terça-feira, 31 de janeiro de 2012

E os chinocas, pá?


Pode-se dizer que a actividade económica dos chineses anda frenética. Enquanto que em Portugal compram  a EDP e os catrogas cá do sítio e roubam o cobre, em Angola não fazem, também, por menos. 
Desviaram o curso do Rio Catumbela (na imagem). E para quê?, perguntam vocês. Segundo o telejornal da televisão angolana, para a exploração ilegal de inertes.
Como o governo de lá deve ser como o de cá, calculo que os ambientalistas devem estar a falar sozinhos.

Angola: adeus CAN


Erros defensivos clamorosos estiveram na base da eliminação de Angola, na fase de grupos da Taça de África. Depois de um começo prometedor nada levaria a supor este desfecho. Mais de metade dos golos sofridos são daqueles que "não existem" em alta competição. Mas pronto, é futebol. Enfim, lá fiquei  com um "melão" maior do que o dos portistas no domingo passado.
Mas é uma competição muito especial,  atendendo ao facto da Nigéria, dos Camarões e do vencedor da última edição, o Egipto, não terem sequer lá ido e a Marrocos, o Senegal e Angola terem feito as malas antes dos quartos-de-final.

sábado, 28 de janeiro de 2012

“A Selva”

Augusto Alberto

Há momentos em que é pertinente voltar atrás. E eu decidi reler o enorme romance “A Selva”, de Ferreira de Castro. Uma sequela pessoal e sobre os homens seringueiros, os que recolhem o látex, a matéria-prima que depois de tratada, dá a borracha. 
História do sertão seringueiro brasileiro, no inicio do século XX, que trata de escravos, brancos e negros, e da medonha engrenagem suportada nos mais cruéis tratos. Se me ocorreu chamar a esta leitura os que lêem este simples texto, é porque julgo ser importante perceber como, agora, em pleno século XXI, num tempo em que muitos julgam estar a viver no sistema em que o homem é a figura central e soberana, afinal, este é o mundo, também, penoso e selvagem, ainda que não vejamos ou toquemos em árvores, mas sabemos de inúmeros selvas. Como a famosíssima wall street de Nova Yorque, a city financeira em Londres, a bolsa de Tóquio, a praça financeira, fortíssima, da Suíça e ultimamente, os paraísos fiscais colocados em frente a fabulosas praias, como as Ilhas Caimão, onde estão homens sem rosto, maquinalmente agarrados a computadores, quadros e demais gráficos, que comandam ao sabor de uma tecla, o mundo e as nossas vidas.
O que eu quero dizer, é que ali estão os novos abegões e maiorais, desde o amanhecer até ao anoitecer, a traficar a grande riqueza criada pelo homem, o grande criador dos séculos, mas, por artes de biltres, ainda assim, e tal como no sertão seringueiro, não vai além de endividado. Ou seja, quanto mais os povos pagam a essas entidades financeiras obscuras, enredados em ideias tão colossais, como o resgate da divida soberana, outras medonhices e matreirices, mais são devedores, numa espiral sem vista, que os mantém escravos até ao fim.
É certo que andam por ai muitos camafeus, bem pagos, a defender a ideia de que esta democracia não sendo perfeita, é ainda assim, o melhor que se arranja. Então como explicam que um milhão de portugueses tenha caído no desemprego e de que a emigração tenha ganhos de novo, foros de fado? Que milhões de portugueses, ( somos só 10 milhões), estejam completamente empobrecidos, só respirando á custa de variados apoios sociais? Chega de truques, porque este capitalismo financeiro e selvagem, não é ainda o fim da História.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Há tipos que nasceram para serem defenestrados, não há?

