de 800 votos, o PPD/CDS. É obra! E é chegado o momento de perguntar, porquê? Uma única explicação não existe, evidentemente. Porventura, à cidade chegou gente que ajudou a alterar o perfil sociopolítico. De todo o modo, estou em crer que a grande responsabilidade desta alteração quantitativa e qualitativa, está na perda do medo.
As patranhas do “pai” da democracia, dos seus descendentes e dos neo-fascistas de plantão, tem cada vez mais dificuldade em fazer o sórdido caminho do anti-comunismo. Essa coisa de uma ditadura comunista, numa das jóias da Europa e da NATO, não faz sentido. Sentido, isso sim, faz, em dizer que é sobre o manto diáfano de uma ditadura de direita, sempre muito dura com os fracos, como o caso dos viúvos, viúvas e órfãos, chamados também a engordar a hidra. Quero dizer, o Clero e a Nobreza. Ou melhor, a  banca. Ou com os que para não morrerem à fome, na estratégia de substituição de mão-de-obra barata, por outra ainda mais barata, se sujeitam a ganhar 310 euros.

Contudo, muitos fracos teimam em não perceber, que é jogando o jogo predilecto da direita, o dos votos, que se a derrotará. Contudo, apesar do cavalo-de-frisa, em Rio Maior ter sido removido, a crueldade social e política, continua, com todo o esplendor.       

domingo, 6 de outubro de 2013

Democracia que pinga...

Augusto Alberto

Se Portugal fosse um país feudal, ter-se-ia de fazer uma grande marcha, como fez Mao Tze Tung e os companheiros, para dar uma malga de arroz a cada camponês esfomeado e para acabar com as tabuletas colocadas nos jardins pelos Ingleses, a indicar: “proibido a cães e a chineses”.
Se Portugal fosse um país de mujiques, governados por um czar sanguinário e louco, como na Rússia, far-se-ia uma revolução socialista, à maneira dos Bolcheviques.
Se Portugal fosse um lupanar, com hotéis de luxo, como o Nacional em Havana, onde se servissem meninas feéricas, regadas a Porto e a aguardente velha, e de onde saíssem gangsters podres, a pingar sangue e pus pela piça, ter-se-ia de fazer uma revolução, como fez Fidel, a partir de uma Serra, como a Maestra.

Mas este país é uma democracia, na Europa, e aparentemente, está tudo bem. Em todo o caso, uma “democracia”, em que magotes de pobres, à semelhança dos mujiques da Rússia feudal, dos camponeses pobres de Cuba ou da China, fazem “bicha” para a sopa, para o pão e para umas meinhas e uns chuços para os pés. E em que os sifilíticos, para além de pingarem também, sangue e pus pela piça, pingam baba e ranho pelo nariz, nas noites frias e húmidas dormidas nos bancos dos jardins. De todo o modo, quem sabe, um dia, o “poder democrático”, na ânsia de varrer a fome para dentro do boeiro, mande colocar tabuletas nos bancos, a proibir o uso, a sifilíticos, a cães e a portugueses miseráveis, à semelhança daquela lápide marmórea, pregada numa parede de uma vila, passados pelo menos 20 anos de Abril, que salazarentamente informava, “proibida a mendicidade”. Práticas, hoje, vejam bem, pós-socialista na Hungria.
Que estranho Povo, que insistentemente continua a deixar o futuro nas mãos do além e elege para os vários níveis do poder, os que a seguir os vão roubar e empobrecer.

Ou não é verdade, que a soma dos votos depositados em urna, no domingo, dão ao Partido Socialista, ao Partido Social-democrata e ao Partido Popular, pelo menos, 70% dos votos expressos? Evidentemente, que deste mal, não sofrem os que honradamente votam CDU, que se recusam a ouvir prédicas sucedâneas do louco e insidioso Rasputine, ou ameaças de mandantes e salteadores, à maneira de Dillinger ou Al Capone.  

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Hoje, Dia Mundial da Música

Instituído em 1975 pelo International Music Council, uma institução fundada pela UNESCO em 1949.

"A parte boa da música é que quando ela te atinge, não sentes dor alguma". (Bob Marley)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Chegue-se a Lisboa o Woody Allen…

