sábado, 12 de outubro de 2013
Augusto Alberto na Naval, 20 anos depois
sexta-feira, 23 de março de 2012
Filomena Franco na Naval
sábado, 15 de outubro de 2011
Augusto Alberto, um treinador no top
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Angola: prata no Remo
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Já há um figueirense em Londres/2012
sábado, 21 de maio de 2011
Filomena Franco: prata em Itália
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Remo: selecção angolana prepara-se em Coimbra
sábado, 13 de novembro de 2010
Uma mulher quebrada ao meio
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Filomena Franco (remo): bronze histórico no Mundial
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Breves notas sobre o Europeu de Remo

por Augusto Alberto (Texto e fotos)

E até esta minha cidade da Figueira andou de mãos dadas com o êxito. Muitas das centenas de atletas e demais acompanhantes passaram por cá. Alguns campeões olímpicos, sem suspeitarmos. E até o sóbrio e digno jantar das Nações foi realizado nesta minha cidade, no imenso areal, numa tenda montada a preceito, dando a ideia de que nesta minha amada Figueira não há lugar “nobre” para uma coisa destas. Ou como mão reaccionária acaba por celebrar, sem esperar, também o areal da praia da Claridade. Lá esteve, também, bem perto de mim, o nosso Presidente da Câmara, que pelos vistos não foi capaz, não soube ou não pode, dar uma sapatada em tamanha mão e se viu também atirado para o areal, não para ir a banhos, mas para jantar. Apesar de tudo, foi sempre um homem contente.
Pois é verdade, no país que discute até ao tutano as rábulas do mundo trauliteiro do futebol, e admite como boa a possibilidade do técnico da nossa gloriosa selecção nacional de futebol, poder insultar, quando e como, gente que cumpre as suas tarefas, e esperar que tudo continue a fluir sobre rodas, em Montemor-o-Velho, uma das mais importantes modalidades olímpicas, ofereceu momentos de grande beleza desportiva e plástica. Três dias de magia. Mas se a clareza desportiva esteve presente, é de referir que hoje o vizinho concelho de Montemor-o-Velho, com alguma audácia, empenho e sorte, possui um equipamento desportivo de elevada qualidade social, técnica e paisagística. Aquilo que ali nasceu e se concluiu agora, com a recepção da primeira prova FISA no nosso país, quer resposta atenta e persistente. E mais ainda. Tem fundamentalmente os montemorenses um local de eleição para os seus passeios e por isso, será bom que não deixem estragar o que agora se inaugurou.

Da competição propriamente dita, apesar da enormíssima medalha de prata do double-skull peso ligeiro do Nuno e do Pedro, o remo português tem ainda um longo caminho a percorrer. É preciso mais trabalho e fundamentalmente, melhor capacidade emocional, capaz de suportar meses a fio de árduo treino. Essa é a grande variável que tudo decide e o double-skull vice campeão Europeu, percebeu bem isso e vai recolhendo proveito.
Jovem atletas figueirenses contribuíram desportivamente para a formação das várias tripulações nacionais, ainda que em barcos não olímpicos, como o Ricardo Carriço, no dificílimo lugar de voga no shell de 8 com timoneiro peso ligeiro, e o João Gabriel, na posição de proa do mesmo barco, na idade de transição de júnior para sénior, em luta directa com os fortíssimos barcos da Itália e Dinamarca, obtiveram um honroso terceiro lugar. No skiff peso ligeiro, Diogo Pinheiro, um atleta já com alguma experiência, com um bom 8º lugar.
Como seria mais ou menos esperado, a Alemanha foi quem mais êxitos somou e a Grã-Bretanha, foi o único País europeu ausente, apesar da longa aliança, porque alguém soprou que ali haveria fiasco. Enganaram-se! Venha um mundial absoluto, é o meu desejo.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Patricia Baptista: 3ª na Final D
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Jogos Olimpicos da Juventude
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
JOJ: Patricia nas meias
A ginasista ficou em 3º lugar na sua série com 4.11.61, um tempo pior que na anterior eliminatória.