O Relvas, o golfe e a História-Pátria

O capitalismo é a arte de transformar searas em campos de golfe. Viciosa arte. O seu evangelho, o seu sacerdócio e o seu ministério são sempre antipessoais, porque o capitalismo é um anti-humanismo. Quando um Relvas alegre, eufórico até, chega a uma região e se põe a cortar centros de saúde porque sim e a apagar freguesias em nome dos números que do estrangeiro capitalmente lhe ditam, que de facto faz o Relvas? O Relvas desertifica. O Relvas esteriliza. O Relvas interdita. O Relvas joga golfe.
Não creio que o Relvas tenha alguma vez lido a primeira aventura do detective Marlowe, genial criatura do genial Raymond Chandler (The Big Sleep, 1939). Aí se lê que: “A mentira permanente desacredita-nos; a verdade em larga escala tolhe-nos o passo.” Pois é. Só que o Relvas não tolhe nem encolhe. O Relvas escolhe. Quem? Os desvalidos. Os malparidos. Os assumidos. E os tolhidos. E os encolhidos. O Relvas procede mal, até porque Portugal é um sítio bestial para se ser feliz e coisital.
Em contraponto, em Portugal é tão fácil apontar um ladrão público como encontrar um parolo nos espectáculos do Tony Carreira.
Em contrapartida, é dificílimo topar dois compadres de Portel a discutir um “green” de 18 buracos na mesma planura onde outrora a áurea cabeleira do trigo ondulava ao benigno sol português.
Desertificar as aldeias mata a Nação, ó Miguel.
Pôr a estudantada a licenciar-se em Queima das Fitas e a mestrar-se em Desemprego e a doutorar-se em Emigração – dá cabo da Nação, ó Miguel.
Ver em cada trabalhador subassalariado um subversivo inimigo – é um perigo, ó Miguel.
O golfe só compensa quando é pérsico, digo eu com os nervos. E é com os nervos, Miguel, que me lembro de certa comoção patriótica que, menino tenro, senti na aula da primária. Era no tempo em que se estudava História-Pátria na escola. Aí se referia quem era e o que aconteceu a outro Miguel.
O de Vasconcelos, ó Relvas.

Totalmente, inequivocamente, descaradamente, copiado daqui

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

UGT com "agenda sobrecarregada"


Que a UGT decline um convite para assistir aos trabalhos do Congresso da central sindical não admira. É uma situação perfeitamente normal. Assim como uma questão de coerência, que diabo, hão-de ter alguma, carago.
 O que parece mal é alegar impossibilidade de agenda, tipo desculpa esfarrapada, quando seria muito mais decente alegar as verdadeiras razões. 
Agora, o que já me parece um pouco fora do contexto é o convite. Alguém na CGTP-IN viu mal o filme. 

Raquel Freire e Pedro Rosa Mendes, ou o regresso da censura

cartoon de F. Campos

Abril acabou há muito. Em Novembro, se não me falha a memória. Aliás, foi para restabelecer a ordem vigente interrompida em Abril que se fez o 25 de Novembro, e não é preciso estudar história para perceber isso. Foi aos poucos. Vai aos poucos. As condições sociais já se assemelham. Quanto à censura a questão foi mais lenta, mais metódica. Mas agora já nem disfarçam. Os casos dos jornalistas citados em título são exemplo inegável. Acabaram despedidos, por fazerem o seu trabalho. Já é difícil dizer o que se pensa, o despedimento é a pena por desagradar ao poder.
As crónicas da polémica e vítimas do lápis azul podem ser ouvidas aqui e aqui.

CAN: Angola,2 - Sudão, 2


Na segunda jornada da Taça das Nações Africanas Angola não conseguiu mais do que um empate com a selecção sudanesa. Resultado aquém do esperado, muito por culpa da defesa, que é mesmo "uma dó".
Faz lembrar a do meu desalmado Sporting. Penso até que os dois melhores treinadores do mundo estudaram pela mesma cartilha.
Ai estudaram estudaram.
Agora só nos resta torcer pela Costa do Marfim, já daqui a minutos,  para a "coisa" ainda ter emenda.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cresce a onda de indignação

Há poucos minutos, a Petição "Pedido de Demissão do presidente da República" já contava com 31.228 assinaturas. Em apenas 3 dias.
Poderá não ter consequências de maior, uma vez que no parlamento a fascistagem tem a maioria absoluta.
Mas algumas conclusões, certamente, se poderão tirar: a de que a cavacal figura não tem pingo de vergonha, pois de outro modo, pediria a demissão, devido ao inadmissível insulto dirigido sobretudo a quem trabalha neste país. E também porque não terá grandes condições para continuar a representar um povo que não se revê em quem o insulta.
É que se o homem não está senil imita muito bem, basta relembrarmos cada intervenção sua, mesmo deixando de barato as cenas das "vaquinhas", "bolos-rei", and so on. Se está senil deverá ser demitido, se não está deverá pedir ele próprio, em nome da decência, a demissão.
Como povo é que não podemos continuar a ser enxovalhados. Dá muito nas vistas e a imagem externa do país pode ressentir-se.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Jagas

Augusto Alberto

Pepetela escreveu uma deliciosa história, “A Sul. O sombreiro”, em que conta sobre Luanda e da conquista e construção de Benguela. No inicio terra pequena, com casas e fortim, construídos em pau a pique. E dos miseráveis portugueses que por lá passaram, mais o miserável rei espanhol, Filipe, dos amores e dos “jagas”, o nome que os portugueses deram no final do século XVI e durante o século XVII, a grupos de nativos africanos, predominantemente nómadas, que se dedicavam ao canibalismo e à rapina. Explica muitíssimo bem o esforço aguerrido dos portugueses, para colonizar e recolher escravos que enviavam para as roças de São Tomé e do Brasil.

