sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Palestina: uma importante vitória


Histórico. A Palestina foi, ontem, reconhecida como Estado observador da ONU, por 138 países que votaram a favor. Ainda assim contaram-se 41 abstenções e 9 países votaram contra, entre os quais Israel e os "super-democráticos" EUA.
Se os palestinos, e o resto da humanidade, acreditam na paz, há quem deseje a continuação da guerra. As reacções de responsáveis israelitas e americanos indiciam o que toda a gente sabe. 
Com esta votação o Estado Palestiniano pode vir a ser membro do Tribunal Penal Internacional, o que permitirá aos palestinos apresentarem queixa contra Israel. Mas os americanos já fizeram saber, numa  habitual "demonstração democrática", que poderão cessar a ajuda à Cisjordânia, caso os palestinos recorram ao TPI.
Ainda falta um longo caminho para a paz e para a independência de facto da Palestina, mas que esta foi uma vitória importante, não temos dúvidas.
O "Aldeia Olímpica" partilha da alegria do povo palestiniano.



terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pilatinhos


 Augusto Alberto
    

Dissequemos as novas, porque depois da bonança virá a borrasca.
A Associação Naval 1º de Maio perde a totalidade dos seus atiradores, que se transferirão para o Sporting Clube de Portugal. E dentro em breve, será colocado o sintético no campo de treino anexo ao Estádio Municipal.
A Associação Naval 1º de Maio, é sabido, foi insensato objecto de um projecto eleitoral. Recordo o que sempre disseram velhos navalistas: “voto em Aguiar porque voto na Naval”. Receoso de perder o controlo sobre o que considerava ser o instrumento para a glória política, Aguiar sempre recusou o debate no clube, anulando desse modo soluções para a sua universalidade e mundividência. Entretanto, colocando-o por um fio, deu-lhe uma guinada, que só lhe trouxe demagogia e promessas incumpridas. Reduzida correntemente ao futebol e ao remo, a que se deverá somar liquidação de património e duas das suas mais distintas secções, o basquetebol e o tiro, sobrando para o remo uma espécie de tragédia náutica, e absolutamente vitima, também, da sedimentada falta de ideias para uma actividade desportiva mais universal na cidade. Que a deixou perante falta de instrumentos e equipamentos desportivos mais universais, que pudessem suportar parte da sua actividade e ainda, vítima também, do principio devastador que certa elite associativa citadina carrega, (para sublinhar o “eu”, é preciso secar o outro), o fim prematuro da carreira de tiro, foi o tiro certeiro que suporta a lógica. E escolhendo caminhar sobre um fio muito estreito e sem rede que a ampare na queda, em detrimento de prosseguir segundo a lógica do fio ariande, poderá estar a caminho do patíbulo e sofrer a derradeira tragédia.
Admito, contudo, que possa haver quem a queira puxar a avante, de todo o modo, será tarefa ciclópica, porque no infausto frenesim, se eliminaram os quadros, o que de melhor existe na vida associativa.
Entretanto, neste ínterim, virá o campo sintético, acto minimalista. E eu pergunto: E se a Associação Naval 1º de Maio se extinguir, para que servirá o sintético? Poder-me-ão dizer, como já me foi explicado, fundar-se-á um novo clube que assumirá a herança do futebol na cidade. E então, é assim que se acaba com 120 anos de história?
Pilatos, sabemo-lo, sublinhou a tragédia. Por cá, percebemo-lo, há também, sem remorsos, quem queira lavar as mãos.

domingo, 25 de novembro de 2012

25 de Novembro, o fim de Abril

Faz hoje 37 anos que Abril se finou. 
No fim de contas, temos o que queremos. Ou não será assim?

A recuperação capitalista, que começara nesse dia, continuou sempre numa espiral ascendente até ao governo proto-fascista de hoje. Lembremo-nos, porque é importante preservar a memória, dos acontecimentos do 1º de Maio de 1982, no Porto. 

sábado, 24 de novembro de 2012

Muda de clube, Rui Patrício


Augusto Alberto   


Muda de clube, Rui Patrício, pareceu-me ler, hoje, num jornal desportivo. Com efeito, não foi assim, mas para os devidos efeitos, mantenho o que me pareceu. Muda de clube Rui Patrício.