As meias-finais disputam-se amanhã.
Jogos Olímpicos da Juventude
A remadora do Ginásio Club Figueirense, Patrícia Baptista, que representa Portugal na 1ª edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, que se realizam em Singapura, classificou-se em 5º lugar, na sua série, na prova de mil metros. A atleta, que tem o acompanhamento técnico de outro figueirense, o treinador Augusto Alberto, gastou 4.05.64 minutos, e disputa hoje, a repescagem para a meia-final. quarta-feira, 5 de maio de 2010
Regata Internacional de Remo Adaptado
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
Celeste (II)
Por razões alheias à nossa própria vontade não foi publicada a totalidade da crónica “Celeste”. Aqui fica a segunda parte, com as respectivas desculpas ao Augusto Alberto e aos leitores.
Augusto Alberto
Há anos, numa manhã de sábado, dirigi-me ao velho posto náutico da Avenida Saraiva de Carvalho e não consegui abrir a porta. O telhado do velho edifício ruiu sobre os barcos e o atrelado que os transporta. Os escombros entravaram a porta. Percebi o pior. Logo dei pela perda.
Não sei quantas vezes o Celeste ainda remou depois da tragédia de 1930. Se calhar poucas. Ou mais nenhuma. O que sei é que ficou completamente destroçado. Fiquei muito magoado e hoje carrego uma dúvida. Provavelmente não fiz tudo para o salvar. Quantas vezes reclamei para que dali fosse retirado? Quantas? Pressentia que aquilo haveria de suceder. Mas também é certo que nunca ninguém me ouviu. Garanto-vos que hoje, conhecendo a forma como acabou, tê-lo-ia colocado à porta do museu, único lugar onde deveria repousar.
Celeste, em honra à mulher mais bela. Construído em Itália, Livorno, teve curta vida, aquela foi a sua regata de estreia, e história complicada.
Nesse dia de desconsolo, do último folgo do Celeste e do velho posto náutico, houve um prenúncio. Um prenúncio de que haveriam de suceder coisas bem piores. Se se tem reflectido sobre os escombros da Avenida Saraiva de Carvalho, talvez se tivesse evitado a desgraça da rua da República, que foi o fogo que destruiu a notável sede da Associação Naval 1º de Maio. A perda de uma preciosidade.
Estamos sempre a tempo de parar para reflectir. O futuro será sempre aquilo que cada um de nós quiser. Para o bem e para o mal.
Mas curioso é o facto de no mesmo dia do trágico acidente e quase à mesma hora, ter estado a minha mãe a empurrar para a luz do dia o seu primeiro filho, o meu irmão mais velho, que veio ocupar demograficamente o lugar do Cachola. Pelo menos por aqui, que bom que foi.
Esta é a história sublime de uma regata de remo. Permanece obscura, mas fui a tempo de a recuperar na oralidade do meu pai, que se hoje fosse vivo teria mais de cem anos e do próprio Edmundo, de quem os ingleses um dia disseram ser o remador mais valente que alguma vez remou nas memoráveis regatas da Taça Vitória, no conjunto das regatas internacionais da Figueira da Foz, da primeira metade do século passado. Taça Vitória, com fim também trágico, devorada pelo fogo da rua da República. Que infelicidade!
Por fim, aproveito desde já para responder a uma insidiosa pergunta feita por um anónimo, aqui nesta “aldeia olímpica”. O que faço eu hoje, ainda no remo? REMO, caro anónimo, sempre REMO.
CELESTE
Faz hoje, 22 de Junho, 79 anos, a história mais sublime do desporto da cidade, que quero aqui recuperar, depois de a ter contado em Dezembro de 1997, no extinto “A linha do Oeste”. Algumas alterações são exigidas, porque o tempo de hoje, não é o tempo de 1997, ainda muito povoado pela tragédia da Rua da República. Para que se conheça e se reflicta sobre a importância das coisas e do melhor da minha cidade.
É incontornável que a história da primeira metade do século XX não pode negligenciar o contributo soberano dos clubes da cidade. Neste particular, a história dos primeiros 50 anos da Associação Naval 1º de Maio possui um encanto muito particular. Cidade e clubes entrelaçam-se.
