terça-feira, 31 de janeiro de 2012

E os chinocas, pá?


Pode-se dizer que a actividade económica dos chineses anda frenética. Enquanto que em Portugal compram  a EDP e os catrogas cá do sítio e roubam o cobre, em Angola não fazem, também, por menos. 
Desviaram o curso do Rio Catumbela (na imagem). E para quê?, perguntam vocês. Segundo o telejornal da televisão angolana, para a exploração ilegal de inertes.
Como o governo de lá deve ser como o de cá, calculo que os ambientalistas devem estar a falar sozinhos.

Angola: adeus CAN


Erros defensivos clamorosos estiveram na base da eliminação de Angola, na fase de grupos da Taça de África. Depois de um começo prometedor nada levaria a supor este desfecho. Mais de metade dos golos sofridos são daqueles que "não existem" em alta competição. Mas pronto, é futebol. Enfim, lá fiquei  com um "melão" maior do que o dos portistas no domingo passado.
Mas é uma competição muito especial,  atendendo ao facto da Nigéria, dos Camarões e do vencedor da última edição, o Egipto, não terem sequer lá ido e a Marrocos, o Senegal e Angola terem feito as malas antes dos quartos-de-final.

sábado, 28 de janeiro de 2012

“A Selva”

Augusto Alberto

Há momentos em que é pertinente voltar atrás. E eu decidi reler o enorme romance “A Selva”, de Ferreira de Castro. Uma sequela pessoal e sobre os homens seringueiros, os que recolhem o látex, a matéria-prima que depois de tratada, dá a borracha. 
História do sertão seringueiro brasileiro, no inicio do século XX, que trata de escravos, brancos e negros, e da medonha engrenagem suportada nos mais cruéis tratos. Se me ocorreu chamar a esta leitura os que lêem este simples texto, é porque julgo ser importante perceber como, agora, em pleno século XXI, num tempo em que muitos julgam estar a viver no sistema em que o homem é a figura central e soberana, afinal, este é o mundo, também, penoso e selvagem, ainda que não vejamos ou toquemos em árvores, mas sabemos de inúmeros selvas. Como a famosíssima wall street de Nova Yorque, a city financeira em Londres, a bolsa de Tóquio, a praça financeira, fortíssima, da Suíça e ultimamente, os paraísos fiscais colocados em frente a fabulosas praias, como as Ilhas Caimão, onde estão homens sem rosto, maquinalmente agarrados a computadores, quadros e demais gráficos, que comandam ao sabor de uma tecla, o mundo e as nossas vidas.
O que eu quero dizer, é que ali estão os novos abegões e maiorais, desde o amanhecer até ao anoitecer, a traficar a grande riqueza criada pelo homem, o grande criador dos séculos, mas, por artes de biltres, ainda assim, e tal como no sertão seringueiro, não vai além de endividado. Ou seja, quanto mais os povos pagam a essas entidades financeiras obscuras, enredados em ideias tão colossais, como o resgate da divida soberana, outras medonhices e matreirices, mais são devedores, numa espiral sem vista, que os mantém escravos até ao fim.
É certo que andam por ai muitos camafeus, bem pagos, a defender a ideia de que esta democracia não sendo perfeita, é ainda assim, o melhor que se arranja. Então como explicam que um milhão de portugueses tenha caído no desemprego e de que a emigração tenha ganhos de novo, foros de fado? Que milhões de portugueses, ( somos só 10 milhões), estejam completamente empobrecidos, só respirando á custa de variados apoios sociais? Chega de truques, porque este capitalismo financeiro e selvagem, não é ainda o fim da História.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Há tipos que nasceram para serem defenestrados, não há?

O Relvas, o golfe e a História-Pátria

O capitalismo é a arte de transformar searas em campos de golfe. Viciosa arte. O seu evangelho, o seu sacerdócio e o seu ministério são sempre antipessoais, porque o capitalismo é um anti-humanismo. Quando um Relvas alegre, eufórico até, chega a uma região e se põe a cortar centros de saúde porque sim e a apagar freguesias em nome dos números que do estrangeiro capitalmente lhe ditam, que de facto faz o Relvas? O Relvas desertifica. O Relvas esteriliza. O Relvas interdita. O Relvas joga golfe.
Não creio que o Relvas tenha alguma vez lido a primeira aventura do detective Marlowe, genial criatura do genial Raymond Chandler (The Big Sleep, 1939). Aí se lê que: “A mentira permanente desacredita-nos; a verdade em larga escala tolhe-nos o passo.” Pois é. Só que o Relvas não tolhe nem encolhe. O Relvas escolhe. Quem? Os desvalidos. Os malparidos. Os assumidos. E os tolhidos. E os encolhidos. O Relvas procede mal, até porque Portugal é um sítio bestial para se ser feliz e coisital.
Em contraponto, em Portugal é tão fácil apontar um ladrão público como encontrar um parolo nos espectáculos do Tony Carreira.
Em contrapartida, é dificílimo topar dois compadres de Portel a discutir um “green” de 18 buracos na mesma planura onde outrora a áurea cabeleira do trigo ondulava ao benigno sol português.
Desertificar as aldeias mata a Nação, ó Miguel.
Pôr a estudantada a licenciar-se em Queima das Fitas e a mestrar-se em Desemprego e a doutorar-se em Emigração – dá cabo da Nação, ó Miguel.
Ver em cada trabalhador subassalariado um subversivo inimigo – é um perigo, ó Miguel.
O golfe só compensa quando é pérsico, digo eu com os nervos. E é com os nervos, Miguel, que me lembro de certa comoção patriótica que, menino tenro, senti na aula da primária. Era no tempo em que se estudava História-Pátria na escola. Aí se referia quem era e o que aconteceu a outro Miguel.
O de Vasconcelos, ó Relvas.

Totalmente, inequivocamente, descaradamente, copiado daqui

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

UGT com "agenda sobrecarregada"


Que a UGT decline um convite para assistir aos trabalhos do Congresso da central sindical não admira. É uma situação perfeitamente normal. Assim como uma questão de coerência, que diabo, hão-de ter alguma, carago.
 O que parece mal é alegar impossibilidade de agenda, tipo desculpa esfarrapada, quando seria muito mais decente alegar as verdadeiras razões. 
Agora, o que já me parece um pouco fora do contexto é o convite. Alguém na CGTP-IN viu mal o filme. 

Raquel Freire e Pedro Rosa Mendes, ou o regresso da censura

cartoon de F. Campos

Abril acabou há muito. Em Novembro, se não me falha a memória. Aliás, foi para restabelecer a ordem vigente interrompida em Abril que se fez o 25 de Novembro, e não é preciso estudar história para perceber isso. Foi aos poucos. Vai aos poucos. As condições sociais já se assemelham. Quanto à censura a questão foi mais lenta, mais metódica. Mas agora já nem disfarçam. Os casos dos jornalistas citados em título são exemplo inegável. Acabaram despedidos, por fazerem o seu trabalho. Já é difícil dizer o que se pensa, o despedimento é a pena por desagradar ao poder.
As crónicas da polémica e vítimas do lápis azul podem ser ouvidas aqui e aqui.