Rui Patrício é, como sabemos, o guarda-redes excepcional e ocasional de uma equipa de futebol, de um clube centenário, de briosa história, feita por filhos da mais alta competência, desde logo, Joseph Szabo, Jesus Correia, Albano, Vasques, José Travassos, Peyroteo, João Azevedo, Vítor Damas, Joaquim Agostinho, António Livramento, Moniz Pereira, Carlos Lopes, Rui Silva, entre muitos outros, hoje, completamente amargurado, manietado, amedrontado, a sangrar e desmoralizado, recheado de equívocos e de muitas e más opções políticas, organizacionais, materiais e psíquicas, e por isso, escavacado por sacripantas e mitómanos barões e descendentes barõezinhos, caceteiros e arruaceiros militantes, lépidos no arrancar da calçada para de seguida a atirar à policia.
Muda de clube, Rui Patrício, sob pena de ficares no lado fraco da História, sem proveito material e sem glória cívica e moral.

Muda de elite e de governo, Povo, (aqui temos uma diferença substancial, porque esta não é uma ocasional, mas substancial Nação de 900 anos), de briosa História, feita por filhos da mais alta competência, como Luís de Camões, Gil Vicente, António José da Silva, (o judeu), Damião de Góis, Frei Bartolomeu de Gusmão, Padre António Vieira, Almeida Garrett, Bocage, Eça de Queirós, Aquilino Ribeiro, Jorge de Sena, Egas Moniz, José Saramago, entre muitos outros, hoje, completamente amargurada, manietada, amedrontada, a sangrar e desmoralizada, recheada de equívocos e de muitas e más opções políticas, organizacionais, materiais e psíquicas, e por isso, escavacada por sacripantas e mitómanos barões e descendentes barõezinhos, caceteiros e arruaceiros militantes, lépidos no ajuste de contas com o Povo de Abril.
Muda de elite e de governo, Povo, sob pena de ficares no lado fraco da história, sem proveito material e sem glória cívica e moral.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Padre António Vieira (lá vão os ladrões grandes enforcar os piquenos)


   Augusto Alberto


 Li e ouvi, que portugueses, ontem, limpinhos e asseados, da sossegadíssima e fidelíssima classe média, agora na miséria, alimenta-se de comida previamente confeccionada e enlatados, para não terem que gastar nenhum tipo de energia. E ainda, que utilizam bombas de gasolina, para se abastecerem de água potável.
Aqui chegados, temos que dizer que, em bom rigor, surripiar água, em apreciável volume, de um posto gasolineiro, pode ser um roubo e configurar um crime. A este propósito, dou a conhecer o que disse e diz, o Príncipe da palavra e consciência cívica, Padre António Vieira, no seu fabuloso “sermão do bom ladrão”, lido na Igreja da Misericórdia de Lisboa, no muito longínquo ano de 1655.

     “…Suponho finalmente, que os ladrões, de que falo, não são aqueles miseráveis, a quem a pobreza e vileza de sua fortuna condenou a este género de vida…O ladrão que furta para comer, não vai, nem leva ao inferno…de que eu trato, são outros ladrões de maior calibre, e de mais alta esfera, os quais do mesmo nome, e do mesmo predicado distingue muito bem S. Basílio Magno…Não são ladrões, diz o Santo, os que cortam bolsas, ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa: os ladrões, que mais própria, e dignamente merecem este titulo, são aqueles a quem os Reis encomendam os exércitos, e legiões, ou o governo das Províncias, ou administração das Cidades, os quais já com manha, já com força roubam, e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubem Cidades, e Reinos. Os outros furtam debaixo do seu risco, estes sem temor, nem perigo: os outros, se furtam, são enforcados; estes furtam, e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que grande tropa de varas, e Ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões, e começou bradar: Lá vão os ladrões grandes enforcar os piquenos.”

Como concluir? Que tudo é tão igual ou tão pouco mudou. Que a elite de ontem é a de hoje. A mesma que quase levou o Padre António Vieira, apesar de Padre, até à fogueira, porque lhes pareceu que tamanha lucidez e consciência cívica deveria acabar no apologético lume do Santo Ofício.
E o Povo? O Povo, na vulgata de um provérbio, que diz “quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga”, ainda não deu pela sua desgraça, porque ao cabo de centenas de anos, pouco uso lhe tem dado. 

desenho de F. Campos

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Figueirinhas homenageiam Santana


Os figueirinhas vão homenagear Pedro Santana Lopes. Soube disso através do blogue Outra Margem. Até aqui nada a opôr. O homem até deixou grande obra na cidade, durante o seu consulado de 4 anos. Não, não me refiro ao fim do Festival Internacional de Cinema nem, tão pouco, à extinção do Prémio Literário Joaquim Namorado.
Mas com o que não posso concordar, não sendo perdido nem achado pra botar opinião, mas ela aqui fica,  é com o local da jantarada: um restaurante em Buarcos. Bolas, há sítios muito mais emblemáticos, tendo em conta a imponente obra deixada por tão ilustre ex-ministro da Cultura. Aí vão alguns: O Paço de Maiorca, o Óasis, o "Pé de Salsa", o Abrigo da Montanha, o Mosteiro de Seiça, o Castelo Silva Guimarães. Acho que chegam, já demonstram uma extensíssima obra, cum catano.