Desse período fica como momento mais sublime, o dia 22 de Junho de 1930. Estava uma manhã calma, de calor sanjoanino e dos “5 irmãos” partiram à mesma voz os dois shell 4 com timoneiro, da Naval e do Ginásio. Em disputa estava o Campeonato Regional de fundo. A luta saiu dura. O normal. Era a honra dos dois eternos rivais que se jogava então.
A velha ponte, lugar mítico das últimas acelerações, imutável, viu os dois conjuntos confluir para o mesmo pegão. Conheciam bem as correntes os dois timoneiros, experientes e timoratos. Entraram forte, até que o inevitável acontece, sobretudo quando se joga bem alto a bandeira.
Os remos movem-se sincopadamente. O timoneiro dá mais um puxão nos baldrocos, uma guinada de leme. O aperto foi de mais. E zás! A proa do Celeste entra completamente por debaixo do barco do Ginásio. O leme, lâmina fina do barco ginasista corta e rebenta a tela da caixa-de-ar do Celeste. Chocam! Os barcos perdem velocidade e param. Os nervos rebentam frágeis e ainda hoje não se sabe, nem ninguém nunca saberá, os motivos, António Cachola alivia os pés do seu pau-de-voga, salta do seu lugar e entra na água cristalina do Mondego. O grande Edmundo salta também, mas submerso sente um remo debaixo dos seus pés e pula de novo à superfície. Finca as mãos na borda do barco e aí permanece. Cachola não sabe nadar. Os outros três também não. Só o timoneiro sabe dominar as marés. O tempo corre. Os presentes, toda a multidão que sob o tabuleiro da velha ponte saudava a regata, dão-se conta do pior. Saltam à água dois homens destemidos. Salta à água um adversário ginasista. Mas Cachola afunda-se. A Cidade agita-se e logo chora.
Vinte e quatro horas após, o corpo aparece frio, junto à velha ponte, mãos fincadas no pilar, que a tudo assiste.
Não é minha intenção ao cabo de 79 anos ajustar a história. Aliás, não há ajuste possível. Foi, sê-lo-á por todo o sempre, comum, os encontros, o entrelaçar dos remos. Só que agora os barcos são de matéria dura e não é assim do pé para a mão que rebenta uma caixa-de-ar. Para além de que saber nadar, é uma regra certa.
As exéquias de Cachola foram monumentais. Toda a cidade se juntou no infortúnio. A imprensa nacional registou o momento. António Cachola ficou como símbolo do clube. Todos os anos os velhos navalistas se deslocam ao seu mausoléu.
Mas, e o Celeste? O barco?
Não acredito no destino. Acredito no potencial dos homens e instituições. Na vontade e inteligência. O resto são misticismos de gente que mendiga, rasteja e é incapaz. A sorte e o azar são coisas do jogo da vida.
domingo, 21 de junho de 2009
Um barco chamado “Celeste”

Poder-se-ia contar muitas estórias das refregas entre os dois, muitas delas cómicas. Mas também a tragédia invadiu algumas vezes o cenário. Augusto Alberto foi aos confins da memória resgatar, provavelmente, a mais pungente delas. Amanhã. Porque amanhã faz 79 anos que um barco chamado “Celeste”…
sábado, 20 de junho de 2009
A vitória do shell8+ foi há 5 anos
Entrevista
O maior feito do remo figueirense, a vitória do shell8+ do Ginásio no campeonato nacional, fez 5 anos no passado dia 15. Porque poderá parecer estranho ser esta vitória ainda única numa cidade virada para o desporto e em que esta modalidade tem grandes tradições, a “aldeia olímpica” entrevistou um dos obreiros desse feito: Augusto Alberto. Para quem poderá não saber era o treinador e o timoneiro do conjunto vencedor. Depois de ter passado pela selecção principal e pela sub-23 está agora com o projecto paraolímpico.
Ele mesmo, o colaborador deste blogue, teve a gentileza de responder a algumas questões. Ei-las.
