terça-feira, 15 de abril de 2014

Nem com benzina, a branca e a breca

Augusto Alberto


Tinham que chegar as promessas. Mas cheiram a falso. E por isso, convêm perguntar, o que cola António José Seguro ao Conde de Abranhos, personagem melosa, que só chega ao poder, porque, “embora o Rei não o conheça, é informado que tem uma senhora muito galante”. Mas, como disse Eça: …é um patife, um pedante, um burro, porque enquanto ministro da Marinha, afirmou …que só ao fim de 18 meses de Ministério, é que descobriu onde ficava Timor. Do mesmo modo que António José descobriu, que o país está enxameado de pobreza e por esse facto, resolve garantir que acaba em 4 anos com os sem-abrigo, após António Guterres, seu camarada e 1º ministro, os ter aumentado, desmentindo a tarefa prioritária, de acabar, eternum, com os que vivem na rua. E onde irá o futuro 1º ministro, António José, meter tanta gente? Não diz, e por isso, Abranhos, leva-lhe vantagem.
Na câmara anuncia, isole-se o pobre, definindo como necessário a construção de grandes espaços físicos, telhados e, dentro, uma enxerga, um cobertor e ao rebentar da lua, um prato de sopa quente. Mas para manter a sobriedade, exigiu aos indigentes, que fossem abstémicos. No sexo, (nem foda nem pívia), e parcos no praguejar, que, por sinal, cola com a miséria da sopa e do pão. De todo o modo, convêm insistir. Onde vai António José, recolher tanta gente? No Centro Cultural de Belém? De todo, não vá a classe alta, tropeçar num pedinte encardido, ao entrar para os dias da música e cagar o tacão do sapatinho de vela. Ou na magnifica sala do Teatro Nacional D. Maria II? Tão pouco. Ainda que pelas noites, debaixo das suas arcadas, recolhidas da geada e da chuva, já muitos andrajosos estendem o cartão, para passar pelas brasas. Contudo, já imagino, António José, convidado para a abertura da época de ópera, e já estou a ver, muito antes de chegar, aparecer um polícia dos costumes, a indicar: - arreda, arreda mendigo, que está a chegar António José, o primeiro-ministro de Portugal. A ordem, nesta noite, é para recolher para lá da “uma”, não vá, o 1º Ministro, pisar o cartão, escorregar e romper o tendão. E lá se vão as promessas. Que são um vício, que nem com benzina se lavam.

De todo o modo, prometa o que prometer António José, a verdade é que Portugal é hoje uma colossal “mitra”, e por esse facto, deverá também, António José, penitenciar-se. Dá-se o caso de António José  ter sido ministro-adjunto do piedoso primeiro-ministro António Guterres, pelo que, hoje, por má consciência, António José, está tomado, simultaneamente, por uma branca e por uma breca.