A noite do rock n' roll


terça-feira, 20 de novembro de 2012

"No bom caminho", dizem eles



Ainda que o desemprego aumente, a dívida pública aumente, o investimento baixe, os serviços públicos como a educação, a saúde, se degradem, o nível de vida de quem efectivamente produz se deteriore,Portugal “está no bom caminho”.
O dramático desta questão é os papalvos que nos "governam" acreditarem mesmo no que estão a dizer. E, vistas bem as coisas, até têm razão. A razão deles, claro. Mas ao mesmo tempo que têm razão denunciam-se quanto aos verdadeiros intentos que sempre orientaram esta política de capitulação perante os interesses estrangeiros. Para estas bestas, e para quem nelas vota, o interesse do país não interessa, desde que…

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"El Mercurio"


Augusto Alberto

Ao falar da última greve geral, ocorre-me lembrar o jornal da cidade chilena de Valparaiso, “El Mercúrio”. Verdadeiro sucesso editorial e político, associado ao vertiginoso e vitorioso golpe fascista contra o governo eleito de Salvador Allende.
A este propósito dei algum do meu tempo a pesquisar sobre o que se disse, e ainda diz, sobre a greve geral, que pelos vistos tirou do remanso gente habituada ao roubo sem sobressaltos. Um texto no “Expresso”, jornal da canalha soft, assinado por um escriba crápula e odioso, Henrique Raposo, com o título genérico de “O ódio dos piquetes de greve”, que às tantas reza, sublinho reza porque o anticomunismo é uma espécie de ladainha, assim: “um piquete de greve resolveu entrar pelo restaurante adentro aos berros, gesticulando e com cara de mau…com os olhos embaciados pelo ódio do PCP”. E para concluir, terminou dizendo: “às vezes, invento homens e mulheres de palha”.
Este Raposo sabe que está a salvo, porque hoje já não se fazem revoluções como antigamente. É com votos, lambuzando no jogo que a direita gosta, que a correlação de forças se vai alterando, como se vai vendo na América Latina, na Venezuela ou Equador, onde ainda jornais herdeiros do “El Mercúrio” editam com ódio, mas observados, por perto, com pachorra revolucionária.

Porque em Portugal, terra em que a revolução foi amortalhada com cravos, se dá, também placidamente, o direito ao ódio “democrático”, aproveito para sugerir a este Raposo, que se não lhe chegam as coisas assim, pode ir uns passos adiante. Sugiro que sugira, nas folhas do hebdomanário, que se pare a frota de camiões pesados, para que a pátria fique à mingua de bens e demais serviços, para dar o tempo necessário à farta elite, para que desça à praça e bata com os tachos e panelas no chão, a exigir caviar e moet. E a seguir, montado o respectivo alvoroço, que arranje também um coronel, que avance com baionetas e de peito aberto.
O “expresso” e o coiso são objectos quase, por isso, para mim, hoje, já não é “expresso”, nem “espesso”, mas “El mercúrio” e o coiso, é um “quisto fascistoso”. E porque continua a ser a direita quem o lê, que é responsável, para além do muito, pela fome de 10 mil crianças em Portugal, a tinta que os tinta, é quem nos traz a fome.

domingo, 18 de novembro de 2012

Quem diria????

Portugal tem, indubitavelmente, a Direita mais inteligente do mundo. Ninguém diria, pois não? Mas "somos" os melhores a esmifrar o Estado, temos a classe ociosa mais habilidosa (rima e é verdade) do planeta.
Nestes tempos de crise os lucros e o nível de vida dela vai-se compondo ainda mais.

sábado, 17 de novembro de 2012

Uma exposição que só visto, no "Tubo"

Pintor, escultor, adepto do Boavista FC, cartoonista, caricaturista e tudo, e mais alguma coisa que possa não ocorrer, Fernando Campos vai expor, pela primeira vez ao vivo, caricaturas. Como diz o cartaz, só visto. Depreendendo-se, portanto, que contado não terá tanta piada, e, em calhando, ninguém acreditaria. Até porque tem também esculturas. E ready-mades, ou lá o que é.
A última exposição dele meteu pinturas e caricaturas, ainda pode ser vista, pois foi onelaine. Se quiser dar uma espreitadela de olhos entre aqui e siga em frente, não tem nada que enganar.





sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Só a verdade é revolucionária


