terça-feira, 23 de novembro de 2010

Da greve geral


Que a Constituição da República, conhecida por Lei Fundamental, não é respeitada, é uma verdade de La Pallice.
Estamos na véspera de uma greve geral e sabemos que muitos trabalhadores, embora conscientes da oportunidade, da justiça dessa mesma greve, que, por sinal é pelos seus próprios direitos, não a vão fazer.
Refiro-me aos milhares de trabalhadores precários que se aderirem ficariam no desemprego no dia seguinte. Isto prova a natureza anti-democrática do patronato, independentemente de me dizerem que há trabalhadores que furam a greve com o intuito de agradarem ao patrão para subirem uns pontinhos no ordenado ou noutras benesses.
Puro engano, como há casos e casos que poderíamos aqui contar. É que um patrão é sempre um patrão.
Antes de me ir juntar ao meu piquete de greve, deixo-vos aqui um texto sobre as contas da greve. Que não são difíceis de fazer.

Uma coincidência....


E não é que o Glorioso joga mesmo amanhã?


domingo, 21 de novembro de 2010

Ufff! Já foram

Apesar de, nestas alturas, nunca ter havido qualquer atentado terrorista, isso não significa que o terrorismo não exista. Claro que existe: a destruição do Iraque e do Afeganistão, os constantes golpes de estado que derrubam governos democráticos democraticamente eleitos, por exemplo, provam-no. Agora essa das medidas extremas de segurança devido à possibilidade de atentados terroristas durante a cimeira da nato não serão devidas ao medo que os terroristas infligem. Será mais por disfarce ou estratégia. Ou negócio, pois sempre se vendem mais uns blindadozitos.
Pois nunca vi terroristas, por mais fundamentalistas que fossem, fazer atentados contra eles mesmos.
Não acompanhei a cimeira da mais perfeita e poderosa máquina de guerra de sempre, nem na tv nem na rádio, e pouco nos pasquins. Mas uma viagem pela pela blogosfera dá-nos uma ideia mais aproximada, porque não comprometida, do que realmente se passou. Aqui, aqui e aqui.

sábado, 20 de novembro de 2010

A “Encrenca” e os encrencas

Augusto Alberto

A frota da sardinha na Figueira da Foz, que já foi grande, teve uma traineira chamada “Encrenca”. Tenho um familiar directo e muito próximo que nela trabalhou como motorista e, de volta e meia, contava-me que a “Encrenca”, muitas vezes em mar aberto, era uma verdadeira encrenca, de deixar os homens com os nervos em franja.
Lembro-me desta “Encrenca” a propósito do pedido feito por alguns deputados “socialistas” aos coitados dos banqueiros, para que se apiedem do governo socialista e lhes retribua os gestos bondosos, feitos por esses socialistas, para a salvação da banca, à custa do dinheiro público. No fundo, o que esses deputados socialistas querem é que os banqueiros ajudem o partido socialista a sair da “encrenca” em que nos meteram. É óbvio que isso será pedir demais a quem já provou que a pátria, é sempre pátria, desde que acrescida de mais 10% para juros.
Mas só uma pequena história não chega para classificar esta gente e então atrevo-me a contar outra pequena história.
Na terra onde fiz a minha meninice, que pela saudade me leva a quer sempre voltar, já vão mais de 50 anos, havia duas mercearias, frente a frente. Numa, era dono um sujeito, bem arrumadinho, dentro da ganga de delatores do regime fascista. Um crápula, mesmo à época, porque se fazia notar pelo modo untuoso como se apresentava, para mais fácil explorar a delação. Digo fascista, porque de quando em vez, aparecem por aí uns fabianos a quer dourar a pílula. As coisas foram o que foram e pronto.
Se a história da “Encrenca” pode povoar a memória de muitos Figueirenses e é o exemplo das encrencas em que o homem de volta e meia se mete, a história do bufo da PIDE, demonstra como o capitalismo se constrói. Nesse particular, raramente se engana. Tal como no fascismo, sobreviveu à custa de uma máquina, onde muita gente menor cabia, inebriados com o som das botas e a soldo de uns trocos e de uma dulcíssima ideia de poder. Hoje, o grande capital, dito democraticamente, de economia global, promove desta feita gente também pequena e com pele de rato, à condição de gente democraticamente importante, bem pagos e por isso nos antípodas do pelintra do bufo da PIDE, na exacta medida que com o seus poderes de decisão, decidem de um modo geral de acordo com a mão de quem lhe chega o prato. São os “mainatos” do grande capital e era o que faltava cuspir na mão que lhes chega a sopa. O mal é que esta gente mente, quando se afirma como defensora da social-democracia, do socialismo em liberdade ou de rosto humano, da terceira via, na defesa da guerra, urdida na mentira, em vez da paz. Por isso, será oportuno que os muitos milhares que por cá são enganados pelas maviosas vozes das sereias das liberdades, acabem com estas “encrencas”, no sentido da procura de novas políticas, porque não chega substituir, como escreveu Lampeduza, para que tudo fique na mesma. É preciso fazer como foi feito à “Encrenca”, o abate, antes que a “Encrenca”, em mar aberto fosse de tal modo uma encrenca, que depois já não houvesse remédio.

