Domingo, 5 de Julho de 2009

Salazar e Sócrates: a mesma luta


No Fórum Novas Fronteiras o primeiro-ministro José Sócrates citou Salazar. Que o ditador dizia que “os portugueses deviam ser pobres e humildes como a terra que trabalham mas que a nossa ambição é outra”.
Um discurso carregado de demagogia pré-eleitoral. Não faço ideia qual a percentagem de portugueses, mas será certamente considerável, constituída por desempregados, trabalhadores precários, trabalhadores que ganham abaixo do ordenado mínimo, que ganham o ordenado mínimo ou pouco acima dele, pensionistas com reformas perfeitamente ridículas. Esses sim, terão outra ambição.
Não a terá o primeiro-ministro, que governa o país há 4 anos. E nestes 4 anos o que fez foi agravar a situação. Que em termos sociais se aproximou mais dos índices salazaristas do que dos mínimos exigidos pelo regime democrático em que, supostamente, vivemos.
A mesma política, portanto. Só que o ditador de Santa Comba, embora tivesse outros defeitos, pelo menos de demagogo será incorrecto apelidá-lo.
Estes “socialistas” tiram-nos mesmo do sério…

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

O sítio mais alto




Acabo de ouvir o programa Frente-a-Frente, na SIC-Notícias, entre Bernardino Soares e Guilherme Silva. Foi bastante elucidativo, mas que agora não interessa nada. O que os dois deputados disseram acerca do episódio de ontem, é que não foi um caso isolado e infeliz do ex-ministro, mas sim uma consequência lógica da sua maneira de ser. E que episódios destes, embora não tão graves já têm acontecido.
Logo a seguir, num zapping, ouço Silva Pereira, o governamental porta-voz, dizer que o ex-ministro é uma pessoa muito bem-educada.
Longe de mim criticar o Bernardino por insistir em discutir com mentirosos convulsivos. O dever do ofício muitas vezes acarreta sacrifícios. Mas não teria sido melhor sugerir-lhe que fosse dar uma volta à cesta da gávea?
É que, em sentido figurado ou não, é para um sítio mais alto que o ex vai. Ou alguém duvida?

O parlamento mudou de sítio?


Bernardino Soares, deputado do PCP eleito pela CDU, sofreu ontem, em pleno parlamento, uma investida taurina. Pelo que conseguimos apurar o deputado saiu ileso do ataque.
Mais pormenores aqui.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Hugo Almeida, Aboutrika e dois auto-golos


Não tenho nada a opor que desportistas se metam em política, manifestem opiniões, defendam o que acham que devem defender. Além de ser um direito inalienável que lhes assiste, seria certamente, da minha parte, um desrespeito à sua inteligência, pois não deixam por isso de ser cidadãos, seres pensantes. Já aqui elogiei, inclusivamente, um grande futebolista, “meu adversário”, por ter tomado uma posição política, considerando-a até corajosa.
Vem isto a propósito das últimas notícias, que tive conhecimento através dos blogues “Outra Margem” e “Marcha do Vapor”, dando conta que Hugo Almeida, futebolista da selecção nacional portuguesa, é o mandatário para a juventude da candidatura do juiz candidato pelo “ps”. Até aqui tudo bem.
Só que Hugo Almeida deveria ter assumido esse acto político como ele é realmente: um acto político. Não o assumiu. Conhecendo, como todos conhecemos, as capacidades, os apetites, as manigâncias, as perfomances do “ps” quando está no poder, o aríete da equipa das quinas deu mesmo a entender que se estava a distanciar, a modos que a fazer um frete, quando afirma isto:
“A minha vinda aqui não tem nada a ver com política. A razão desta vinda é para que a Figueira seja melhor em termos de desporto”.
Ou então já sentia o cheiro ao oportunismo, à demagogia, ao eleitoralismo. Mas aí não se metia no assunto.
Confesso não conhecer qualquer iniciativa ou mesmo uma declaração que seja da parte de Hugo Almeida a propósito do desporto na Figueira da Foz. Logo, declarações destas enquanto mandatário de uma candidatura política só podem ser consideradas, em termos futebolísticos, como um auto-golo.
Auto-golo fez também Aboutrika, e os seus colegas, na Taça das Confederações. Ao tentarem evitar uma derrota, talvez humilhante, frente à melhor equipa do mundo da actualidade, estiveram muito mal. Está bem que nunca pensaram, nem ninguém pensava, que os espanhóis iriam ter uma noite negra. Mas mesmo assim.


