quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Taça de Portugal

Naval 1º de Maio - Desportivo de Chaves
A minha final antecipada!
Que ganhe um deles.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Cultura aumenta na Figueira (II)

Já tinhamos sido informados de que o poder é afrodisíaco. Ficamos a saber que o é ao ponto de se fazer transportar para "paraísos artificiais", de tal modo que permitem equiparar o Museu dr. Santos Rocha aos Museus do Louvre e do Prado. E perder o sentido das realidades.
Enfim!!!
Que azougaria para aqui vai.




Fon, Fon, Fon

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Cultura aumenta na Figueira



Pode ser vista como uma medida contra a discriminação. Já se sabe que a saúde, a educação, a alimentação, a água, uma das mais caras do país, se pagam muito caro. Agora, também na Figueira da Foz, a cultura vai sofrer um aumento considerável. Portanto, a primeira leitura que nos oferece fazer é que há um esforço do”ps” para harmonizar a coisa.
Falamos dos aumentos do custo das entradas no Museu Municipal Dr. Santos Rocha. Vão subir de 1.30 para 5 euros, sensivelmente o dobro do que é praticado noutros museus.
Está bem que o “socialismo moderno” tem as suas singularidades, mas esta ultrapassa a imaginação.
Significa, sobretudo, que estes tipos não estão lá para servirem as populações. Já visitei a Fundação Gulbenkian, privado e que não se compara como é óbvio, pagando muito menos de metade no conjunto dos dois museus, o de Arte Antiga e de Arte Moderna. Com o pormenor de a visita ter ocorrido no Verão.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

David Kelly, lembram-se?

É um dos milhares de crimes que passam despercebidos. Ou melhor, o seu assassínio teve como objectivo encapotar talvez o mais miserável acto de terrorismo, de vandalismo, de horror, perpetrado poelas "democracias" ocidentais nas duas últimas décadas. É assim que se defendem.
Mais informação aqui.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A obscenidade

Augusto Alberto

Ontem recebi de um amigo, a viver no Brasil, imagens do Haiti que nos colocam proximo da obscenidade. Porque só agora estas imagens, somos levados a perguntar. Porque foi preciso que o capitalismo abrisse uma colossal brecha, que somou ao Haiti mais miséria à miséria. Até há bem pouco tempo, o Haiti era aquele bocadinho, completamente privado, na rota dos colossais barcos de gente com muito, muito dinheiro. De resto, os milhões de desgraçados, nunca contaram para nada, a não ser para fazerem o papel de desgraçados, para um dia serem a cara da caridadezinha.
É nesta relação fétida de opulência e miséria que o grande capital vem fazendo a sua escola e a sua história, ao arrepio das necessidades dos povos. A isto, uns fulanos medrosos, vão chamando democracia.
Mas é evidente que o mundo está muito para lá daquilo que nos parece e tem factos que nem sequer imaginamos. Por isso, não se julgue que estas imagens destrutivas e desconstrutivas do Haiti não têm paralelo. Desenganem-se. Chegará o dia em que imagens nos dirão,como famílias completas americanas assentaram em parques e jardins, com tenda, porque o mundo que os moldou, os atirou para as fímbrias e lá se foi o sonho e a grandeza da família americana. Assim como notícias que nos vão chegando, das centenas de mendigos, expostos à inclemência do frio pela Europa central, que morreram álgidos, sem agasalho e sem beira nem eira. Estas serão sempre notícias e imagens desapiedadas, por factos tão semelhantes, que caracteriza o grande capital. Porque trata as coisas do mesmo modo, quer seja no Haiti, em Nova Orleães, na Alemanha, na França ou Polónia. Não sei se será por causa destes factos indestrutíveis, mas já há muito notei que os defensores desta sacra sociedade estão, parece-me, em fase de hibernação. Eu sei que é difícil tratar por bem estas coisas e que o seu branqueamento não é fácil, porque não há como derrubar os factos.
Tenho ainda bem a noção de que é difícil tomar partido sobre as coisas e os factos, às vezes até é perigoso, mas mais vale a pena correr os riscos inerentes à verdade, do que ser um sacana mole. Por isso, no conforto das imagens que me foram enviadas, e que vos deixo, é agora o momento de os anónimos defensores desta coisa fétida, que tratam por democracia, terem a bondade de nos dizerem,que lhes chegam as migalhas.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

