segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Anão!

por Augusto Alberto


Apagaram Kadafi e, com ele, apagaram um gigolô meio seboso e com manias de duro. Foi pena que não vivesse o tempo suficiente para nos contar histórias de putas. Não das de beira da estrada, mas de estados com putas, para sabermos, afinal, porque razão Roma não paga a traidores. Por seu lado, Sarkozy vive momentos de grande felicidade. Vê-se como uma das jóias contemporâneas. É uma das cabeças que matutam diariamente sobre a salvação do capitalismo anémico e, já entradote, conseguiu o feito de atrair mulher ainda nova, ainda que não tenha sido em folha. Mas chega para as ocasiões, tanto de estado, como de alcova. E no intervalo das suas grandes decisões, desenhou uma menina, que tal como a mãe, será linda e fadada. Mas sobretudo, anda fascinado, porque foram os seus caças, “rafale”, quem obrigou a parar Kadafi e a cometer o erro fatal de se esconder numa manilha de cimento e ai, ser apanhado como um rato. Acabou Kadafi mas ainda ficou Sarkozy. Para os devidos efeitos, tanto faz.
Gosto muito da França, mas não esqueço que Sarkozy é presidente do país que há muitos anos invadiu o meu. E muito menos esqueço que na iminência da chegada das suas legiões, a elite do meu país pegou nas arcas e fugiu, deixando a pátria submetida e órfã. E logo outros pisaram. É assim, quando as elites são anãs venha o diabo e escolha os rufiões. Mas Sarkozy sabe que se a bela França submeteu, também foi submetida, sobretudo por quem agora morre de amores. Poderemos dizer que a real politica é assim a modos como uma pescadinha de rabo na boca. E para poder levar o rabo à boca, a França possui um corpo militar muito bem treinado e ao mesmo tempo sanguinário, que dá pelo nome de Legião Francesa. Recrutados nas fímbrias da sociedade, prepara tenebrosos guerreiros, que pretendem espalhar pelo mundo fora, os conceitos da liberdade, igualdade e fraternidade, ou melhor dizendo, estórias de sangue e apresamento. Essas podem ser, por exemplo, estórias “fraternas” e contemporâneas de petroleiros carregadinhos de petróleo que chegarão pelo porto de Havre, para abastecer a imortal França e de onde sairão, do mesmo passo, as empresas que hão-de reconstruir as cidades que o paizinho da menina Sarkozy mandou destruir. Os mortos nada contarão, evidentemente, mas talvez um dia, possa um desalinhado, apaixonado pela menina, contar que afinal o paizinho, foi um facínora como outrora Napoleão, e dizer-lhe que a França das virtudes, também é capaz de produzir de quando em vez os seus anões.

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