Adenda:
Acabo de saber que o CDS vai apresentar uma candidata à Câmara Municipal. Já vamos em 6, o que contradiz as doutas opiniões de que a dita está falida. Não deve estar, não senhor, uma vez que quem as emite, as doutas opiniões, bem entendido, também está na corrida.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Uíge

um sonho vesperal me toma
sonolento
e traz-me o peso enorme das montanhas
azuis
como céus profundos

e esse abraço de serra, húmus e sonho
como meditando na distância
ergue mansamente a mão fechada
e caminha para o sol
que vai poente…

mas de repente
o instinto azul da serra estende-se solene
e esmaga as luzes da cidade

na minha mão
fica uma cova de sombras



Arnaldo Santos, Uíge, 1 de Maio de 1959

(poeta angolano, 1935)

Uíge



Uíge, a capital do café, no norte de Angola, festeja hoje 92 anos. Entre as iniciativas culturais está agendada uma sessão de autógrafos na Feira do livro com 3 dos maiores nomes da literatura angolana: Luandino Vieira, Pepetela e Manuel Rui.
Cidade sofrida, palco de avassaladoras e absurdas guerras, respira hoje a paz que o seu povo sempre mereceu. Mas como a perfeição não existe ainda há contratempos: os dirigentes políticos que lá temos são como os de cá, moral e intelectualmente indigentes.
Foi aí, que há 51 anos vi a luz do dia.
Aqui vai o programa das Festas da Cidade.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Um prémio d’ Outra margem


O blogue “Outra Margem” atribuiu este prémio ao “aldeia olímpica”. Será sempre subjectivo saber se é merecido ou não.
Mas agradecendo desde já ao Agostinho, penso que o talento que o meu amigo Augusto Alberto, colaborador aqui da “aldeia”, revela na crónica, poderá dar um pequeno contributo para a sua justificação.
“O selo deste prémio foi criado a pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores”.
Agora a parte difícil, a de atribuir o prémio a sete outros blogues. Difícil porque, necessariamente, alguns terão de ficar de fora. Comete-se, assim, alguma, não propositada mas assumida, desculpo-me já, injustiça. Aí vão, pois, e por ordem alfabética:

Domingo, 28 de Junho de 2009

Afinal sempre há dia de eleições



Por uma vez Cavaco Silva lá cedeu ao bom senso. Penso que as teorias que defendem a realização das eleições autárquicas e legislativas no mesmo dia por redução de custos não têm razão de ser. Os actos eleitorais são necessariamente previsíveis, logo a república tem de contar com esses gastos, em nome do próprio regime democrático. Numa ditadura é que se poupa o erário público, uma vez que as eleições se realizam quando “eles” querem. Outro argumento seria, ou gostavam os defensores do acto simultâneo que fosse, a diminuição da abstenção. Também aqui penso que é uma treta, porque quem quer votar vota, quem não quer, não vota, seja no mesmo dia, seja noutro dia qualquer.
O que me parece pacífico é que são dois actos completamente diferentes. Nas autárquicas podem aparecer coligações que nas legislativas serão impensáveis ou, melhor, mais difíceis. Ou vice-versa. Ou o contrário.
Vejamos, por exemplo, este caso aqui na Figueira da Foz: os dois candidatos independentes à câmara municipal, da área social-democrata, o que concorre pelo PSD e o que concorre como independente, nas autárquicas vão ser adversários. E nas legislativas?
Daí a pergunta:
Dá para imaginar a esquizofrenia de uma campanha em que de manhã os candidatos estivessem coligados para a Câmara e lá mais p’rá tardinha já fossem adversários na outra campanha?!
Ou vice-versa.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Quando a cantiga é uma arma

Para o mais consequente discípulo de Zeca, Samuel, cantor e compositor, não é só a cantiga que é uma arma. Também o humor, utilizado com inteligência, seja subtil ou corrosivo, mas sempre elegante, se revela uma arma de construção massiva. Aliás, como pode ser testemunhado diariamente no seu blogue “Cantigueiro”. Ei-lo, pelo traço de Fernando Campos e, ao vivo e em pessoa, interpretando António Gedeão.
Ah, falta dizer que Samuel é candidato ao parlamento na lista da CDU pelo distrito de Évora. Aqui ele explica porquê.