Antes da prova equacionaram a hipótese de chegar à vitória?
Reunidas as condições humanas necessárias, e estando consolidada a base material e logística, claramente se colocou como o único objectivo, pela primeira vez, a vitória no Campeonato Nacional.
É preciso esclarecer que a modalidade passou por um longo período de apagamento, por razões várias, entre o início da década de 50 e o início da década de 80, do século passado, três décadas. Este apagamento colocou a modalidade numa situação de aflitiva inferioridade, logo à partida, do ponto de vista material. No início do seu período de recuperação, o remo da Figueira não reunia condições materiais e logísticas para se afirmar do ponto de vista da qualidade. Do mesmo passo, necessariamente não foram criados atletas de qualidade, com o hábito do treino e da competição de um modo sério, consistente e contínuo. Desse modo, não poderia existir, especificamente, tradição do treino e competição neste barco. Quando a modalidade principiou a sua recuperação, naturalmente as cautelas e o receio de competir, sobretudo num barco tão rápido e exigente, foram sempre muitas. O percurso foi feito paulatinamente noutros barcos, ao mesmo tempo que se foi criando o hábito do shell 8 nos escalões de formação, com inteiro êxito, diga-se. Foi, pois, necessário romper com o medo de treinar e competir neste barco e isso foi um longo processo.
À medida que as condições se foram reunindo, foi necessário estar atento à vontade dos atletas. Essa vontade está sempre datada no tempo, porque nem sempre se conseguem reunir com vista a este desafio, que é enorme, porque é complexo, tanto do ponto de vista do treino técnico, físico e de grande exigência do ponto de vista da estabilidade emocional. Por outro lado, são precisos entre 10/12 atletas, sendo que no final só 8 são os eleitos e essa escolha é sempre muito dramática para o treinador, que é quem decide em última análise…
…bem, a questão foi que começamos com 10 atletas à partida com hipóteses de remar no shell 8 e acabamos com 9. Foi necessário decidir finalmente o atleta não legível, que trabalhou do mesmo modo, competiu também no conjunto das regatas que suportaram a preparação da equipa, mas acabou por não ser o escolhido. No dia da escolha o treinador sofreu e sofreu o atleta, que apesar de ser o 9º atleta, criou inicialmente expectativas sérias a propósito de um objectivo que era muito relevante do ponto de vista do seu espólio desportivo. Com a agravante do atleta em causa, ser o atleta de maior relação afectiva e cumplicidade com o treinador. Ambos travaram muitas batalhas desportivas juntos e estiveram juntos na equipa nacional, mas, verdadeiramente, a escolha do ponto de vista do treinador, tinha de ser essa.
A margem de erro nesta modalidade é relativamente mais baixa porque ela é mensurável e não casuística, embora como em tudo na vida, o erro é sempre possível. Aliás, nesta matéria, os melhores são sempre os que melhor decidem, porque aumentam a sua taxa de êxito.
Mas como estava a dizer, no ano dessa vitória, estavam resolvidas as questões basilares, com um modelo de treino em linha com um esforço máximo de 6 minutos, número redondo, físico e técnico, e com uma óptima estratégia, que definiu que durante a época, apesar de múltiplas competições neste barco, só uma nos interessava, o titulo nacional. Nessa época, só por duas vezes a equipa foi ganhadora. O campeonato Nacional e 15 dias após, a vitória na Taça de Portugal.

foto: www.ginasiofigueirense.com. A tripulação ginasista perto da meta, à frente do Caminhense e do Náutico de Viana.
Existe sempre hipótese, desde que criada a tempo, mas a questão, é de que na falta da tradição de competir sistematicamente para os lugares do topo, as dificuldades vão aumentando.