CAN: Angola,2 - Sudão, 2


Na segunda jornada da Taça das Nações Africanas Angola não conseguiu mais do que um empate com a selecção sudanesa. Resultado aquém do esperado, muito por culpa da defesa, que é mesmo "uma dó".
Faz lembrar a do meu desalmado Sporting. Penso até que os dois melhores treinadores do mundo estudaram pela mesma cartilha.
Ai estudaram estudaram.
Agora só nos resta torcer pela Costa do Marfim, já daqui a minutos,  para a "coisa" ainda ter emenda.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cresce a onda de indignação

Há poucos minutos, a Petição "Pedido de Demissão do presidente da República" já contava com 31.228 assinaturas. Em apenas 3 dias.
Poderá não ter consequências de maior, uma vez que no parlamento a fascistagem tem a maioria absoluta.
Mas algumas conclusões, certamente, se poderão tirar: a de que a cavacal figura não tem pingo de vergonha, pois de outro modo, pediria a demissão, devido ao inadmissível insulto dirigido sobretudo a quem trabalha neste país. E também porque não terá grandes condições para continuar a representar um povo que não se revê em quem o insulta.
É que se o homem não está senil imita muito bem, basta relembrarmos cada intervenção sua, mesmo deixando de barato as cenas das "vaquinhas", "bolos-rei", and so on. Se está senil deverá ser demitido, se não está deverá pedir ele próprio, em nome da decência, a demissão.
Como povo é que não podemos continuar a ser enxovalhados. Dá muito nas vistas e a imagem externa do país pode ressentir-se.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Jagas

Augusto Alberto

Pepetela escreveu uma deliciosa história, “A Sul. O sombreiro”, em que conta sobre Luanda e da conquista e construção de Benguela. No inicio terra pequena, com casas e fortim, construídos em pau a pique. E dos miseráveis portugueses que por lá passaram, mais o miserável rei espanhol, Filipe, dos amores e dos “jagas”, o nome que os portugueses deram no final do século XVI e durante o século XVII, a grupos de nativos africanos, predominantemente nómadas, que se dedicavam ao canibalismo e à rapina. Explica muitíssimo bem o esforço aguerrido dos portugueses, para colonizar e recolher escravos que enviavam para as roças de São Tomé e do Brasil.

Mas o que mais me atraiu no romance foi a palavra “jaga”, que foneticamente nos endossa de imediato, para a probabilidade de estarmos perante gente hostil. Canibais, matavam as suas crianças, logo à nascença e faziam seus filhos, as crianças de outras comunidades apresadas. E no ajuntamento, por dote, o homem deveria apresentar aos pais da futura mulher, outro homem, para ser comido após passar pelo espeto e a fogueira.
Acabo o livro e, nem de propósito, leio uma notícia acerca do regresso dos portugueses a Angola, muitos milhares, e do modo como um economista e professor angolano, de forma justa e muito clara, aborda o assunto. E logo a questão se me coloca. Porque voltam os portugueses a Angola neste século XXI? Por causa dos “jagas”. E quais “jagas”? Os autóctones ou domésticos, de colarinho branco. Cavaco, Passos, Marcelo Rebelo de Sousa, (filho de “jaga”, “jagazinho” é), Portas, mais o resto da chusma, Saraiva, Proença e Seguro, (o apanha bonés), mais os restantes camaradas socialistas, todos, Vasconcelos de apelido.
Evidentemente que não nos apontam a grande sertã, carregada de azeite e o lume brando. Mas canibalizam-nos a paciência, a moral e a esperança, ordenando que deixemos a terra e a família onde crescemos. E porque também estão ao serviço de gente que a gente não vê nem sabe por onde pára. Se o livro começa assim: “Manuel Cerveira Pereira, o conquistador de Benguela é um filho de puta”, eu devo terminar, dizendo: os que não vemos e os que os servem, são uns reles filhos da puta.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Uma petição

Esta. Eu também já assinei. E recomendo-a. Quanto mais não seja, já que não é por aí que o estafermo se vai embora, a assinatura será sempre um libelo a favor da decência. E, como diz um artista, desopila o fígado.
Fui o 2688º cidadão, há minutos. Já vai em 2702.
Força aí.


Carrega Cavaco

Augusto Alberto

Hoje, ao correr de novo pela praia, rente à rebentação, percebi, outra vez, como o mar é imprevisível. Umas vezes chega-se a terra e desfaz aquilo que o homem constrói, outras, cria pequenos espaços desconcertantes. É o caso da pequena restinga criada mesmo em frente da chaminé da antiga fábrica de cimento, no coração da avenida oceânica.
Pelo contrário, muitos homens, mesmo muitos, são levianamente previsíveis. Sobretudo quando votam em liberdade, contra os próprios.
Tomemos o caso de Cavaco. Pouco falta para chegar a anacoreta mártir. Quero dizer, falido. Tendo eu um coração de manteiga e por isso, sempre disponível para ouvir as boas razões, direi que Cavaco é capaz de ter razão, porque o estado de astenia é relativo. Por falta de chá, parece que muitos portugueses têm coração granítico, que não ajuda à boa compreensão.
É certo que quem tem proventos de 300 euros mensais, vai às latas de atum, à massa de cotovelinhos para uma sopinha, a uma barra de sabão, para lavar as feridas, a essa espécie de quase movimento nacional (feminino) contra a fome. E que se aguente. Mas Cavaco que tem rendimento de mais de 10.000 mil euros mensais, terá muitas despesas que os rendimentos não cobrem. Tem de amortizar, pela certa, a quinta da coelha. Empréstimo caro a juros altos. De pagar ao feitor, ao jardineiro, à cozinheira e camareira. Cavaco, vemo-lo como um tipo sisudo, espetado e magro, mas que nunca diz não a umas gordurazitas, mesmo que escorram pelo balcão do BPN. Por isso, é nossa obrigação entendê-lo.
E depois, outros portugueses também têm sido muito previsíveis quando votam em socialistas do faz de conta, que atabalhoadamente ensaiam a rábula do cornudo ofendido pelas facadas da patroa e logo reúnem assinaturas para a fiscalização sucessiva (da patroa), o orçamento, que deixaram passar, sabendo que há fodas que são causas perdidas.
Eu que vivo junto ao mar, gosto mais dos imprevistos do oceano do que a previsibilidade dos homens. Não entendi as pessoas que em Guimarães açularam Cavaco. Alguns após terem votado nele. Mas já entendo os que o aplaudiram, em linha com o seu voto. Estes gostam de ser burros de carga e têm da vida, sempre presente, o bom entendimento da relatividade. Então, carrega Cavaco, mesmo que seja em modo de insulto. Para anacoreta, é obra.

