terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Quando a desfaçatez não tem limites...

Quando queremos passar por aquilo que não somos, o resultado é passarmos por poucas vergonhas escusadas. Porque é impossivel enganar toda a gente durante todo o tempo. E, como diz a sabedoria popular, a verdade é como o azeite. Mas depois desta perfomance, o artista em causa, que não se revia nesta política, que coisa e tal, que não sabia ainda se iria votar no chefe, teve o descaramento de votar a favor do orçamento. Em que ficamos: a política é má e o orçamento é bom?
Após estas tropelias todas, só é enganado mesmo quem quer ser enganado.


Manuel Alegre votou, na Assembleia da República, contra o Código de Trabalho. Mas garantiu que não haverias danos para a bancada do PS. Contas feitas, um voto contra de Manuel Alegre e de mais quatro deputados, com aconteceu, poderia ser um grande risco. Bastava que todos os deputados dos partidos da oposição estivessem presentes – coisa, aliás, impossível de acontecer – para que a proposta do Governo morresse. Ainda assim, Manuel Alegre não arriscou: combinou com os outros deputados que votaram contra a viabilização do projecto, utilizando uma táctica simples: se a oposição estivesse toda presente, os outros deputados, melhor deputadas, optariam pela abstenção.Assim, o deputado socialista e ex-candidato presidencial garantiu o melhor dos mundos: brilhou como gosta e não beliscou o PS e o Governo.

7 comentários:

Anónimo disse...

Será que:- a intensão deste Alegre é ridicularizar, o povo português? Pensará ele que:-somos todos céguinhos?
O descaramento dete Alegre, é um caso muito sério!
Abraço

dona tela disse...

O que me diz a este tempinho? Só para pinguins...

Um abraço respeitoso.

Fernando Samuel disse...

É isso mesmo que o caracteriza: defender, em acções, a política de direita e exibir, em palavras,uma imagem de «esquerda»...


Um abraço.

alex campos disse...

Fernando
É o esquerdismo puro, o Alegre deixa o bloco a um canto.
Abraço

samuel disse...

Boa "técnica"!...
É bom para os que dizem que Alegre não tem jeito para político. Tem, tem!...

Abraço

Anónimo disse...

Não tenho qualquer ilusão sobre a dimensão ética de Alegre, como agente político. Mas acho graça à irritação que ele causa nos Jeronimistas do PCP, nos fiéis socráticos e nos apáticos Leitistas... Por que será que consegue ele fomentar esta grande coligação dos incomodados da voz tronituante do Alegre ?

alex campos disse...

Sr. anónimo
Primeiro, no PCP não há jeronimistas, há comunistas.
Segundo, falo por mim e dou-me ao luxo de falar pelos meus camaradas,o Alegre não me causa irritação nenhuma, quando muito causa repugnância, extensiva, aliás, a todos os xuxas. Devo dizer que também pode estender a sua ausência de ilusão sobre a dimensão ética de Alegre ao resto dos xuxas, que não passam de uma cambada de corruptos.
Nos leitistas pode é causar dor de cotovelo, já que o PS ocupou todo o espaço político do PSD que agora não tem espaço algum onde cair. Nos socretinos o Alegre pode é inspirar uma grande admiração, pois faz um grande papelão ao tentar-lhes, e em certa medida consegue, segurar-lhes algum eleitorado. Em linguagem futebolística pode-se dizer que o Triste Alegre é um grande ponta-de-lança.
Que diga-se de passagem nem seria necessário, pois a Direita sabe muito bem onde votar e quem defende satisfatoriamente os seus obscuros interesses.