Se foi difícil a primeira vitória, pelas razões acima descritas, mais difícil é repeti-la, porque na falta da tradição que disse, não é fácil, dados os grandes sacrifícios exigidos aos atletas, como por exemplo, treinos a acabar cerca das 11.00 horas da noite, repetir com os mesmos atletas, o mesmo desafio. Porque um atleta é um caso, alguns não estão disponíveis para novos e renovados sacrifícios. Ficam alguns, mas só alguns não chegam, porque também a base de recrutamento não é assim tão vasta, em linha com as necessidades. Estamos, apesar de tudo, a falar, mesmo em termos de remo nacional, de atletas acima do 1.85 metros e dos 85 kg. Não é fácil. Alterando-se as condições, volta tudo ao ponto de partida. Será preciso, procurar de novo a conjunção dos factores em referência e estar atento ao momento ideal, que poderá ter de esperar anos.
Não creio que a questão central seja essa. Por razões várias, como disse, o remo passou trinta anos em profundo coma e isso necessariamente deixou marcas. A tradição da modalidade fugiu durante esses trinta anos e não existia como oferta simplesmente lúdica ou de modo competitivo. Naturalmente, o futebol e o basquete, este com um período muito pujante, nesse entretanto, implantados, recolheram as preferências e mantêm até hoje a sua cultura e poder de atracção. É um direito que lhes é próprio, que somado a algum mediatismo local, regional e nacional, tem esse efeito de maior recrutamento. Contudo, já no período de nova estabilidade do remo, a modalidade tem tido, à custa de uma boa e suada politica de recrutamento no âmbito dos dois clubes da cidade, uma boa relação com a juventude, e agora, creio que de modo muito curioso, com atletas mais velhos, veteranos. Alguns que regressaram de novo aos barcos, outros ainda, e isso é muito significativo, fizeram da experiência na modalidade, uma nova oportunidade.
A questão não é pois a do recrutamento, que como digo, anualmente é muito bem feita, são outro tipo de questões, muitas e complexas, que por isso não cabem nesta resposta, até porque, se se fizer o balanço dos últimos trinta anos do remo na Figueira, se verá como a modalidade envolveu muita gente e ainda envolve e os resultados foram muito significativos, tanto do ponto de vista da competição nacional, como das varias experiências internacionais.
Em termos absolutos, eu direi que a modalidade tem de ser mais do que a modalidade que na área das escolas e da formação, está muito bem, mas que tem de ser consistentemente adulta. Isso implica ter coragem para tomar de modo regular, as boas decisões. E às vezes não é fácil.
Será preciso esclarecer ainda, que 4 dos 8 atletas constituintes da equipa campeã nacional, na época anterior não tinham relação com o clube, o Ginásio Clube Figueirense. Ou seja, 3 deles são oriundos de Coimbra e o outro com origem em Viana do Castelo, embora vivendo à data em Coimbra. Foi possível reunir vontades, razões antropométricas, que no ano seguinte já não foi possível reunir, ainda que o clube tenha estado presente na final nacional que decidiu as medalhas.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Remo paraolímpico - Regata internacional
Filomena Esteves
Estiveram presentes selecções fortíssimas, com os seus campeões paraolimpicos, da Grã-bretanha e Itália. Também viajaram até ao lago de di Varegio, as selecções da Rússia, Polónia e Portugal, que se fez representar com a sua atleta paraolimpica, Filomena Esteves, na categoria, arms e spalding. (braços e espaldas).
Neste primeiro encontro internacional, num remo muito especial, a atleta portuguesa portou-se de modo brilhante e conseguiu duas medalhas de ouro em outras tantas provas. Contudo, o mais importante, foram os progressos técnicos e físicos da atleta, escassos meses de trabalho após os Jogos Paraolimpicos de 2008 em Pequim. Evoluiu mais de 1 minuto, para uma distância de 1.000 metros, colocando a sua marca a um nível que lhe daria desde já um lugar para os próximos Jogos, ainda que a prova de apuramento se realize somente em 2011. Quer isto dizer, que os níveis de progressão são muitos, pelo que o tempo realizado nesta competição, se situa cerca de 30” das regatas finais onde se decidem as medalhas em Campeonatos do Mundo e Jogos Paraolimpicos. É uma diferença possível de diminuir substancialmente, e cremos que na próxima competição, a realizar em Poznan/Polónia, no Campeonato do Mundo, a realizar em Agosto, isso vai ser uma realidade".