Taça de África: Angola consegue vitória inédita


Ao vencer o Burkina-Faso (treinado pelo português Paulo Duarte) por 2-1, os "palancas negras" obtiveram um resultado histórico. Foi a primeira vez que lograram vencer na primeira jornada, nas suas 5 presenças na prova.
Em caso de vitória, na próxima 5ª feira frente ao Sudão, os comandados de Lito Vidigal conseguirão o apuramento para os quartos-de-final. Não será tarefa muito fácil, os sudaneses, considerados a equipa mais fraca do grupo, na primeira ronda perderam com a favorita Costa do Marfim por apenas 1-0.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Impeachments

imagem despudoradamente sacada daqui

Impeachment 1
Acabo de ouvir João Proença a reiterar que foi incentivado por dirigentes da CGTP a assinar o acordo. Poderão, os meus leitores, achar um pouco estapafúrdio eu dizer que até pode ser verdade, mas é mesmo o que eu penso e não deixa de ser verosímil.
Mas, sem demoras, passo a explicar: há a necessidade do inimigo de classe dos trabalhadores afirmarem, à boca cheia, que a CGTP é uma correia de transmissão do PCP, apesar de ser o lado para qual os trabalhadores melhor dormem. É que existem, na CGTP, várias correntes sindicais e uma delas é a comunista, havendo um facto que não pode ser negado:  a CGTP é, paradoxalmente, a central sindical que mais se integra no conceito de democracia burguesa, a do “pluralismo”, o que se traduz nas várias correntes lá representadas e nos dirigentes com ligações a vários partidos. Agora que a corrente comunista seja a mais representativa é uma coisa que a filha-da-putice não poderá fazer nada, a não ser, pelo menos, fingir que respeitam o jogo democrático que ela mesma impõe.
Causa aliás comichão a muito boa gente que o secretário-geral da CGTP seja militante, de base, do PCP, enquanto não causa qualquer engulho que o secretário-geral da UGT seja dirigente nacional de um dos partidos neo-liberais.
Portanto não me admira absolutamente nada que um qualquer “xuxa” da direcção da UGT tenha, não direi implorado, mas sugerido ao inefável Proença que assinasse o acordo. Aliás, a UGT, como qualquer pessoa com dois dedos de testa se apercebe, não existe para outra coisa. Para credibilizar o que não tem credibilização, e para dar a entender que na concertação social estiveram representados todos os interessados, o que não é verdade.
Portanto a UGT, com Proença ou sem Proença, continuará a pugnar pelo seu papel histórico.
Deliberação: não há razão para “impeachment”.

Impeachment 2
Quanto a Cavaco Silva não teria outra alternativa, se estivéssemos interessados em considerar a seriedade como um valor, que utilizar o artigo 131º da Constituição da República.
Realmente, não está nas atribuições do Presidente da República insultar a esmagadora maioria dos cidadãos portugueses, que o elegeram para os representar.
Sem deliberação, passo a transcrever o referido artigo da nossa constituição:

Renuncia ao mandato Artigo 131º

1 – O Presidente da República pode renunciar ao mandato em mensagem dirigida à Assembleia da Republica.
2 - A renúncia torna-se efectiva com o conhecimento da mensagem pela Assembleia da República, sem prejuízo da sua ulterior publicação no Diário da República.

Bárbaros e macaquinhos

Augusto Alberto

No princípio Deus criou o céu e a terra... e depois o homem e, da sua costela, a mulher e por causa de uma maçã, alguns homens deram em bárbaros, aldrabões e porcalhões. E o mundo ficou perigoso. E o perigo está em Cuba, a ilha tomada por um grupo de barbudos, que tirou do sossego, bêbados e cafres, ao ponto de estar inscrita no prontuário, como eixo do mal. E é por lá que Mitt Romney, senador em Havana e candidato republicano a inquilino da Casa Branca, anda metido em bolandas. Ficamos a saber que tem muitos milhões de euros em contas offshore nas ilhas Caimão e que foi tributado em 15% sobre os lucros dos investimentos, uma taxa inferior às suportadas pela maior parte dos americanos. E se não bastasse, parece que copiou a chapelada eleitoral do filho Bush e do camarada socialista Mário Ruivo sobre o camarada socialista Vítor Batista, e fez uma vénia aos seus adversários no Iowa. Assim se faz de um bárbaro, um presidente. Não em Cuba, mas no império.
A gente sabe que em Portugal quando mija um português, logo mijam dois ou três, mas nos Estados Unidos, quando chega um bárbaro, aparecem muitos mais, cada um à sua vez. E de facto, o bárbaro prémio Nobel da Paz, que pelas madrugadas lê o livro do Génesis, onde se lê: é como abrir uma porta sobre um horizonte sem fim. Os nossos olhos vêem o mundo inteiro, o fundo dos mares e mesmo o infinito dos céus, tudo o que vive, cresce, mexe, respira, e acrescentou-lhe, (mais o petróleo)... E para melhor lhe chegar, decidiu que “o nosso orçamento militar continuará a ser superior ao que existia no final do governo de Bush. Estou certo que podemos manter um orçamento que continuará a ser superior ao conjunto dos próximos dez países militarmente mais fortes”. E para que não o dessem como titubeante e fraco, declarou, sem rodeios, que na sua estratégia a prioridade é agora a Ásia. E para completar o bárbaro puzzle, o Senado vai votar um projecto, o SOPA, que autoriza a Secretaria de Justiça a criminalizar qualquer Web cujo conteúdo seja considerado ilegal ou perigoso pelo governo dos EUA.
Contudo, a bem da estratégia, ainda precisam de macaquinhos, como aquele chinesinho, Liu Xiaobo, também Nobel da Paz, que andou de rostilhão pelo chão de Tienamen. Mas não está só, porque pela nossa Assembleia da República, o deputado e macaquinho demo-cristão Nuno Magalhães, disse um dia que a Direita de Portugal está ao lado dos criminosos e demais bárbaros, acrescento eu. E um tal “macaquinho sindicalista” Proença, que se lhes vendeu por 30 dinheiros.

sábado, 21 de janeiro de 2012

"China amiga, o povo está contigo"


De uma notícia no "Expresso" a propósito de uns tais 10% de desconto que os nossos amigos chineses, mais os catrogas cá do sítio, nos vão "fazer", foi retirado este comentário que me enviaram por e-mail.
Para os que ainda não entenderam talvez seja uma importante ajuda para entenderem o que aí vem. Ora leiam:


"Há dez minutos atrás, ao preencher o formulário para aderir ao descontinho de 10%, deparo-me com a obrigatoriedade de inserir um NIB para pagamento bancário. Como já tenho pagamento por conta bancária, recorri à menina EDP, através do 808 501 501 (linha dedicada aos patos que querem este descontinho e eu fui um deles).
-Fulana de tal... EDP... em que posso ser útil?
- Estou a tentar preencher online a adesão ao desconto de 10% e não há nenhum campo para indicar que já tenho pagamento pelo banco.
- Este será um novo contrato, por isso tem de introduzir o NIB, mesmo que seja o mesmo.
- Um novo contrato? Porquê?
- Porque a senhora está a deixar de ser cliente da EDP Universal e está a passar a ser cliente da EDP mercado liberalizado.
- E... isso quer dizer o quê???
- Que passa a estar no mercado liberalizado de fornecimento de energia que a TROIKA obrigou.
- E se eu não sair da EDP Universal?
- Mais tarde vai ter de sair, porque o mercado regulado vai acabar, por ordens da TROIKA.
- E vai acabar quando?
- Em 2015 vai deixar de haver.
- Então quer dizer que até 2015 ainda posso estar como cliente do mercado regulado!?
- Sim, mas depois tem de sair.
- E se sair já, o que acontece ao preço que vou pagar?
- Até final da campanha os preços mantêm-se...
- E depois de Dezembro de 2012 (final da campanha)?
_ ????
- JÁ PERCEBI! NÃO QUERO ADERIR, MUITO OBRIGADA.
Espero que os caros comentadores e leitores também consigam perceber a tempo o que aí vem".