Morra o Dantas, pim…morram estes economistas, pum…

Augusto Alberto


No Portugal dos manifestos, não será deste último, dos 28 economistas, + 2, de que gosto em particular, antes pelo contrário.
Esta gente aparentemente não se enxerga, antes pelo contrário, tomam frequentemente ares de presunção. Se olharmos para o caderno da história, dá ideia de que não acertam uma, mas que se saiba por aquela seita a taxa de desemprego é zero e também não consta que a seita tenha dificuldades para saldar empréstimos à banca, antes pelo contrário, também por esse caminho, fizeram da usura uma arma…como agora sabemos. Cada tiro, cada melro, porque esta gente nunca se engana.
Muita destas celebridades, de um modo ou de outro, passou durante estes 35 anos pelo poder político, teve alavancas importantes na mão, na banca e nos seguros, nas grandes empresas e ainda hoje são presidentes de coisas várias. E de todo o modo, volta e meia, dando ares de sábios e de consciência moral do regime, reflectem em conclave naquela coisa, parda, que dá pelo nome de “sedes”. Mas vistas bem as coisas, o seu contributo para a causa exangue da pátria, é um dado relevante.
De um modo muito assertivo, liquidaram tudo o que produzia, colocando a pátria na sofredora situação de quase tudo importar e por isso, na cruel dependência. Das suas cabecinhas engalanadas com os títulos de esfuziantes economistas e gestores, apostaram em liquidar, à conta dos superiores interesses da livre iniciativa privada, sem freio nos propósitos, e em clara missão de classe, por exemplo, com a nossa indústria pesada, de tal modo que hoje não temos siderurgia para fazer um simples lingote de ferro ou metalomecânica pesada que molde uma simples barra ou um simples perno que permitirá fazer os carris e demais apertos às sulipas, ou lamine uma simples chapa para fazer uma porta de uma carruagem dos comboios. Esta é a questão central, que se não deverá esquecer.

Vieram agora, depois do nosso 1º ministro passar a cordeiro, acabaram por agora os pinotes, e em muito manifesta sintonia com este Presidente da República, que mais parece um bocejo, mas que no privado, deve ser para a economista em falta no manifesto, a drª Leite, uma espécie de dedal para o dedo dela.
É por estas e por outras que neste mundo e muito em especial em Portugal, há uns que vão dando o corpo ao manifesto, outros que se aproveitam desse facto para se manifestarem mais do que todos e que manifestamente deveriam estar era caladinhos. Mas, de todo o modo, há um manifesto de que em especial gosto, “ o manifesto anti Dantas”, que com um pequenino arranjo, se lhes pode aplicar com todo o propósito, porque bem vista as coisas, a este bando dos 28 economistas + 2, o economista presidente e a economista putativa “leite”, são contra a modernidade e o futuro.
…Uma geração que consente em deixar-se representar por “28 + 2”, é uma geração que nunca o foi! É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero.
Por isso, morra o Dantas, pim…morram estes economistas, pum…

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

"Gracias a la vida"


A senhora da foto nasceu em 1935 na Argentina, chama-se Mercedes Sosa. É conhecida por “La Negra” devido aos seus longos cabelos negros. Cantora muito popular na América Latina, tem um dueto com a cantora de samba Beth Carvalho, cada uma no seu idioma.
Aqui pode ouvi-la, numa sugestão da Sal, interpretando uma muito conhecida canção da autoria de Violeta Parra.

O bloco que o Bloco quer

"O manifesto de 28 economistas pedindo ao Governo que reavalie os grandes investimentos públicos é uma bomba política: pelo momento e pelo relevo dos protagonistas.
A novidade foi a reacção do Bloco de Esquerda: Louçã, talvez afligido por Vitalino Canas ter sido remetido para uma merecida obscuridade, liderou a defesa do Governo: increpou os autores de "ministros de pouca fama", insinuou manobras de "máfia financeira" e socorreu as grandes construtoras com um desvelo tal que o cheguei a imaginar, daqui a alguns anos, sentado entre Jorge Coelho e Dias Loureiro na administração de alguma delas.
Mas a causa imediata do achaque de Louçã deve ser outra – o Bloco já sonha em ir para o Governo com o PS, após as Legislativas, e convém ir mostrando serviço".


Carlos Abreu Amorim, Jurista (in Correio da Manhã, 22/06/2009)

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Um novo estádio para investir? (Croniqueta futebolístico-imobiliária)