Mas o que mais me atraiu no romance foi a palavra “jaga”, que foneticamente nos endossa de imediato, para a probabilidade de estarmos perante gente hostil. Canibais, matavam as suas crianças, logo à nascença e faziam seus filhos, as crianças de outras comunidades apresadas. E no ajuntamento, por dote, o homem deveria apresentar aos pais da futura mulher, outro homem, para ser comido após passar pelo espeto e a fogueira.
Acabo o livro e, nem de propósito, leio uma notícia acerca do regresso dos portugueses a Angola, muitos milhares, e do modo como um economista e professor angolano, de forma justa e muito clara, aborda o assunto. E logo a questão se me coloca. Porque voltam os portugueses a Angola neste século XXI? Por causa dos “jagas”. E quais “jagas”? Os autóctones ou domésticos, de colarinho branco. Cavaco, Passos, Marcelo Rebelo de Sousa, (filho de “jaga”, “jagazinho” é), Portas, mais o resto da chusma, Saraiva, Proença e Seguro, (o apanha bonés), mais os restantes camaradas socialistas, todos, Vasconcelos de apelido.
Evidentemente que não nos apontam a grande sertã, carregada de azeite e o lume brando. Mas canibalizam-nos a paciência, a moral e a esperança, ordenando que deixemos a terra e a família onde crescemos. E porque também estão ao serviço de gente que a gente não vê nem sabe por onde pára. Se o livro começa assim: “Manuel Cerveira Pereira, o conquistador de Benguela é um filho de puta”, eu devo terminar, dizendo: os que não vemos e os que os servem, são uns reles filhos da puta.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Uma petição

Esta. Eu também já assinei. E recomendo-a. Quanto mais não seja, já que não é por aí que o estafermo se vai embora, a assinatura será sempre um libelo a favor da decência. E, como diz um artista, desopila o fígado.
Fui o 2688º cidadão, há minutos. Já vai em 2702.
Força aí.


Carrega Cavaco

Augusto Alberto

Hoje, ao correr de novo pela praia, rente à rebentação, percebi, outra vez, como o mar é imprevisível. Umas vezes chega-se a terra e desfaz aquilo que o homem constrói, outras, cria pequenos espaços desconcertantes. É o caso da pequena restinga criada mesmo em frente da chaminé da antiga fábrica de cimento, no coração da avenida oceânica.
Pelo contrário, muitos homens, mesmo muitos, são levianamente previsíveis. Sobretudo quando votam em liberdade, contra os próprios.
Tomemos o caso de Cavaco. Pouco falta para chegar a anacoreta mártir. Quero dizer, falido. Tendo eu um coração de manteiga e por isso, sempre disponível para ouvir as boas razões, direi que Cavaco é capaz de ter razão, porque o estado de astenia é relativo. Por falta de chá, parece que muitos portugueses têm coração granítico, que não ajuda à boa compreensão.
É certo que quem tem proventos de 300 euros mensais, vai às latas de atum, à massa de cotovelinhos para uma sopinha, a uma barra de sabão, para lavar as feridas, a essa espécie de quase movimento nacional (feminino) contra a fome. E que se aguente. Mas Cavaco que tem rendimento de mais de 10.000 mil euros mensais, terá muitas despesas que os rendimentos não cobrem. Tem de amortizar, pela certa, a quinta da coelha. Empréstimo caro a juros altos. De pagar ao feitor, ao jardineiro, à cozinheira e camareira. Cavaco, vemo-lo como um tipo sisudo, espetado e magro, mas que nunca diz não a umas gordurazitas, mesmo que escorram pelo balcão do BPN. Por isso, é nossa obrigação entendê-lo.
E depois, outros portugueses também têm sido muito previsíveis quando votam em socialistas do faz de conta, que atabalhoadamente ensaiam a rábula do cornudo ofendido pelas facadas da patroa e logo reúnem assinaturas para a fiscalização sucessiva (da patroa), o orçamento, que deixaram passar, sabendo que há fodas que são causas perdidas.
Eu que vivo junto ao mar, gosto mais dos imprevistos do oceano do que a previsibilidade dos homens. Não entendi as pessoas que em Guimarães açularam Cavaco. Alguns após terem votado nele. Mas já entendo os que o aplaudiram, em linha com o seu voto. Estes gostam de ser burros de carga e têm da vida, sempre presente, o bom entendimento da relatividade. Então, carrega Cavaco, mesmo que seja em modo de insulto. Para anacoreta, é obra.