Da repugnância


Mas que tal dar-lhe com um gato morto nas trombas até ele miar? Ficávamos com a certeza de que nunca mais insultava ninguém.
Ou, então, terá comprado poucas acções no BPN? Ou isso.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O país salazarento, a negro

Augusto Alberto


Não esqueçam que para o ano vamos a votos e aqueles de quem aqui se fala, necessitam do seu voto para seu respaldo democrático.

O numeroso grupo da vida airada, cocós, ranhetas e facadas, juntou-se à mesma mesa, a tocar a concertina, a cantar o tiroliro, a dançar o sólidó e a concertar o esfolamento com uma nota só. E quem são eles? O famigerado vassalo Proença, mais o gajo que dita as ordens. Sim, esse, que deu corpo à obra do dr. Soares, (o patrão que fundou a União Geral dos Trabalhadores). O Álvaro que estudou por uma cartilha só. O ministro da lambreta. A Cristas, que a Portas lhe parece ser a Catherine Deneuve. E os patrões do Comércio, Agricultura e Turismo e depois, toda a quantidade de filhos da puta, que nos jornais e televisões, debitam até à exaustão a cartilha do inevitável e do empobrecimento.
E deu também para ver como se mancomunam e lambuzam, outros galfarros e demais traidores. Por exemplo, Daniel Bessa congratulou-se com o papel do ministro Álvaro e da UGT. Bessa, há muito que repete as mesmas graças, sobre os acordos com a bênção da UGT. Contudo, o facto é que apesar de muitos acordos, selados a água de castelo e uísque, nunca demos passos adiante. Pelo contrário. Daniel Bessa, não merece castigo. Castigo talvez mereça quem tem votado em tal “bandalho”, que sistematicamente vem defendendo que Portugal para ser competitivo deverá ser a pátria dos baixos salários, (nunca o dele), e do trabalho escravo. Nunca nos deveremos esquecer que este Bessa come à mesa onde comem, súcialistas, súcial-democratas e demo-cristãos, que são os que nos trouxeram até aqui.
Para a festança final, o demo ficou na toca, em Belém, mas chegou para selar a traição, Passos Coelho. E em êxtase ficou a sedenta e lambuzada camarilha, que só consegue conceber um país a alimentar-se com meia sardinha e com um prato de sopa de lentilhas, porque o país salazarento, a negro, cega-os.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A concertação unilateral e o maior ataque aos trabalhadores jamais visto

E porque é que o acordo entre os “pantomineiros sociais” é uma farsa? Porque foi feito unilateralmente.
Primeiro porque a grande maioria dos trabalhadores portugueses não estiveram representados naquilo que não foi um acordo mas uma imposição.
Segundo, porque entre o fundador da UGT (o patrão dos patrões) e o actual presidente da UGT (dirigente de um dos partidos da troika) não haverá muito para ser acordado. É fácil compreender que já estão acordados há muito tempo.
Terceiro, porque só quem é muito distraído é que ainda não entendeu que o papel histórico da UGT é servir os donos, não tendo sido, aliás, criada para outro efeito.
Quarto, porque quando o governo, ignominiosamente, através do “pastel de nata”, diz que foram muito mais longe do que a “troika” estipulou, a resposta dos trabalhadores tem de se transformar num apelo à dignidade, no dia 11 de Fevereiro.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Todo o trânsfuga gosta de whisky on the rocks

Augusto Alberto

Vem ai foda ou canelada. João Proença, lídimo representante do “sindicalismo democrático, em liberdade ou de rosto humano”, abriu as hostilidades. Usando da prerrogativa que só é dada a traidores, utilizou uma dessas folhas que funcionam como veículo da informação oficial e do charco e logo informou, na esteira de um reles informador da PIDE da minha aldeia, que o próximo dirigente da C.G.T.P., será a cara dos interesses do Partido Comunista. Melhor será esclarecer que esse Proença vem na esteira de outro reles “sindicalista democrático”, que fez história por se pôr sempre de gatas e à trela, Torres Couto. Ontem foi Couto, hoje é Proença, alto quadro do Partido Socialista e por isso será bom que se devolva ao Partido Socialista o que é seu. Proença, o seu elo de ligação dentro da U.G.T., fervilhante de cedências e traições que ajudaram a que chegássemos aqui. Aliás, só por deferência de uma certa unidade na acção, a U.G.T. de volta e meia dá algum corpinho à luta, porque com virtudes próprias, só damos pela sua natureza, ao serviço da elite trambiqueira que tudo abocanha.

Ser sindicalista de mão cheia é prerrogativa única dos que lutam uma vida inteira. Queira, então, quem acha que a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses está mal entregue, fazer o favor de se posicionar para o trabalho, não de uma semana, um mês, mas de anos, uma vida quase. Cresçam e apareçam e provem que são capazes de tomar em mãos a defesa do valor do trabalho. Evidentemente que uma vida inteira de luta é cansativo e pouco lucrativo sendo assim mais fácil estar de mão esticada, que é o feitio do “sindicalismo democrático”, na esperança de que chegue a migalha.
Proença vai passar ao abrigo das maiores borrascas, com aquele sorriso que lhe dá ares de “rosto humano”, mas que faz de si, não mais do que um bufo e traidor.
Bem sei que o ideal seria não haver gente que escolhe uma vida de combate. Mas desistam. Por mais difíceis que as coisas sejam, existe sempre alguém que não se rende. Com efeito, foi contra  a rendição que a CGTP foi fundada no ano da brasa de 1970. Tempo em que estar no sofá era bem mais cómodo. Aliás, o modo como foi fundada, já em liberdade, a União Geral dos Trabalhadores. À volta de umas águas de castelo e de uns uísques com pedra de gelo.

Quando "os homens ficaram mais sós"


Um dos mais carismáticos leaders africanos, como Nkrumah, Mandela, Neto ou Cabral, ficará na História como um símbolo da luta contra o colonialismo, da Liberdade e da assunção da dignidade dos povos. “Coisa” que as “democracias” ocidentais não toleram nunca.
Faz hoje 52 anos que foi vilmente assassinado, na sequência de um golpe de estado que derrubou o governo  do pais recém-independente que há poucas semanas chefiava.
Recordar Patrice Lumumba é lutar pelos seus ideais. Que estão, ainda, por cumprir. É condenar o colonialismo, o racismo e qualquer outra forma de injustiça. É desejar que África deixe de ser um continente adiado.

“Nenhuma brutalidade, maltrato ou tortura me dobrou, porque prefiro morrer com a cabeça erguida, com a fé inquebrantável e uma profunda confiança no meu país, a viver submetido e pisando princípios sagrados. Um dia a história julgar-nos-á, mas não será a história segundo Bruxelas, Paris, Washington ou a ONU, mas a dos países emancipados do colonialismo e seus fantoches”, escreveu ele numa carta à sua mulher, pouco antes de morrer.