Nota: mainato - criado, servidor, em língua macua, etnia maioritária na província de Moçambique, com Capital em Nampula, com jeito para a arte em pau-preto ou pau-rosa, mas sem a classe dos Macondes, da Província de Cabo Delgado, mestres na estatuária sacra, também em pau-preto ou pau-rosa.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O país que somos...

"Não tenho nada contra a "bola", muito pelo contrário, mas tenho dificuldade em entender que a prática de um desporto ou de um exercício físico seja menos importante do que um espectáculo de futebol. Os critérios para esta diferenciação não são óbvios. O contrário seria mais acertado: exercício no ginásio a 6% e futebol na bancada a 23%!"


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Rendimento garantido

por Augusto Alberto

Há dias, num daqueles programas televisivos onde a palheta leva o tempo e, por isso, parecem pertinentes e inteligentes, - não é por acaso que Nuno Rogério, um dos gurus do “establishment”, o conduz - , tive a oportunidade de “ouver” uma extensa entrevista a um sábio japonês, professor universitário, na Cidade de Kobe. A propósito da grandeza da China dos pontos de vista físico e económico, o sábio colheu-me com a afirmação de que para o Japão e provavelmente para o mundo, melhor seria que a China fosse mais curta, à custa da sua unidade física, deixando para o acaso, claro está, as consequências. É evidente que este sábio japonês, mais sábio do que eu com certeza, esqueceu-se de dizer que com o tempo os chineses já viram o cú ao mundo, e também o dos japoneses. Aliás, nesta matéria, um também sábio cá da praça escreveu sobre o avanço das novas potências e a perda de influência dos Estados Unidos e sobretudo da Europa. Identificou os avanços e os recuos, mas não foi capaz de concluir. E concluir, é tão só, dizer o seguinte: chegou o momento em que muitos países, ricos em recursos naturais, como alguns da América Latina, do Oriente, incluindo naturalmente a China, a Rússia, que ainda nos escombros da ex-União Soviética, rapidamente criou uma nova classe de “boiardos”, antes que fosse tarde, frustrando ambições, resolveram ser eles a utilizar esses seus recursos em proveito próprio, em vez de serem terceiros.