Taça de África: Angola consegue vitória inédita


Ao vencer o Burkina-Faso (treinado pelo português Paulo Duarte) por 2-1, os "palancas negras" obtiveram um resultado histórico. Foi a primeira vez que lograram vencer na primeira jornada, nas suas 5 presenças na prova.
Em caso de vitória, na próxima 5ª feira frente ao Sudão, os comandados de Lito Vidigal conseguirão o apuramento para os quartos-de-final. Não será tarefa muito fácil, os sudaneses, considerados a equipa mais fraca do grupo, na primeira ronda perderam com a favorita Costa do Marfim por apenas 1-0.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Impeachments

imagem despudoradamente sacada daqui

Impeachment 1
Acabo de ouvir João Proença a reiterar que foi incentivado por dirigentes da CGTP a assinar o acordo. Poderão, os meus leitores, achar um pouco estapafúrdio eu dizer que até pode ser verdade, mas é mesmo o que eu penso e não deixa de ser verosímil.
Mas, sem demoras, passo a explicar: há a necessidade do inimigo de classe dos trabalhadores afirmarem, à boca cheia, que a CGTP é uma correia de transmissão do PCP, apesar de ser o lado para qual os trabalhadores melhor dormem. É que existem, na CGTP, várias correntes sindicais e uma delas é a comunista, havendo um facto que não pode ser negado:  a CGTP é, paradoxalmente, a central sindical que mais se integra no conceito de democracia burguesa, a do “pluralismo”, o que se traduz nas várias correntes lá representadas e nos dirigentes com ligações a vários partidos. Agora que a corrente comunista seja a mais representativa é uma coisa que a filha-da-putice não poderá fazer nada, a não ser, pelo menos, fingir que respeitam o jogo democrático que ela mesma impõe.
Causa aliás comichão a muito boa gente que o secretário-geral da CGTP seja militante, de base, do PCP, enquanto não causa qualquer engulho que o secretário-geral da UGT seja dirigente nacional de um dos partidos neo-liberais.
Portanto não me admira absolutamente nada que um qualquer “xuxa” da direcção da UGT tenha, não direi implorado, mas sugerido ao inefável Proença que assinasse o acordo. Aliás, a UGT, como qualquer pessoa com dois dedos de testa se apercebe, não existe para outra coisa. Para credibilizar o que não tem credibilização, e para dar a entender que na concertação social estiveram representados todos os interessados, o que não é verdade.
Portanto a UGT, com Proença ou sem Proença, continuará a pugnar pelo seu papel histórico.
Deliberação: não há razão para “impeachment”.

Impeachment 2
Quanto a Cavaco Silva não teria outra alternativa, se estivéssemos interessados em considerar a seriedade como um valor, que utilizar o artigo 131º da Constituição da República.
Realmente, não está nas atribuições do Presidente da República insultar a esmagadora maioria dos cidadãos portugueses, que o elegeram para os representar.
Sem deliberação, passo a transcrever o referido artigo da nossa constituição:

Renuncia ao mandato Artigo 131º

1 – O Presidente da República pode renunciar ao mandato em mensagem dirigida à Assembleia da Republica.
2 - A renúncia torna-se efectiva com o conhecimento da mensagem pela Assembleia da República, sem prejuízo da sua ulterior publicação no Diário da República.