Em memória de Patrice Lumumba

Quando partiste,
pela noite fora os tambores
não cessaram de chorar.

No mais fundo da floresta
o leão calou seu rugido
os arbustos perderam seu verde
e no corpo em mágoa da terra africana
fizeram-se as lágrimas um afluente do congo.

Em cada som de África
veio o eco de um pranto…

e enquanto tambores choravam
teu corpo em ácido se diluía
na morte mais sem rasto.

Era a vingança que chegava
pelo braço de Tshombé:
a vingança da Union Minière
de olho no cobre do Congo
de olho no urânio do Congo.

Era a vingança que chegava
na vileza de Munongo:
a vingança dos trusts acuados
dos sequiosos abutres da finança
de olho no cadáver do Congo.

Quando partiste,
pela noite fora os tambores
não cessaram de chorar.

E em cada som de África
veio um eco chorando Lumumba
chorou o pássaro e chorou a fera
chorou a nuvem e chorou o vento
chorou a seiva nos imbondeiros
o fruto acalentado que não vingou.

Porque quando partiste
os homens ficaram mais sós.


Jofre Rocha (Janeiro, 1967)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Luther King nasceu há 83 anos





King, Martin Luther


(in memoriam)


Tua voz desliza como um pássaro aberto na lâmina do dia
ilha que se levanta e voa a partir do sol
lamento gritado da floresta por sua gazela perdida
choro grande do vento nas montanhas
ao nascimento de um escravo mais na história do vale


Tua voz vem de dentro da cidade
de todas as ruas de todos os bairros e leitos da cidade onde houver um calor de pernas
contar o silêncio das horas guardadas a soco no sarilho dos ventres
com um jazz-man a assobiar na escuridão dos pares
a memória ácida dos chicotes
nos porões do mundo

David Mestre (poeta angolano)





sábado, 14 de janeiro de 2012

King, Martin Luther



"O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem carácter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons."  


Martin Luther King

Kiwis


Não sei se se lembram de um sketch dos "Gatos Fedorentos", aquele em que eles diziam que o kiwi é um bocado maricas. A foto em cima, penso, contraria um pouco essa ideia.
Mas estando a foto um tanto ou quanto... quer dizer... quem afinal fica mal na fotografia é o "palhaço" do Alexandre Soares dos Santos, o tal que diz que sabe bem pagar tão pouco e que leva isso à letra, aliás como todos já sabem.
É que logo após a obtenção da foto, na baixa da Figueira da Foz, fomos a um dos 3 super-mercados Pingo Doce, àquele que também se situa na baixa, deve-se dizer que a Figueira tem uma baixa muito grande, e encontramos o kiwi a 1,49 euros.
Portanto, maricas o tanas!!!!! Ganda kiwi, carago!!!!!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A História, as palavras e as cerejas


A História, se calhar, também deve ser como as palavras, já que estas são como as cerejas. Vejam como de um  posto de turismo chegamos à Naval 1º de Maio.
Num comentário no post anterior o meu amigo Carlos Freitas, ex-praticante de rugby e licenciado em História, deixou-me esta preciosidade.
Devo dizer que a sua tese de mestrado foi sobre o Turismo na Figueira da Foz, um trabalho que já desespera por publicação...
..."mais, les temps sont durs... n'est ce pas?"

Do caminho-de-ferro e outras divagações

Inauguração em Setembro/56 (foto: Sala Figueirense, Biblioteca Pedro Fernandes Tomás) 


foto: alex campos (Janeiro/2012)

O encerramento de algumas linhas de caminho-de-ferro promove ainda mais a actual situação social que se vive. Ou seja, um recuo civilizacional. Porque uma das principais consequências é um maior isolamento do interior, sabendo-se que este tipo de transporte é um factor de desenvolvimento.
No pequeno edifício que as imagens acima nos mostram, em frente à Estação de Caminho de Ferro da Figueira da Foz, funcionou até há bem pouco tempo um posto abastecedor de combustíveis.
Uma iniciativa da então Companhia Portuguesa de Petróleos BP, foi inaugurado em meados de Setembro de 1956, com um posto abastecedor mas também com um posto de turismo, logo à saída da Estação, o que traduz bem a importância acrescida dos caminhos-de-ferro como meio de transporte de turistas. O posto de turismo terá funcionado até finais dos anos 60, pelo que consegui apurar, ficando desde aí só o posto abastecedor.
Agora encerrado, parece estar votado ao abandono.
Não sei se a sua propriedade é do município e também não sei qual o será o seu fim. A demolição parece-me uma enormidade. Nota-se que o edifício é bem concebido, esteticamente decente, tendo sido certamente desenhado por quem sabia do ofício, e não por um anormal a soldo de qualquer “pato bravo”.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Flibusteiros

Augusto Alberto

Jornal diário remete-nos para uma notícia de que o crime organizado esta a influenciar cada vez mais a economia italiana…tornando as várias máfias no “maior banco” do país. As actividades comerciais envolvendo grupos como a siciliana Cosa Nostra, a napolitana Camorra ou a Ndragheta, da Calábria, têm gerado o equivalente a 7% do produto interno bruto (PIB). Ora, onde já se viu, um tipo meter a raposa dentro do galinheiro, convencido de que vai endireitar a vida.
Não sei se em Portugal se exerce semelhante apoio financeiro. Contudo, há uma coisa que eu sei. Que vários cromos, netos e filhos do fascismo, à pala da crise vão exercendo sobre o país e as pessoas as mais vis filhadaputices, ajustando desse modo as contas com o 25 Abril.
Tomemos dois exemplos. O grande moralizador e pensador, Marco António Costa, ao falar durante o ciclo de debates no Clube dos Pensadores, afirmou que a primeira das justiças sociais é obrigar quem recebeu indevidamente, a devolver o dinheiro ao Estado…Sem arrependimentos, devem em próxima ocasião, votar de novo neste ajuizado flibusteiro, para que possa continuar a fazer justiça. Fazendo cumprir aos pobres, para logo de seguida ir entregar a recolha dos dízimos aos ricos.
E tomemos o pensamento de Manuela Ferreira Leite, que defendeu publicamente, que doentes com mais de 70 anos, devem pagar hemodiálise. Mais uma vez volto a lembrar que, sem mágoa, em próxima oportunidade devem voltar a votar nesta piedosa avozinha, porque sempre é melhor morrer com pedra no rim do que morrer com uma injecção letal atrás da orelha, apesar de não haver prova de que alguém tenha morrido dessa maneira. Talvez os padres, que fizeram nas homilias tonitruantes arengas anticomunistas, tenham a prova evidente.
Estamos, pois, perante um tempo inconfundível. Que moraliza até ao último centavo os que já nada têm e que não é capaz de aplicar a mesma moral, a que tem andado a roubar. Apetece dizer: Incha povo, porque ainda não entendestes que quem te dá as papas e os bolos, faz de ti também tolo?