Augusto Alberto

Dando uso às rotinas, fui tomar o único café do dia e aproveitei para uma vista de olhos pelos jornais, antes de ouvir a provocação da esfinge que habita no casulo de Belém, verdadeiramente despeitado perante a resposta dada pelo mundo do trabalho, que o acossa e o vai, ao arrepio do que deseja, tirando do sossego.
Na companhia de um companheiro, tínhamos de falar sobre a greve geral, obviamente. E obviamente, as velhas e relhas reacções boçais. Ali e pelas tv’s, gente, como no cavaquistão, tem um gosto especial pela canga. Contudo, ao ainda jovem companheiro de mesa, tive a oportunidade de explicar que os que hoje fazem a greve geral, são o mesmo tipo de pessoas que durante quase 50 anos, em condições muito, mas muito difíceis, nunca fizeram outra coisa senão lutar para restabelecer a liberdade e a democracia, contra a apatia, o medo e a muita resignação de milhões de portugueses, semelhante à sua.
Certo é que o fascismo que se julgava inamovível, cedeu, provando-se que lutando se consegue, ainda que demore tempo. Ai de nós, adiantei, se nos remetemos à passividade. É certo e sabido que os “demofascistas” que comandam, pensarão, e bem, que sendo o povo frouxo, só lhes resta, sem dó nem piedade, concluir o ajuste de contas com Abril. E para concluir, ainda lhe disse: de pouco servirá a greve e a luta mais geral, se milhares de portugueses continuarem em dia de voto, a ir para a praia ou a votar a favor de quem decide destas soluções miseráveis, anulando o efeito da armazinha que os “demofascistas” nos colocam na mão de 4 em 4 anos, convencidos de que nunca a utilizaremos a favor de uma pátria mais justa, mas pelo contrário, construímos com esse voto, democraticamente, a nossa canga.
Se assim for, teremos pela frente mais anos de canga de que quantos tivemos de fascismo. Definitivamente a conversa ficou escarlate, porque a verdade é incómoda e só ela é revolucionária. Por isso, é preciso que se diga, a factura que ai está, não será unicamente paga pelos pais e avôs de hoje, mas também pelos filhos e netos de amanhã. Aliás, como a factura, pintada de atraso social e morte, que sobrou por longos 48 anos de fascismo.
Bem sei que para a classe média, que ainda não saltou a vau para a fome sem ter sido proletarizada, é mais cómodo não aceitar os factos. Contudo, recordo que muita gente, como por exemplo, no velho cavaquistão do “expresso”, grisalhos imbecis, como os Henriques Monteiro e Raposo, babam o velho asco enquanto outros dândis por Lisboa, trabalham para infernizar a minha e ainda, sempre a tempo, a sua vida.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Será?

Em dia de greve geral este tipo diz que não deixará de trabalhar. Não admira, tendo em conta a sua coerência de  princípios. Ideologicamente falando, claro.
O que faz rir é ele, muito provavelmente, não saber o que é essa coisa de trabalho.

Da greve e a título de informação


 
Segundo a lei, o trabalhador, sindicalizado ou não, não tem qualquer obrigação de informar a entidade empregadora se vai ou não aderir a uma greve, mesmo se lhe for perguntado. Mais, não tem, também, de justificar a ausência por motivo de greve.
Claro que os trabalhadores com vínculo precário – neste caso uma nuance da “democracia” – terão muitas dificuldades em  aderir a esta forma de luta, por motivos óbvios relacionados com a raíz anti-democrática do patronato, muito pouco dado a cumprir a lei.
Outro ponto, importante: todo e qualquer trabalhador tem o direito, consagrado na Constituição, de fazer greve, independentemente de ser ou não sindicalizado. Mais, com um pré-aviso emitido pela central sindical todo e qualquer trabalhador está por ele coberto, independentemente do seu sindicato se perder de amores pelo patronato ou pelas forças reacionárias que o suportam.
Agora deve-se dizer que há empregadores e sindicatos que não conhecem muito bem a lei.
Há uma empresa pública, na Figueira da Foz, que obrigou os funcionários a assinarem um papel em como estariam de greve. Não me contaram, ouvi eu, no interior da empresa uma discussão entre funcionários. Isto se não é terrorismo, é anti-constitucional. Acho muito bem que os sindicatos se mexam e consigam enviar os administradores da “empresa” para o sítio onde deveriam estar.
Há, por outro lado, um sindicato que, não aderindo à greve geral, enviou um comunicado aos seus associados informando-os disso mesmo, mas que dava cobertura a quem fizesse greve, “esquecendo-se” que eles estavam já cobertos. Ou, então, demonstrando um total desconhecimento da coisa, o que não acredito. Antes, consegue enganar os seus associados e fazer um outro jogo.
Mas, como diz o povo, cada um come do que gosta.

terça-feira, 13 de novembro de 2012