Não sou propriamente um entendido em futebol. Nem sequer sou o que se chama treinador de bancada. Sou mais treinador de sofá.
Mas há dias, através de alguns blogues, tive conhecimento de que o presidente da Naval defendeu que “a falta de um estádio é o principal travão ao investimento”.
Como isto ultrapassa o real domínio do pontapé no coiro, atrevo-me a dizer que um novo estádio é, já por si, um investimento. E, no caso da Naval seria, na compreensão que tenho da coisa, escusado por vários motivos: primeiro, porque o actual, melhorado quando da subida da Naval à 1ª Liga, tem condições satisfatórias, tanto que ainda não há muito tempo foi palco de um jogo internacional. Segundo, a capacidade do estádio atinge os 12.000 lugares e, como é sabido, a assistência média por jogo não atinge as mil almas. Ao que julgo saber nem o FC Porto nem o Sporting o conseguiram lotar. O único que o consegue é o Benfica, mas com seis milhões de adeptos também era melhor que o não conseguisse. O azar é que o “glorioso” só cá vem jogar uma vez por época, duas se calhar uma eliminatória para a Taça de Portugal.
Agora, antes de pensar no que não faz falta, os navalistas deveriam ter duas preocupações. Seriam as minhas se fosse navalista. Sem as enumerar por ordem de prioridades, passo a citá-las:
A construção de uma sede social, porque desde o incêndio em Julho de 1997 nunca me apercebi de alguma preocupação dos dirigentes do clube nesse sentido. É uma urgência.
A outra seria uma política correcta para o futebol de formação. Isso sim, seria um investimento. A muitos níveis. Desde a alimentação do plantel profissional, que seria composto a um preço mais barato e levaria mais gente ao estádio pois iriam ver jovens figueirenses, passando pela possibilidade de vender jogadores, o que constituiria uma mais-valia na aquisição de receitas. Mas o que nos é dado ver é isto.
E, já agora, quanto ao jogo de magistrados, este poderá ser contraproducente para um dos candidatos à Câmara Municipal…
A menos que, para manter o equilíbrio democrático, e aquela coisa de oportunidades iguais, se empreste o relvado para um jogo de professores, já que a candidata da CDU é professora. Assim eles podiam, sei lá, fazer um jogo entre socretinos fura-greves e os outros. E também para um jogo de engenheiros. Mas aqui os candidatos Duarte Silva e Daniel Santos teriam de jogar na mesma equipa. São ambos independentes.

Decálogo

O húmus na esperança da terra:
Eis o pão!

A carícia nos dedos do vento:
Eis a água!

A liberdade na paz dos homens:
Eis o trabalho!

A estrela no murmúrio da fonte:
Eis o pensamento!

O amor no leite da mulher:
Eis a poesia!

O direito no sol do mundo:
Eis a justiça!

O equilíbrio na paz dos astros:
Eis a ciência!

A harmonia no silêncio do mar:
Eis a música!

A luz no calor do sangue:
Eis a pintura!

O segredo na voz da floresta:
Eis a imaginação!


António Cardoso (Angola, 1933-2006)

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Celeste (II)

Por razões alheias à nossa própria vontade não foi publicada a totalidade da crónica “Celeste”. Aqui fica a segunda parte, com as respectivas desculpas ao Augusto Alberto e aos leitores.


Augusto Alberto

Há anos, numa manhã de sábado, dirigi-me ao velho posto náutico da Avenida Saraiva de Carvalho e não consegui abrir a porta. O telhado do velho edifício ruiu sobre os barcos e o atrelado que os transporta. Os escombros entravaram a porta. Percebi o pior. Logo dei pela perda.
Não sei quantas vezes o Celeste ainda remou depois da tragédia de 1930. Se calhar poucas. Ou mais nenhuma. O que sei é que ficou completamente destroçado. Fiquei muito magoado e hoje carrego uma dúvida. Provavelmente não fiz tudo para o salvar. Quantas vezes reclamei para que dali fosse retirado? Quantas? Pressentia que aquilo haveria de suceder. Mas também é certo que nunca ninguém me ouviu. Garanto-vos que hoje, conhecendo a forma como acabou, tê-lo-ia colocado à porta do museu, único lugar onde deveria repousar.
Celeste, em honra à mulher mais bela. Construído em Itália, Livorno, teve curta vida, aquela foi a sua regata de estreia, e história complicada.
Nesse dia de desconsolo, do último folgo do Celeste e do velho posto náutico, houve um prenúncio. Um prenúncio de que haveriam de suceder coisas bem piores. Se se tem reflectido sobre os escombros da Avenida Saraiva de Carvalho, talvez se tivesse evitado a desgraça da rua da República, que foi o fogo que destruiu a notável sede da Associação Naval 1º de Maio. A perda de uma preciosidade.
Estamos sempre a tempo de parar para reflectir. O futuro será sempre aquilo que cada um de nós quiser. Para o bem e para o mal.
Mas curioso é o facto de no mesmo dia do trágico acidente e quase à mesma hora, ter estado a minha mãe a empurrar para a luz do dia o seu primeiro filho, o meu irmão mais velho, que veio ocupar demograficamente o lugar do Cachola. Pelo menos por aqui, que bom que foi.


Esta é a história sublime de uma regata de remo. Permanece obscura, mas fui a tempo de a recuperar na oralidade do meu pai, que se hoje fosse vivo teria mais de cem anos e do próprio Edmundo, de quem os ingleses um dia disseram ser o remador mais valente que alguma vez remou nas memoráveis regatas da Taça Vitória, no conjunto das regatas internacionais da Figueira da Foz, da primeira metade do século passado. Taça Vitória, com fim também trágico, devorada pelo fogo da rua da República. Que infelicidade!
Por fim, aproveito desde já para responder a uma insidiosa pergunta feita por um anónimo, aqui nesta “aldeia olímpica”. O que faço eu hoje, ainda no remo? REMO, caro anónimo, sempre REMO.