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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ainda o mercado provisório

Embora, assim de longe, o mercado provisório mais pareça um aquartelamento da NATO, aliás como já referi, a qualidade e a simpatia com que somos atendidos continuam a ser as mesmas. As pessoas são as mesmas, de resto.
Como também, de resto, os políticos que temos continuam a ser os mesmos. C'est immuable.
Bem, voltando ao provisório, fica no Parque das Gaivotas. Não se esqueçam de dar lá um saltinho.

terça-feira, 29 de maio de 2012

O mercado provisório

Pronto. A Figueira já tem o mercado provisório, tão atenciosamente prometido. Hoje fui lá visitá-lo. E ainda bem que não sou assustadiço, pois esta coisa, assim de longe, mais parece um aquartelamento da NATO.
Por dentro, confesso que não vi bem com olhos de ver mas nota-se à vista desarmada que é mesmo uma coisinha provisória.
À vinda passei pelo Mercado Engenheiro Silva. Não se pode dizer que estivesse completamente vazio. Uns veraneantes, muito provavelmente estrangeiros, entravam, às tantas sem saberem ainda que já temos um provisório. E nem tinham meios para ficarem a saber. Não havia lá informações nenhumas, nem em inglês, nem em francês, muito menos em português. Népias. Eu, por acaso, talvez por frequentar a blogosfera figueirense, já sabia. 
Mas um cartaz a dizer, por exemplo, "fechado para obras", "fechado por mudança de ramo", ou outra coisa qualquer, não ficaria mal. As pessoas, os forasteiros, têm o direito de serem informadas, bolas.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O novo mercado


O PSD não gosta do aspecto visual do novo mercado municipal cá da paróquia. Daí ter apresentado uma proposta que o meu amigo Agostinho aqui reproduz. Acontece que ele também não vai lá muito à bola com a proposta laranja e avançou com outra, mas sem mostrar sequer uma maquete.
Como também não engracei muito nem com uma proposta nem com outra, aí em cima vai a minha. Pretende ser  uma pequena mas simbólica homenagem aos dois grandes partidos responsáveis por esta trapalhada toda, e os únicos que têm governado o município, desde sempre e a seu bel-prazer. Têm, há já mais de 20 anos a esta parte, sempre feito o pleno na vereação: 9 eleitos em 9.
Dizeis vós que agora não, que na actual vereação está o Movimento Figueira 100%. Mas se pensardes bem, veréis que vai tudo dar no mesmo.

sábado, 17 de março de 2012

O Mercado Engenheiro Silva e um tal de QREN


Hoje realiza-se uma Assembleia Geral da Associação dos Comerciantes do Mercado Engenheiro Silva, pelas 15h30 no Auditório do Museu Municipal dr. Santos Rocha.
A propósito lembro-me que não fiquei muito bem elucidado com as maquetas, em 3 dimensões, imagine-se, quer do plano de requalificação da zona envolvente do Forte de Santa Catarina, quer das putativas obras do referido mercado.
Está bem que foram apresentadas com pompa e circunstância, mas que são obras que deixam muito a desejar, lá isso são. O que me faz pensar que não passam de espectáculo. Tanto mais que a cidade tem mesmo outras necessidades, muito mais prementes, mas não darão tanto nas vistas. E, sejamos realistas, o espectáculo, com pompa e circunstância é que dá votos, infelizmente.
Agora o que se passa com o mercado é mais uma coisa dúbia que outra coisa. Porque as obras de melhoramento são passíveis de se fazerem com ele a funcionar, não percebendo a preocupação do seu funcionamento ser transferido para umas estruturas provisórias.
E sabendo o que se passa com os dinheiros do QREN, com as indecisões da cambada de incompetentes que desgovernam o país é legítimo pensar que tudo isto não passa de “folclore”.
Mas como os tempos de crise sempre foram uma óptima abertura para oportunistas, especuladores e toda a camarilha adjacente, os concessionários do mercado fazem bem não andarem distraídos. Pode mesmo o mercado estar a ser pasto das garras dos primeiros.
Importante é os cidadãos, todos, também não se deixarem “endrominar”. A perda do mercado seria um revés cultural, social e económico.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O dia "D" do Mercado Engenheiro Silva?


Desvendar-se-à hoje algum do mistério que envolve o mercado municipal? Esperemos para ver, ou melhor, para saber. É de toda a conveniência os figueirenses estarem atentos. Às 19H00 têm uma oportunidade de demonstrarem o grau da sua cidadania.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Obras do mercado vão arrancar, se...

