Augusto Alberto
Mandaram calar a ex-procuradora do Tribunal Penal, Carla del
Ponte, porque em Maio, disse sobre a Síria: "…segundo o que já pudemos apurar…são os opositores ao regime de Assad que
usaram o gás sarin". Blasfémia! Todavia, a verdade é para ser forjada e
levada às malvas, porque Londres, Paris e Washington, não podem esperar. É
muito curioso, que a vontade de avançar sobre a Síria, se verifique cerca de
dois meses após a reunião em Londres, do exclusivo clube Bilderberg, onde só
participam “falcões” e este ano, também, o delicioso Portas e esse grandíssimo
dirigente do socialismo de “punheta”, António José Seguro.
Com toda a certeza, lá, não passou despercebida a noticia
que diz, que em Agosto de 2011, o ministério sírio do Petróleo, anunciar a
descoberta de um poço de gás em Homs. A capacidade será de…146 milhões de
metros cúbicos por ano, independentemente do gás na costa síria do
Mediterrâneo…As companhias internacionais de petróleo já começaram a
desenvolver planos de perfuração no Triângulo Líbano-Chipre-Palestina, após o
conhecimento da grande reserva. Várias empresas estão presentes…incluindo
as americanas Chevron e Exxon, as francesas GDF Suez e Total, a Gazprom da
Rússia.
Avançar para a Síria tem como fim ganhar a corda, a
dianteira e o petróleo, como numa corrida curta de meio-fundo e para isso, o
ocidente, calculista como sempre, jogou primeiro o jogo sibilino: - Dois
comandos de 300 “rebeldes” sírios formados clandestinamente na Jordânia por militares
norte-americanos, estão a combater desde meados de Agosto contra o regime de
Bashar al-Assad. Estes dois grupos, apoiados por especialistas jordanos,
israelitas e da CIA, cruzaram a fronteira, nos passados dias 17 e 19 de Agosto,
na região de Deraa, no sul da Síria, escreveu o diário francês Le Fígaro.
Os árabes em geral, os palestinianos, e saibam os cristãos,
com o papa Chico à cabeça, os católicos muito em particular, chorarão baba e
ranho, nesta demanda pelo gás e pelo petróleo, enquanto, imbecilizados com o
“life style”, europeus e americanos, suplicam por mais “merdocracia”, os
últimos gadjets, e por gás e petróleo ao preço da uva mijona. E após a vitória,
o Irão ficará em oportuna linha de tiro, e ficará a faltar a Rússia e a China,
para o xeque final e a nova ordem mundial. Contudo, na geopolítica, às vezes a
bota não bate com a perdigota e esse será o drama ainda não calculado.
O velho João, amante da carbonária, ensinou-me a desconfiar
desta gente, porque dizia, tem da vida uma concepção bastarda: são uns refinadíssimos filhos de puta.
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