Abominável? É, pois

Eu penso que as declarações de Manuela Ferreira Leite são perfeitamente normais. Estão coerentes com o que ela, o partido dela e  todo o resto da camarilha neo-liberal pensam e querem impor.
Mas então o que é que é abominável? Somente isto: que os seus apaniguados, que defendem exactamente o mesmo, venham dizer que ela não disse o que disse, segundo me apercebi numa daquelas voltinhas que eu dou pela blogosfera. Ou têm vergonha ou querem enganar quem?
Para os que me julgam sectário (e, se calhar com razão, já agora, porque para aturar estes néscios que nos desgovernam é preciso sei lá o quê), surpreendo-os com uma ajudinha aos fascistóides que não "perceberam" a senhora.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A greve nos portos

foto: alex campos

A greve que esta semana decorre nos portos portugueses pode não ser mais do que o fim de uma luta iniciada tardiamente.
Quando, há perto de 20 anos, começou a liberalização, mais ou menos selvagem, dos portos não se assistiu, ou pelo menos não assisti, a qualquer movimento, fosse ele de opinião ou de resistência por parte dos trabalhadores portuários.
Os sindicatos, imbuídos de uma cultura (adquirida nem sei onde, uma vez que até têm origens anarco-sindicalistas), digamos, economicista, remeteram-se ao silêncio. Não reagiram, e não creio que fosse por distracção.
A situação foi-se, então, sustentando, muito porque os "governantes" nacionais nunca tiveram qualquer ideia para uma politica para o sector, o que aliás não admira, pois para o país também nunca a tiveram. E, por incompetência, só pode mesmo, deixaram "ir correndo os marfins".
Mas agora a coisa fia mais fino, com a liberalização dos portos decidida unilateral e internacionalmente. É o capitalismo internacional, a troika, o adversário.
Por isso os sindicalistas com quem tenho falado se queixam de que o governo, (esqueci-me das aspas), ou o ministro, ou o diabo por eles, não os querem receber. Ou seja, não lhes passam cartão. Pudera. Não têm nada com o assunto, seja para negociar ou discutir. A "coisa" está decidida, e pronto.
Os milhões de prejuízo, a ser verdade, estarão, ninguém duvidará, muito bem calculados... e serão compensados com a vitória nesta guerra. Será o preço da parada.Tudo tem um preço.
"É a luta de classes, estúpido, no seu esplendor", disse-me um amigo, há tempos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A palavra do ano


A palavra do ano, segundo uma votação promovida pela Porto Editora e realizada por 12000 internautas, é austeridade. Seguem-se, como não poderia deixar de ser, esperança, e a famigerada troika.
A palavra do ano se se considerar, parece óbvio, como palavra mais utilizada.
Isto porque, depois de ouvirmos falar em crise, bpn, edp, chineses, boys, merkeles, perda de identidade nacional, sacrifícios para os mesmos de sempre e essa treta toda, a palavra mais pensada, muito mais do que usada, por razões facilmente perceptíveis, penso mesmo que foi “putaqueospariu”.

O chapéu de 5 bicos

Augusto Alberto


Diz a ideologia dominante, que é com a votação de braço no ar que os comunistas fisgam a democracia. Nunca dei por isso. Algumas vezes votei de braço no ar, contra e isolado, e nunca ninguém me perguntou porquê. Sorte minha, por ventura.
Contudo, sabemos que o anterior líder parlamentar socialista, o camarada Assis, impôs aos seus pares, há pouco tempo, uma votação de braço no ar com vista a fisgar e a apanhar os trânsfugas. De todo o modo, sabemos que é em voto na urna que se têm dado as mais gostosas chapeladas. Os mais velhos como eu, lembram-se das chapeladas à moda de Salazar. A reeleição do anacrónico Bush obedeceu a uma chapelada legalizada por uma procuradora sua amiga e correligionária da Florida.
Estão também na memória as grandiosas chapeladas, banhadas a sangue, gás e petróleo, no norte de África, Egipto, Argélia e Tunísia, de modo a contentar as democracias ocidentais. Também Putin, que em breve será de novo coroado como czar, ao que se diz, só o será por causa de uma monumental chapelada.
Mas sobretudo, é de partir o coco, a chapelada em modo de opereta, dada durante a eleição para a federação distrital de Coimbra do Partido Socialista. O camarada Vítor Batista, acusa o camarada Mário Ruivo, de o ter zurzido com um chapéu de 5 bicos, (a chapelada pelos vistos, foi pequerrucha, 5 votitos), e logo pediu ao ministério publico para investigar. O ministério público mandou avançar a Policia Judiciária, que há pouquitos dias entrou, de manso, para que se não soubesse, na sede do Rato e de lá trouxe entre vários documentos, 5 cheques. Parece que pelo menos num deles, está o ADN que prova que Mário Ruivo zurziu com o chapéu de 5 bicos em Vítor Batista. É caso para perguntar, que (súcia)lismo é este, que depois da falácia do socialismo em liberdade, ou de rosto humano, até nas chapeladas mete dó…

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Os craques do PSI 20

Augusto Alberto


É a correr, em solitário, que melhor me sinto para pensar sobre os horrores e virtudes das pessoas e da pátria. Ontem, ao fim da tarde, corri pela plataforma de areia que se prolonga da Figueira até ao Cabo Mondego, sempre em paralelo, a pouco mais de um metro da maré. Aproveitei para ver o pôr-do-sol, que na Figueira possui um encanto muito especial, dado que a luz tem de desconstruir uma muito ligeira poalha cinzenta, até se recolher no mar.
Num dado momento, lembrei-me de uma das mais belas frases da escrita portuguesa, de José Gomes Ferreira: “viver sempre também cansa”. Uma vida de resistência, verticalidade e probidade, não tenham a mínima dúvida, é muito difícil, num mundo em que a informação e a cultura dominante, protege salteadores e camafeus.

Ocorreu-me, logo, a recusa do Dr. Álvaro Cunhal em receber comendas e demais honrarias. Álvaro Cunhal, e muito bem, entendeu não percorrer os mesmos corredores e salões por onde passaram e viriam a passar tipos de múltiplos gangs, porque a honradez, em sentido inverso, não tem preço.
Pelo contrário, Alexandre Soares dos Santos, piedoso merceeiro a retalho, que montou um império à custa de trabalho pouco abaixo de escravo, recebeu honrarias dos seus melhores pares, a miserável elite financeira e política, e teve ainda a ousadia de dar ares de consciência moral, que entende ser devida a um patrãozinho, empreendedor e amante da pátria.
Mas no instante em que grassa pela pátria a teoria de que é preciso abnegação patriótica, fez um severo e gostoso manguito à boa consciência e a Portugal. Por isso, José Gomes Ferreira e Álvaro Cunhal, gente que se caldeou na resistência, a dizer não, têm razão. É preferível a probidade nos actos que conferem uma vida, do que pisar os mesmos salões por onde pisam todo o tipo de salteadores e camafeus, como tem sido e são, os “craques” do PSI 20.

