sábado, 30 de abril de 2011

Ginásio CF vence Taça de Portugal em kickboxing

Pela primeira vez, e surpreendentemente, o Ginásio Clube Figueirense venceu hoje, no Pavilhão dos Desportos, na Anadia, a Taça de Portugal.
O treinador Manuel Teixeira não esperava a vitória, uma vez que há clubes que apresentam o dobro ou o triplo do número de atletas que a equipa figueirense apresenta, o que tornava a vitória da equipa figueirense pouco plausível.
Mas a perfomance da maioria dos atletas que se apresentaram em boa forma permitiu a surpresa.
As fotos da festa:

Francisco Madureira, Tiago Mendes, Miguel Ângelo, Rita Madureira, Francisco Afonso e Bernardino Araújo

Carina Maia e Rita Madureira


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Foi você que pediu o capitalismo selvagem?

Augusto Alberto

Se não foi, previna-se, porque estamos na sua antecâmara. Primeiro foram os doentes portadores de doenças raras. Agora a medida tornou-se extensiva a quem é portador de hepatite B crónica. A farmácia do Hospital dos Capuchos (Lisboa) está a exigir a estes doentes o pagamento do medicamento Tenofovir, um antivírico necessário para tratamento da infecção crónica pelo vírus da hepatite B (VHB). Este medicamento custa a cada doente 362,52 euros por mês, de acordo com o comprovativo passado pelos serviços farmacêuticos/sector ambulatório daquele hospital.

Esta é a notícia de um jornal, que deixo sem mexer na sintaxe. E o que quer dizer? Que está a caminho a completa liquidação do Sistema Nacional de saúde, uma das grandes conquistas do 25 Abril. Trocando por miúdos, esta liquidação, muito acelerada, é a aplicação prática da célebre teoria do PPD/PSD, que diz: “quem quer saúde paga-a”. E ainda só estamos no desgoverno do Partido Socialista. Não sei se me entendem. Chegará a altura em que alguns ganharão muito dinheiro à custa da doença alheia, como é comum no mais destrambelhado capitalismo. Aliás, como a vadiagem financeira, que vai medrando à custa da ramela que escorre pelo corpo de milhões de portugueses. Foi para isso que a troika cá veio, apesar de eu e você não a chamarmos. Mas vou ser eu e você quem vai pagar a opção de classe que visa safar os bancos alemães e franceses e inchar a banca nacional. Esta durante muito tempo recebeu dinheiro emprestado do B.C.E. a 1% e emprestou ao estado português, a 8%, e que numa manobra de torção, recusou emprestar mais dinheiro. Teve a sagacidade de acelerar a entrada do cartel dos agiotas, para, dizem, criar um fundo de contingência para suportar os famosos testes de stress da banca nacional. Em piano baixo, quer dizer, realizar, sem stress, mais um roubo inteligente.
Enquanto esta seita enriquece, nos antípodas, o povo vai na rota da total liquidação. Nada disto é difuso. Por isso, não me venham dizer que a culpa é do 25 Abril, porque 25, mais Abril, são só datas no tempo e na memória que exigem defesa permanente. Aqui chegados, convêm então perguntar quem decide e autoriza este vazar das coisas? O povo português, que tem dado, infantilmente, o seu voto a quem a seguir rouba Abril. É assim que as coisas têm de ser vistas e ditas, por um cidadão politicamente engajado, que se sente liberto de ser politicamente correcto. O mal está na fobia da autoflagelação.
Por isso, só é totó ao cabo destes 37 anos, quem quer.

Remo: selecção angolana prepara-se em Coimbra



André Matias e Heráclito Guimarães (na imagem) e Jean Luc são os 3 atletas que vão representar Angola nos Jogos Pan-Africanos e tentar o apuramento para os Jogos Olímpicos.
Representam actualmente a Associação Académica de Coimbra, tendo o segundo nascido na Figueira da Foz, cidade onde foi treinado por Augusto Alberto, colaborador deste blogue.
Os Jogos Pan-Africanos realizam-se em Setembro em Moçambique, seguindo-se em Outubro a qualificação para os JO em Alexandria, no Egipto.
No plano de preparação dos atletas está a participação na Regata Internacional da Queima das Fitas, no próximo dia 7 de Maio.
Embora muito difícil o apuramento para Londres seria ouro sobre azul para uma modalidade que se tem desenvolvido em Angola.