Bárbaros e macaquinhos

Augusto Alberto

No princípio Deus criou o céu e a terra... e depois o homem e, da sua costela, a mulher e por causa de uma maçã, alguns homens deram em bárbaros, aldrabões e porcalhões. E o mundo ficou perigoso. E o perigo está em Cuba, a ilha tomada por um grupo de barbudos, que tirou do sossego, bêbados e cafres, ao ponto de estar inscrita no prontuário, como eixo do mal. E é por lá que Mitt Romney, senador em Havana e candidato republicano a inquilino da Casa Branca, anda metido em bolandas. Ficamos a saber que tem muitos milhões de euros em contas offshore nas ilhas Caimão e que foi tributado em 15% sobre os lucros dos investimentos, uma taxa inferior às suportadas pela maior parte dos americanos. E se não bastasse, parece que copiou a chapelada eleitoral do filho Bush e do camarada socialista Mário Ruivo sobre o camarada socialista Vítor Batista, e fez uma vénia aos seus adversários no Iowa. Assim se faz de um bárbaro, um presidente. Não em Cuba, mas no império.
A gente sabe que em Portugal quando mija um português, logo mijam dois ou três, mas nos Estados Unidos, quando chega um bárbaro, aparecem muitos mais, cada um à sua vez. E de facto, o bárbaro prémio Nobel da Paz, que pelas madrugadas lê o livro do Génesis, onde se lê: é como abrir uma porta sobre um horizonte sem fim. Os nossos olhos vêem o mundo inteiro, o fundo dos mares e mesmo o infinito dos céus, tudo o que vive, cresce, mexe, respira, e acrescentou-lhe, (mais o petróleo)... E para melhor lhe chegar, decidiu que “o nosso orçamento militar continuará a ser superior ao que existia no final do governo de Bush. Estou certo que podemos manter um orçamento que continuará a ser superior ao conjunto dos próximos dez países militarmente mais fortes”. E para que não o dessem como titubeante e fraco, declarou, sem rodeios, que na sua estratégia a prioridade é agora a Ásia. E para completar o bárbaro puzzle, o Senado vai votar um projecto, o SOPA, que autoriza a Secretaria de Justiça a criminalizar qualquer Web cujo conteúdo seja considerado ilegal ou perigoso pelo governo dos EUA.
Contudo, a bem da estratégia, ainda precisam de macaquinhos, como aquele chinesinho, Liu Xiaobo, também Nobel da Paz, que andou de rostilhão pelo chão de Tienamen. Mas não está só, porque pela nossa Assembleia da República, o deputado e macaquinho demo-cristão Nuno Magalhães, disse um dia que a Direita de Portugal está ao lado dos criminosos e demais bárbaros, acrescento eu. E um tal “macaquinho sindicalista” Proença, que se lhes vendeu por 30 dinheiros.

sábado, 21 de janeiro de 2012

"China amiga, o povo está contigo"


De uma notícia no "Expresso" a propósito de uns tais 10% de desconto que os nossos amigos chineses, mais os catrogas cá do sítio, nos vão "fazer", foi retirado este comentário que me enviaram por e-mail.
Para os que ainda não entenderam talvez seja uma importante ajuda para entenderem o que aí vem. Ora leiam:


"Há dez minutos atrás, ao preencher o formulário para aderir ao descontinho de 10%, deparo-me com a obrigatoriedade de inserir um NIB para pagamento bancário. Como já tenho pagamento por conta bancária, recorri à menina EDP, através do 808 501 501 (linha dedicada aos patos que querem este descontinho e eu fui um deles).
-Fulana de tal... EDP... em que posso ser útil?
- Estou a tentar preencher online a adesão ao desconto de 10% e não há nenhum campo para indicar que já tenho pagamento pelo banco.
- Este será um novo contrato, por isso tem de introduzir o NIB, mesmo que seja o mesmo.
- Um novo contrato? Porquê?
- Porque a senhora está a deixar de ser cliente da EDP Universal e está a passar a ser cliente da EDP mercado liberalizado.
- E... isso quer dizer o quê???
- Que passa a estar no mercado liberalizado de fornecimento de energia que a TROIKA obrigou.
- E se eu não sair da EDP Universal?
- Mais tarde vai ter de sair, porque o mercado regulado vai acabar, por ordens da TROIKA.
- E vai acabar quando?
- Em 2015 vai deixar de haver.
- Então quer dizer que até 2015 ainda posso estar como cliente do mercado regulado!?
- Sim, mas depois tem de sair.
- E se sair já, o que acontece ao preço que vou pagar?
- Até final da campanha os preços mantêm-se...
- E depois de Dezembro de 2012 (final da campanha)?
_ ????
- JÁ PERCEBI! NÃO QUERO ADERIR, MUITO OBRIGADA.
Espero que os caros comentadores e leitores também consigam perceber a tempo o que aí vem".