“A língua portuguesa é o nosso espólio de guerra”



Não me recordo a quem pertence a declaração em título, se a Pepetela se a Luandino Vieira. Foi proferida após a independência e, passe o humor e ironia nela contidas, traduz a certeza de que os angolanos, apesar de tudo, herdaram um tesouro, enriquecido com o facto de ser ela, a língua portuguesa, um promotor de unidade nacional.
Os portugueses em África atribuíam nomes de figuras suas a localidades, mas também nomes de povos e de sub-grupos desses povos.
Alguns exemplos: no norte Maquela do Zombo ou Sanza Pombo, sendo que os zombos e os pombos são um sub-grupo dos Bakongo. Ou Andulo, Bailundo, Huambo, estes no centro-sul, sub-grupos ovimbundos.
Claro que as palavras estão adaptadas à língua portuguesa. Porto Amboím vem dos amboíns, ou Va-Mbui.
Mas isto é do conhecimento geral. O que eu não sabia, e certamente os leitores, é que a província do Bié foi buscar o nome ao sub-grupo Vhié. E porquê a troca do “ v” pelo “b”?
O poeta angolano Namibiano Ferreira explica-nos, no seu blogue, que os primeiros colonos portugueses eram oriundos do norte do país, onde a letra v vale por b. Depois da independência ter-se-á tentado restaurar o nome da província mas já não foi possível.
De qualquer maneira um bom “bife com um obo a cabalo”, regado com um bom “Ebel” do Douro, tanto sabe bem no Vhié como em Bila Real. Ou em Balongo.
(Na imagem: mulher mucubal, da região de Moçamedes)

Esquerda moderna



Não há maneira de nos vermos livres desta gentalha?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Taça de Portugal



E uma final Desportivo de Chaves-Naval 1º de Maio?
Até tinha a sua piada. Sobretudo por ser disputada por dois emblemas considerados pequenos. O futebol é fértil nestas situações. Lembra-nos as finais Beira-Mar-Camomaiorense ou Estrela-Farense.
E transporta-me, pelo paralelismo, para uma situação que no Mundial já é frequente, e incómoda. Um Brasil-França. Isto porque não consigo “torcer” por nenhum deles e no fim festejo. Só que na competição máxima os gauleses têm abusado da minha condição francófila e não têm dado hipóteses ao “meu” Brasil. Foi em 86, em 98 e 2006. Já é demais.
No caso presente acho que se Desportivo e Naval forem os finalistas eu festejo antecipadamente.
Tudo porque são as duas cidades portuguesas a que eu estou sentimentalmente ligado. Vivi numa e vivo noutra. São minhas.
E a cereja no topo do bolo: uma joga à Sporting e outra à FC Barcelona, os melhores clubes do mundo e arredores.
Seria uma festa. A grande festa do futebol.
Viva o Desportivo.
Viva a Naval.

