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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A ida aos mercados

Isto das televisões não quererem fazer a cobertura da campanha eleitoral para as autárquicas tem muito que se lhe diga. Pode induzir as pessoas em erro. Como aconteceu com o Samuel. No dia aprazado para a dita ida aos mercados, diz ele que foi espreitar e não viu ninguém.
 Mas esteve lá alguém, sim senhor. E posso provar, com esta foto de Pedro Agostinho da Cruz, que pelo menos o candidato do PSD à câmara da Figueira da Foz foi ao mercado. Não consegui foi saber se foi a mais do que um, mas pelo menos ao "Engenheiro Silva" foi, como se pode atestar. Ficou foi encoberto por melões.
 

sábado, 21 de setembro de 2013

É preciso muita lata


O charlatão que ocupa o cargo de primeiro-ministro defende que é preciso manter o rumo seguido. Atendendo que desde que o deixaram ocupar o cargo a dívida pública subiu para 132%, o PIB caiu 5,4%, o desemprego subiu para os 17%, o investimento caiu cerca de 20%, a situação social é calamitosa, onde iremos parar mantendo o rumo seguido?
Mais um caso para reflexão.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

... ou a fama que vem de longe


A longevidade deste cromo nas baboseiras que vai dizendo é fantástica. O supostamente "lider espiritual" do basbaque que faz de primeiro-ministro já deveria figurar no Guinness, ou uma coisa dessas, sei lá. Este texto de Samuel, publicado há dois dias, no seu blogue "Cantigueiro" fez-me recordar um outro, do saudoso José Martins, o director do jornal "Barca Nova". Vale a pena recordar, o texto é de 19 de Fevereiro de 1982, o que realça o talento do homem, perfeitamente inesgotável, na comicidade.
Aí vai:

O Anjo

Era uma vez um Anjo, correia de transmissão do que de mais imbecil havia na corte. o Anjo foi feito porta-voz da corte.

Era uma vez um Anjo, correia de transmissão do que de mais parvo havia na corte. O Anjo foi feito conselheiro da corte.

Era uma vez um Anjo, correia de transmissão do que de mais tolo havia na corte. O Anjo foi feito estratego da corte.

Mas porque o Anjo só fazia rir como porta-voz da corte; só fazia rir como conselheiro da corte; só fazia rir como estratego da corte, razão tinha o Povo quando o Povo dizia: - o Anjo o que é, é o bobo da corte.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

"É fartar, vilanagem"

 
Segundo notícias, provavelmente crediveis, o novo ministro das negociatas estrangeiras é um dos homens do BPN e do BPP. Facto ignorado na sua biografia porque, segundo também notícias, provavelmente credíveis, da biografia constam apenas funções públicas. Tudo bem. Mas não deixa de ser um homem do BPN e do BPP. E do PSD, acrescento eu. Além de se ter em conta que o dinheiro que o contribuinte "meteu" nesses bancos, e vai continuar a meter até se cansar, naõ deixar de ser considerado um acto público.
Continuamos é a ser governados por canalhas, é o que é. Talvez muito boa gente comece a entender a expressão, muito querida da Direita: "menos estado".

segunda-feira, 3 de junho de 2013

É o país que temos e o país que somos

Acho que não há palavras para comentar isto.
Enfim... gostamos!
... de ter uma maioria, um governo, um presidente!!!!!
Direi eu: "viva a democracia".

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Apesar da crise....

... ainda há portuguesas felizes. Duas. Bem hajam, que nós, aqui na "aldeia", não somos de invejas. E nenhuma delas, daquelas a que nos referimos, é a Isabel de Portugal, a princesa. Se fosse diríamos três, porque de aritmética ainda vamos dando conta do recado.
Mas isto, apesar da felicidade descrita, é triste. Faz-nos lembrar o tipo de gente que nos governa. A que legisla, a que deveria ter sentido de responsabilidade, a que deveria ser responsabilizada, a que ganha votos, a que põe o país no estado em que ele está...