Aliás, como é possível que países sem recursos naturais tenham conseguido ao longo de décadas, níveis de riqueza que os países com esses recursos não conseguiram? Só pode haver uma conclusão: colonialismo! Parece que a coisa vai no sentido da mudança, com esses países ricos em recursos a começarem a dar resposta às necessidades dos seus milhões de almas, porque também têm o direito a quererem ser felizes, e aqueles que durante anos fizeram da rapina o seu meio de enriquecimento a ficar em apuros. Pois é! Somadas as coisas, a crise do capitalismo é hoje uma evidência, mas nada de concluir que ao grande capital estão a acabar os recursos e muito menos os truques. Antes pelo contrário. As coisas serão vendidas com luta e não é possível, hoje, com toda a certeza, saber o que vai suceder já amanhã, ainda que possa ser doloroso. E por isso, não é por acaso que chegados ao Outono e olhando os vários prémios, concluímos, que à falta de boas explicações, repete-se a velha retórica do anticomunismo. Foi uma catadupa! O prémio Nobel da literatura, a um velho anticomunista peruano, sempre enrolado nas suas inábeis confusões, incluindo uma derrota eleitoral. Um prémio Nobel da Paz, a um “dissidente” chinês, que ameaçou atirar-se para debaixo dos tanques. E o prémio Sakarov, a um “dissidente” cubano, que esteve a pele e osso e resistiu quanto pode a manutenção da sua vida, ou no mínimo, jogou a vida no limite. A ser verdade esta teoria, para além de dissidente, é só mais um sábio. Desta feita, do embuste.
Parece afinal que os estrategas do Pentágono não conseguem de todo, trazer a água ao seu moinho. Ou seja, queimaram as pestanas durante anos a defender a inevitabilidade do controlo americano dos recursos mundiais e desse jeito, acabaram a meter-se em loucura de onde só se sai com as pernas a tremer.
Mas pelos vistos, em tempos de apertadas explicações, ainda é útil recorrer ao velho truque anticomunista, que é coisa mais simples e de rendimento garantido.

PAZ SIM! NATO NÃO!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dia Mundial do Mar

Embora sejam instituídos para chamarem a atenção para diversos problemas, os "dias mundiais" não resolvem absolutamente coisa nenhuma. Seja o da Criança, o da erradicação da pobreza. Ou mesmo do pastel de nata ou do desemprego. Ou dos "mercados".
Malgré tout, aqui fica uma foto e um poema de Charles Baudelaire.


foto: alex campos

L´homme et la mer

Homme libre, toujours, tu chériras la mer!
La mer est ton miroir; tu contemples ton âme
Dans le déroulement infini de sa lame,
Et ton esprit n'est pas un gouffre moins amer.

Tu te plais à plonger au sein de son image;
Tu l'embrasses des yeux et des bras, et ton coeur
Se distrait quelquefois de sa prope rumeur
Au bruit de cette plainte indomptable et sauvage.

Vous êtes tous les deux ténébreux et discrets:
Homme, nul n'a sondé le fond de tes abîmes,
O mer, nul ne connaît tes richesses intimes,
Tant vous êtes jaloux de garder vos secrets!

Et cependant voilá des siècles innombrables
Que vous vous combattez sans pitié ni remord,
Tellement vous aimez le carnage et la mort,
O lutteurs éternels, ô frères implacables!



O candidato Alegre e a Nato

Mas, dirão alguns leitores, o que é que Manuel Alegre e a sua Comissão Política têm a ver com a NATO e a respectiva Cimeira?
Nada têm a ver se forem apenas uma agremiação recreativa, para organizar uns bailes, umas patuscadas, ou até, irem ver jogar o Benfica.
Mas, se, por mero acaso, a ideia for colocar Manuel Alegre na Presidência da República, aí o poeta vai ter que tomar posse se for eleito. E...
«No acto de posse o Presidente da República eleito prestará a seguinte declaração de compromisso: Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa.»
E o que diz a Constituíção?

