domingo, 2 de março de 2014

…adivinhe quem se apresentará em sua casa, para jantar consigo?

Augusto Alberto


O que esperar de um país em que o partido do poder organiza um congresso que mais pareceu uma “folia”, onde estiveram os oligarcas de Lisboa, bêbados com o poder politico e económico, ao ponto de aparecer gente, sem aviso prévio, para debitar umas larachas, que levaram ao riso, esses oligarcas de pança cheia?
Que país foi ali discutido? Nenhum! Simplesmente, ali foi verificada a babugem e a baba do poder. Aquela “folia”, mais uma vez, porque é exactamente aquilo que os oligarcas pensam, tomou o povo por idiota, que apesar de carregado de fome e humilhação, lhes parece estar sempre disponível para lhes entregar o poder de modo legítimo (?).
Desse modo, e sem espaço para mais delongas ou expiações, chamou de novo, à liça, o Relvas, já muito infestado e imundo de sujidade material e moral. Vejam, como a casta que tem andado a dizimar o país, se esfrega na imundice, contando com a moleza do povo, para continuar a rebolar-se no chiqueiro. A casta, conta, é bom dizer, com duas coisas pertinentes. Primeiro, com uma classe média, que tem andado a passar por entre os pingos que encharcam o povo de miséria e que cuida, apesar de tudo, poder continuar a viver assolapada no Mercedes ou no BMW e que por isso, deve continuar a ser a base social da bandidagem. Segundo, que nunca ocorra por cá um levantamento popular sério, que ponha tendas e paliçadas à porta da “casa da democracia”, e que recuse a entrada aos mainatos da oligarquia económica e financeira.
E que esperar, outrossim, de um partido com vistas (?) para as questões sociais, que apresenta um candidato às eleições europeias, logo muito saudado por comentadores afascistados, como sendo muito bem preparado e muito inteligente. Ao ponto, de ser um camaleão único. Ou seja, a capacidade de fazer a espargata, apoiado num pé, à direita e no outro, à esquerda. Sabendo nós, que quando vacila, o camaleão nunca cai a direito, com o risco de esmagar os colhões no chão, mas cai sempre para a direita, com vista a salvar o pêlo.

Então o que propõe o camaleão, manhoso e inteligente, Assis? Um entendimento do partido socialista, com a direita caceteira e tramontana, para estruturar a esquerda. Te arrenego Assis! E vai mangar com a quinta pata do cavalo, da estátua equestre de D. José. Sabes porquê? Pois eu digo-te, se não sabes. Porque, por enquanto, incluindo a Europa, o grande capital ainda não precisa de recorrer às baionetas e às botas, a que a vulgata chama de fascismo, porque tem à mão pascassos e lambe-botas, quer sejam, Assis como tu, e Seguro, ou Passos e Relvas, com vista à subjugação dos povos e a manutenção de todos os seus privilégios. Por enquanto, ainda só vamos no fascismo de baixa intensidade, mas se as coisas apertarem, adivinhe quem se apresentará em sua casa, para jantar consigo? 

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