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

"Asponas"


A língua portuguesa tem adquirido, e vai adquirindo através do tempo, uma outra dimensão com o processo evolutivo que sofre, seja no Brasil, em Angola, em Moçambique ou outro qualquer país onde a língua de Camões é falada.
Não só na literatura, onde a prosa de Luandino Vieira ou Guimarães Rosa, entre outros, é emblemática, mas também no chamado português corrente, enriquecendo-se constantemente com vocabulário novo.
Em Angola aparece-nos agora um novíssimo termo para designar a “classe profissional” conhecida pelo anglicismo “boys”. E em português retinto: ASPONA. Ou seja, “assessores de porra nenhuma”. Um contributo angolano, mais um, para a língua portuguesa.
Aqui, Reginaldo Silva explica melhor. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Min-nundências, ó "palhaço"?




Que os “psd’s” sejam tudo aquilo que eu deles penso e sempre pensei não é nada de transcendente, até porque a História me vai, dramaticamente, dando razão. Que estejam habituados a atropelar a Constituíção, e qualquer outra lei que os atrapalhe, e que o respeito pelos outros não seja um dos seus hábitos, são coisas que não admira, deve fazer parte do seu ADN.
Agora que atropelem dicionários, gramáticas, que citem Camões, devo também dizer que me indigna.
Mas “prontos”. Ao menos que façam como o Relvas, vão estudar, carago! 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

É muita cara de pau!

Um dos néscios que faz de ministro, o que citou a fábula da cigarra e da formiga, veio agora dizer que coisa e tal, e tal e coisa, para disfarçar que não criticou quem realmente produz. 
Porque não acredito que quando ele afirmou tal coisa se estivesse a referir a ele próprio, uma vez que, como é público e notório, ele nunca produziu na vida a ponta de um corno.
E fala também em "homenagem ao trabalho e fazer reformas que ajudem o país a criar bases sustentáveis de crescimento e enriquecimento".
É preciso muita cara de pau para se emendar tamanha gafe desta maneira, quando estão a conseguir o seu supremo objectivo de desvalorizar o trabalho e destruir o país a troco de, é evidente, beneficios próprios.
Só pode, né?

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

CITMAFC

É um novo clube, ainda que as últimas letras, FC, não queiram dizer futebol clube.
Mas também, que diabo, do pontapé no coiro já estamos bem servidos. Embora, nesta modalidade, de igual maneira, já vamos tendo uma super "over dose".

domingo, 15 de julho de 2012

O balde de merda e a pepineira


Aquela questão do balde estar meio cheio ou meio vazio, é uma falsa questão ou, mesmo respeitando as probabilidades, uma não-questão.
Este balde, por exemplo e de preferência, devia estar completamente cheio. 
Ora vejam e tirem as conclusões que quiserem.

sábado, 30 de junho de 2012

"Os Lusíadas" revisitados



A globalização e esta fúria neo-liberal obriga tudo a adaptar-se aos Tempos Modernos. Inclusivamente os alexandrinos que o príncipe dos poetas escrevinhou em forma de saga, para aí há um bom par de anos, uns 440 se não me falha a memória, também foram vítimas de adaptação aos tempos que escorrem.
Recebi por e-mail e não resisto a partilhar convosco. A missiva dizia que se o Luís Vaz fosse vivo escreveria assim. Não discuto.