Cantar as Janeiras pelo HDFF


Uma iniciativa do Movimento Cívico “Defenfer o HDFF”.
“Com as Janeiras deseja-se um bom ano para todos. E um bom ano para os figueirenses é a manutenção dos bons cuidados de saúde a que o Hospital Distrital da Figueira da Foz nos habituou”.
Uma iniciativa cultural como acção de sensibilização para as ameaças que pendem sobre o HDFF, tais como o fim dos tratamentos oncológicos, a deslocalização da Viatura Médica de Emergência e o encerramento parcial do Bloco Operatório.
Ou de como a Cultura também é resistência.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Angola, 8 de Janeiro, Dia da Cultura Nacional


Uma abordagem de Agostinho Neto sobre a cultura nacional, em 1979, na tomada de posse dos corpos gerentes da União de Escritores Angolanos, transformou-se numa referência fundamental em qualquer discussão sobre a problemática da cultura angolana.
Foi devido a esse discurso que em 1986 foi instituído o Dia da Cultura Nacional.
Este ano é no Bié o acto central da comemoração. Aqui a notícia.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Sabe bem pagar tão pouco

Alexandre Soares dos Santos é um merceeiro infame que até da honestidade tira dividendos; foi enriquecendo a preços baixos, enquanto todo o país empobrecia.
Alexandre Soares dos Santos é um filho da puta infecto e crapuloso que nunca se coibiu de criticar asperamente a ridícula elite política que lhe permitiu enriquecer impunemente e o condecorou por duas vezes.

As pobres festanças da tia Constança

Augusto Alberto


A propósito das primárias no Partido Republicano, há vozes que clamam que estamos perante a direita burra e trambiqueira. Errado! Trambiqueira e perigosa, sim, mas burra, nunca. Avaliar pessoas e os valores que conformam a sociedade americana, é tarefa ciclópica porque os interesses são muito intrincados. Há boa gente que escreveu sobre a sociedade americana e nos ensina que uma má moita nunca está só no meio da floresta. Recomendo, para melhor entendimento, a leitura do notável fresco de Boris Vian, “Império”. Aliás, modelos e estratégias são universais. Tenho amigos que morderam as mãos com a primeira eleição de Cavaco, porque sempre o tiveram como um podão, mas a verdade é que Cavaco foi reeleito e esses meus amigos tiveram também de morder os dedos.
Para nossa sorte, às vezes, nos tutores de imagem, a vaidade é tanta, que permite saber o modo esconso como dirigem a política e o mundo. É o caso de Fernando Lima, o homem que tratou da imagem de Cavaco ao longo do seu primeiro mandato, que discorreu sobre estratégia da informação, e que permite saber como respira, afinal, a direita global…uma informação não domesticada constitui uma ameaça com a qual nem sempre se sabe lidar. Lembrou o antídoto encontrado pela equipa de Reagan, (de quem sempre se disse ser obtuso e desqualificado), para combater os desvios dos médias e manter a agenda politica controlada, fazendo o que chamavam de manipulação pela inundação. Reagan rodeou-se do melhor dos construtores da estratégia liberal, abusou, foi reeleito e deixou mossa, que agradou à elite, e que agora está a ser paga pelo povo que trabalha.
Com efeito, a direita global gira predominantemente em alcateia, como os lobos, ainda que por incapacidade e submissão o elemento mais fraco do grupo, designado genericamente por “alfa”, tenha de esperar desesperadamente pelos despojos do festim. Inclusive, nas festas em Davos e em Cascais, é-lhe indicado que nem à porta espere. A direita não é tola, sim senhor, mas no tempo corrente, a denominada classe média, parece pior do que “alfa”. Já nem sequer chega às sobras, ainda que em tempos de festa natalícia, seja convidada para as pobres festanças da tia Constança.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Porto da Figueira da Foz: não há crise


O Porto da Figueira da Foz bateu, em 2011, um novo record de movimento de mercadorias, ao registar pouco mais de um milhão e setecentas mil toneladas. O anterior máximo tinha sido fixado em 2010 quando movimentou um milhão e seiscentas e quinze mil.
O prolongamento do molhe Norte poderá ser uma das razões que favoreceu este aumento, pois permitiu menos dias de barra fechada. As obras que se efectuaram no canal são outra das razões pois permitem um maior calado aos navios que aportam o porto.
Em Outubro último saiu um cargueiro transportando 6.100 toneladas de pasta para papel com destino à Holanda, que bateu o record de tonelagem de carga por navio e um outro com 6.000 toneladas de areia com destino a Marrocos.
A Celbi, a Soporcel e a Vidrociclo são as empresas que lideram o movimento de mercadorias, responsabilizando-se, as três, por 54,35% .
A Celbi (exportação de pasta para papel e importação de eucalipto) movimentou, aproximadamente, 563.000 toneladas (33,07%), a Soporcel (exportação de papel em contentores e importação de pasta para papel) 211.000 (12,41%) e a Vidrociclo (importação de vidro para reciclagem) 150.000 (08,87%).
Segundo um responsável do porto, espera-se que este ano se atinja os dois milhões de toneladas devido ao aumento de produção da Celbi e ao provável aparecimento de novas cargas.
fotos: alex campos

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O querido “santos”

Augusto Alberto


O “querido patrãozinho” está de partida. Vejam para onde partiu, e para quê? Para provar o contrário da arenga oficial e dominante que diz que os sacrifícios são para todos. A fazer fé na ideologia oficial, é preciso partir para resistir à fome, contudo, o “querido patrãozinho”, foge para ficar mais rico. É o deslumbramento à solta, porque o “querido patrãozinho”, com formação fascista, está imparável”. “Às “regras universais” dá sopa, porque, a “democracia”, reafirma, “sou eu”.
Entretanto algumas virgens ofendidas, em cruzada, recomendam boicote aos produtos Pingo Doce, esquecendo aquela “boutade”marxista, que diz que o capital não tem pátria.
Contudo, para expiar a consciência e dar um lampejo de cidadania, logo na televisão pública apareceu o editor de economia, residente e oficial, a afirmar. Sim, é assim mesmo. Aliás, dizem os puritanos do capitalismo, que se está perante uma tendência. Com efeito, qualquer tendência capitalista cavalga na lógica que permite a qualquer “querido patrãozinho”, legal e sofregamente, fugir aos impostos, estando, contudo, vedado o alivio nas taxas e impostos a qualquer pessoa singular, que é exclusivamente quem aguenta a amada pátria, que escoicinha em milhões e é madrinha para “santos”.
Não foi preciso muito tempo para se provar que os sacrifícios são para os que na folha da vianda mensal logo vêm as taxas e impostos sacados, sem expedientes e fugas, ao contrário do capital, que engendrou meios legais para resfolgar e chafurdar. Aliás, do meu ponto de vista, só falta ao grande capital, no momento das grandes emoções, ordenar que a terra baile e os pássaros cantem hinos, ao fulgor do mais desbragado e bravo capitalismo.
Grande Kim, vais-me desculpar, mas já não vejo em ti o mais belo ditador! Fenecestes, contudo ficaram “santos” que continuam, deslumbrados, a ditar e a rejubilar, ditando trabalho escravo e vencimento mínimo, ou quase.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Três alegres tigres, três gémeas troikas