Aos falaciosos há que caçá-los

Augusto Alberto

O anterior responsável pela bancada parlamentar do Partido Comunista Português, Octávio Teixeira, começou e bem por colocar alguma ordem e clarividência em assuntos que dizem respeito à próxima batalha eleitoral para a Presidência da República, que correrá para o próximo ano, quando afirmou que Manuel Alegre não alcança o consenso de toda a esquerda. Cá está uma preciosa observação, porque nesta matéria, há gente, o próprio Manuel Alegre e os seus actuais amigos, que trabalham para que a memória se apague. Há hoje uma tentativa de branqueamento e sobretudo, do apagamento da história e dos factos. Porque nos querem fazer querer que as misérias que têm caído sobre a pátria nestes longos 36 anos, têm origem num espírito invisível e mau, que pairou sobre o povo e o emprenhou, sem cópula, de todo o tipo de malfeitorias. Assim como uma espécie de fenómeno, que se coloca para lá da mão e da vontade do homem, como foi o caso da imaculada Maria. Mas não é assim, porque Manuel Alegre e os seus anteriores amigos, copularam virulenta e manhosamente sobre o povo e de momento não podem fazer crer, juntamente com os seus actuais amigos, que nada se passou. Passou com certeza.
Lembro que Alegre com os seus anteriores companheiros flanquearam o país, de norte a sul, na companhia de gente do pior do reviralho. Alguma dela, para nossa infelicidade, continua por ai na tomada de decisões e por isso, no contínuo das malfeitorias, é bom não esquecer. Também, nas suas próprias decisões como deputado, sempre foi um carreirista e um “yes boy”, daqueles que a única coisa que fizeram foi sublinhar e apaparicar as politicas que nos tem custado o sono e a paz. Na tomada de decisões dentro do seu próprio partido, sempre acompanhou os que colocaram este país no pântano, para usar uma expressão tão cara a um seu amigo, que vendo as coisas tão ruins, acabou por fugir, com gosto e respectivo proveito. E inclusive, do ponto de vista do carácter, coisa que tenta sublinhar, como lhe sendo cara, lembro que para não ter que dizer não à co – incineração na cimenteira de Souselas fugiu de ser eleito deputado pelo círculo de Coimbra, como era habitual, para ser eleito deputado por Lisboa.
Não há então que enganar. Por mim poderá estar descansado. Dar-lhe-ei a caça possível e por isso, em minha consciência, com o meu voto, não cortará orelha e rabo, nem andará em ombros à volta da praça.
Este Manuel Alegre é, como muitos dos seus antigos e actuais amigos, um falacioso. Mas infelizmente, há ainda quem goste de ir ao engano.

Há sempre alguém que diz não...


Lá vamos, cantando e rindo, num carrinho cor de rosa

Portugal fecha o ano de 2009 com a terceira taxa de desemprego mais elevada da zona euro. Foi de 10,4 em Dezembro.
São dados que, segundo a CGTP-IN, colocam dúvidas quanto à eficácia das medidas implementadas no último ano para o combate ao desemprego.
Segundo um documento da central sindical “é preciso uma mudança de política que assuma a componente social como prioritária, assente na alteração da matriz de crescimento, na promoção de mais e melhor emprego e no firme combate à precariedade e desemprego, bem como na melhoria dos salários e das pensões enquanto elementos indispensáveis para aumentar o poder de compra das famílias e, simultaneamente, dinamizar a economia”.
Mas o governo está ao serviço de interesses particulares, e não terá nem grande interesse nem tempo para pensar no estado do país.
O que se passa com a saúde é paradigmático. Segundo noticias vindas a público esta semana, a medicina privada teve um lucro de 700 milhões. Tem, então, dado frutos a destruição do Serviço Nacional de Saúde, que pelo alerta do sindicato dos Médicos continua. Com a penalização das reformas, as quotas na carreira, o modelo de avaliação os médicos sentem-se prejudicados e, ou pedem a reforma ou fogem para o sector privado que paga melhor. A par disto vão fechando valências em hospitais com aquela mentalidade de que a saúde é um negócio e se não se fizer “x” consultas, ou “x” partos a unidade fecha.
A situação começa a ser insuportável.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A nova ordem mundial

Para o ano fiscal de 2011 o orçamento militar dos EUA, segundo divulgação do Pentágono, é o maior desde a Segunda Grande Guerra. É assim uma coisa como 708,2 biliões de dólares.
Este orçamento é superior a todas as despesas militares de todos os outros países juntos, incluindo a China.
De resto a guerra é o investimento principal do imperialismo americano, contando com 800 bases em 60 países.
Lentamente uma nova ordem mundial se vai impondo, e, como se pode ver, de cariz fascizante. Recorde-se que, caricato, os EUA são liderados pelo Prémio Nobel da Paz. Quer dizer, a nova ordem mundial é a mesma, está é a sofrer um incrementozinho, ou seja, uma nova estratégia.
Mais informação aqui.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Como as pombas são comidas por falcões

