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sábado, 31 de março de 2012

No aniversário de uma das muitas conquistas de Abril que se estão a perder



Faz hoje 37 anos que o IV governo provisório (26 de Março de 1975 - 8 de Agosto de 1975), chefiado por Vasco Gonçalves, criou em Portugal o subsídio de desemprego (o mesmo Vasco Gonçalves que, à frente de outros governos provisórios, criou também o salário minímo, o subsídio de férias e o subsídio de natal). Para a vida de muitos milhares de portugueses em situações sociais desesperantes, é ainda, face ao persistente desemprego, o único e magro provento com que contam, resultado dos seus descontos e não, como os propagandistas neoliberais querem fazer crer, benesses do estado ou destemperamento orçamental. A medida da sua força, nos dias que correm, pode ser avaliada, simultaneamente, em dois tabuleiros: é encarado naturalmente, como o ar que se respira, como se não tivesse história, por grande parte da população; e é alvo dos maiores ataques (no limite: para o liquidar) por parte dos partidos da burguesia.

A sua implementação foi possível porque havia, obviamente, um governo provisório, na sua geometria variável, vinculado à luta dos trabalhadores, ao seu objectivo socialista, e com força política bastante para avançar com ousadia e firmeza. Mas foi fundamentalmente porque o movimento de massas se desenvolvia e arrancava conquistas democráticas aos exploradores, nomeadamente com as nacionalizações dos sectores-chave da economia, que o governo provisório pôde actuar desse modo. Uma lição para o futuro.



sábado, 11 de junho de 2011

Ao General e ao Companheiro

Porque continuamos a lutar por Abril.
Aqui,  aqui e aqui se recorda a figura maior de Abril.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Da memória curta

Em vésperas de eleições tem toda a importância relembrar as conquistas que se obtiveram com o 25 de Abril. Porque vivemos numa época em que direitos adquiridos, e inalienáveis, se têm perdido, com a recuperação das forças dominantes do tempo da ditadura.

António Agostinho recorda aqui uma das maiores figuras do Portugal de Abril. Foi na vigência dos seus governos que foi instituído o subsídio de desemprego, o salário mínimo ou os subsídios de Natal e de Férias.
Como ele explica, o subsídio de desemprego é, ou era porque as coisas vão-se “modernizando”, pago com os descontos do trabalhador enquanto no activo.

Com a evocação do “Companheiro Vasco” feita pelo Agostinho, sempre se pode dizer que no dia 5 a escolha é nossa.

E não é muito difícil havendo só duas hipóteses: entre o 24 de Abril e o 25 de Abril.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Vasco Gonçalves, um homem de Abril


Pode-se ficar na História por boas ou por más razões. Por estas ficarão os pseudo-democratas que se colocaram ao lado do imperialismo americano, chegando a defender a invasão do país para que as classes dominantes da ditadura recuperassem as benesses entretanto perdidas. Conseguiram-no. Estes “miguéis de vasconcellos” bem poderiam ficar na História com o nome de “Carlluci boys”.
Só não conseguem que o General Vasco Gonçalves não seja lembrado como o homem que personificou o espírito de Abril. Como um nacionalista, um homem que se manteve sempre ao lado dos trabalhadores. Por muito caluniado que tenha sido, uma vez que a contra-revolução nunca deixou de ter a comunicação social nas suas mãos, Vasco será sempre lembrado por quem defende e luta por uma sociedade melhor. Diferente do estado a que isto chegou.
No próximo dia 11 faz 5 anos que o general morreu. Amigos e familiares organizam uma romagem ao cemitério do Alto de S. João, às 11h00.