Então é disso, a democracia tem carrapatos!!!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ferrinhos

Augusto Alberto

No dia 24 de Abril deste ano de 2011, 37 anos após o último dia da era fascista, estava um pouco sombrio e a precisar de me erguer. Felizmente, num segundo de sorte, tudo mudou. Num zapping, fiquei no magistral concerto de Richard Galliano no festival de jazz de Nancy. Galliano na companhia de 3 belíssimos violinos, um violoncelo e um contrabaixo, que durante 2 horas nos agarraram com notas sertanejas, do próprio Galliano, tango e Astor Piazzola, imperdível, e sobretudo de belíssimas notas de Bach, saídas do acordeão e harmónica vocal. A cereja em cima da doce espuma dos sons. Sons absolutos e sempre que possível, a repetir. Recuperei naturalmente o brilho dos dias.

E recuperei de quê? Recuperei a paz, depois de ter ficado molestado com o exercício intelectual que foi a entrevista à televisão de Ferro Rodrigues. Como é possível aquele exercício intelectual canalha e retorcido, de alguém que disse, teve preocupações sociais? Ferro Rodrigues portou-se como um cangalheiro, sem a noção do tempo que passa, coleccionando e depois debitando os arquétipos de serviço e da moda, num exercício intelectual repetido até à náusea do nauseabundo exercício de vitimização e de passa – culpas de Sócrates e do Partido Socialista. Ferro Rodrigues depois desta entrevista, a pedido, se perder um tempinho a saber o que dele se diz, só poderá ficar muito dorido. Está ferido! Evidentemente que sempre poderemos dizer, que para quem perdeu a vergonha, a dor não será muita. Exactamente. Mas é aqui que a porca troce o rabo. Porque razão há gente que se coloca neste patamar de bajulice e submissão? No exercício pessoal da procura de um lugar para o remanso dos dias, e, para isso partem sempre do princípio de que estão a falar para gente pouquíssimo exigente e sem vontade de fazer um exercício crítico e de aprendizagem. Assim a modos como falar para carneiros. Compensa, ainda, ao cabo de 37 anos.
Depois, revigorado pelo bálsamo dos sons, aproveitei para recordar os lugares por onde passei no dia 25 de Abril de l974. No Carmo, mesmo na hora. Depois desci à Rua do Arsenal, onde as coisas aqueceram. E no dia 26, exactamente na António Maria Cardoso, a “ouver” a PIDE com tempito ainda para matar. Tinha chegado da guerra há uns diazitos atrás, e por isso só podia estar muito feliz. Só nunca estive preparado para “ouver” o exercício nauseabundo e passa – culpas, após 37 anos, dos que, outra vez, vem empobrecendo esta pátria de quase 9 séculos.
Isto não é tremendismo, é a vontade de dizer a todos os “ferrinhos”, já chega, tenham vergonha, se se acham credores ainda de alguma honra.

terça-feira, 26 de abril de 2011

No coração do império

Dezenas de presos com perturbações psiquiátricas, foram mantidos presos no campo de concentração de Guantánamo durante vários anos pelos EUA. Vários tentaram suicidar-se e pelo menos três consumaram o acto em 2006. De acordo com a informação filtrada pelo Wikileaks e divulgada hoje através do jornal El Pais, é demonstrada a obsessão dos interrogadores em encontrar o paradeiro de Osama Bin Laden a todo o custo e reflectem a extrema violência que marcam as relações entre guardas e prisioneiros no campo de concentração.

Troikas há muitas...



Estas, por exemplo. 
Como a primeira e a terceira partilham a mesma luta, e como a união faz a força, dia 5 de Junho são muito bem capazes de ter isto no papo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Como o fiel escudeiro Egas Moniz

Augusto Alberto

Segundo reza a lenda, Egas Moniz, da linhagem das melhores famílias de Entre – Douro e Minho, a quem foi confiada a educação do nosso primeiro Rei, e seu futuro aio, deslocou-se a Toledo, com a mulher e filhos, descalços e presos pelo pescoço por um baraço, colocando a sua vida e da sua família nas mãos do Rei de Castela, como penhora pelo juramento feito pelo seu amo e nosso primeiro rei, Afonso Henriques, quebrada com a invasão da Galiza. Afonso VII de Castela, impressionado com tamanha honra, mandou-os de volta a Portucale e em paz.
A gente sabe que às vezes a História se repete. E também Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças, aio e escudeiro para as questões da economia do nosso José Sócrates, desde há uns tempos atrás, tem andado um trapo e também com um baraço ao pescoço, em cabal fidelidade ao seu Primeiro Ministro. Mas acontece, a fazer fé nos varejões dos jornais que tudo sabem, ao contrário de Egas Moniz, que foi mandado de volta e em paz, José Sócrates mais os restantes fieis escudeiros, deste feita, torceram a História, fazendo alto ao ministro Teixeira dos Santos e indicaram que se vá e que aperte o nó do baraço, até que sufoque o pescoço. Que ingratidão!
E neste caudal de gente mixoalha e de submissões, por três vezes li o texto e por três vezes esbugalhei os olhos, apesar de saber com o que contamos até tive dificuldade em acreditar. O Presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, que em tempos foi sindicalista da UGT, (tinha que ser), apresentou-se, à “troika”, com as canelas em ferida, o baraço em desalinho e o cachaço em baixo, a pedir que esta “troika”, nos indique uma mudança na Constituição Portuguesa, afim de facilitar os despedimentos. Depois de ler e reler tamanha noticia, só posso concluir que esta gente é um horror e que em todo o mundo, não pode haver pessoas tão fracas. É por isso que gosto cada vez mais de gente que é capaz de manter a espinha direita, mesmos nos momentos em que as curvas mais apertam. A um telefonema da “troika” para a Soeiro Pereira Gomes, os meus camaradas indicaram que por ali, nada feito. Que fossem levar onde levam as galinhas. No olho do cú! Aprendam como se faz e como se honra a Pátria, o nome e a memória de grandes e fieis Portugueses, como o fiel escudeiro, Egas Moniz.
Ah! grande Partido Comunista Português.