No Minho, em 2010

Augusto Alberto

No Minho, em 1975, em particular em Braga e Vieira do Minho, tocaram os sinos a rebate e alguns caceteiros e padres gritaram a plenos pulmões: “mata, mata os comunistas”. Foi um regalo de ver. Os comunistas foram varridos pelo fogo e se bem me recordo, alguém morreu. Foi o chamado verão quente, no auge do revanchismo, a gosto e a preceito de muitos caciques, trementes, mas que rapidamente voltaram a por as mãos nas rédeas. E certos democratas sábios, ao longo dos anos, sempre bem sossegados e respaldados, alguns em cartazes a apelar ao respeito, aos valores da liberdade e ao voto, colaboraram e resfolgaram com tamanha algazarra e destruição. É bem certo que o tempo pode tardar, mas um dia a verdade chega. E na verdade, chegado de um longo período de ausência da pátria bem amada, dou logo comigo a saber que as gentes de Vieira do Minho saíram à rua na defesa do seu serviço de atendimento permanente, coisa que por ali cresceu ao arrepio do caciquismo, e que agora, por ordem superior, vai ficar fechado das 24.00 horas às 8.00 horas e vai obrigar um fulano, em caso de aperto e aflição, a correr mais de 100 km para chegar a Braga e regressar. Da bondade da decisão, mais uma, dirão que tem como elemento decisivo a estatística e a racionalização dos meios, termos assim para o técnico, mas que na verdade, quer dizer mais ou menos isto: - o interior que se “foda”. Que se aguente!
Desta feita, não sei se os mesmos sinos, que mobilizaram a turbamulta à caça aos comunistas em 1975, tocaram para chamar os minhotos de Vieira do Minho à luta e à “arruaça” contra o poder que os está a surripiar. O que se sabe é que o anterior Presidente da Câmara, um padre, coloca-se ao lado do povo, porque parece perceber que em tempo de míngua é prioritário, sobretudo, tratar das chagas. Mas esqueceu-se de acrescentar o seguinte: - estão a ver no que deu a histeria anticomunista de há uns anos atrás? E porquê? Porque o caciquismo não dorme, e, avesso a mudanças, mandou agora fechar o serviço de atendimento permanente, durante o período da noite, contra os interesses da população, e porque são os mesmos que em 1975, acirraram à pedrada e traulitada contra os comunistas. E seria ainda boa altura para perguntar ao ainda padre e ex-presidente da câmara, afinal quem são os vendilhões, os aldrabões e os ladrões, que querem roubar ao seu rebanho os cuidados de saúde a que tem direito, durante o período da noite? Quer isto dizer, que vai sendo tempo das pessoas começarem a perceber, afinal, quem as tem andado a enganar, incluindo um tunante, bem respaldado e de boa foto em cartaz gigante, a apelar ao voto, que pelo Minho também andou a chamar essa gente infeliz, para a pedrada e traulitada, em defesa do senhor, do padre e do porco e à volta de um vago sentimento de posse.
É preciso dizer que gente que se sente é filho de boa gente. E por isso não esquece. Chegará o dia do ajuste, sem dúvida, porque a história não é para ser esquecida.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Porque sim!!!!

Os cartazes do “ÉME”


O médico Francisco Balonas, que trabalhou com Agostinho Neto, conversa com o pintor Mário Silva, na inauguração da exposição alusiva à independência de Angola, no passado dia 11.
Nessa exposição, que aqui demos notícia, foi divulgado por alguns angolanos presentes a intenção de criarem oportunamente uma Casa de Angola na Figueira da Foz.
Pode ver aqui alguns dos cartazes.

domingo, 14 de novembro de 2010

De joelhos

1. Um dos graves problemas, senão o único, da sociedade actual é que não existe poder político. O erradamente chamado poder político vive de joelhos perante o poder económico, agora alcunhado de “mercados”. Ao ponto de perder a dignidade e se “esquecer” de que é ele que deveria legislar e governar.
Não passando por isso de comissários políticos do grande capital chegam ao ponto de ignorarem o seu próprio papel de governantes ao solicitarem à banca para ela própria se autoflagelar com impostos. Ingenuidade? Não creio. Ninguém no seu perfeito juízo pensa que quem tem privilégios os perca de livre vontade. Será antes filha da putice ou, o que estará subentendido, colocar-se na cómoda posição de viver de joelhos a troco de algumas patacas. O que, em última análise, se chama corrupção.
2. Os servidores de serviço do capital são, periodicamente, substituídos. Os actuais, renitentes quanto à substituição iminente e querendo agarrar-se ao tacho, fazem o possível para se manterem à tona, ou seja, perto do poder. Só assim percebo a proposta do ministro para uma grande coligação. É uma falácia. Não é possível uma grande coligação. A possível é com os partidos subservientes do grande capital, que é como quem diz, não há grandes hipóteses de se mudar o que realmente interessa mudar: as políticas. Porque a Esquerda nunca entraria numa coligação para gerir o que está errado e continuar esta política que nos levou ao estado a que isto chegou. Porque a Esquerda não aceita ir para o poder só por ir para o poder.