Aí vai:



I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
do Minho ao Algarve tudo devastando,
guardam para si as coisas valiosas
desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III
Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

IV
E vos, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cresce a onda de indignação

Há poucos minutos, a Petição "Pedido de Demissão do presidente da República" já contava com 31.228 assinaturas. Em apenas 3 dias.
Poderá não ter consequências de maior, uma vez que no parlamento a fascistagem tem a maioria absoluta.
Mas algumas conclusões, certamente, se poderão tirar: a de que a cavacal figura não tem pingo de vergonha, pois de outro modo, pediria a demissão, devido ao inadmissível insulto dirigido sobretudo a quem trabalha neste país. E também porque não terá grandes condições para continuar a representar um povo que não se revê em quem o insulta.
É que se o homem não está senil imita muito bem, basta relembrarmos cada intervenção sua, mesmo deixando de barato as cenas das "vaquinhas", "bolos-rei", and so on. Se está senil deverá ser demitido, se não está deverá pedir ele próprio, em nome da decência, a demissão.
Como povo é que não podemos continuar a ser enxovalhados. Dá muito nas vistas e a imagem externa do país pode ressentir-se.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Da repugnância


Mas que tal dar-lhe com um gato morto nas trombas até ele miar? Ficávamos com a certeza de que nunca mais insultava ninguém.
Ou, então, terá comprado poucas acções no BPN? Ou isso.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Abominável? É, pois

Eu penso que as declarações de Manuela Ferreira Leite são perfeitamente normais. Estão coerentes com o que ela, o partido dela e  todo o resto da camarilha neo-liberal pensam e querem impor.
Mas então o que é que é abominável? Somente isto: que os seus apaniguados, que defendem exactamente o mesmo, venham dizer que ela não disse o que disse, segundo me apercebi numa daquelas voltinhas que eu dou pela blogosfera. Ou têm vergonha ou querem enganar quem?
Para os que me julgam sectário (e, se calhar com razão, já agora, porque para aturar estes néscios que nos desgovernam é preciso sei lá o quê), surpreendo-os com uma ajudinha aos fascistóides que não "perceberam" a senhora.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mea culpa


Convencido que os indigentes que nos governam não resolvem problema nenhum, os que herdaram e os que teimam em criar, começo a pensar na obrigatoriedade de reconsiderar.
Pelo menos para o último problema que inventaram já terão solução. Quem diria?
 Embora a solução não seja mérito seu, mas da NASA, eles exultam. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

De versões poéticas

Este poema, inicialmente atribuído a Bertolt Brecht, terá sido escrito por um pastor luterano chamado Niemoller. Mas nestas coisas de poesia há sempre outras versões, outros poetas que glosam o mesmo tema, como, por exemplo, o famoso "Descalça vai para a fonte", do grande Luís Vaz glosado por Francisco Rodrigues Lobo.
Isto para dizer que o Senhor Silva tem uma versão deste poema que se segue. Se o quiserem ler basta clicar aqui, onde Samuel nos faz o favor de divulgar.


Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo,
Em seguida levaram alguns operários,
mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário,
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista,
logo a seguir chegou a vez 
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Calma????? E a falta de quórum?????


A propósito da detenção de Duarte Lima por via do caso BPN, diz o meu amigo Agostinho, aqui, e passo a transcrever: “… Isaltino continua a fumar charutos na rua… Dias Loureiro continua a fazer turismo em Cabo Verde… Oliveira e Costa continua em casa a gozar a reforma e os rendimentos…”
Portando, calma… acrescenta o Agostinho.
Acho que sim, muita calma. Mesmo que a coisa dê para o torto e os PPD’s venham a obter falta de quórum, atendendo às trafulhices que se vão revelando, o grande capital não tem, mesmo-mesmo, nada com que se preocupar. É que o “ps” sempre esteve no sítio certo, nunca falhou e nunca desiludiu ninguém. A História não nos deixa mentir, é um julgamento.
E para a “legalidade democrática” continuar garantida, e equilibrada, ainda temos, para contrabalançar, Armando Vara, José Sócrates, José Penedos… and so long (só para me armar que sei inglês).
Mas se forem necessários mais equilíbrios, ainda temos sobreiros, universidades ultra-modernas, barquinhos que andam por debaixo de água e tudo isso.
É que somos um país em vias de desenvolvimento, não sei se repararam…