Ou seja, até parece que não tinhamos já uma overdose. De troikas, bem entendido, não de tigres. Por outras palavras: nunca se está tão mal que não se possa estar pior. Pelos vistos.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

“Amelinhas”

Augusto Alberto

Será que já percebemos que o verbo que por cá mais se soletra, é o verbo cortar?
Azucrinaram-me os ouvidos. Qualifique-se! E eu assim fiz. Fiz licenciatura, depois mestrado e a seguir, segui para uma caixa de supermercado e agora, vêm uns patifes, que me cortam a esperança e me dizem: “corte-se daqui, e emigre”.
Cortaram as escolas porque antes cortaram os meninos. Só não cortaram os velhos, que a terra há-de cortar.
E agora dá-se o corte seguinte. Estão a cortar os médicos e demais técnicos de saúde. Com corte e mais corte, desenganem-se os que acham que os cortes pararam nas “berças”, onde já não há nada para cortar. A sanha e o corte avançou ao litoral, onde, aparentemente, não é crível cortar. Estão a entender, ou precisam de um desenho? O que eu quero dizer, é que à pala da “troika”, avança o derradeiro assalto ao povo que trabalha e está, aparentemente, sem escapatória. Cortam-nos e apontam o retrocesso. E nem sequer nos deixam tratar da vidinha, como por exemplo, fugir aos impostos, como a “caixa”. Replicar como a “caixa”, não é possível. Porque fugir aos impostos e fugir para uma escapada às Ilhas Caimão, é prerrogativa da oligarquia.
Cortar o bloco operatório, a urgência, a viatura médica, as urgências pediátricas, e cortar nos transportes. E algumas pessoas, que não têm corte que as amanse, reagem. Abaixo-assinado na Net e em papel. E uma freguesa levou o abaixo-assinado em papel à Junta de Freguesia, que é local, onde deverá morar a defesa dos fregueses. Mas pelos vistos, alguns eleitos, vestem de lacaios e estão exactamente com a oligarquia que indica, corta, corta.
Para que queremos nós uma Junta assim? Absolutamente para nada! Ou a freguesia está ao lado dos fregueses, ou então os fregueses tem o absoluto direito de cortar os da freguesia. Corta, corta, com os das freguesias que não estão com os fregueses. Rua, rua, com a “amelinha” do Montijo, presidente socialista, que assina por baixo as traquinices desgraçadas da oligarquia trambiqueira, PPD/CDS/PS.
Já chega de tanto sangrar, à custa de tanto taxar e cortar.
Rua “amelinhas”!

Para variar, uma boa notícia


Já que as boas notícias vão continuar a ser uma raridade, é de todo conveniente divulgar uma boa, quando aparece.
Esta, por exemplo.
A julgar pela situação de quase todas as câmaras municipais, se calhar em Almada foi encontrado petróleo e a edilidade não diz nada. O que não admirará, pois na Figueira já há, quase há um ano, financiamento para as obras do mercado e também ainda não foi apresentado o projecto.
Como por cá, na capital do betão, são mais dados a ridículas entradas para o Guiness, como os casos dos foguetes e da A14 (onde têm nascido os figueirenses, ao km 18, 29, 32, e por aí fora, o que a põe como a maior maternidade do mundo) atestam, deixo aqui, ainda que com uma certa dor de cotovelo, os parabéns a todos os almadenses em geral e ao meu amigo e camarada Zé Manangão em particular.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Nas brumas da memória

Augusto Alberto

O tempo tudo cura. A propósito das exéquias do “querido líder”, particularmente demonizado, e gozadas, com propósito, e das patranhas de “outros” queridos lideres, que raramente são publicitadas, recomendo vivamente que se goze com o que aqui descrevo, repassado do Diário de Noticias, de Novembro de 1976.
"Partidos democráticos homenagearam Mão Tsé Tung.
Cerca de 800 pessoas participaram na noite do dia 1, na sessão de homenagem à memória de Mão Tsé Tung, promovida pela Associação de Amizade Portugal-China…um ponto comum pareceu unir partidos de tão nítidas diferenças ideológicas, AOC, CDS, PCP (m-l), PPD e PS…presentes algumas figuras dos meios políticos e militares. Mário Soares fez-se representar especialmente. Maria Barroso estava igualmente presente, assim como deputados dos três Partidos democráticos com assento na Assembleia da República…Pedro Vasconcelos, dirigente do CDS, que integrou a delegação que visitou recentemente a China, sendo um adepto do personalismo…Pedro Roseta, director do órgão de informação oficial do PPD, afirmou-se particularmente tocado pelo realismo da politica internacional da China…Álvaro Guerra, jornalista e membro do PS, não conseguiu esconder, na sua muito breve intervenção, o entusiasmo e a admiração que lhe foi dado ver na sua visita à China. Carlos Guinote, membro do secretariado do PCP (m-l) …Jorge Abreu, dirigente da AOC…a seguir teve lugar a declamação de um poema de Mão Tsé Tung… (...).

E ainda…um texto escrito por Mário Soares, então primeiro-ministro, por ocasião da morte de Mao Tsé Tung.

«Em nome do governo português e em meu nome pessoal, peço-lhe que aceite, Senhor Primeiro-Ministro, a expressão das nossas mais profundas condolências pelo desaparecimento do presidente Mao Tsé Tung. O presidente Mao Tsé Tung foi uma personalidade que deixou uma marca na história do nosso século. O presidente Mao Tsé Tung, dirigente do povo chinês na sua longa marcha para a libertação, fundador de uma nova sociedade no centro da Ásia e representante intransigente da luta anti-imperialista, merece o respeito mundial. O seu desaparecimento é uma grande perda para o povo chinês. Mas estamos convencidos de que o seu exemplo manterá a República Popular da China na via de uma sociedade justa e consciente, o que é o objectivo firmemente fixado para o povo chinês.»

In Pekin Information, Nº45, 8 de Novembro de 1976.

E eu, aproveito neste inicio de ano bom, para dizer, em forma de prosa, a todos os “queridos lideres” que nos tem andado a gozar e a chupar, para se irem lambuzar com a quinta pata do cavalo de Mao Tsé Tung, que jaz enterrado na neve das estepes da Ásia e por isso, ainda está em bom estado.

Já dura demais

Esta merda faz hoje 10 anos.

2012


Ano novo mas problemas velhos. Continuamos a ser desgovernados pelos indigentes comissários do poder económico. Curiosamente “democraticamente” eleitos pelo povo que vai continuar a ser vitima das próprias políticas que escolheu.
Desejar um bom 2012 soará a falso, a hipócrita, a pró-forma desnecessário.
Porque se não lutarmos, se não nos opusermos a estes facínoras que, pelos vistos incautamente, elegemos, vamos continuar a assistir ao agravamento das condições de vida da maioria da população e à prosperidade de uma minoria de nababos.
Vamos continuar a assistir ao aumento do desemprego, o que implica o aumento da fome e da miséria, à degradação do sector público seja da saúde, da edução ou outros, com tudo o que isso implica. Vamos continuar a assistir à venda a retalho do país, à perda da própria nacionalidade.
Faço votos para que muitos mais ganhem consciência do estado a que isto chegou, para que consigamos dar a volta a isto.