"Outra Margem" faz 5 anos

Aniversariante tambem como "Abril", o blogue do meu amigo António Agostinho festeja hoje  5 anos.
Seja ao serviço da sua pequena localidade, a aldeia Cova-Gala, no sul do concelho, ou com informação nacional ou internacional, o Agostinho coloca sempre o rigor e a seriedade que o caracterizam como pessoa e como o caracterizaram como jornalista. Mesmo quando utiliza o seu subtil sentido de humor.
Aqui ficam os parabéns. Ao Agostinho e ao Pedro.

Abril sempre! (V)

domingo, 24 de abril de 2011

Obedecer é muito lindo


Como já não há poder político, mas sim comissários políticos do poder económico, os “políticos” já não têm muito para dizer ou fazer, exceptuando, claro, o cumprimento de ordens.
Assim, quando abrem a boca só lhes resta dizer coisas óbvias que toda a gente sabe, e que não passam de baboseiras. Ferro Rodrigues exemplifica numa recente entrevista a obediência aos donos que custará a independência ao país.
Defende o totó um acordo com a Direita. Ele não defende coisa nenhuma. Toda a gente já sabe que é o FMI, com quem eles andam ao colo, que exige.
Diz, também, que não quer um acordo com a Esquerda. Pudera, estaria a negar toda a política seguida pelo seu partido, de subserviência ao capital internacional, de aumento de desemprego, de trabalho precário, de agravamento das condições de vida de quem trabalha. Mas não é ele que não quer, sãos os donos.
Mas no fundo, mesmo lá no fundo, este tótó sabe bem, como toda a gente sabe, que se a Esquerda tivesse o FMI ao colo deixava-o cair e pisava-o. E mandava-o para casa.

Zé Leonel

A banda figueirense "Cães Danados" dedicou esta madrugada, no concerto em Arneiro de Fora (Maiorca), o tema dos "Xutos e Pontapés" "Morte Lenta", ao malogrado co-fundador da mítica banda.
Com as guitarras e a bateria em silêncio, o baixo e a voz sentida do vocalista Paulo Dâmaso prestaram homenagem ao músico recentemente desaparecido.
Recorde-se que aquele tema fazia já parte do reportório da banda figueirense, da mesma maneira que os "Xutos" são uma das suas referências.

sábado, 23 de abril de 2011

Abril sempre! (IV)