Augusto Alberto

 Parabéns! O teu P.S. ganhou as eleições autárquicas e estás de papo cheio, enquanto, eu, pela minha parte, estou de saco cheio. E porquê, perguntas? E eu explico. Por culpa da direita politica e do teu P.S. Sebenta e caceteira. Inculta, neo-fascista e puxa-saco. Dela, só malfeitorias podemos esperar, contudo, do teu P.S., esperava-se que politicamente fosse diferente. Mas infelizmente, não é assim. O melhor que o P.S. consegue, agora, é a abstenção violenta, porque quanto ao resto, desde o pai fundador até hoje, foi especializar-se na ópera bufa. E Zorrinho e Seguro, tomados pelas “sopinhas” dos mercados, são aparentemente o deserto e a desideologia completa. Mas tu não, queres acreditar, bem sei. Toma, então, nota da violenta aprovação ou abstenção do teu partido, em referência ao conjunto de normas sobre o trabalho, escritas pela direita, com vista ao sossego dos predadores.
Redução do direito de descanso compensatório e da diminuição para metade do pagamento do trabalho suplementar e do trabalho realizado nos dias de descanso semanal e nos feriados.
A favor da precariedade com a facilitação do contrato de trabalho de muito curta duração
A favor do despedimento por inadaptação e da redução das indemnizações por despedimento
A favor da facilitação do banco de horas.
A favor do roubo de três dias de férias e do ataque à contratação colectiva.
Em referência a algumas destas normas, o P.C.P., o B.E. e os Verdes solicitaram do Tribunal Constitucional, que verificasse a sua constitucionalidade, com merecido cabimento. E o P.S., bufão, saudou a decisão, sem que para ela tenha dado o mínimo contributo. Depois, é muito interessante verificar, que no seio do grupo parlamentar do P.S. é uma filha de fascista, “Isabel” Moreira, quem tem tido, nesta matéria, maior consistência social e politica. É de banzar! E ainda é de realçar, que este conjunto de normas foram acertadas numa sala condicionada e condimentada, a patrões e UGT, (a central, predominantemente socialista).
Daqui se conclui, que:
    - Havendo 3 partidos iguais, os outros, sobretudo o PCP, são bem diferentes.
    - De Abril, resta a constituição, que para a direita, tem sido um horror.
    - Não fosse a recusa dos comunistas em desistir, a constituição já tinha sido abrasada pela direita em conúbio com o P.S., e o cidadão estaria completamente exposta às velhas razões fascistas.
 Ainda assim, o cidadão ou não faz caso ou continua ensonado. E porque quem muito dorme pouco vê, socorro-me de uma “boutade”, que há muitos anos correu por terras de Aveiro e Ílhavo. “Vergonha é um homem ter mulher e ela fugir para as matas da Gafanha”. Pois é, mas enleado na ópera bufa, o cidadão continua corneado, sem que o Partido Socialista necessite de se esconder atrás da árvore. É às escâncaras. E por isso, quando o António José chegar ao poder, todo o edifício jurídico do trabalho está desenhado, sem necessidade, sequer, de mudar um ponto ou uma a vírgula.
Chegue-se a Lisboa o Woody Allen e vá à sede ao Rato, porque lá, há um guião para um filme de bufões. Vade retro!
 (Violentamente escrito por Augusto Alberto. O do saco cheio, que não se deixa cacicar.)

  

Autárquicas: em jeito de rescaldo


A primeira leitura, mesmo à vista desarmada, diz-nos que o PSD, mesmo disfarçado em coligações, levou uma descomunal  ensaboadela que a esta hora os seus acólitos ainda devem estar a passarem-se por água.  
A segunda expõe, também à vista desarmada, uma forte afirmação da CDU, com a conquista, ou reconquista em alguns casos, de várias câmaras, além de ter conseguido a eleição de candidatos em municípios onde nunca teve grande implantação. 
Em Viana do Castelo, a CDU além de ter confirmado o regresso à vereação, conseguiu a eleição de 4 deputados para a Assembleia Municipal e vencer a Junta da União das 3 freguesias da cidade.. 
Na Figueira da Foz também não correu muito mal: duplicou-se os eleitos nas assembleias municipais, 3 deputados municipais, tendo ficado "só" o amargo de não se ter conseguido a eleição de um vereador por uns escassos 41 votos.
Mas trabalhou-se bem. aliás como sempre. E quem conhece os comunistas sabe que vamos continuar a trabalhar.

sábado, 28 de setembro de 2013

Frutos da reflexão


 
Isto de reflectir lembrei-me de uma discussão com uns camaradas, há uns tempos atrás. As discussões ideológicas entre os comunistas são sempre acaloradas. Acho que utilizamos, saudavelmente, a ideia com violência, ao contrário do inimigo, que utiliza a violência como ideia (obrigado Luís Cília).

Ainda me lembro das suas expressões completamente atónitas, assim como se eu tivesse acabado de assinar a minha própria sentença de morte por traição ao Partido. Não gostei da discordância deles acerca do meu ponto de vista e atirei: “Mas eu não sou democrata”. Bem, eles perceberam a ironia porque logo a seguir acrescentei que democratas são o Bush, o Barroso, o Sócrates, o Soares, o Cavaco, o Blair, o Ulrich, o Salgado, o Mexia, e outros trastes que por aí pululam, e que, pelos vistos, se reproduzem como coelhos.

Mas penso que não estava a ser irónico. De tanto reflectir, chego à conclusão que além de não ser “democrata”, e atendendo à maior "democracia" do mundo, sou mesmo anti-democrata.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Aviso à navegação

Estou a reflectir.
Façam o mesmo. Quanto mais não seja, para não fazerem a asneira do costume.