Augusto Alberto


Os portugueses têm um coração grande e bondoso e, por isso, bastas vezes, acabam com uma lágrima no canto do olho. Em linha com esta bondade, estiveram no estádio da Luz, mais de 50 mil, num momento de recolha de fundos para a recuperação do Haiti. Foi o modo como naquele momento, um povo terno, convencido da sua razão, se mobilizou para ajudar gente que desde há longos anos não conta exactamente para nada. E será por isso que me fica uma dúvida. Receio que estes portugueses solidários e de coração derretido, desta feita, não tenham sabido bem ao que foram. Aliás, tenho cá em casa alguém que metodicamente registou exactamente essa minha dúvida, num simples desabafo: ” Será que o dinheiro vai mesmo chegar ao Haiti?.” Sendo esse o nó da questão, boa pergunta, claro está. Em boa verdade, eu também acho que não. Ou melhor, o que eu acho é que o dinheiro vai cair, mais uma vez, na caixa da Haliburton, a empresa que plana acima dos estados, que presta serviços para o Iraque e para o Afeganistão, como por exemplo, acções de reconstrução, segurança privada, ou fornece os alimentos para a tropa. E que tem com o lucro uma relação de tal modo trapaceira, que num dado momento não hesitou em fornecer alimentos estragos, e por via disso, conseguiu pôr a tropa no Iraque de caganeira. Uma empresa assim só pode ter rostos muito pouco filantrópicos, claro está.
Aliás, bem conhecidos, e de quem se diz, mansamente, serem os falcões da administração americana, ou a palavra encontrada por gente que tem o mau hábito de se colocar em posição de quatro patas, para branquear criminosos encartados, como o vice-presidente do chalado e analfabeto do Bush, os terroristas, Dick Chiney e o seu chefe militar, Rumsfeld, o amigo, que antes de sair, condecorou o “nosso” Portas. Estas personagens têm uma máxima cruel, mas acertiva: - do caos, nascem novas oportunidades. Como no Iraque, no Afeganistão e agora, porque a natureza se deu ao curso natural, no Haiti, com quem ninguém se preocupou em tempos idos e, muito menos, tão ilustres personalidades.
A estarmos perante um axioma, fica claro que aqueles portugueses que encheram o estádio da luz, se colocaram no papel de pombas, porque não me engano, se disser que o produto sincero dessa noite de bondade, vai cair na caixa desta gente muito pouco recomendável.
Está em curso um colossal branqueamento, porque não se contam as verdades, as histórias e factos e por isso, solicitado a contribuir, respondi que de parvo tenho pouco e que a idade já não me deixa espaço para o engano. E sabem porquê? Porque há muitos anos que ando avisado.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A democracia encrespada


cartoon de Fernando campos

Este caso de Mário Crespo é um de muitos que se vão sucedendo. Como, por exemplo, o Jornal Nacional da TVI. Traduzem a falta de democracia, a arrogância e o autoritarismo do “ps”. Não há jornalista ou jornal que, desde que não se ponha de cócoras, não seja “eliminado”.
A nota da direcção do JN é bem explícita. A desculpa com factos no artigo do jornalista que necessitam de confirmação, o direito ao contraditório, são um sintoma de alinhamento na patranha com o objectivo de neutralizar Mário Crespo.
Porque, penso, tratava-se de um artigo de opinião. Sendo assim, quem o assina é o responsável. Estando lá alguma mentira, algum insulto a alguém, há sempre a hipótese de recorrer aos tribunais. De outra maneira para se concebe a existência dos ditos?
Como diz Samuel, Mário Crespo também não é dos meus. Mas que a liberdade de expressão está em perigo, não parece haver a menor das dúvidas. E o que faz falta é mesmo avisar a malta, como alertou alguém.
Aqui podem ler o artigo em questão que ditou o afastamento do jornalista.