sábado, 13 de novembro de 2010

Uma mulher quebrada ao meio

por Augusto Alberto


Uma mulher quebrada ao meio consegue, aos 35 anos de idade, o supremo prazer de subir ao pódio após a conquista da medalha de bronze, no campeonato do mundo da sua modalidade, umas das modalidades chaves do Jogos Olímpicos, e hoje modalidade paraolímpica. Foi assim com Filomena Franco, uma mulher partida ao meio, em resultado de um estúpido acidente, aos 18 anos, que lhe provocou uma lesão completa e bem alta, da vértebra e da medula, tornando-a paraplégica e colocando-a numa cadeira de rodas. Hoje, e após dois anos e meio de dedicação quase completa ao remo, consegue o sorriso de quem descobriu no barco o modo de lhe colocar a vida a um nível superior.
Mulheres todas elas marcadas em virtude de um estúpido acidente. Como por exemplo, também, o daquela bonita menina brasileira, medalha de prata na mesma competição, a quem um automóvel tresloucado, apanhou em plena via publica e lhe ceifou parte da bacia, a perna direita e o acetábulo e a obriga a usar uma canadiana para a sua locomoção. Tal como a Filomena, a nossa medalha de bronze, descobriu no remo o meio de sedução que lhe enriquece a vida. Só pode ser um gozo. E ouvir os sons das trombetas que chamam ao lugar mais alto os melhores de uma final de um campeonato do mundo…

Ao pódio foram as três primeiras, como é certo e normal nestas coisas, mas às outras jovens, lambidas um dia pelo infortúnio e que fizeram a festa da competição, cada uma no seu barco e apesar de ficarem afastadas do pódio, não lhes diminui a graça, antes pelo contrário. Deram um claro sinal de que um cidadão, mesmo diminuído, pode viver de um modo superior e ser feliz.
Filomena Franco que há dois anos e meio descobriu o remo adaptado para colocar a sua vida num patamar acima, está de parabéns pelo seu resultado e pode muito sinceramente começar a pensar em estar presente nos próximos Jogos Paraolimpicos a disputar em Londres/2012. Não errarei se disser que em Londres, estaremos todos os que estivemos neste Campeonato do Mundo disputado na Nova Zelândia, e isso só nos poderá deixar muito satisfeitos.
Mas neste Campeonato do Mundo Portugal também esteve presente com outra equipa, o double-skull masculino peso-ligeiro, com Pedro Fraga e Nuno Mendes, que poucas semanas antes, em Montemor-o-Velho, se sagraram vice-campeões da Europa e que desta feita, se classificaram em 6º lugar na final-A, pela primeira vez num barco olímpico, que é sempre coisa de grande competitividade. Poderá este barco, já confirmado como exemplo da excelência no contexto do desporto Português, aspirar à final-A, nos próximos Jogos Olímpicos de Londres em 2012? Esperemos que sim!
E eu, que escrevo esta singela noticia e que com a Filomena trabalho há dois anos e meio, só me posso dar também por satisfeito e tudo farei para levar a Filomena a Londres e conseguir um lugar o mais acima possível, mas partindo sempre do princípio, que para uma mulher quebrada ao meio, conseguir locomover o seu barco somente com os braços e estar presente nestes momentos de festa, é já motivo de grande satisfação. Mas se o lugar for sempre mais acima, então, acrescenta-se outra graça.

A hora do rock