E o réu levantou-se com o aprumo e a dignidade das consciências tranquilas.
Jovem, tinha no olhar a limpidez dos íntegros e a altivez dos lutadores.
 - Nome, idade, filiação?
- Chamo-me Abril, nascido em 25 de 1974, filho da opressão e da miséria.
- Sabe do que é acusado?
- Confirmo, meritíssimos juízes que sei e me orgulho da sublime culpa.
Devolvi à flor a cor e o sentido, espalhei por todas o aroma inolvidável, iluminei-as com o sol da vida e da esperança, quebrei-lhes as algemas e as grades dos cárceres da tristeza, e as pétalas abriram-se libertas e as crianças sorriram. Ao vento dei a direcção e o pólen que fecundou a dignidade de néctar já esquecido
Fez uma pequena pausa e num tom calmo mas firme continuou:
Não sou herói nem mártir, mas a vida que em mutações constantes repele a cobardia e ao esgotar-se em sofrimento renasce impetuosa e firme, sugerindo de novo caminhos que só a bússola do sonho é capaz de encontrar.”
Os juízes entreolham-se; na assistência, uma jovem de beleza etérea, frágil embora, como tudo o que é puro, segue, letra a letra, o discurso vigoroso. É a Liberdade, sua irmã. Filha também de todas as quimeras, sem as quais a existência não tem sentido, sabendo-se que a nossa vida está orientada para o futuro que Lhe pertence.
A Liberdade, irreprimível, intemporal, questionou:
Porquê e em nome de quem nos julgam? Tempo perdido é o vosso. Sou parte dos subjugados pela ignorância quando dela consciência tomam e se libertam. Corporizo os seus anseios colectivos no Maio 1º, e posso renascer, e renasço sem dia ou mês anunciados.
Não se julga o sol e o luar e o bom-senso não questiona as estrelas, a brisa das manhãs ou o crepúsculo.
Em que instância se encontram a cobiça e a arrogância, irmãs daninhas, subvertendo indecisos, fracos e frustrados, arregimentando-os em legiões de corruptos?
Dado que libertas se encontram, decerto deixaram como caução a gula esfomeada que já vos subornou!
Abril retomou a palavra:
Um mês é sempre precedido de outro mês e de outros tantos como a eternidade, da opressão nasceu sempre a revolta tão natural como a água nas fontes. Julgando-me arrastam na vossa acusação, Maio meu irmão, e nossa irmã Liberdade que me abraçaram nesse reencontro que a memória retêm.
Senhores jurados, meritíssimos juízes duma causa também vossa; lembrem-se das lágrimas de alegria, da festa, da fraternidade que a todos envolvi quando cheguei, da solidariedade reencontrada, das canções, da alvorada de esperança que, perdendo-se, vos perde!
E justiça foi feita:
Abril, Maio e a Liberdade foram condenados a jamais se separarem, a lutarem eternamente, a nunca se curvarem e a serem amados para todo o sempre pelos que exigem dignidade e pão.
E assim será!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Mourinho em punk-rock

Claro que estou rendido ao futebol maravilha do FC Barcelona. Mas também, por razões mais culturais que propriamente futebolísticas, simpatizo mais com os "culés". Não ganharam, mas há mais marés que marinheiros, como diz o povo. 
Aqui fica, contudo e para realçar o meu desportivismo, uma canção dedicada ao "special one". Os "Cães Danados" serão muito possivelmente a primeira banda do mundo a dedicar um tema ao possivelmente melhor treinador do mundo. Aí vai:

Cangas

Augusto Alberto

Tem papeira? Isso resolve-se com a canga, disse o fulano das rezas, crendices e mesinhas a um vizinho muito próximo. Isto foi há muitos anos, num tempo de bons e repetidos milagres. Dias a fio, pelo fim da tarde, o meu vizinho meteu a canga do boi no pescoço e com enorme esforço rodava a nora e o balde subia e a água corria para o pote. Era eu uma criança e, espantado claro, olhava para aquilo como quem olhava para um boi. Evidentemente que após um bom par de dias com a canga à volta do pescoço e das voltas ao poço da água, a papeira persistia e o duplo incómodo também. O padecente, cansado da mezinha, deixou a canga para o boi e em quase desespero, alterou a terapia, abeirou-se do médico e começou o tratamento adequado. A papeira murchou.
Hoje, para lá dos 60, sinto que meio século é muito tempo, mas parece que a canga aperta e a nora continua à roda, porque deparo com um cartaz que nos convoca para uma manifestação contra a canga. Não a canga que cerca o pescoço do boi, e a que cercou a do meu vizinho, mas a canga que nos cerca económica e socialmente. E o que diz o cartaz? “Não te deixes roubar, combate-os”.
E com toda a clareza indica quem temos de combater, que é quem nos tem posto a canga. Conferindo: Cavaco, Sócrates, Teixeira dos Santos, Passos, Portas, Fernando Ulrich, Santos Ferreira, Belmiro, etc. Surpreendente, parece ser a coragem de chamar os ladrões pelos nomes. Uma má surpresa para os ladrões, evidentemente, que por isso nunca perdoarão. Ficaram, se ainda restasse dúvidas, a saber que felizmente ainda há gente que não está infantilizada por aquela máxima que diz: nunca cuspas na mão que te dá o prato da sopa. Antes pelo contrário, é gente firme e com todo o propósito, escorraçada de alguns lugares, porque tem a coragem de denunciar as mãos que nos roubam o pão. É então o momento de fazer perceber a alguns meus camaradas, que me aparecem tristes e aborrecidos, que as coisas são muitos claras. Não é por acaso que a comunicação social, aos comunistas, os apaga e o Cavaco que convoca todo o traste para conselheiro do estado, aos comunistas, diz não.
Muitos são os ladrões, sabemos de fonte segura, mas outros, convencidos, estão com a ladroagem, porque lhes parece que aqui e agora, vão sobrar umas migalhas. Devo sublinhar que é um engano, porque a ladroagem quer que a roda rode e a nora gire sempre no mesmo sentido, para que balde a balde a água suba e caía sempre no mesmo pote.
Quem vos avisa, vosso amigo é.