Se não houver contestação ao concurso as obras de remodelação do Mercado Municipal Engenheiro Silva poderão começar até ao final do ano, diz o vereador Carlos Monteiro, segundo se pode ler na imprensa regional.
Mas o presidente das Associação de Concessionários do Mercado está céptico quanto ao início das ditas obras, uma vez que além de não estarem orçamentadas também ainda ninguém viu o projecto.
Mas nada que nos espante.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Hoje, há reunião de câmara




Pelas 15h00 GMT
E será hoje apresentado o projecto para as famosas obras de requalificação do Mercado Engenheiro Silva?
A ver vamos, como diz o ceguinho, uma vez que na agenda estão pontos relacionados com o mercado. Mas que já foi anunciado que as ditas obras já têm financiamento, lá isso foi.
A minha curiosidade é saber quem financia umas obras sem  projecto.
Será hoje desvendado o mistério?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

“Aldeia Olímpica”: uma proposta de acordo com o PSD

Como aqui prometido, apresentamos a nossa proposta de acordo com o PSD. Solidarizando-nos com o grupo de vereadores do PSD em relação à defesa do património da cidade, tendo mesmo partilhado da sua preocupação com o desaparecimento dos pilaretes, o “Aldeia Olímpica” responsabiliza-se em denunciar qualquer outra tentativa de furto ou danificação de qualquer pilarete, com o objectivo da “imperatividade da defesa e salvaguarda do património”.

Mais: assumimos a responsabilidade de ganhar para a causa os bloggers marxistas da terrinha, se os houver. Bem como o blogue que, pelos vistos, continua a vigiá-los.
Por seu lado, solicitaríamos ao PSD para que defendesse, também, o Mercado Engenheiro Silva, que também é património cultural, económico, arquitectónico, de qualquer pilharete de que possa eventualmente ser vítima.
Caso aceitem o acordo, os vereadores do PSD poderiam avançar desde já com um primeiro passo, ou seja, uma explicaçãozinha. Importante não só para o “Aldeia Olímpica” mas também para toda a população da Figueira da Foz.

Essa explicaçãozinha é simples, e pode ser dada mesmo em nome da transparência: como é que o actual regulamento do Mercado Engenheiro Silva (pelo menos o que está em vigor, e que data de 1998 se percebi bem na última reunião de câmara) está assinado por quem não possui, nem possuía à data, alguma concessão?
Um mistério que urge ser desvendado.
A bem da democracia, a bem da transparência, esperamos, naturalmente, pela resposta.
E tem mais uma: o PSD não tem de estranhar.
É troika por troika. Nem mais.

Tudo pelo património, Nada contra o património!!!

A bem do património!!!

fotos: alex campos

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Quem pergunta quer saber


“O Palhetas na Foz”, jornal on-line, publica uma carta enviada por uma leitora. Chama-se a senhora Maria R. S. Santos e a carta foi enviada por e-mail. Podem ler aqui.
Não sei se a senhora existe ou não. Pelo conteúdo, até pode ser um qualquer anónimo apaniguado da vereação da CMFF. Isto porque de e-mails é muito complicado. Mas que a senhora, ou alguém, tem direito à sua opinião, é inalienável.
Assim, o António Agostinho, no seu blogue “Outra Margem”, escreveu a sua opinião.
Eu não. Não vou emitir opinião. Gostava só de colocar três questões à autora, ou autor, porque fiquei com a convicção que me saberá responder:
- a primeira é que me mostre o projecto das putativas obras que se vão efectuar no mercado, já que qualquer um dos 9-vereadores-9 não o conseguiu.
- a segunda é porque raios é que o famoso regulamento do referido mercado, que ao que tudo indica foi promulgado sem consulta pública, está assinado por quem não é concessionário do mercado.
-a terceira é  porque razão nenhum dos 9-vereadores-9,  presidente incluído, explicam o que falta ser explicado.
Respeitando a opinião da suposta senhora, gostaria que ela (ou alguém por ela) me desfizesse estas minhas dúvidas.
E, já agora, também se poderia espraiar sobre as obras que se fizeram no mercado há não muitos anos.
Terão sido a expressão máxima do empreendorismo santanista ou apenas, mais prosaicamente, um desperdício do erário público para mostrar obra de fachada aos pacóvios figueirinhas e se prepararem as eleições em Lisboa?

-Aguardo resposta, mesmo que incógnita ou, sei lá, críptica (desde que fundamentada).

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Peixeirada, disseram eles


Decretou a imprensa regional de “peixeirada” a reunião de câmara do passado dia 26. Talvez motivada pela famosa e intrépida afirmação do doutor de Santa Comba (nós somos um povo de brandos costumes, dizia ele), revela simplesmente pouca imaginação e uma tentativa para disfarçarem que não repararam no único facto jornalístico que se pôde dali tirar.
Qualquer discussão um pouco mais acesa já é uma peixeirada, ou caldeirada, ou mistifório, ou seja lá o que quiserem?
Penso que a reunião foi suspensa mais devido aos 9-competentes-9 vereadores eleitos pelos figueirenses não terem tido a capacidade de explicar o que se lhes perguntou, e menos ao calor da refrega. Ou seja, o único facto político, também o único facto jornalístico, e não mencionado, é este:
Se há financiamento para as obras de requalificação do mercado, se há verba para as instalações provisórias, quer num caso como noutro não são assim tão pequenas, como é que não existe projecto? Alguém em seu perfeito juízo financia umas obras sem projecto? É este tipo de atitudes que levam à falta de diálogo, ou, melhor, com estas atitudes diminuem-se as possibilidades de diálogo.
Não sou da Figueira, sou do interior norte de Angola, mas não consigo imaginar uma “caldeirada” só com um único ingrediente, nem a consigo imaginar com menos de quatro. Os jornalistas regionais conseguem.
Se da imprensa já estamos conversados, do poder local muito há a dizer. 
A menos que, a partir daqui,  não se possa falar.

terça-feira, 26 de julho de 2011

O mercado Engenheiro Silva (II)

Hoje, pelas 15h00, no Salão nobre da Câmara Municipal da Figueira da Foz, uma reunião aberta à intervenção do público.
Pode estar em jogo o futuro do mercado. Daí, ser oportuno um apelo aos figueirenses para estarem presentes.
Entretanto, o mercado, há dias atrás. Cabendo à indignação dos figueirenses que não seja, só, para memória futura.








fotos: alex campos

domingo, 24 de julho de 2011

O mercado Engenheiro Silva (I)


Inaugurado no dia 24 de Junho de 1892, e, embora sob o ponto de vista arquitectónico não seja nada de arrojado, o histórico mercado é desde há muitas décadas um ponto de referência e de convívio, além de, pela sua centralidade, um importante factor económico para aquela zona já tão depredada da cidade.
Mas o que se passa actualmente deveria deixar os figueirenses apreensivos. 
O que se passa, ou pelo menos o que se consegue entender, é que o mercado está a ser alvo de interesses que não têm nada a ver com o interesse público.
Pode-se até traçar um paralelismo com o que se passou com as águas. Recordando: o “ps” iniciou as “démarches” para a sua concessão, ou privatização, ou lá o que quiserem chamar, e o PSD concluiu a tarefa, ou seja, assinou o contrato fazendo que os figueirenses paguem uma das mais caras do país.
Com o mercado, temo que se passe o mesmo.
O PSD, há uns anos, proclamou um regulamento unilateralmente, ou seja, sem consulta pública. As indecisões, ou decisões do actual elenco escolhido pelos figueirenses em fazer retirar os concessionários do mercado enquanto se fazem obras (que, segundo vozes autorizadas, são perfeitamente possíveis com o mercado a funcionar), além das tropelias que têm vindo a público sobre o lugar provisório onde o mercado deve funcionar, bem como as sucessivas visitas da ASAE a pedido (por denúncia de anónimos) deveriam fazer-nos reflectir.
É que mesmo não sendo uma obra-prima da arquitectura, o Mercado Municipal Engenheiro Silva é uma construção carismática e foi dos primeiros edifícios figueirenses concebidos para o fim a que se destinava - e assim foi por mais de cem anos.
É de edifícios com uma história viva e palpitante como este que se faz o património cultural de uma cidade que se preza.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Kinaxixi, o Bom Sucesso e o Engenheiro Silva







O Kinaxixi já era. E o Bom Sucesso já foi. Dois mercados praticamente da mesma idade. O caso do mercado luandense é mais doloroso. Foi pura e simplesmente deitado abaixo. Destruído. Em nome da especulação imobiliária, com o apoio de uma classe política indigente, igual, ou parecida vá lá, com a que votou o Bom Sucesso para um fim que não o seu.
Não faço ideia do que se passa com o mercado Engenheiro Silva, na Figueira da Foz, bem mais antigo que os dois primeiros. Passa-se, decerto, algo. Pelas conversas que tive com alguns dos seus concessionários é legítimo pensar-se, ou pelo menos levou-me a pensar, que estará a ser pasto, também e para não fugir à regra, da especulação imobiliária.
E o seu fim será na linha do angolano ou do portuense? O futuro o dirá, uma vez que, pelo andar da carruagem, os erros do passado servem para serem repetidos no futuro. Quando dá jeito, claro.